Trincas em paredes

A alvenaria é um componente da obra bastante sensível à fissuração, o que pode comprometer a estética da obra e, em alguns casos, reduzir a vida útil da edificação

Créditos: Engª. Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

Neste artigo, serão abordadas algumas formas de recuperações simples para fissuras de revestimento e trincas superficiais, resultantes de tensões de origem térmica ou higroscópica - absorção de água.

Para facilitar a compreensão do texto, será definido como fissura estado em que um determinado objeto ou parte dele, neste caso a parede, apresenta aberturas finas e alongadas em sua superfície. A trinca é o estado em que um determinado objeto ou parte dele se apresenta partido, separado em partes e elas geralmente são contínuas.

Quando houver destacamento entre pilares e paredes, provocado por retração da alvenaria:

- É recomendada a inserção de material flexível no encontro delas. Nas paredes revestidas;

- Abrir uma cavidade retangular de forma que transpasse o pilar em aproximadamente 20 centímetros de cada lado;

- Fixar uma tela metálica leve na alvenaria com o auxílio de pregos ou cravos de metal, medianamente distendido – nem frouxa, nem esticada;

- Chapiscar o conjunto alvenaria/pilar após a colocação da tela e revestir com argamassa de baixo módulo de deformação, ou seja, argamassa com pouco consumo de cimento, para torná-la flexível ao invés de rígida. No livro Trincas em Edifícios, o autor Ercio Thomaz, sugere o traço 1:2:9 (cimento : cal hidratada : areia) em volume.

No caso de fissuras provocadas por movimentação higrotérmica da própria parede, Thomaz sugere a utilização de tela metálica ou a interseção de uma bandagem que propicie a dessolidarização entre o revestimento e a parede na região da fissura. A idéia principal é criar um espaço cuja função é separar a área do revestimento de outras áreas para aliviar as tensões provocadas pela movimentação entre os dois componentes.

O modo de tratamento é similar ao anterior. Porém, existem no mercado bandagens pré-fabricadas, compostas de tela de poliéster auto-adesiva e massa corrida ou outra massa indicada pelo fabricante.
Alguns fabricantes recomendam escarear a parede na extensão da trinca em 3 milímetros de profundidade e largura da tela, de forma que o eixo da fissura permaneça no centro. Limpar a superfície e aplicar uma camada fina da massa corrida e aguardar a secagem. Após aplicar a tela, preencher e regularizar a área escareada com a massa corrida. Por último, lixar a superfície para que esta receba o acabamento desejado.

Para pequenas fissuras ativas, pode-se tentar a recuperação com o sistema de pintura. Neste caso, recomenda-se abrir na região da trinca um sulco em formato de “V” com aproximadamente 2 centímetros de largura na horizontal e 1 centímetro de profundidade. Limpar a poeira aderente à parede e deixá-la seca para aplicação de um selante flexível, que deverá ser tixotrópico ou seja, retorna à sua posição original, após receber e cessar uma determinada tensão. Exemplo: poliuretano e silicone.

Antes de iniciar o reparo, é importante descobrir a origem desta patologia pois ela pode ser um sintoma provocado por uma movimentação estrutural. As situações nas quais as causas não são tratadas, a trinca poderá surgir novamente.

Se possível, consultar um especialista e solicitar um Laudo Técnico com um parecer, que é um diagnóstico cientificamente fundamentado.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Normas ABNT

ADITIVOS

ADIÇÕES

AGREGADOS

ARGAMASSAS

ARGAMASSA COLANTE

BLOCO DE CONCRETO

BLOCO DE CONCRETO CELULAR AUTOCLAVADO

CIMENTOS

CONCRETO

FIBROCIMENTOS

LAJES

PAVIMENTAÇÃO

POSTES

TELHA DE CONCRETO

TUBO DE CONCRETO

Associações e Institutos

ABCP: Associação Brasileira de Cimento Portland
- Instituição que promove estudos sobre o cimento e o uso adequado deste produto.

ABESC – Associação Brasileira de Empresas de Serviço de Concretagem
- Presta serviço de informações e assistência aos usuários de concreto.

SNIC – Sindicato Nacional da Indústria do Cimento
- Oferece a relação de todas as fábricas de cimento do Brasil com suas localizações, dados do mercado de cimento, clipping e links relacionados ao segmento.

IBTS (Instituto Brasileiro de telas Soldadas)
Vale conferir o site da entidade que representa um produto essencial para a execução do concreto armado. No link “aplicações”, por exemplo, o visitante da página pode conhecer um pouco mais sobre temas como pavimento de concreto estruturalmente armado, argamassa armada e tubos de concreto armado.

