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Mal necessário ou atividade estratégica para o sucesso

Gestão, Novas Tecnologias 9 de novembro de 2006

O desafio do gestor em adequar a atividade de manutenção à realidade da empresa

Engº Dionísio Veiga Neto - Gerente de Engenharia e Manutenção Elétrica da Itambé

Engº Dionísio Veiga Neto - Gerente de Engenharia e Manutenção Elétrica da Itambé

A manutenção é efetivamente estratégica quando é voltada para resultados, mantendo a função dos equipamentos disponíveis para a operação, reduzindo a probabilidade de falhas e/ou paradas inesperadas de produção. Deixa de ser eficiente para tornar-se eficaz.
Independente do porte da empresa, é fundamental que exista a divisão de “Planejamento de Manutenção”. Esta terá a dimensão proporcional à complexidade e ao tamanho de suas instalações industriais.

>> Clique aqui e confira os indicadores estatisticos que apontam a situação e o impacto em custos e/ou recursos alocados na atividade manutenção no Brasil.

Os sistemas de planejamento de manutenção devem assegurar a tarefa de saber quais equipamentos existem na planta, e principalmente “o que e quando” devem ser feitos os serviços de manutenção. O domínio da atividade é fundamental, com o gestor conhecendo tudo que envolve a manutenção.

Uma das grandes dificuldades é o volume de informações que o gestor manipula. Em geral são tantas que corre o risco de perder informações importantes (históricos, relatos, etc.). Desta forma, para a manutenção ser eficaz, há alguns requisitos mínimos a serem atendidos:
- Dispor de Sistema Informatizado de Gerenciamento de Manutenção (SIGM), com base de dados sólidos com Cadastros de equipamentos, Históricos de Manutenção, Roteiros de execução de Inspeções e de execução de serviços de manutenção;
- Ter o mínimo de entradas manuais no SIGM e gerar o mínimo de documentos impressos;
- Dispor de pessoal técnico capacitado;
- Dispor de política de sobressalente e peças de reposição;
- Gestão de custos;
- Dispor de indicadores de manutenção e medição de performance;
- Fazer análise dos dados obtidos nas inspeções de campo;
- Dispor de faixas automáticas de alarme de anomalias ou de parâmetros fora dos mínimos níveis de segurança ou confiabilidade exigidos pelo equipamento;
- Facilitar o foco nos desvios.

As atividades de manutenção vêm passando por muitas mudanças. Estas alterações são conseqüências de:
- aumento do número e diversidade dos itens ( instalações, equipamentos e edificações);
- projetos mais complexos;
- novas técnicas de manutenção
- novos enfoques sobre a organização da manutenção e suas responsabilidades.

Com a evolução foram definidos vários tipos de manutenção, todos adotados no dia a dia das empresas ( inclusive na Cia de Cimento Itambé ). Entre os tipos de manutenção estão:

1. Manutenção Corretiva
2. Manutenção Preventiva
3. Engenharia de Manutenção
4. Manutenção Preditiva ou “manutenção sob condição”
Saiba Mais

Sistemas informatizados

Independente do tipo de manutenção adotada, é primordial um Sistema de Planejamento.
Normalmente, o volume de equipamentos é significativo e, por sua vez, cada equipamento tem vários itens a serem inspecionados. Para viabilizar a perfeita programação, aplicam-se os Sistemas Informatizados de Gerenciamento de Manutenção (SIGM).

O gestor deverá atentar-se aos ajustes que o seu sistema de manutenção naturalmente deve receber ao longo do tempo. Tendo o SIGM, aparentemente tudo está resolvido e controlado, já que dispõe de um sistema que gerará as ordens de serviço para executar as manutenções e inspeções dos equipamentos, tem o cadastro dos equipamentos, o rol de serviços e periodicidades de manutenção que cada equipamento exige. Além disto, normalmente tem definidos os recursos materiais e humanos para executar com precisão o que a sistemática de programação orienta para cada equipamento.

O que observamos na Prática?

Na prática, no momento em que o SIGM começar a emissão de ordens de serviço (OS), o gestor começa a ter um novo e inesperado problema: excesso de documentos. Com isso, algumas dificuldades começam a surgir como: volume de papéis para manipular nos momentos em que o sistema emite as OS; volume de papel para o executante; dificuldade em manipular os papéis no campo (no instante da execução do serviço); preenchimento manual das OS; digitação e entrada no SIGM das informações registradas por escrito nas OS.

Essas dificuldades podem levar ao colapso do sistema, devido à racionalização excessiva de entrada de informações. Isso acontece porque naturalmente ocorre uma sobrecarga de trabalho “braçal” de digitação. Muitas vezes, o contingente de pessoal disponível não absorve tal volume de serviços. Isto leva à precariedade, falta ou retardo de análise dos registros, podendo a detecção dos problemas ser tardia.

Logo, o gestor deverá adequar as atividades à sua realidade de recursos disponíveis. Isto envolve a reprogramação de periodicidades, seleção de itens que serão registrados no sistema, enfim, filtrar informações, priorizando aquelas relacionadas aos equipamentos industriais produtivos.

O foco é existir a manutenção que elimine a Manutenção Corretiva. É evitar a falha e não corrigir a falha.

Estas premissas geram reflexo direto nos resultados empresariais, tais como:

• aumento de disponibilidade das máquinas, do faturamento, lucro e da segurança das instalações;
• redução da demanda de serviços, de custos e de lucros cessantes;
• melhor atendimento aos requisitos de saúde, segurança e meio ambiente.

Os instrumentos gerenciais que asseguram a qualidade nos processos passam a incorporar a rotina e os Departamentos. A sua aplicação será eficaz se for dinâmica, com persistência e em alta velocidade, com acompanhamento permanente dos resultados.

Destacam-se os seguintes programas:

- Manutenção Produtiva Total (TPM) e Gerenciamento da Qualidade Total (GQT);
- Análise de Modo de Falhas e Efeitos – FMEA;
- Série ISO 9000 e ISO 14000;
- Reengenharia e Engenharia de Manutenção;
- Terceirização.

Os conceitos e premissas indicadas neste artigo, quando bem aplicados, conferem a um sistema de manutenção confiabilidade às plantas industriais.

Em outra ocasião poderemos detalhar melhor os itens técnicos aqui abordados, mas de qualquer forma, o que está exposto facilitará o gestor de manutenção em sua iniciação nesta atividade e/ou em seu trabalho de implantação de um sistema ordenado de manutenção.
Referência: Clique no link e veja como é feita a Gestão da Manutenção na Itambé
Créditos: Dionísio Veiga Neto



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