Ponte Rio-Niterói completou 36 anos

Dia 04 de março a Ponte Presidente Costa e Silva comemorou mais um ano de vida

Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing

36 Anos, o então presidente Médici percorria a Ponte Rio-Niterói a bordo de um Rolls Royce presidencial, na inauguração do que hoje é considerada a sétima maior ponte do mundo e um cartão postal do Rio de Janeiro.

Além de marcar a fusão do antigo Estado do Rio com o Estado da Guanabara, a inauguração da ponte, no dia 4 de março de 1974, transformou o caminho daqueles que faziam a travessia de seus carros em balsas, da capital para os municípios não só da região metropolitana, mas do norte e noroeste do estado.

Quem pode imaginar que, em 1970, para fazer a travessia da Baía de Guanabara, que hoje é feita em 15 minutos, era preciso esperar duas horas em uma fila para poder embarcar o veículo e depois mais uma hora para chegar?

Construção ponte Rio-Niterói

Haroldo Cruz Júnior, que vivenciou as obras naquela época, contou que, durante a construção da ponte, muitos ainda duvidavam que ela seria concluída. “Era uma obra ousada para a época e perigosa”, disse.

Para ele, atualmente é tão comum atravessá-la, que quem não viveu aquele tempo e as dificuldades para ir para Niterói, não consegue assimilar a importância de uma obra tão grande.

“Se hoje já achamos cansativa a viagem, imagine naquela época? Os veículos de passeio não eram tão confortáveis, as estradas eram piores e a assistência de um socorro era praticamente inexistente”, lembrou Haroldo.

A obra para a construção da ponte, que tem uma extensão de 13,29 km (8,83 deles sobre a água) e 72 m de altura em seu ponto mais alto, custou na época 400 milhões de dólares, o que hoje seria 2.5 bilhões de dólares.

Cerca de dez mil operários e 200 engenheiros trabalharam no empreendimento, que durou cinco anos e três meses para a conclusão. Hoje, cerca de 145 mil veículos passam pela Ponte todos os dias. E, nos feriados, este volume chega a até 160 mil.

Graças às melhorias que vem recebendo ao longo dos últimos anos, com a modernização da via, sistemas de controle de tráfego de última geração e revitalização com programas de conservação e manutenção que são referência no Brasil e no exterior, a ponte passou a ser considerada uma das rodovias mais modernas e seguras do país.

Ponte Rio-Niterói

Curiosidades

O vão central da ponte, com 72 metros de altura, é a única parte que não foi feita só de concreto. Com 800 metros de comprimento, ele foi construído também em aço e é o maior vão em viga reta do mundo.

Para imaginar a quantidade de material usado, se pegássemos todo o concreto da Ponte, daria para fazer oito estádios do Maracanã. E, se as vigas de ferro fossem alinhadas, dariam a volta na Terra.

A estrutura de concreto e aço da ponte possui um sistema de amortecimento que absorve a energia decorrente de vibrações (movimentos de carros e ventos). A ponte tem ainda 11 sub-estações de energia, 42 transformadores, 980 pontos de iluminação pública e 400 pontos de sinalização náutica e aérea.

Fonte: SRZD

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Green Buildings, antes tarde do que nunca!

* Marcos Casado

A onda de prédios verdes “Green buildings”, chegou definitivamente no país. Conforme dados do Green Building Council Brasil, o número de empreendimentos registrados junto ao USGBC para obterem a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) cresce exponencialmente e o movimento da construção sustentável já faz parte da agenda mundial e felizmente não há mais como desprezar esse movimento. Ou as empresas do mercado se atualizam ou vão ficar obsoletas em um futuro próximo.

Hoje no país há 166 empreendimentos registrados (veja o gráfico anexo) em vários estados brasileiros buscando a certificação de desempenho ambiental para seus empreendimentos, com uma previsão de ultrapassar 300 empreendimentos no final do ano no Brasil, destes 14 empreendimentos já foram certificados no Brasil com um crescimento de 250% no último ano. E até 2010, a meta mundial é que 100 mil construções estejam em processo de certificação LEED.

Para receber a certificação, o empreendimento deve atender pré-requisitos e recomendações que avaliam o tipo de terreno, a localização, a infra-estrutura local, o uso racional de água, eficiência energética, qualidade do ar interno, reciclagem e diversas outras medidas que garantam eficiência operacional ao usuário e preservação do meio ambiente, antes, durante e após a obra. Todos estes critérios começam a impulsionar e a transformar o mercado da construção civil e têm se tornado uma importante ferramenta educacional e de comunicação com o consumidor, além de criar parâmetros de qualidade para o mercado.

A sociedade está chegando à conclusão de que, embora tenha trazido o maior desenvolvimento tecnológico que a humanidade já experimentou, o século 20 também registrou a gênese daquele que vem sendo considerado o maior desastre ecológico do planeta. Quando acompanhamos os índices de poluição do ar, água ou solo, o consumo de recursos naturais e a capacidade do planeta de repor estas necessidades, temos realmente que nos preocupar.