IMCYC (Instituto Mexicano de Cimento e Concreto)
Criada em 1923, a entidade visa o desenvolvimento e a divulgação da utilização do concreto na construção. O site oferece uma revista eletrônica com artigos técnicos (Construcciión y Tecnologia), informações sobre o mercado de construção mexicano e um interessante teste de conhecimentos sobre concreto (tecno trivia). Site em espanhol.

INSTITUTO DE ENGENHARIA
Além de acessar notícias importantes do setor, através das versões on-line das duas publicações do IE (o jornal “Evolução” e a revista “Engenharia”), o visitante do site pode consultar agenda de cursos e eventos do instituto.

IEP
O instituto reúne profissionais, empresas e órgãos governamentais em prol da valorização da engenharia. Promove especializações, eventos e divulga material técnico.

IAB – Institutos de Arquitetos do Brasil
Entidade com quase 80 anos de história, que representa os arquitetos brasileiros.

ABECE
Entidade de classe da engenharia e consultoria estrutural no país, fundada em outubro de 1994, a Abece hoje congrega 300 escritórios de projeto brasileiros que, juntos, representam mais de 80% dos negócios no setor.

ASBEA PR
A ASBEA PR – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura do Paraná, é uma entidade independente que congrega escritórios de arquitetura e empresas fornecedoras de produtos e serviços da construção civil.

ABNT
Fundada em 1940, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

ABCIC
A Associação Brasileira da Construção Industrializada em Concreto surgiu com o apoio da ABCP em 2001, com o objetivo de difundir os sistemas industrializados em concreto.

ABTC
Formada pelas principais empresas produtoras desses artefatos no Brasil a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de concreto apóia o mercado consumidor com informações úteis sobre a produção e aplicação de tubos de concreto.

IBRACON
O site do IBRACON – Instituto Brasileiro do Concreto – fornece informações sobre eventos e disponibiliza resumo de trabalhos técnicos, além de divulgar as novidades do mercado da construção civil no Brasil e no mundo.

IPT
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) tem por objetivo atender à demanda de ciência e tecnologia nas diversas áreas da Engenharia em que atua. O IPT atua basicamente em três grandes áreas: inovação, pesquisa e desenvolvimento; serviços tecnológicos; e desenvolvimento e apoio metrológico.

APPC
Site da Associação Paranaense dos Produtores de Cal. Criada em 27 de janeiro de 2000, iniciou o Programa Paranaense dos Produtores de Cal que se constitui num programa de qualidade para monitorar o mercado distribuidor, que segue as diretrizes básicas do PBQP-H: Programa Brasileiro de Produtividade e Qualidade do Habitat.

BLOCOBRASIL
Associação que promove o setor de blocos de concreto para pavimentação e alvenaria. Apresenta obras, práticas recomendadas, eventos, normas e publicações.

ABAI
Criada pelos principais fabricantes de argamassa industrializada do país, a ABAI divulga e orienta quanto à utilização da argamassa industrializada, incentiva o desenvolvimento de pesquisas e promove eventos.

ANTAC
A ANTAC é uma associação técnico-científica, que reúne pesquisadores e técnicos envolvidos com a produção e transferência de conhecimentos na área de tecnologia do ambiente construído. Integra profissionais das mais diversas especialidades, tais como Engenheiros, Arquitetos, Físicos, Químicos e Sociólogos, que atuam em Construção Civil, Tecnologia de Arquitetura e Habitação.

A importância da participação em Feiras

Participar de feiras é uma atividade de planejamento que exige trabalho, dedicação e conhecimento

Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing

As empresas têm à disposição um leque diversificado de ferramentas de marketing para atingir os objetivos a que se propõem em termos de produto, preço, distribuição e comunicação. A participação em feiras é uma das ações que contribuem na obtenção destes resultados. Esta é uma atividade de planejamento que exige trabalho, dedicação e conhecimento, além de ser uma ocasião excelente para promover novos produtos/serviços ou testá-los, investigando diretamente o mercado.

A participação numa feira envolve um amplo trabalho preparatório que deve ser iniciado entre quatro a seis meses antes da data de início da feira e obedece a várias regras. Mas antes mesmo de iniciar esta etapa há que:

Passo 1 – Preparar a participação numa feira

Deve-se solicitar toda a documentação disponível sobre a feira escolhida para obter as principais informações (data de realização, número de edições já realizadas, horários, perfil do expositor, perfil do visitante, área ocupada, número de expositores, expositores de edições anteriores e atuais, número de visitantes esperados, meios de divulgação da feira, data e horários de montagem e desmontagem, seguro, com que antecedência deve ser efetuada a reserva, lista dos hotéis e infra-estruturas envolventes). Após isso, deve-se iniciar o planejamento propriamente dito seguindo uma estratégia de marketing que terá por base um plano que deve incluir: objetivos da feira, análise pré-feira, orçamento, identificação do mercado-alvo, escolha dos produtos a expor, plano de promoção e publicidade, coordenação do pessoal, determinação da equipe de apoio para a feira, atribuição das responsabilidades, elaboração da escala de serviço e atuação pós-feira.

