Para manter a garantia

O que observar no carregamento e recebimento da carga de cimento ensacado


O transporte de cimento ensacado é uma tarefa que merece bastante cuidado. Isto porque, devido a sua própria natureza, o cimento reage facilmente com a água, mesmo que ela se apresente em forma de chuva ou de umidade ambiente.

No processo de fabricação do cimento Portland são usadas temperaturas muito altas e mesmo após o resfriamento e estocagem o produto é expedido com temperaturas de até 60°C. Em função disso, não é ensacado em embalagens plásticas, mas de papel kraft que – se devidamente manuseadas – são adequadas para manter a qualidade do produto durante o prazo de validade.

Quando o caminhão é estacionado na área de carregamento da fábrica da Itambé, recebe uma inspeção onde são verificadas as condições da carroceria: se não está suja ou molhada, se não há algum material que possa danificar a sacaria, se não há furos no assoalho, se a lona é apropriada, além das condições e arrumação dos paletes, caso houver. Quando o transporte for feito por caminhão frigorífico, é fundamental que o interior do baú seja previamente seco e que receba ventilação, para evitar a concentração de umidade.

O carregamento é acompanhado pelo motorista, que deve avisar o operador se alguma sacaria se rasgar, pois deste ponto em diante a carga está sob sua responsabilidade. Desta área, o caminhão só sai depois de estar devidamente protegido pela lona e antes de deixar a fábrica é pesado para conferir a quantidade carregada.

Quando o transporte é de responsabilidade do cliente (modalidade FOB), o momento em que o motorista recebe a Nota Fiscal configura o recebimento do produto. Por isso, é importante que ele seja orientado a conferir os dados da Nota antes de deixar a fábrica:

- o nome ou razão social do destinatário da carga;
- o endereço de entrega;
- a quantidade e tipo de cimento;

Se houver avarias da carga durante o transporte, deve-se verificar se o caminhão não sofreu danos no trajeto e reforçar junto ao motorista a importância de se proteger e preservar as sacarias e o cimento.

Quando o transporte é responsabilidade da fábrica (modalidade CIF), o recebimento do produto é feito pelo cliente somente no local de entrega. Neste momento, além de verificar os dados da Nota Fiscal, inclusive condições de pagamento, é preciso averiguar também se a carga continua protegida pela lona; se há embalagens rasgadas ou molhadas; e se a quantidade e o tipo de cimento conferem com a Nota Fiscal.

Se houver divergência de tipo de cimento ou quantidade de sacos ou então embalagens avariadas, o responsável pelo recebimento deve descrever o problema no verso do Conhecimento de Frete e, muito importante, solicitar a assinatura do motorista do caminhão antes de descarregar. Se possível, registrar com fotos. Em seguida, deve ligar para o 0800 419002, onde receberá as orientações de como proceder. Quando o Conhecimento de Frete é assinado sem observações, o cliente atesta que recebeu a mercadoria conforme o solicitado, concluindo o processo de entrega do cimento.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Quem guarda bem, tem

A estocagem correta evita problemas, reduz desperdícios e garante a qualidade dos materiais até o consumo final

Seja em uma pequena obra, uma grande construção ou uma indústria de artefatos, há cuidados básicos comuns na armazenagem dos materiais componentes do concreto que podem evitar problemas na sua qualidade. Armazenar significa guardar e conservar, que por sua vez é o ato de manter as características do produto inalteradas até o consumo. Embora o significado da palavra seja claro e perceptível, não é difícil nos depararmos com casos de patologias causadas por falhas na estocagem dos insumos utilizados. A contaminação dos agregados por argila, folhas, madeira e grãos de cereais, por exemplo, são as mais comuns e podem inibir a hidratação do cimento, bem como reduzir a resistência e provocar manchas e fissuras no concreto.

Concreto: preparo, controle e recebimento.

Mas como fazer um estoque que possa atender corretamente às normas e quais os cuidados necessários para manter a integridade dos materiais?

Em primeiro lugar, para estabelecer uma política de estoque eficiente, vem o planejamento. A empresa deverá verificar o posicionamento físico dos materiais, de maneira a simplificar as atividades de carga e descarga no pátio, permitindo administrá-lo de maneira mais organizada. O critério de estocagem deverá permitir a utilização dos materiais em função da ordem de recebimento, para facilitar o rastreamento, caso seja necessário, e sua localização deverá facilitar a execução dos serviços, encurtar as distâncias até o ponto de pesagem ou mistura para racionalizar o fluxo de necessidade operacional e permitir uma redução nas despesas com o equipamento de transporte (pá-carregadeira).