O novo contexto global exige, cada vez mais, por parte das empresas, governantes e sociedade a capacidade de levar em consideração fatores sociais, ambientais e econômicos de uma forma equilibrada em suas tomadas de decisões.
Portanto, o desafio mundial para este século é conciliar o desenvolvimento tecnológico com a preservação dos recursos naturais, garantindo a aplicação de práticas sustentáveis por parte dos atores deste processo.

Os impactos que o mercado da construção civil deixa ao planeta são imensos. O setor é responsável por até 35% das emissões de CO2 diretas ou indiretas em todo o mundo; as edificações no Brasil consomem cerca de 21% de toda a água tratada, 42% da energia gerada e geram cerca de 70% dos resíduos.

A construção civil começa a demonstrar que está se adequando cada vez mais aos conceitos de sustentabilidade que estão sendo impostos em todos os setores da economia e que a cada dia passam a ser uma exigência da sociedade, principalmente da nova geração. Os mais jovens estão começando a exigir de seus fornecedores uma postura mais correta em relação ao meio ambiente, desenvolvendo um dos maiores desafios corporativos deste milênio: o consumo consciente.

Consultores, grandes construtoras de imóveis, empreendedores e incorporadores tanto comerciais quanto residenciais, fornecedores de materiais, insumos e tecnologias, estão aos poucos, desenvolvendo expertise nessa área, em um movimento que ganhou força nos últimos cinco anos e que hoje já começa a criar uma nova demanda no mercado da construção civil no Brasil.

Além da certificação, que com certeza tem um peso importante nesta transformação mas por si só não será capaz de resolver todos os problemas, é muito importante o desenvolvimento de iniciativas educacionais para disseminar informações sobre as melhores práticas e tecnologias sustentáveis, a fim de capacitar os envolvidos na concepção, construção, operação e manutenção das edificações e espaços construídos. Toda essa nova visão começa a demandar a cada dia mais especialistas em áreas como, por exemplo, de comissionamento de sistemas de energia, profissionais especialistas em softwares de simulação energética e profissionais capacitados em consultoria para green buildings que no caso do LEED são os LEED AP´s, que também vem crescendo ano a ano no Brasil, porem os 62 profissionais LEED-AP´s no Brasil (veja gráfico anexo) ainda são poucos, devido a demanda que o setor hoje esta exigindo.

Além disso, é imprescindível o engajamento do governo neste processo de transformação, por meio de incentivos, bons exemplos e políticas públicas focadas no desenvolvimento da construção sustentável. O governo seja ele federal, estadual ou municipal é detentor de uma grande percentual das edificações construídas e também responsável por uma importante parcela das novas construções, podendo além de praticar estes conceitos em suas construções, impulsionar o mercado para esta transformação, por meio de exemplos ou na criação de legislações que viabilizem e estimulam as novas construções ou reformas, atendendo esta nova realidade.

Um empreendimento sustentável pode reduzir em 30% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% das emissões de CO2 e até 70% o descarte de resíduos. Se os clientes finais também mudarem sua postura e passarem a exigir das construtoras uma posição mais sustentável, certamente veremos um movimento muito maior do mercado nesta direção. O futuro da construção civil já tem um caminho traçado e a sustentabilidade não será apenas um modismo. As boas práticas do mercado devem ser disseminadas, assim como o maior número de informações possíveis sobre as soluções implantadas, experiências de sucesso e iniciativas em prol da sustentabilidade.

A construção sustentável veio para ficar, talvez um pouco tarde, mas com o engajamento de toda a sociedade, revendo nossas ações e atitudes, certamente alavancará a formação de uma nova cultura baseada na visão sistêmica preconizada pela sustentabilidade.

*Eng. Marcos Casado é o Gerente Técnico do Green Building Council Brasil.

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Cimento alimenta Brasil do futuro

Com crescimento sustentável, indústria do setor está pronta para as transformações que o país irá sofrer nos próximos anos

Desde 2006, a indústria cimenteira do Brasil experimenta aumento de demanda. Com 68 fábricas, e capacidade instalada de 63 milhões de toneladas por ano, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), o setor seguirá fortemente requisitado nos próximos sete anos, pelo menos. Com PAC, Programa Minha Casa, Minha Vida, Copa 2014 e Olimpíadas 2016, o cimento tornou-se uma espécie de produto essencial na vida do país.

José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC

José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC

Sabedora dessa relevância, a indústria cimenteira não está acomodada. Desde 2005 vem mantendo um ritmo constante de investimentos, com aumento da produção de praticamente 50% neste período. Recente estudo do SNIC revela que o setor tende a crescer mais do que a projeção do PIB nacional até 2016. “Nós temos uma estimativa de crescimento para 2010 da ordem de 6% sobre 2009. Provavelmente desta ordem de grandeza em 2011, e daí para frente. A projeção é de um crescimento sustentável”, avalia José Otávio Carneiro de Carvalho, vice-presidente executivo do SNIC.

Além disso, a indústria cimenteira entende que as obras de infraestrutura programadas para os próximos anos servirão para o seu próprio crescimento. Para consolidar o aumento da demanda e tornar-se mais competitivo, o setor depende da evolução de dois setores: o energético e o rodoviário. Atualmente, segundo o SNIC, os níveis médios de consumo de energia térmica e elétrica giram em torno de 825 kcal por kg de clínquer e 107 kWh por tonelada de cimento, respectivamente, conforme o último levantamento oficial (realizado em 2003). Além disso, 94% da produção de cimento são transportadas por modal rodoviário. Diariamente, são oito mil caminhões carregados de cimento rodando pelas estradas do país.