Passo 2 – Definir o estande

O estande é a estrutura onde se materializa a participação numa feira, sendo a imagem da empresa e tem por objetivo chamar a atenção do público-alvo. O estande pode ser dividido em:

· Chão livre, ou seja, os metros quadrados alugados;
· Estrutura física, que por sua vez pode ser construída com elementos fornecidos pela própria organização ou pela empresa.

A localização do estande dentro da feira não é de grande importância, já que a maioria dos visitantes percorre toda a feira, mas deve:

· Atrair o olhar;
· Informar os profissionais;
· Facilitar o convívio.

Passo 3 – Definir o orçamento para a feira

O investimento depende dos objetivos e das disponibilidades financeiras do expositor e dos objetivos e potencialidades da feira. O orçamento deve ser dividido em sete categorias:

· Aluguel do espaço;
· Estande;
· Transportes das mercadorias;
· Serviços da feira (contratar pessoal para montar o estande; serviços de limpeza, de aluguel de mobiliário, fotógrafo, seguro, plantas, telefone, etc.);
· Pessoal: avaliar se são necessárias pessoas suplementares;
· Publicidade e divulgação;
· Deslocações e estadias.

Passo 4 – Fazer o marketing pré-feira

Para se atingir o maior número possível de visitantes, com interesse para a empresa, é necessário apostar num marketing pré-feira, através do envio de convites, e-mail ou publicidade na imprensa. Cada expositor deve cativar não o maior número de visitantes, mas o seu público-alvo. São vários os instrumentos a utilizar:

· Convites personalizados – são a melhor forma de garantir a presença dos visitantes mais importantes;
· Mailing – é a forma de atingir potenciais clientes. O mailing de convites deve ser feito dois meses antes, mas a empresa deve fazer um segundo mailing um mês antes da feira;
· Telemarketing – é uma boa ferramenta no âmbito dos contatos personalizados e prende-se essencialmente com a marcação de entrevistas para a feira. Este trabalho deve ser iniciado com cerca de duas a quatro semanas de antecedência e é de grande utilidade quando a empresa expositora pretende aproveitar a oportunidade de participar na feira para organizar uma atividade paralela;
· Imprensa – a estratégia a seguir será determinada pelo orçamento existente e a freqüência da publicação de anúncios deve ser preferida à dimensão dos mesmos.

Passo 5 – Saber quais os erros a evitar no estande

Um dos erros mais comuns é selecionar uma feira porque a concorrência também participa ou porque já é habitual marcar presença num determinado salão. Além disso, existe um conjunto de regras que não devem ser esquecidas dentro do estande de uma empresa numa feira:

· Evitar sentar-se;
· Não ler;
· Não fumar;
· Não comer ou beber;
· Não conversar ao telefone;
· Não ficar obstruindo a visão dos clientes;
· Não deixar questões por resolver;
· Não conversar com os amigos em pequenos grupos.

Passo 6 – Atuar durante a feira

O fato do visitante/comprador se dirigir ao estande receptivo e motivado é algo de que se deve tirar partido, afinal, nas feiras é possível ver, tocar ou provar os produtos. Para garantir o sucesso desta atuação é aconselhável:

· Definir uma estratégia;
· Adaptar os produtos aos mercados e escolher os produtos ou serviços mais adequados a cada feira;
· Realizar demonstrações e entregar brindes;
· Conhecer a concorrência;
· Preencher fichas de contato, com o objetivo de obter contatos que venham a transformar-se em compras;
· Aproveitar os serviços propostos pela organização (imprensa, atividades paralelas);
· Analisar o atendimento aos visitantes;
· Animar o estande;
· Manter reuniões diárias com todo o pessoal do estande;
· Fotografar o estande;
· Manter o estande limpo e arrumado.

Passo 7 – Elaborar o relatório da feira

Posteriormente, e mesmo durante a realização da feira, é importante registrar o que aconteceu no estande e na feira. Este registro deve ser feito regularmente ao longo da participação na feira, reunindo vários documentos:

· Planejamento: inclui o orçamento, as notas das reuniões com o pessoal, os objetivos da participação, etc.;
· Serviços da feira: arquivar as cópias dos serviços encomendados;
· Exposição: incluir o desenho do estande, a implantação dos produtos a expor, instruções para a montagem/desmontagem, os contatos da empresa, números de emergência, o regulamento da feira e o guia do expositor;
· Promoção e Publicidade: guardar uma listagem das empresas para as quais foram enviados os convites e fazer um mapa com os meios de comunicação social onde foi divulgada a participação;
· Transporte: incluir cópias de correspondência trocada com as transportadoras e contatos das mesmas;
· Contatos: arquivar um exemplar da ficha de contato assim como a planificação quanto à conversão dos contatos em vendas efetivas.