Após o planejamento, a execução da infra-estrutura do pátio de armazenagem deve considerar os seguintes aspectos:

- Superfícies regulares, com declividade e sistema de drenagem para facilitar o escoamento da água de chuva, de lavagem ou umidade natural dos agregados.

- Caixas estanques e tampadas para armazenamento da água.

- Colocar os tambores de aditivos em local coberto, ao abrigo da luz do sol e da chuva, com identificação de marca, tipo e data de fabricação.

- Estocar os agregados em caixas ou baias separadas por muretas ou paredes a fim de evitar a mistura de granulometrias ou origens diferentes.

- Evitar formar uma pilha de agregados graúdos com altura superior a três metros para não causar segregação por rolamento dos grãos da superfície.

- Quando necessário, cobrir os agregados miúdos para evitar alterações excessivas da umidade da mistura e o carreamento dos finos pela chuva. Este cuidado é especialmente importante quando se usa fíler, agregado muito fino, que forma torrões e dificulta a pesagem se estiver molhado.

- Executar lastro nas baias de agregados com material que evite o contato direto e contaminação pelo solo.

- Quando necessário, instalar um sistema para umectar o agregado graúdo a fim de evitar a ocorrência de poeira no pátio de agregado e conseqüentemente minimizar impactos ambientais.

Na operação do pátio, outros cuidados também são importantes, como consumir agregados com umidade semelhante e, em caso de alteração, determinar o novo valor de umidade e alterar a quantidade de água usada na mistura. Quando o clima estiver muito quente e seco ou quando a brita tiver excesso de material pulverulento, é recomendável molhar a pilha antes de consumi-la, evitando prejuízo à trabalhabilidade do concreto pelo excesso de absorção de água de amassamento. Também é importante restringir o acesso de animais, como cães e gatos, à pilha de agregados, pois os seus excrementos causam sérios danos ao concreto.

Além de prevenir patologias, a correta armazenagem de insumos proporciona outros benefícios, como redução dos tempos de recebimento, separação e carregamento, melhorias no ambiente de trabalho, inclusive da segurança, facilita o controle de estoque e reduz perdas e desperdícios.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Rode Bem completa um ano de sucesso

Para comemorar, programa da Itambé realiza festa de confraternização entre os motoristas

Lançado em janeiro de 2005, o Programa Rode Bem já pode ser visto como um grande sucesso, pois contou com 916 participações de 269 motoristas ao longo do ano.

Coordenado pelo Departamento de Logística da Itambé, o Rode Bem tem como objetivo conscientizar os motoristas que transportam o cimento e insumos de produção a exercer a sua atividade de uma forma mais segura. O programa, que em 2005 realizou 29 palestras e oito avaliações físicas dá dicas sobre ergonomia, alimentação adequada, legislação, segurança no trânsito e direção defensiva.

Para Rafael Kulisky Junior, Gerente de Logística, o Rode Bem é uma excelente oportunidade, não só para os motoristas como também para todos os funcionários da empresa. “Através do Rode Bem eles têm oportunidade de conhecer e se conscientizar em relação a assuntos como legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros, relacionamento interpessoal”, explica Rafael. “Seguramente o Rode Bem contribui para que os motoristas tenham oportunidade de acesso a informações que os fará desenvolver ao longo do tempo atitudes para que os mesmos venham a exercer sua atividade de forma mais segura e produtiva”, acrescenta.

Para comemorar o sucesso do programa, no dia 10 de dezembro foi realizado um almoço de encerramento do programa no ano de 2005. No evento, os motoristas assistiram a uma peça teatral sobre direção defensiva e participaram de torneios de truco e sinuca.