Segundo José Otávio Carneiro de Carvalho, com a construção de novas hidrelétricas e o investimento em transportes ferroviário e fluvial, a perspectiva é que o cimento brasileiro irá tornar-se mais competitivo. “Sem dúvida nenhuma, criar melhores condições de infraestrutura vai melhorar também o nosso produto. Quanto menor o custo de logística, menor o custo por tonelada”, diz.

Apesar dos desafios, o SNIC descarta o risco de o Brasil vir a ter de importar cimento para seguir crescendo. “A indústria cimenteira está instalada há 50 anos no país e, desde então, é autosuficiente. A importação existente é tão marginal, que não é significante para as estatísticas. Além disso, os investimentos programados pela indústria para os próximos anos nos deixam tranquilos de que, qualquer que seja a demanda exigida, ela será suprida”, aposta o dirigente do SNIC.

Um dos trunfos da indústria cimenteira para seguir crescendo é que ela tem baixo custo ambiental, se comparada com a de outros países. Por usar energia limpa e alternativas de adições ao clínquer, como escória, cinzas voláteis e pozolana natural, o setor consegue reduzir sensivelmente a emissão de CO2 por tonelada de cimento produzido. “A emissão de CO2 se dá basicamente na fabricação do clínquer. Uma vez que você usa menos clínquer para fabricar cimento, consequentemente tem uma redução. O Brasil, neste comparativo, tem uma situação bastante privilegiada em relação ao resto do mundo”, comenta José Otávio Carneiro de Carvalho, concluindo: “Estamos prontos para os desafios que virão pela frente.”

Entrevistado: Assessoria de imprensa do SNIC: adriana.alves@fsb.com.br

Informação complementar
Acesse o link e tenha acesso ao relatório 2008 do SNIC
http://www.snic.org.br/25set1024/relat_2008-9.html

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Concreto translúcido pode ir além da estética

Material inventado na Hungria já é produzido no Brasil e, em larga escala, pode ser usado no trânsito e na segurança pública

Bernardo Fonseca Tutikian, da Univates: cada bloco, hoje, custaria cerca de R$ 200

Bernardo Fonseca Tutikian, da Univates

Criado em 2001, na Hungria, o concreto translúcido começa a ser testado no Brasil. Dois centros de pesquisa já conseguiram desenvolver o material no país. Um é o Laboratório de Materiais de Construção da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral, no Ceará, e o outro é o Laboratório de Tecnologia da Construção da Univates (Universidade do Vale do Taquari), em Lajeado, no Rio Grande do Sul. O objetivo dos pesquisadores brasileiros é conseguir reduzir o custo de fabricação do concreto translúcido, para que ele ganhe mercado.

Na Concrete Show, evento realizado em agosto em São Paulo, o material húngaro foi anunciado com o preço de R$ 2.400 o metro cúbico. Comparado com o preço do concreto convencional, que no Brasil é vendido a um custo médio de R$ 300 o metro cúbico, o translúcido importado chega a ser 900% mais caro.

Fôrma usada para a fabricação do bloco de concreto translúcido: fibra óptica com concreto autoadensável

Fôrma usada para a fabricação do bloco de concreto translúcido: fibra óptica com concreto autoadensável

No entanto, na Univates, os pesquisadores conseguiram fabricar blocos de concreto translúcido, que medem 29×19x9 centímetros, a um custo de R$ 80. Para o mercado – incluído impostos e frete -, o professor Bernardo Fonseca Tutikian, que coordena as pesquisas na universidade, estima que o bloco do material custaria R$ 200. “Por enquanto, a utilização dele é apenas estética, mas o avanço das pesquisas pode barateá-lo e ampliar seu uso”, afirma Tutikian.

O valor alto do concreto translúcido se deve ao fato de que ele utiliza fibras ópticas misturadas com concreto autoadensável. São as fibras que garantem luminosidade e transparência ao material. “A opção pelo autoadensável é que ele é uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas, preenchendo cada espaço vazio através exclusivamente de seu peso próprio, não necessitando de qualquer tecnologia de compactação ou vibração externa”, explica Bernardo Fonseca Tutikian.

Após a colocação do concreto na fôrma, ele precisa de um tempo de cura e de repouso em água para ficar pronto

Após a colocação do concreto na fôrma, ele precisa de um tempo de cura e de repouso em água para ficar pronto

O processo de fabricação do concreto translúcido é relativamente simples e sua resistência é igual à do concreto comum. São inseridas fibras ópticas no interior de uma fôrma e então o bloco é concretado. Em seguida, ele passa por um processo de cura e é submerso em água. Na Univates, a fabricação de cada bloco durou cerca de três dias. Na Universidade Estadual Vale do Acaraú o tempo foi de dois dias, em função das temperaturas mais elevadas no Ceará. A diferença do processo brasileiro para o húngaro é que no país europeu ela já está sendo produzido industrialmente.