Passo 8 – Gerir o pós-feira

Depois do contato inicial estabelecido com um cliente na feira, o acompanhamento do mesmo é fundamental. A empresa expositora deve reunir todos os contatos efetuados e estabelecer uma nova ligação por telefone, enviar a documentação requerida ou a amostra dos produtos e visitar o cliente. Além disso, o responsável apontado pela empresa para gerir a participação na feira deve fazer um balanço final no qual incluirá uma avaliação dos resultados da participação. Esta avaliação deve ser feita a três níveis:

· Aspectos técnicos;
· Aspectos comerciais e
· Aspectos administrativos.

Este documento será utilizado depois como ponto de partida ou orientação para futuras participações em feiras.

Em alguns setores, há empresas que têm nas feiras sua principal estratégia comercial. Outras se preparam o ano inteiro para, em um único evento, lançar seu produto no mercado e anunciar novas estratégias ou até mudanças substanciais dentro da companhia. Há, ainda, empresas que consideram a feira um evento de participação obrigatória para sinalizar sua posição no mercado onde atua. Isso depende da estratégia de cada empresa, que inclui inclusive a decisão de participar ou não de feiras com freqüência.

Bibliografia: Viegas, Márcia; Marketing de feiras, Manual do Expositor, 1ª Edição, Edições Sílabo

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Juntas em piso de concreto

Por serem estruturas que suportam solicitações de diferentes magnitudes quanto a tipo e forma de atuação, os pisos de concreto devem ser projetados e executados com extrema precaução

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

De maneira simples, as juntas são criadas com a intenção de permitir a livre movimentação da placa, evitando fissuras e trincas decorrentes de tensões durante o processo de retração do concreto, dilatação e ou cargas atuantes na estrutura.

A fim de evitar patologias, o dimensionamento das juntas deve ser feito por um responsável técnico e sua execução por profissionais experientes. De acordo com Marcel Aranha Chodounsky e Fábio André Viecili, no livro Pisos Industriais de Concreto, “estima-se que mais de dois terços das patologias dos pisos de concreto estejam relacionadas com falhas nas juntas”.

Em pisos industriais, encontramos basicamente três tipos de juntas e, para cada tipo, é conferida determinada finalidade:

- As juntas de expansão ou dilatação são aquelas utilizadas para isolar o piso de outras estruturas, como encontro com pilares ou vigas baldrames;

- As juntas de construção são decorrentes da paralisação da concretagem da placa. A finalidade deste tipo de junta é controlar as trincas que, com certeza, ocorrerão neste ponto;

- As juntas de retração ou controle são consideradas trincas induzidas e servem para aliviar as tensões de retração do concreto e combater esforços oriundos da dilatação térmica do material. Esta última merece atenção especial, já que reduz a possibilidade de ocorrerem trincas e fissuras.

No Brasil não existem normas específicas referentes ao projeto e execução de pisos industriais de concreto, mas a bibliografia neste campo é vasta. Abaixo, seguem algumas recomendações:

- Nas juntas serradas o corte deve ser realizado com abertura de 3mm a 4mm e a uma profundidade de, no mínimo, 1/3 da espessura do piso. (Chodounsky, Marcel Aranha, Pisos Industriais de Concreto – Aspectos Teóricos e Executivos – São Paulo, Reggenza, 2007);

- Para pisos de concreto simples (sem armadura) a relação entre a largura e comprimento da placa deve ser de 1:1,5. (Revista Téchne – set/out-99.);

- A PCA (2001) – Portland Cement Association – sugere as dimensões das placas de concreto com base na espessura da placa e diâmetro máximo do agregado. Como exemplo pode-se citar que para uma placa com 20cm de espessura e agregado com diâmetro menor que 19mm, as placas devem ter 5m no máximo (válidos para concretos com abatimentos entre 10cm a 15cm);

- Já a ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland – no Estudo Técnico ET 13 de 1998, que se refere a projeto de juntas em pavimentos rodoviários de concreto – considera para o dimensionamento das placas o tipo de agregado graúdo. Por exemplo: para agregados de pedra britada calcária as placas teriam 6m x 3,75m, abertura da junta variando de 3mm a 4mm e com uma profundidade de 1/3 da espessura da placa.

Depois de executadas, as juntas devem ser tratadas para evitar a entrada de água e materiais sólidos que podem danificar a estrutura. Este tratamento normalmente é feito por meio da selagem das juntas utilizando materiais elastoméricos, que podem ser de várias naturezas, tais como a base de poliuretano, poliuretano modificado com betume, silicone, etc. A determinação do processo e/ou material a ser utilizado no tratamento da junta deve ser feita em função da utilização da área e do projeto do piso.

