Macroeconomia mundial oferece oportunidades ao Brasil

Potencial para ter infraestrutura moderna e produzir energia sustentável estão entre os diferenciais do país

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energia eólica

Entre os dez maiores produtores de energia eólica do mundo, Brasil pode assumir o 1º lugar neste tipo de geração de energia limpa. Crédito: Youtube

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) promoveu recentemente o seminário “Macrotendências mundiais”. O objetivo foi debater as demandas mundiais até 2030 e de que forma o Brasil pode aproveitar as oportunidades que serão geradas. O país tende a se destacar nos seguintes pontos: gerador de alimentos para o mundo, fonte de energia sustentável, pólo de entretenimento e turismo e potencial para ter infraestrutura moderna e competitiva.

Neste ponto, o Brasil tem campo aberto para receber ferrovias para trens elétricos de alta velocidade, saneamento básico inteligente (tubulações com sensores capazes de perceber vazamentos), integrar bacias hidrográficas para navegação e avançar na indústria 4.0 dentro do setor da construção civil. “A infraestrutura pode ser o principal driver de crescimento, já que é imprescindível para o desenvolvimento de tecnologias”, sintetiza documento divulgado pelo seminário.

O encontro ocorrido na Fiesp se ampara em publicação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada): “Megatendências mundiais 2030: o que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?”. Os documentos da Fiesp e do Ipea apontam que o Brasil também tem grandes oportunidades na área de energia, pelas seguintes razões:

  • O país tem um dos maiores potenciais energéticos em fontes renováveis do mundo, principalmente a hidrelétrica;
  • Tem também potencial de produção de máquinas e equipamentos para geração e distribuição de energia renovável;
  • Possui tecnologias já desenvolvidas em biomassa para substituir o petróleo, como o etanol;
  • Está entre os dez maiores produtores de energia eólica do mundo e conta com conhecimento tecnológico no desenvolvimento e produção de turbinas;
  • O país praticamente ainda não utiliza energia solar. Com redução nos custos da tecnologia, tende a ampliar as oportunidades.

Para Fiesp e Ipea, o ano de 2030 já começou para o Brasil

Para o setor de infraestrutura, a aposta é que a demanda reprimida do Brasil desencadeie uma série de oportunidades nos próximos 12 anos. “A infraestrutura pode ser o principal driver de crescimento do país no curto e no médio prazo, por causa das defasagens e de suas insuficiências. Nos transportes, a infraestrutura brasileira ficou precária e desatualizada. As oportunidades vão desde a infraestrutura urbana das cidades até a infraestrutura hidroviária do país”, complementa o documento da Fiesp, que ressalta os obstáculos para que projetos avancem: “As principais restrições vêm da insegurança jurídica e do lado fiscal, já que os investimentos em infraestrutura são geralmente feitos por empresas em conjunto com governos.”

Mais uma vez, os apontamentos tirados do seminário da Fiesp coincidem com os argumentos contidos no documento do Ipea, que faz o alerta: “Quais as oportunidades e as ameaças para o Brasil que essas megatendências mundiais trazem? Qual deverá ser o posicionamento do Brasil frente a essas megatendências mundiais? É essencial que o estado e a sociedade brasileiros decidam o que fazer dessa ordem e como se inserir nela. Para tanto, o estado brasileiro necessita desenvolver pensamento e planejamento estratégicos de longo prazo, pois o ano de 2030 já começou para o Brasil.”

Acesse o documento do Ipea. Clique aqui.

Confira resumo do seminário ocorrido na Fiesp

Entrevistado
Reportagem com base em seminário promovido pela Fiesp e documento publicado pelo Ipea
Contatos
ascom@ipea.gov.br
cdecomtec@fiesp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
1 de novembro de 2018

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