Bloco de concreto translúcido da Univates: resistência igual ao do concreto comum, mas com luminosidade

Bloco de concreto translúcido da Univates: resistência igual ao do concreto comum, mas com luminosidade

Se vier a ser fabricado em larga escala no Brasil, o concreto translúcido pode ser utilizado em obras de trânsito e de segurança pública. Em Estolcomo, por exemplo, o material já foi aplicado em quebra-molas. Dentro de cada bloco de concreto translúcido foram colocadas leds (lâmpadas com baixo consumo de energia e alta durabilidade), que acendem ao escurecer e servem de alerta para os motoristas.

Em Canoas, no Rio Grande do Sul, onde está em construção um presídio modelo, está em estudo a construção de uma cela experimental com concreto translúcido. “A ideia é conseguir iluminar as celas dos presos, sem usar interruptor, pois o preso quebra as lâmpadas e as utiliza como arma. É uma forma de iluminar a cela sem a possibilidade de o preso quebrar o material”, afirma Tutikian.

Sob o ponto de vista estético, o concreto translúcido é cada vez mais utilizado em obras comerciais no Japão e na Europa. A razão é que ele permite projetar detalhes diferenciados para fachadas, destacando logotipos de empresas e iluminação de ambientes, dispensando o uso de lâmpadas. “Com o avanço das pesquisas, no futuro ele vai chegar às residências”, avalia o professor Francisco Carvalho, que coordena as pesquisas na Universidade Estadual Vale do Acaraú.

Entrevistado: Bernardo Fonseca Tutikian: btutikian@terra.com.br

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Cimento empedrado pode ser utilizado?

Confira algumas dicas de como utilizar o cimento estocado há mais tempo

Créditos: Engª Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

cimento empedrado

A Cimento Itambé recomenda a seus clientes que o cimento ensacado seja estocado de forma correta e consumido no período de dois meses, tendo em vista as condições climáticas da região de atuação. As normas brasileiras recomendam reensaiar o cimento ensacado após três meses da data de sua expedição. Porém, é comum em algumas obras, de pequeno ou grande porte, o material permanecer estocado por um período maior que o recomendado. Neste caso, parte do cimento pode estar comprometida. Mesmo que a estocagem do cimento seja feita de maneira adequada, às vezes, a própria umidade do ar já é suficiente para transpor a embalagem de papel Craft e atingir parte do produto.

No caso de suspeita do material ter hidratado, o primeiro passo é verificar visualmente se há presença de grumos (pedrinhas) dentro da embalagem. O segundo é pressionar os grumos com os dedos para checar se eles desmancham. Como o cimento é muito fino, pode acontecer de se formarem pequenos ajuntamentos parecidos com pedrinhas, mas que se desmancham com facilidade.

Se isto ocorrer, aparentemente o cimento está adequado para uso, porém, o ideal é realizar uma análise química e física do produto para assegurar que ele mantém suas propriedades mecânicas.

Se os grumos não desmancharem, significa que realmente parte do cimento está hidratada. Um ensaio simples e rápido de executar em laboratório é o de Perda ao Fogo (P.F.). Este ensaio consiste em aquecer o cimento e verificar a perda de massa em porcentagem.

O produto que está em perfeitas condições de uso apresenta resultado (expresso em porcentagem) abaixo do limite especificado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Este limite varia de acordo com o tipo do cimento (CP II-F-32, CP II-Z-32, CP IV-32, CP V-ARI e CP V-ARI RS).

Para a realização do ensaio, o cimento é colocado em um pequeno forno com temperatura aproximada de 950ºC e deixado por uma hora. O material que queimou ou evaporou é uma combinação de dióxido de carbono (CO2) presente no calcário e um pouco de água contida no gesso. Caso o cimento esteja hidratado, o resultado estará acima do limite da norma, o que indica a evaporação da água.

Como aproveitar o cimento empedrado

Mas a pergunta que todos fazem é se este produto que está com o percentual de perda ao fogo acima do limite da norma pode ser utilizado, ou se é preciso jogar tudo fora.

Uma das recomendações para aproveitar o cimento empedrado é através do peneiramento (utilizando os equipamentos de proteção individual) preferencialmente #100, de tal forma que os grumos fiquem todos retidos na peneira. Este material deve ser descartado e o que passou pode ser utilizado.

Outra opção é aumentar o consumo do aglomerante no traço. Por exemplo: se a quantidade de grumos é de aproximadamente 10%, aumentamos neste mesmo percentual a quantidade de cimento necessária do traço ou dosagem. Ou ainda, usar o material para construir pequenos pisos, calçadas ou meio fio. De preferência, em locais onde não há necessidade de elevada resistência mecânica e que não traga perigo à vida de outras pessoas.

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O uso do concreto autoadensável no Brasil

Por que o uso do CAA ainda é restrito no país

Mesmo com tantas vantagens já consagradas por especialistas, o uso do concreto autoadensável (CAA) ainda é bastante restrito no Brasil. O tema é tão divergente que mereceu destaque no 51º Congresso Brasileiro do Concreto realizado em Curitiba no mês de outubro.