Por fim, para maior durabilidade do piso, deve ser feita manutenção preventiva das juntas com certa periodicidade, levando-se em conta o seu desgaste durante o tempo em que estiver em serviço.

Uma nova maneira de olhar os agregados

Nova norma brasileira orienta a análise dos agregados do ponto de vista da reação álcali-agregado

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Foi preciso muito esforço e dedicação para que a Comissão de Estudos CE -18:200.01 – Comissão de Estudos de Requisitos Gerais de Agregados da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, conseguisse ajustar os detalhes de um assunto bem polêmico. Com a coordenação do geólogo Cláudio Sbrighi Neto e a secretaria do engenheiro Flávio André da Cunha Munhoz, finalmente a ABNT NBR 15577, em sua primeira edição de 14.04.2008 e validade a partir de 14.05.2008, sai do papel e analisa os agregados tendo em vista sua reatividade álcali-agregado.

Bem abrangente, é composta de seis partes:

- Parte 1: Guia para avaliação da reatividade potencial e medidas preventivas para uso de agregados em concreto;

- Parte 2: Coleta, preparação e periodicidade de ensaios de amostras de agregados para concreto;

- Parte 3: Análise petrográfica para verificação da potencialidade reativa de agregados em presença de álcalis do concreto;

- Parte 4: Determinação da expansão em barras de argamassa pelo método acelerado;

- Parte 5: Determinação da mitigação da expansão em barras de argamassa pelo método acelerado;

- Parte 6: Determinação da expansão em prismas de concreto.

Foi consenso da Comissão, além de estabelecer os requisitos para o uso do agregado em concreto de olho nas reações expansivas deletérias, fazer também uma ampla “análise de risco” das estruturas e classificar a real ação preventiva em função do tipo e das condições de exposição. Este conceito é o grande diferencial desta norma. A constatação de um agregado potencialmente reativo, por si só, não deve ser considerada como desastre para a obra, mas sim, se estudar com calma a melhor forma de mitigar as reações. As medidas de mitigação são classificadas de acordo com a intensidade da ação preventiva e a avaliação da eficiência dos materiais inibidores da reação é descrita nas partes 5 e 6 desta Norma.

O item 8 da Parte 1 dá bem a idéia de como devemos interpretar as informações: “A partir do conjunto de informações obtidas, considerando a metodologia proposta nesta Norma (análise do tipo da estrutura e sua condição de exposição ambiental, histórico do uso dos agregados, ensaios dos materiais e avaliação da eficiência das medidas mitigadoras da expansão), é possível minimizar o potencial de a estrutura vir a apresentar manifestações patológicas deletérias devidas à reação álcali-agregado.”

Norma brasileira ganha status internacional

O reconhecimento é da International Organization for Standardization

A norma NBR 6118:2003 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento é, desde 21 de abril passado, uma norma de padrão internacional. O reconhecimento é da International Organization for Standardization (ISO) no comitê técnico ISO/TC 71 (Technical Committee of Concrete, Reinforced Concrete and Pre-stressed Concrete) desta instituição. A votação que faz estas aprovações deve ter voto favorável de, pelo menos, 75% dos 88 países que compõem o Comitê Técnico. A 6118:2003 entrará na cláusula A2 da ISO 19338 – Performance and assessment requirements for design standards on structural concrete.

A engenheira Inês Laranjeira da Silva Battagin, Superintendente do Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados – CB18, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – ressalta o brilho desta conquista: “Este feito inédito enaltece a engenharia nacional, fazendo valer nossa cultura de construir em concreto, ao mesmo tempo em que permite o uso da Norma Brasileira ABNT NBR 6118 como documento internacional, por ter sido registrada e reconhecida no Comitê Técnico ISO/TC71”.

A NBR 6118:2003 em vigor, historicamente conhecida como NB-1, tem 221 páginas, teve sua primeira edição em 31.03.2003 e foi corrigida em 31.03.2004. Foi elaborada no Comitê Brasileiro de Construção Civil (CB-02) pela Comissão de Estudo de Estruturas de Concreto Simples, Armado e Pretendido (CE-02:124.15).

