Pioneira em concreto protendido no Brasil a obra é um dos ícones da capital gaúcha
Inaugurada no dia 28 de Dezembro de 1958, a Ponte do Guaíba – como ficou conhecida a primeira das quatro pontes que compõem a Travessia Régis Bittencourt, na BR 290, entre Porto Alegre e Eldorado do Sul – tornou-se um dos maiores símbolos da Capital do Rio Grande do Sul. O nome Bittencourt foi dado em homenagem ao primeiro diretor-geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER.
O projeto foi elaborado na Alemanha e remetido ao Laboratório Dauphinois dHidraulique, em Grenoble, na França, na época um dos melhores do mundo em hidráulica. Lá foi montado um modelo do Delta do Guaíba, medindo 30 metros por 40 metros.
Maior obra de engenharia feita no Brasil até então, a Ponte do Guaíba foi a primeira do País a ser construída em concreto protendido, que em vez de usar ferros, como o concreto armado, usa aços especiais que comprimem o concreto, permitindo vãos maiores. Os projetistas alemães calcularam que em 35 anos o movimento exigiria a duplicação da Ponte, o que fez a construírem com o dobro da capacidade de tráfego, demandando oito anos de trabalho e o envolvimento de 3,5 mil trabalhadores.
O grande diferencial da Ponte do Guaíba é o avanço tecnológico do projeto. Único na América Latina, o vão móvel eleva um trecho de pista de 58 metros de extensão – toda a Ponte tem 1,1 Km – e 400 toneladas de peso a uma altura de 24 metros. Cada torre tem 43 metros até a base, sob a água.
O recurso foi necessário devido ao tráfego de navios petroleiros que subiam o Rio Gravataí e, posteriormente, também a passagem dos navios que se dirigiam ao Pólo Petroquímico de Triunfo.

Ponte de Guaíba
Fonte: “Conselho em Revista” – Ano III, n.20 – CREA-RS
Jornalista Responsável: Rosemeri Ribeiro Mtb. 2696
As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva responsabilidade do autor, não exprimindo, necessariamente, a opinião da Cia. de Cimento Itambé.
Podcast