Paulo Helene

Paulo Helene

Para o engenheiro Paulo Helene, vice-presidente do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto) e um dos participantes do painel “Temas Controversos – Concretos de alto desempenho e autoadensável: desafios para sua maior utilização no Brasil”, um grande entrave para a disseminação da tecnologia no país é o fato da maioria das construtoras se colocarem na posição de gerenciadoras de serviços de terceiros. “Os terceiros cobram por metro cúbico de concreto. Tanto faz se esse metro cúbico requer quatro peões ou apenas um peão para lançar o concreto. Então, como o metro cúbico do concreto autoadensável (produto na Concreteira) custa mais caro, fica uma aparente e errônea primeira impressão de que não há vantagem econômica e que as vantagens seriam somente técnicas” avalia.

Nos países industrializados a vantagem do produto descartar a necessidade de operários para espalhar e vibrar o concreto, é de fato compensatória e por isso a sua utilização em maior escala.

No entanto, o vice-presidente do Ibracon acredita que o potencial do concreto autoadensável no Brasil é grande. Segundo ele, há benefícios diretos e indiretos que sustentam o uso do CAA como o fato de ele ser “mais humano, mais ecológico, mais sustentável, mais rápido, além de oferecer melhor adensamento e acabamento”. Um exemplo deste potencial é a crescente demanda por pré-moldados em que a utilização do concreto autoadensável é extremamente viável.

O concreto autoadensável surgiu no Japão na década de 80. Mas apenas a partir do ano 2000 a tecnologia passou a ser utilizada no Brasil, ainda que de forma isolada. Para reverter esse quadro, novos estudos e aplicações vêm sendo feitos, comprovando os benefícios deste material em diversas ocasiões como em obras com alta densidade de armadura, em que o concreto convencional não consegue preencher todos os espaços; em obras em que o concreto fica aparente, já que possui melhor acabamento; em obras que exijam grande agilidade. O desenvolvimento da tecnologia e a redução dos custos dos aditivos também estão contribuindo com o avanço do uso do CAA.

Vantagens do concreto autoadensável

- Diminui consideravelmente a mão-de-obra necessária para a concretagem;
- Considerável melhora do acabamento final dos elementos;
- Aumento da velocidade de concretagem;
- Diminuição do risco de queda de trabalhadores de uma laje, por diminuir o número de pessoas envolvidas no processo;
- Economia de energia elétrica;
- Eliminação ou diminuição drástica do ruído na obra.

Dificuldades da implantação do concreto autoadensável no Brasil

Mesmo com uma maior quantidade de estudos práticos e teóricos a respeito do material, dúvidas técnicas, sobretudo em relação à dosagem, ainda geram incertezas nos profissionais do setor ao optar ou não pelo concreto autoadensável. A grande variabilidade da dosagem dos componentes pode ser um dos fatores que dificultam a implantação do CAA em larga escala, pois a dosagem deve ser muito precisa. Há também a questão dos aditivos superplastificantes que devem ser misturados pouco antes do lançamento, por perderem o efeito rapidamente.

Com isso conclui-se que quanto antes houver a adaptação da tecnologia para a realidade brasileira, quanto mais industrializado o setor da construção estiver e quanto mais estudos e informações sobre o material e suas aplicações forem divulgados, mais cedo o concreto autoadensável fará parte da realidade das construções no país.

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Dados para contato: Assessor de imprensa Ibracon – Fábio Luis Pedroso: fabio@ibracon.org.br

Um Calçadão para todos

Londrina reurbaniza seu cartão-postal, adequando-o à norma brasileira de acessibilidade

Calçadão atual: pavimento em petit pavet será substituído por paver de concreto

Calçadão atual: pavimento em petit pavet será substituído por paver de concreto

Com um fluxo de pedestres superior a 30 mil pessoas por dia, entre segunda e sexta-feira, o Calçadão de Londrina começa a passar por uma ampla reforma que pretende transformá-lo em modelo de mobilidade urbana no Brasil. Ao longo de seus 23 mil metros quadrados, o petit pavet dará lugar a um calçamento em blocos de concreto, com medidas e resistência diferenciadas para pedestres e trânsito de veículos. O projeto também prevê o uso de cimentado liso vassourado, com aplicação da faixa tátil, o que vai facilitar a locomoção de pessoas com necessidades especiais.

A reurbanização do Calçadão de Londrina está a cargo do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e deverá ser concluída até o final do 1.º semestre de 2010. O projeto está adequado à NBR 9050 ”norma brasileira de acessibilidade revisada em 2004″ e ao manual de procedimentos para construção de calçadas em Londrina, intitulado de Projeto Calçada Para Todos. Além disso, a prefeitura da cidade realizou um consulta pública para colher ideias da população.

Simone Vecchiatti

Simone Vecchiatti

Segundo a arquiteta do IPPUL, Simone Vecchiatti, além da questão estética, o novo Calçadão terá o dimensionamento espacial necessário para o exercício dos diversos tipos de uso. “A preocupação foi criar uma perspectiva linear, definindo espaços para deslocamento de pedestres, veículos, estares e serviços”, explica. Um dos trechos receberá um paver especial, que suporte o tráfego de veículos pesados, pensando no acesso do Corpo de Bombeiros e de fornecedores dos lojistas ao longo do Calçadão.