Além da norma brasileira, outras nove têm o reconhecimento aos requisitos da ISO 19338:

1. EUA – ACI 318 – Building Standards Requirements for Structural Concrete

2. EUA – ACI 343 – Analysis and Design of Reinforced Concrete Bridge Structures

3. Comunidade Européia – EN 1992-1 – Eurocode 2. Design of Concrete Structures. Part 1

4. Japão – AIJ Standard for Structural Calculation of Reinforced Concrete Structures

5. Japão – AIJ Standard for Structural Design and Construction of Prestressed Concrete Structures

6. Japão – AIJ Standard Specification for Concrete Structures

7. Austrália – AS 3600:2001 – Concrete Structures

8. Colômbia – Code – National Structural Concrete Structures

9. Arábia Saudita – SB 304 – Saudi Building Code: Concrete Structures

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Dicas para aquisição e montagem de central de concreto – 2ª Edição

Este artigo traz a segunda parte sobre as recomendações para aqueles que planejam adquirir uma central de concreto

Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Em continuidade às informações fornecidas na 1ª edição, publicada em março de 2008, este artigo traz as considerações específicas e pertinentes das peças que compõem a central de concreto.

Caixa e Balança de Agregados

Recomenda-se que a caixa de agregados tenha, no mínimo, quatro divisões. Duas divisões para agregado miúdo e duas para agregado graúdo. É desejável que cada saída seja feita com duas comportas, para permitir a chamada “sintonia fina” da automação. A capacidade será determinada em função do planejamento da central. Como informado no artigo anterior, recomenda-se dimensionar para um período mínimo de 10 anos de modo a garantir que a produção atenda a demanda até esta data. Porém, é importante preparar-se para uma eventual falha no sistema de alimentação da caixa, como por exemplo, quebra da correia de alimentação ou quebra da pá-carregadeira. Com uma boa capacidade de estocagem, será possível manter a produção enquanto se providenciam os reparos.

Uma dica importante é prover vibradores para as duas divisões que serão destinadas às areias. A balança de agregados deverá, preferencialmente, ter quatro células de carga e, no mínimo, um vibrador para melhorar a saída de areia.

Balança de Água e de Aditivo

Quando a dosagem da água de amassamento é feita através de balança ao invés de hidrômetro, a precisão melhora e os problemas diminuem. Com o hidrômetro não é possível usar água de reciclagem ou da chuva, pois os detritos poderão provocar o travamento das engrenagens. Já a balança de uma célula de carga apenas facilitará a entrada e saída de todo tipo de água. Além da precisão, auxilia a configurar a automação. A entrada da água é realizada através de uma bomba e a saída por gravidade com diâmetro mínimo de 2“ e acionamento eletro-pneumático. Aqui mais uma vantagem da automação. O sistema primeiro aciona a água de reciclagem e quando não tem mais deste tipo de água no reservatório, aciona uma segunda bomba, de água de poço ou da rede pública.

A balança do aditivo pode ser com copo de acrílico ou metálico, com uma célula de carga. O abastecimento é realizado com o auxílio de bomba e a saída por gravidade direto no misturador ou caminhão betoneira. Usualmente, o sistema de automação é configurado para lançar parte da água com o total do aditivo para evitar a concentração.

Silo e Balança de Cimento

Recomenda-se que no dimensionamento do silo de cimento leve-se em consideração eventuais dificuldades de abastecimento, como por exemplo greve de caminhoneiros, falta de caminhões, queda de barreiras em estradas, acúmulo de caminhões no carregamento, etc. Ou seja, além da previsão de crescimento da produção ao longo dos anos, estas dificuldades estabelecem a possibilidade de estocagem de cimento acima do que é utilizado diariamente. A diferença de preço para adicionar um anel a mais no silo é irrisória na maioria dos casos. Porém, mesmo que a opção seja por um silo de menor capacidade, a fundação deverá ser dimensionada prevendo-se um futuro aumento de carga.

O filtro de mangas de poliéster não retém o pó que sai ao final da descarga. O ideal é usar filtros com camisas sintéticas e monitoramento eletrônico de limpeza. Apesar de elevar o custo, evitam problemas com vizinhos e órgãos ambientais. Um bom filtro garante saídas de ar – suspiros adequados. A tubulação de carga deve ser externa ao silo, para permitir uma fácil manutenção. O cone de saída de cimento deverá ser provido de insufladores de ar – no mínimo com quatro bicos distribuídos próximos à saída, e escotilha para limpeza. Recomenda-se que o tubo de saída possua válvula borboleta e mangote de borracha com estranguladora, ambos eletro-pneumáticos. O fechamento superior do silo deverá ter uma borda que impeça a água de escorrer pelas paredes laterais. A saída de água deve ser realizada por tubulação de pvc até as bases da estrutura de apoio do silo.

A balança de cimento deverá ser provida apenas com mangote de borracha e estranguladora eletro-pneumática. A capacidade dependerá do volume de concreto ou argamassa que se quer produzir no ciclo da automação, mas o dimensionamento deverá levar em consideração estes materiais de altas resistências, além de uma folga de 50%. O sistema de pesagem deve ser feito com pelo menos três células de carga. A tampa de fechamento da balança deverá permitir o escoamento da água e a não acumulação de material.