Nesse primeiro ano de atividade, o Rode Bem conseguiu atingir seu objetivo e promete inovações para 2006. “Acompanhando o Rode Bem durante o ano de 2005, tive a satisfação de constatar que os objetivos a que ele se propôs foram alcançados. Para 2006, nosso objetivo é que mais motoristas participem dos eventos realizados”, destaca Rafael.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Timão da Itambé marca Gol de Placa

Destinado a trabalhadores da cosntrução civil, programa comemora oito anos e realiza milésima palestra

Cimentar a informação e solidificar o conhecimento. Esta tem sido a base do programa Timão - Treinamento de Mão-de-Obra para Construção Civil da Itambé, desde que iniciou suas atividades, em fevereiro de 1998.

O Timão nasceu com o objetivo de colaborar gratuitamente para a melhoria da qualidade da construção civil. Sua primeira palestra aconteceu numa sexta-feira 13 e, apesar do dia ser considerado de mau agouro, o programa completa oito anos de história e já treinou cerca de 25 mil pessoas.

A milésima palestra do Timão foi ministrada na Concresul Britagem Ltda, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Parceira da Itambé há 20 anos, a empresa e o Timão realizaram mais de 50 trabalhos conjuntos para os colaboradores da Concresul e também para os clientes.

Para o engenheiro Airton Fontanive, responsável técnico da Concresul, o Timão é parte de um importante trabalho de difusão de tecnologia, uma vez que incentiva o interesse por novas alternativas e amplia a visão dos usuários do concreto dosado em central a respeito da importância dos cuidados na programação, no recebimento e na aplicação correta do produto.

“A equipe do Timão está sempre atenta, preocupada em inovar, tanto nos equipamentos quanto nas palestras e na forma de apresentá-las e, o mais importante, consegue que o público assimile o conteúdo. É isso que torna o programa diferente”, comenta.

Carlos Gustavo Marcondes, um dos responsáveis pelas palestras do Timão, diz que para obter este diferencial não há segredos, mas comprometimento e dedicação são fundamentais. “Ensinar é fazer parte da construção do crescimento pessoal e profissional de uma pessoa. Isso é gratificante a ponto de fazer com que a equipe se esforce sempre mais para passar as informações de maneira simples e prática”, destaca.

Em resumo, o verdadeiro sucesso do Timão pode ser creditado ao fato de que convida o público a refletir sobre suas ações e responsabilidades na construção de um sonho, que pode se materializar numa casa, bairro, cidade, estado e país. “A Itambé sabe que a mão, a mente e o coração é que fazem uma obra ser sólida e durável”, acrescenta Marcondes.

A engenheira Aline Martins e o tecnólogo Idercio França Neves também integram o Timão da Itambé. O Timão faz parte dos programas da Assessoria Técnica da Empresa, gerenciada pelo engenheiro Jorge Aoki.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Obras Melhores

ABCP promove Workshop sobre alvenaria estrutural em Curitiba

Curitiba recebeu 80 profissionais ligados à Construção Civil para dois dias de debates sobre alvenaria estrutural com blocos de concreto.

Vindos de todo o estado e de outras partes do país, eles se reuniram durante os dias sete e oito de dezembro no Workshop promovido pela ABCP Sul, com o apoio do Sebrae.

Os participantes do encontro – fornecedores, construtores, arquitetos e projetistas – tiveram oportunidade de partilhar suas experiências com o engenheiro Arnoldo Wendler Filho. Com extensa participação em projetos em alvenaria estrutural no estado de São Paulo, Wendler apresentou o “estado-da-arte” na região sudeste, onde a técnica é largamente utilizada. A palestra promoveu discussões a respeito dos pontos que mais interessavam aos participantes, como as soluções de fundação, aplicação e características do graute e da argamassa, índices de rendimento, além de comparativos com a alvenaria em blocos cerâmicos.

Para Idercio Neves, Assessor Técnico da Itambé, o evento foi bastante positivo por ter reunido um público variado e com interesse em obter novos conhecimentos. “As informações acrescidas por Wendler e a percepção que trouxe aos participantes de que a eficiência do sistema e os ganhos obtidos com ele evoluem à medida em que se adquire experiência no projeto e execução de obras, foram realmente interessantes”, acredita Idércio.

O engenheiro Carlos Roberto Giublin, gerente da Regional Sul da ABCP e organizador do evento, comentou que o workshop foi preparado para quem já trabalha com o sistema e está em busca de aprimoramento. “Verificamos que os profissionais buscavam informações cada vez mais profundas a respeito da alvenaria estrutural e desafiamos o engenheiro Wendler a colaborar conosco”, conta. Dado o sucesso do evento, registrado pelos comentários dos participantes, a ABCP deve levar o Workshop a outras cidades da região Sul em 2006.