Pelo valor histórico, o design do Calçadão seguirá inalterado. Projetado em 1977, pelos arquitetos Jaime Lerner e Hely Bretãs, a principal área para pedestres de Londrina tem um desenho de elos de uma corrente, que representam as diversas nacionalidades que ajudaram a construir a cidade. “Vamos preservar o valor histórico do Calçadão, mas com um padrão de mobilidade comparado ao dos melhores países europeus. Nossos modelos são as melhores calçadas de Frankfurt, na Alemanha”, revela Simone Vecchiatti.

A expectativa do IPPUL é que a revitalização do Calçadão de Londrina faça aumentar em 30% o fluxo de pedestres. “Idosos, deficientes, gestantes e obesos, que hoje evitam frequentar o Calçadão, vão voltar a utilizá-lo”, prevê a arquiteta. Isso deve também se refletir no aspecto comercial. “As pessoas voltarão a andar com segurança e a olhar para as vitrines, em vez de se preocupar em olhar para o chão”, completa Vecchiatti.

A obra está orçada em R$ 524.641,31. Quando concluída a reurbanização do Calçadão, Londrina pretende estender o modelo de mobilidade para outras calçadas da cidade, estabelecendo parcerias com a iniciativa privada e com os próprios moradores.

Entrevistada: simone.vecchiatti@londrina.pr.gov.br

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Cidade Administrativa em MG abrigará o maior prédio suspenso do mundo

Projeto é considerado um dos mais ousados do arquiteto Oscar Niemeyer

Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer

Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer

A Cidade Administrativa que está sendo construída em Belo Horizonte, Minas Gerais, é um verdadeiro desafio para engenheiros e operários. Ao todo, serão mais de 270 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 804 mil metros quadrados. O complexo compreenderá cinco edificações principais que vão abrigar a Sede do Governo, Secretarias de Estado, Centro de Convivência, auditório, prédio de serviços, além de unidades de apoio para equipamentos, praças de alimentação e restaurantes.

O objetivo do complexo é unir secretarias e órgãos no mesmo espaço físico, aumentando a eficiência dos serviços públicos, reduzindo procedimentos burocráticos e rotinas administrativas, e facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços e setores da administração.

A obra, que une beleza e funcionalidade, está sendo considerada um importante marco da arquitetura moderna e urbanística de Belo Horizonte e do processo de expansão e valorização do Vetor Norte da Região Metropolitana de BH. A Cidade Administrativa fica na divisa dos municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, às margens da MG-010.

Maior edifício suspenso do mundo

Uma das principais características da obra, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é o vão livre de 147 metros de comprimento e 26 metros de largura do edifício em que ficará a Sede do Governo. Para formar o vão, o bloco do edifício foi construído sobre colunas convencionais. Em outubro, os pilares provisórios foram retirados e um pórtico de concreto passou a sustentar o prédio.

Segundo dados da assessoria da Cidade Administrativa, com a retirada dos pilares o edifício fica totalmente sustentado por 30 tirantes formados por um conjunto de 36 cabos de aço. Ao todo são 1.080 cabos que estão presos em 15 vigas de concreto de 20 metros de comprimento e 3,4 metros de altura, localizadas na parte superior e apoiadas em dois grandes pórticos paralelos de concreto armado. A estrutura do prédio foi concebida para suportar cargas em torno de 34 mil toneladas. A estabilidade do bloco de concreto suspenso, contra a ação dos ventos, será garantida com o apoio das passarelas de acesso que fazem ligação com a torre de elevadores.

A futura sede abrigará cerca de 300 funcionários. Além dos quatro pavimentos, o prédio é formado por subsolo e pilotis, totalizando 21 mil metros quadrados de área construída. Em seu interior, haverá um salão de 1.200 m² que será destinado a solenidades oficiais, biblioteca e serviços de apoio.

Nos dois prédios de 15 andares, que comportarão as secretarias, vãos livres e elementos vazados também proporcionam soluções diferentes das estruturas tradicionais da engenharia. Para permitir os grandes vãos propostos pelo arquiteto, foram projetadas vigas protendidas, reforçadas com cabo de aço. A construção de cada edifício foi iniciada a partir do centro até as extremidades, em forma de pirâmide. Enquanto o setor 3 (central) concretava a laje seguinte, os setores vizinhos 2 e 4 iniciavam a próxima laje em andamento e os setores 1 e 5 (extremidades) começavam a ter sua construção liberada. O procedimento facilitou os trabalhos e garantiu mais agilidade à obra. Com 240 metros de extensão em curva, cada prédio terá área de 116 mil metros quadrados.

A obra está prevista para ser concluída em maio de 2010. De acordo com a assessoria de comunicação da Cidade Administrativa, as edificações já foram concretadas e entraram, agora, em fase de acabamento. O valor total da obra, de R$ 948 milhões, é custeado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

Construção sustentável

O projeto da Cidade Administrativa está sendo desenvolvido de acordo com aspectos sustentáveis. O objetivo é reduzir impactos ambientais e promover a economia de recursos.

Para isso, os edifícios serão dotados de um sistema central computadorizado que vai controlar o uso de elevadores, lâmpadas e o ar-condicionado, evitando a climatização e a iluminação de ambientes vazios.