Aconselha-se que a capacidade do transportador helicoidal não seja inferior a 90 t/hora. A construção deverá seguir padrões bem rígidos para evitar entupimentos. Para facilitar a automação, o transportador deverá ser provido de válvula borboleta na saída.

Desta forma, encerramos o artigo com as recomendações para aquisição e montagem da central de concreto. Caso o leitor tenha perdido a edição anterior, basta realizar uma busca no website massacinzenta.com.br através da palavra-chave “Dicas para aquisição”. A primeira parte do artigo foi publicada no dia 04/03/08.

Este artigo é dedicado ao Engenheiro Salvador Eugênio Giammusso.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Armazenagem do cimento

Falta de cuidados na armazenagem do cimento pode comprometer a obra e gerar desperdício

Engº Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

O cimento está presente no dia-a-dia das construções e é utilizado principalmente para confeccionar o concreto que irá compor a estrutura de uma edificação.
A qualidade de uma estrutura depende de diversos fatores, inclusive dos cuidados com o transporte e armazenagem do cimento. Falhas nestas etapas, podem causar alterações nas características do produto.

O principal problema relativo ao transporte e armazenagem do cimento é a hidratação dos seus grãos, comumente chamada de empedramento. Em função do grau de hidratação ou empedramento, acontece uma queda proporcional na resistência do concreto ou argamassa.

A garantia para que isto não ocorra inicia durante a sua expedição na fábrica. Na Itambé, os caminhões só deixam a área de carregamento se estiverem devidamente enlonados, e quando o transporte é feito por silos-reboque, no caso do cimento a granel, depois de lacrados. Por isso, não deve ser aceito o cimento entregue em sacos rasgados, molhados ou avariados durante o transporte. Do mesmo modo, não deve ser aceito o cimento a granel quando os lacres estiverem violados.

Nas obras, os cuidados devem continuar para que o produto mantenha seu prazo de validade, que por norma é de 90 dias a partir de sua data de expedição, que consta na embalagem. Tendo em vista as condições climáticas da região Sul, onde atua, a Itambé recomenda que o produto seja usado em 60 dias.

As pilhas devem ser constituídas de no máximo 10 sacos de altura, colocadas sobre estrados de 10 cm e as embalagens não devem ter contato com as paredes ou teto, guardando destes distâncias mínimas de 10 cm e 50 cm respectivamente. O cimento deve ainda ser armazenado em local bem protegido da ação das intempéries, da umidade e de outros agentes nocivos à sua qualidade.

Deve-se buscar aproveitar da melhor forma o espaço disponível para estocagem, promovendo uma boa disposição do estoque para reduzir perdas por avarias e aumentar e facilitar a velocidade de movimentação na obra. Os lotes recebidos em datas diversas não devem ser misturados e devem ser colocados separados, de maneira a facilitar sua inspeção e seu uso por ordem de idade. Cuidados especiais são necessários também quando se utiliza cimento de marcas, tipos ou classes diferentes, para impedir a troca involuntária.

Para facilitar a identificação dos tipos de cimento, a Itambé adota coloração diferenciada em suas embalagens, de papel kraft, que oferecem boa resistência contra rasgos e possuem excelente atrito, o que permite melhor empilhamento e estabilidade da pilha formada.

Abaixo, seguem algumas dicas:

1) Sacos que já estão abertos devem ser dispostos em locais que facilitem sua rápida utilização.

2) Se sobrar cimento em um saco aberto, deve-se transferi-lo para um saco plástico e fechar bem, de modo que não entre umidade. Desta forma, o cimento mantém suas propriedades por mais tempo, sem perder a resistência.

3) As embalagens vazias, podem ser utilizadas no processo de cura do concreto, bastando para isto encharcá-las e dispô-las sobre o concreto recém aplicado.

Estas e outras dicas a respeito de cimento e concreto estão disponíveis no site da Itambé. Para saber mais, acesse www.cimentoitambe.com.br entre na página – Assessoria Técnica/Dicas e sucesso em sua construção!

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Dicas para aquisição e montagem de central de concreto – 1ª Edição

Este artigo traz recomendações para aqueles que planejam adquirir uma central de concreto e, devido a sua extensão, será dividido em duas edições

Engº Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Esta primeira edição abordará as considerações para a aquisição e instalação do equipamento, e a segunda trará informações detalhadas de seus componentes.

As vantagens obtidas por um processo mecanizado são inúmeras para aqueles que buscam qualidade através da dosagem precisa do concreto. É possível atingir maior uniformidade das peças concretadas e redução de perdas de agregados e cimento. Pode-se obter também melhor controle tecnológico dos materiais, dosagem, resistência e consistência.

No momento de planejar a central, recomenda-se dimensionar o projeto para um período mínimo de 10 anos, de forma a garantir que a produção atenda à demanda até esta data. Normalmente, este é o período necessário para a depreciação do equipamento.