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

Efeito da qualidade da água

Caso não seja apropriada, a água pode interferir nas propriedades do concreto

A água é o material mais consumido no planeta e um elemento indispensável a todas as formas de vida.

Além disso, é um componente fundamental do concreto, responsável pelas reações de endurecimento e usada na cura, chega representar 20% de seu volume. Portanto, se contiver substâncias danosas em teores acima dos estabelecidos por norma, pode influenciar no seu comportamento e propriedades.

A queda de resistência, a alteração do tempo de pega, a ocorrência da eflorescência, o aparecimento de manchas e a corrosão da armadura são os efeitos adversos citados como os mais significativos.

Para evitar tais problemas é fundamental que a água satisfaça alguns requisitos mínimos de qualidade, especificados pela NM 137/97: Água para amassamento e cura de argamassa e concreto de cimento Portland.

Veja abaixo os requisitos químicos que devem ser respeitados:

- Para sólidos totais é estabelecido o valor máximo de 5000 * 10-6 g/cm3.

- O pH deve estar compreendido entre 5,5 e 9,0.

- O teor máximo de ferro não deve ultrapassar a 1,0 * 10-6 g/cm³.

Obs.: O limite de ferro só se aplica para concretos com restrições estéticas ao manchamento.

A NM 137 estabelece ainda requisitos químicos para o próprio concreto, considerando o aporte de sulfatos e cloretos trazidos pela água, pelos agregados, aditivos químicos, adições e cimento.

O teor de sulfatos solúveis é limitado em 2000 * 10-6 g/cm³, já para cloretos solúveis são especificados valores de acordo com o tipo da estrutura. No caso do concreto simples 2000 * 10-6 g/cm³, concreto armado 700 * 10-6 g/cm3, e para o concreto protendido 500 * 10-6 g/cm³.

Como orientação geral, do ponto de vista da resistência do concreto, a presença de quantidades excessivas de algas, óleo, sal e açúcar na água de amassamento deve ser vista como um sinal de advertência.

De acordo com Adam Neville, a presença de algas na água pode resultar na incorporação de ar, com conseqüente perda da resistência. A presença de algas pode ainda ser um indicativo da presença de matéria orgânica e, embora a norma NM 137 não faça referência específica a respeito de matéria orgânica, sabe-se que teores elevados podem intervir de modo prejudicial no endurecimento do concreto.

Uma questão a ser ressaltada é quanto à utilização da água do mar ou salobra. Neville comenta que ela pode provocar uma resistência inicial maior em função da salinidade, no entanto reduzir a resistência a longo prazo, causar corrosões da armadura, umidade permanente e eflorescências na superfície do concreto. Portanto, não deve ser utilizada.

A NM 137 ainda estabelece que a água deve ser analisada se não vier da rede pública de água potável, mas sabe-se que algumas águas minerais potáveis contêm teores indesejáveis de carbonatos alcalinos que podem contribuir para a reação álcali-sílica. Águas sulfatadas, comuns em termas, também não devem ser utilizadas pois provocam expansões prejudiciais à integridade do concreto.

Mas então, como saber se a água é apropriada para uso no concreto?

A melhor maneira de avaliar o desempenho de uma água é preparar um concreto com ela e outro de mesmo traço com água sabidamente pura. As resistências aos sete e 28 dias não podem ser 10% inferiores às do concreto com água pura.

Já no ensaio de tempo de pega do cimento, não pode haver alteração em mais de 30 minutos no início ou no fim da pega.

Outro fator que merece atenção, porém muitas vezes negligenciado, é a armazenagem da água. A NBR 12655/96: Concreto – Preparo, Controle e Recebimento – especifica que a água destinada ao amassamento do concreto deve ser guardada em caixas estanques e tampadas, de modo a evitar a contaminação por substâncias estranhas.

Em resumo, para produção de um concreto durável, dentro dos mais elevados padrões de qualidade, deve-se utilizar água o mais limpa possível, sem sais, ácidos, óleos, materiais orgânicos (restos de vegetação, algas) sem cheiro ou sabor. Em caso de dúvidas, deve-se analisar a água em laboratório.
Referência: teste¶

Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696

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