A fachada dos prédios será revestida com vidro de máximo desempenho, favorecendo a utilização de luz natural nos ambientes de trabalho, além de reduzir gastos com a refrigeração já que 70% da passagem de calor serão bloqueados pelo vidro. Além disso, a implantação de um sistema de esgotamento a vácuo reduzirá o consumo de água em 80% em relação à descarga convencional. As águas não poluídas provenientes das chuvas serão encaminhadas, através de drenos, para a lagoa e posteriormente poderão ser utilizadas para irrigação dos jardins.

A obra teve cuidados com o tratamento de resíduos, monitoramento de ruídos e de emissão sonora, controle da procedência dos materiais utilizados na obra e da regularização das áreas de “bota-fora”.

Também está previsto um projeto de esgotamento sanitário inovador que utiliza o chamado “sistema a vácuo”, que proporciona uma economia de 85% no consumo de água em comparação aos métodos tradicionais.

Acessibilidade

O projeto arquitetônico da Cidade Administrativa está adequado aos critérios de acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais (PNE), o que possibilita a todos os cidadãos a utilização, com segurança, entendimento e autonomia, da estrutura que irá compor a nova sede do Governo de Minas Gerais.

Entrevistado: Paulo Boa Nova - Equipe de Comunicação Cidade Administrativa: comunicacao3@centroadministrativo.com.br

Vogg Branded Content - Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882

Alvenaria vai predominar no Minha Casa, Minha Vida

Sistema construtivo, já enraizado na cultura brasileira, estará à frente da maioria das construções do programa habitacional

Professor Francisco Ferreira Cardoso: no Minha Casa, Minha Vida não há espaço para Professor Pardal

Professor Francisco Ferreira Cardoso: no Minha Casa, Minha Vida não há espaço para Professor Pardal

O lançamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida trouxe à tona uma série de processos construtivos. Alguns deles, miraculosos, prometem erguer casas populares em até um dia. Não que eles não possam ser cumpridos, mas para comprovar a capacidade inovadora precisam da aprovação do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), ligado ao Ministério das Cidades, e ser submetidos ao SINAT (Sistema Nacional de Aprovação Técnica de Produtos Inovadores).

São estes mecanismos oficiais que validam soluções inovadoras para a construção habitacional. É a partir deles que a Caixa Econômica Federal decide ou não liberar o financiamento para que estes sistemas construtivos integrem o Minha Casa, Minha Vida. São levados em conta itens como desempenho, durabilidade, conforto, segurança e sustentabilidade. Dentro deste cenário, o professor Francisco Ferreira Cardoso, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), e que também faz parte do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, avalia que o programa vai privilegiar métodos tradicionais, com a alvenaria. “Não haverá Professor Pardal na construção das casas”, afirma.

A alvenaria, seja utilizando tijolos ou blocos de concreto, é, por excelência, o processo construtivo já enraizado na cultura brasileira, avalia Francisco Cardoso. “É a maneira brasileira de construir. Foi trazida pelos portugueses e é a que o brasileiro confia. Então, presumo, haverá pouco espaço no Minha Casa, Minha Vida para sistemas muito inovadores ou importados”, diz. O especialista considera que apenas os processos que permitam a industrialização, como os pré-fabricados e os sistemas com paredes de concreto feitos com fôrmas, devem competir com a alvenaria. “Como são sistemas que pressupõem valor agregado e velocidade da produção da obra também devem ser bem usados no programa”, completa.

O professor da USP analisa, porém, que, independentemente do sistema construtivo, é crucial que a que habitação a ser construída leve em consideração a questão do conforto termoacústico. “Essa é uma questão essencial, junto com a durabilidade e com a segurança estrutural. Não se pode sacrificar isso. Não se pode, em nome de uma possível inovação que reduza custos ou acelere prazos, pôr em risco o conforto e a segurança. Além disso, a sustentabilidade é outra questão essencial para o sucesso do Minha Casa, Minha Vida”, diz.

Para padronizar a qualidade das obras a serem erguidas em todo o Brasil, e levando em consideração as diferenças regionais, o IPT e Politécnica estão propondo a criação de um código de construção. Sua missão seria pegar as práticas tradicionais da alvenaria e combina-las para criar um padrão único. “O que sugerimos são boas práticas de construção. Não que estejamos questionando as tecnologias, mas sinalizando, por exemplo, que se adotem critérios na contratação de profissionais do setor, sejam engenheiros, arquitetos ou operários. Se eles tiverem uma base parecida, as diferenças nas construções serão pequenas”, prevê Francisco Cardoso.

Processo construtivo ideal é aquele que:
* Tem bom desempenho (durabilidade ao longo da vida útil da construção).
* Oferece segurança e conforto ao usuário.
* Preserva a saúde dos moradores.

Regras básicas na compra de uma habitação do Minha Casa, Minha Vida:
* Financiamento condizente com renda mensal.
* Localização.
* Potencial para receber melhorias.
* Capacidade de permitir a expansão da família.
* Luminosidade.
* Fazer uma compra racional e não emocional.

Entrevistado: Francisco Ferreira Cardoso: francisco.cardoso@poli.usp.br

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content

Construtech 2009 reunirá profissionais da indústria da construção

Habitação popular e programa Minha casa, Minha Vida são destaques no evento

Construtech

De 20 a 22 de outubro, será realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o Construtech 2009 – Encontro dos Profissionais da Indústria da Construção e Arquitetura.