O sistema de pesagem e controle deve ter como base a automação, levando-se em consideração na escolha os seguintes cuidados:

- Segurança e confiabilidade: toda e qualquer operação, inclusive o início das pesagens do dia, deverá ser realizada através de senha. Sempre deverá estar presente uma pessoa autorizada para validar. É o caso, por exemplo, de redosagens e complementos de carga por falta de energia.
- Rastreabilidade: quando houver dúvida a respeito de uma determinada peça concretada as pesagens poderão ser verificadas através da rastreabilidade do sistema. A quantidade de cada insumo poderá ser comparada com as quantidades teóricas do traço.
- Controle de Estoque: o sistema deverá controlar o estoque de todos os materiais componentes do concreto ou argamassa. Poderá ser feito por peso, volume ou misto. Por exemplo: cimento em peso e os agregados em volume.
- Velocidade: a velocidade de pesagem deve atender à demanda da produção. Pode ocorrer de não haver grandes produções diárias, mas demandas acentuadas em determinados períodos. Dessa forma, deve-se ter como base a pesagem de uma carga para aferir a velocidade. Adota-se como padrão nas centrais a velocidade de 1,0 m3 por minuto, ou 60 m3 por hora. Este tempo refere-se apenas à colocação dos materiais no misturador ou caminhão betoneira. Já o tempo de mistura é função do próprio equipamento.
- Manutenção Preventiva: como benefício adicional, o sistema pode fazer o controle de manutenção dos equipamentos de pesagem, tendo em vista o tempo que a central fica em operação.

Normalmente os fornecedores deste tipo de equipamento vendem FOB – Free On Board, na qual o comprador é responsável pelo transporte, seguro da carga e outros custos e riscos. É válido pesquisar a compra CIF – Cost, insurance and freight, ou seja, o equipamento é colocado pelo fornecedor no pátio do comprador apenas com a responsabilidade da descarga. Desta maneira, o adquirente se isenta de problemas com quebra de alguma peça durante o transporte. De qualquer forma, o seguro dos equipamentos durante esta etapa é fundamental.

A montagem da Central é um dos fatores mais importantes do processo. Aconselha-se que esta fase seja feita pelo fornecedor, pois a garantia da produção e do bom funcionamento está diretamente relacionada à instalação do sistema. As montagens hidráulicas, pneumáticas e principalmente elétricas são elementos sensíveis para o bom funcionamento do conjunto todo. Existem poucas empresas especializadas e pode ocorrer de não conhecerem todos os tipos de centrais disponíveis no mercado.

Há a opção do acompanhamento técnico pelo fornecedor. O cuidado deverá ser, neste caso, a avaliação técnica do vendedor para cada etapa, de forma a evitar problemas de mau funcionamento devido à montagem.

A automação, incluindo o painel de controle, deverá ser montada pelo fornecedor, que fará toda a configuração da operação e garantirá o funcionamento. Um fator importante no custo nesta etapa será um guindaste que fará a colocação do silo e outras peças pesadas.

Um detalhe geralmente esquecido é o fornecimento de energia, água e ar para a central. Todo o sistema, para funcionar bem, necessita de condições mínimas de pressão de água e ar, além de um quadro elétrico com potência para atender a todo o sistema. Pode ocorrer, no momento da instalação, a percepção de que a energia disponível não é suficiente para rodar todos os motores. Para prevenir, recomenda-se solicitar ao fornecedor do equipamento a especificação destas necessidades.

Independentemente da empresa a ser contratada para a montagem, o fornecedor deverá prover ao cliente o projeto completo da instalação com um plano de manutenção preventiva, desenhos e manuais.

Recomenda-se que o adquirente da central aplique o plano de manutenção preventiva, para garantir a continuidade de operação da fábrica. Porém, apesar dos cuidados, é possível que determinadas peças ou componentes eletro-pneumáticos quebrem ou paralisem.

Portanto, aconselha-se negociar com o fornecedor a indicação dos pontos críticos e propor a consolidação do compromisso de fornecer, em casos de emergência, peças e componentes estratégicos dentro de um prazo que não onere a produção.

É importante estar claro no termo da proposta o processo da garantia caso a central paralise neste período e estabelecer um plano de contingenciamento – criar um plano de recuperação do sistema, considerando o tempo de espera previsto para restabelecimento da atividade.

Uma forma simples, porém não adequada, da pintura da central, como padrão, é fundo comum e esmalte sintético. É válido negociar com fundo em primer e tinta base poliuretano. No caso do silo de cimento, este problema fica agravado devido à temperatura do cimento ser mais elevada.

Na próxima edição, abordaremos os cuidados com os equipamentos componentes da central de concreto.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

BlogBlogs.Com.Br