Procedimentos para promover e verificar a integridade da carga de cimento a granel

A crescente industrialização da construção no sul do Brasil tem reflexo no aumento do volume de cimento expedido a granel pelas fábricas da região. O volume passou de 24% em 1995 para 35% do total produzido no ano passado (dados SNIC). Na Fábrica da Itambé este índice é bastante elevado em função da grande parcela de clientes industriais. Como não é possível avaliar apenas visualmente a quantidade e tipo de cimento que está dentro do silo-reboque, como ocorre no caso do produto ensacado, a empresa toma determinados procedimentos no carregamento e expedição e também recomenda que o cliente adote outros no momento de receber a sua carga.
Na chegada à fábrica, o caminhão é inspecionado para se verificar se há danos no silo-reboque que possam causar vazamentos ou entrada de água. Em seguida, um funcionário observa se no interior do silo há restos de material de cargas anteriores que, se existirem, são removidos pelo motorista em um pátio externo. Uma vez verificado que o silo está vazio, o cimento é carregado e lacres numerados de aço são colocados nas bocas de saída e nas tampas superiores. Os números destes lacres são inseridos na Nota Fiscal, bem como o horário de expedição, quilometragem do veículo, o tipo e o peso líquido de cimento carregado, conferido por pesagem do caminhão na entrada e na saída da fábrica.
Para que o cliente se assegure que a carga não foi violada, que as características solicitadas no pedido foram atendidas e para evitar a mistura de tipos diferentes de cimento em um mesmo silo, é importante que um responsável seja nomeado para a operação de recebimento. Antes de autorizar a descarga do material, é fundamental que o responsável leia a Nota Fiscal, observe se o destinatário (nome e endereço), o tipo de cimento e placa do silo-reboque estão corretos e também se a quilometragem do veículo está coerente com a distância da fábrica. Deve ainda conferir se a numeração dos lacres está de acordo com a Nota e se algum foi violado ou tem marcas de adulteração.
Após a retirada do lacre é possível coletar uma amostra do cimento com um tubo amostrador, descrito na NBR 5741 – Extração e preparação de amostras de cimentos. Esta norma também recomenda que a coleta seja feita em pontos bem distribuídos para garantir a sua representatividade, que a amostra tenha pelo menos 2,5 kg e que seja guardada por 90 dias, caso se façam necessários ensaios de caracterização. O cimento deve ser guardado em recipientes estanques e impermeáveis, com clara identificação de marca e tipo, data de coleta e número da Nota Fiscal.
Se for de interesse do cliente, podem ser estabelecidos um ou mais ensaios de recebimento da carga. Os mais simples e rápidos são o ensaio de finura na peneira n. 200 (NBR 11579) e o ensaio de tempo de início de pega (NM 65). Os resultados podem ser conferidos com os relatórios de ensaios disponíveis no site da Itambé antes da liberação da descarga do material.
Como a descarga do cimento é feita por pressurização do silo-reboque, o responsável deve assegurar-se de que as tampas superiores estão adequadamente vedadas e que o mangote está perfeitamente conectado à boca de saída do caminhão e à tubulação de carga do silo. Cerca de 10 minutos após o fim da operação é preciso abrir as tampas para se verificar se todo o cimento realmente foi descarregado. Para isso, é necessário um ponto de luz ou uma lanterna. Caso reste cimento no interior do silo-reboque, mesmo em pequena quantidade, todo o conjunto deve ser fechado e a operação de descarga deve ser reiniciada.
Em caso de dúvidas a respeito dos dados da Nota Fiscal ou das propriedades do cimento, o cliente pode entrar em contato pelo Ligue Cimento Itambé: 0800-419002.
Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696
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As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva responsabilidade do autor, não exprimindo, necessariamente, a opinião da Cia. de Cimento Itambé.
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