O evento promovido pela PINI, principal editora brasileira especializada no construbusiness, alia um ciclo de palestras de especialistas e profissionais renomados com uma área de exposição de produtos, sistemas e tecnologias para a indústria da construção.

Para o diretor de redação da PINI, Eric Cozza, “o Construtech chega à terceira edição como referência em evento presencial para profissionais de engenharia civil, construção e arquitetura”. Neste ano são aguardados cerca de 2 mil profissionais de todo o país. Os participantes terão oportunidade de trocar ideias com grandes especialistas do mercado, que vão expor conceitos, métodos e dicas para enfrentar o dia-a-dia do setor.

A principal novidade do Construtech 2009 é o tema que será apresentado, tanto no ciclo de palestras quanto na área de exposição, que envolverá a questão da Habitação e o Plano “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. “O objetivo é apresentar alternativas técnicas, comerciais e econômicas para a construção de moradias populares em larga escala. Serão detalhadas metodologias, tecnologias e referências de projeto no Brasil e no Exterior” explica Eric Cozza.

Durante o evento haverá um ciclo de palestras técnicas e uma área de exposição para que as principais empresas do mercado da construção civil e arquitetura apresentem produtos, soluções construtivas, novidades tecnológicas e alternativas para habitação popular.

Confira a programação do Construtech 2009

20 de outubro

14h – Seminário – Tecnologia e Sistemas Construtivos para o Segmento Residencial – Diferenciais competitivos e fatores de sucesso para construtoras e incorporadoras
* Norma de Desempenho e as Novas Exigências para a Construção Civil em 2010 – Engenheiro Carlos Alberto de Moraes Borges – Presidente do Cobracon da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
* Projeto Estrutural para Empreendimentos do Segmento Econômico e Supereconômico – Fatores Críticos de Sucesso – Engenheiro Francisco Graziano – Pasqua & Graziano Associados
* Lean Construction e a Estabilização do Processo Produtivo na Construção Civil – Engenheiro Antonio Sérgio Itri Conte – Logical System Consultoria
* Case Cyrela Brasil Realty Industrial de Desenvolvimento Tecnológico para o Segmento Econômico – Engenheiro Giorgio Lorenzo Maria Vanossi – Cyrela Brazil Realty Industrial (CBRI)
* Case Rodobens de Desenvolvimento Tecnológico para Segmento Econômico – Engenheiro Geraldo Cesta – Rodobens Negócios Imobiliários

21 de outubro

14h – Fórum Engenharia de Custos na Construção Residencial – Da Validação dos Investimentos às Compras de Materiais e Serviços de Construção
* Validação de Investimentos em Empreendimentos de Habitação Popular – Prof. João da Rocha Lima – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
* Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil – Engenheiro Pedrinho Goldman – Pekman Engenharia
* Como Gerenciar Contratos com Empreiteiros – Engenheiro André Augusto Chomma – Autor do Livro “Como Gerenciar Contratos com Empreiteiros” – Editora PINI
* Estimativas Orçamentárias para Construção Residencial com Levantamento de Quantidades em Plataforma BIM – Engenheiro Bernardo Corrêa Neto e Arquiteta Priscila Castro – Editora PINI

22 de outubro

14h – Fórum Arquitetura Residencial Ibero-Americana – Projetos e Referências
* Projetos Residenciais na Espanha – Arquiteto Pedro Paes Lira – ACXT Arquitectos / Grupo DOM
* Vilas e Conjuntos Residenciais – Arquiteto José Armênio de Brito Cruz – Piratininga Arquitetos Associados
* Projetos Residenciais – Arquiteto Jorge Königsberger – Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados
* Projetos Residenciais – Solano Benítez – Gabinete de Arquitectura (Paraguai)

22 de outubro

14h – Seminário Desafios e Oportunidades no Mercado de Obras Públicas – Perspectivas de Negócios com o PAC e a Copa de 2014 para Empresas de Todos os Portes
* Melhores Práticas em Orçamentos e BDI para Obras Públicas – Engenheiro Maçahico Tisaka – Autor do Livro “Orçamento na Construção Civil” – Editora PINI
* Formatação de Parcerias Público-Privadas na Construção Civil – Advogado Benedicto Porto Neto – Porto Advogados
* Oportunidades e Desafios com o PAC e a Copa de 2014 – Engenheiro José Roberto Bernasconi – Presidente do Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva
* Engenharia e Tecnologia da Construção para Obras de Grande Porte – Engenheiro Luiz Roberto B. Chagas – Construtora Norberto Odebrecht
* Diretrizes e Atuação do Tribunal de Contas da União na Fiscalização de Obras – Engenheiro Carlos Sebastião da Costa – Titular da 1ª Diretoria Técnica do Secob – “Secretaria de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União”

Apoio: SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo; do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo; da APEOP – Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas; da CBIC – Câmera Brasileira da Indústria da Construção; do Secovi SP – Sindicato da Habitação; do Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva; e das revistas Construção Mercado, Téchne e AU-Arquitetura & Urbanismo.

Mais informações: (11) 2173-2474
construtech@pini.com.br
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Jornalista responsável – Vogg Branded Content – Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882

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