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Maracanã: estádio sessentão agora é só fachada

Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção, Mercado Imobiliário 15 de maio de 2013

Recuperar a estrutura do concreto construída no final dos anos 1940, sem comprometer a arquitetura do patrimônio histórico, foi o maior desafio da obra

Por: Altair Santos

Construído entre 1948 e 1950, o Maracanã foi tombado em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este título passou a exigir que qualquer intervenção no estádio preservasse sua arquitetura – sobretudo a fachada – e tornou-se também o grande desafio para que o retrofit da edificação cumprisse as exigência da Fifa para a Copa do Mundo de 2014.

Maracanã: pronto para ser o principal palco da Copa do Mundo de 2014.

As soluções buscadas pela engenharia, no entanto, renderam até prêmio à reforma do Maracanã. O projeto ganhou o “Mipim AR Future Project Awards”. Promovida pela revista de arquitetura inglesa “The Architectural Review”, a premiação indica todos os anos as melhores obras em categorias como arranha-céus, sustentabilidade, edifícios comerciais e desenho urbano. O júri elegeu o estádio, fazendo a seguinte citação: “Trata-se de um engenhoso reuso de estrutura, que permitiu a inclusão de uma espetacular cobertura que adapta o ícone da década de 1950 para o perfeito uso durante a próxima Copa do Mundo”.

Conservar e, principalmente, recuperar a estrutura do Maracanã exigiu que a cobertura de concreto fosse retirada e substituída por um sistema de lonas tensionadas. Isso aliviou a carga sobre o estádio e permitiu também um combate mais eficaz da corrosão progressiva que atingia o concreto. Outra solução foi substituir partes da arquibancada de concreto por estruturas metálicas adaptadas para receber peças pré-moldadas. Além disso, o sistema de amortecimento usando contraforte, que circunda o entorno do gramado do Maracanã, foi outra inovação que serviu para tornar mais leve a carga sobre a estrutura antiga de concreto.

Toda a alvenaria antiga recebeu impermeabilização de poliuréia. O tratamento vai proteger o concreto de reações álcali-agregado (RAA). Da mesma forma, as duas mil peças pré-moldadas fabricadas para as arquibancadas também foram imunizadas contra o risco de corrosão. Todo esse processo, que aliou novas tecnologias à estrutura antiga do Maracanã, permitiu a economia de concreto. Se na construção de 1950 foram empregados 80.000 mil m³ do material, na reforma atual o volume consumido foi de 31.000 m³.

Para o Green Building Council Brasil, o retrofit do Maracanã foi a obra mais sustentável entre as envolvidas com a Copa do Mundo. Tanto que o estádio obteve o certificado LEED (Leardership in Energy and Environmental Design). Também foi o empreendimento que mais absorveu mão de obra. Ao todo, 6.500 trabalhadores atuaram em três turnos para entregar a edificação dentro do prazo. Ao custo de R$ 1,049 bilhão, o Maracanã será inaugurado oficialmente dia 2 de junho, na partida entre as seleções do Brasil e da Inglaterra.

Entrevistados
Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) e Secretaria de obras do estado do Rio de Janeiro. (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@obras.rj.gov.br
Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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