Artigo: Mais sólida do que nunca
Como cimento é ingrediente básico de qualquer obra, e obra é o que não tem faltado nos últimos tempos, não é de surpreender que a indústria cimenteira esteja mais sólida do que nunca. A Cimento Itambé é um exemplo. A demanda reduziu a ociosidade da fábrica e a saída, agora, é investir em ampliação. De acordo com o diretor-superintendente, Paulo Procopiak de Aguiar, a companhia já reserva de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões para praticamente dobrar a capacidade de produção. Entre os projetos está um novo forno que, quando entrar em operação, daqui a três anos, vai agregar 1,3 milhão de toneladas por ano – volume quase igual à produção atual. Também serão construídos um novo moinho e um centro de distribuição para atender ao Rio Grande do Sul e ao sul de Santa Catarina.
O consumo de cimento começou a aumentar além do normal no segundo semestre de 2007, o que resultou num crescimento de vendas de 12% em relação a 2006. Neste ano, o ritmo permanece acelerado e se continuar assim – antecipa Aguiar – a Itambé poderá fechar o ano com 1,1 milhão de toneladas vendidas, 20% mais do que no ano passado.
O único ponto nebuloso é um possível freio no consumo, por causa da elevação dos juros. Segundo Aguiar, os preços do cimento não vinham subindo na mesma proporção dos custos de produção, afetados principalmente pela alta cotação do petróleo. Mas ele tem notado uma certa mudança de postura. “Um número crescente de agentes está ressuscitando a antiga prática de repassar aos preços todos os aumentos de custos”, explica. Mas o vigor do setor imobiliário, impulsionado pelo aumento do crédito e dos prazos de financiamento, vai sustentar a expansão, aposta Aguiar.
A abertura de capital de várias empresas do setor é outra poderosa alavanca para novos empreendimentos.
| >Posição | Empresa/Grupo | UF | Lucro Líquido* | Rent. Rec. Líquida(%) | ||
Setor |
Class. Geral |
|||||
| 1 | 155 | Cia. de Cimento Itambé | PR | 83,90 | 45,16 | |
2 |
44 |
Grupo Tigre | SC | 128,66 | 8,54 | |
3 |
483 |
Vidroforte Ind. e Com. S/A | RS | 3,49 | 7,36 | |
4 |
402 |
Itagres Revestimentos Cerâmicos | SC | 4,69 | 5,21 | |
5 |
426 |
Sita Concrebras S/A | PR | 4,40 | 4,59 | |
| *Em $ milhões | ||||||
Artigo: Ordem natural do capitalismo
Indústrias se reinventam para extrair maior produtividade de matérias-primas, reciclar, poluir menos, envolver fornecedores e ganhar mais dinheiro com tudo isso.
A indústria de cimento é outra sempre vista com reservas pelos ambientalistas, mas essa realidade vem se modificando. Um bom exemplo vem de Balsa Nova, na região metropolitana de Curitiba. Lá, a Companhia de Cimento Itambé dá mostras de como é possível sempre melhorar as condições na direção de uma produção mais limpa. Para se adequar às novas exigências do Instituto Ambiental do Paraná, investiu R$ 7 milhões para transformar o filtro eletrostático no primeiro filtro híbrido do país, para reduzir a emissão de partículas no ar. Com isso, a emissão do chamado “material particulado” da Itambé é de apenas menos de 3% do máximo permitido pela legislação. “O resultado é a segurança de que estamos cumprindo muito mais do que a legislação exige”, comenta Alcione Rezende, gerente geral da fábrica.
Grupo Itambé
Categoria: Controle da Poluição – Setor da Construção Civil Case: Filtro Híbrido Sede: Balsa Nova (PR) Faturamento: R$ 206,87 milhões
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Artigo: Melhores Práticas
A Itambé é destaque pelo gerenciamento do impacto no meio ambiente e do ciclo de vida de produtos e serviços. Possui sistema de gestão ambiental, produz estudos de impacto em toda a cadeia produtiva.
Desenvolve parceria com fornecedores visando a melhoria dos processos de gestão ambiental e participa da destinação final do produto e processos pós-consumo. Também atua no processamento e aproveitamento dos resíduos de terceiros para a geração de energia nos fornos de fabricação de cimento.
Além de não gerar resíduos industriais, a Itambé ainda aproveita os resíduos de terceiros em conjunto com coque do petróleo para gerar energia nos fornos de fabricação de cimento. Cerca de 15% do combustível - em 2003 foram 52 mil toneladas - usada pela indústria de Balsa Nova (PR) é composto de resíduos como borras de óleo, borras de tinta, resíduos de fundo de tanque da indústria petroquímica, lodo de estações de tratamento e plástico e papel contaminados não aptos para reciclagem. A Itambé emite certificado de destruição desse material, autorizado pelo Instituto Ambiental do Paraná. As cinzas resultantes desse processo de queima são aproveitadas na produção do cimento.
Os resíduos recicláveis a Itambé vende e reverte a renda para a compra de material escolar. "São 14 escolas e mais de 3.500 alunos envolvidos; 100% da rede pública municipal de ensino participa do programa, que ainda aborda o tema reciclagem nas salas de aula por meio de cartilhas e palestras", conta o gerente de qualidade da Itambé, Rogério Lunardon. Cerca de 70% do material escolar de Balsa Nova provém da reciclagem, abastecida também com material coletado pela prefeitura.
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Artigo: Trabalhando como as formigas
Foco nos detalhes e no atendimento ao consumidor dão destaque a Itambé
Num ano de eleições, explosão da taxa cambial e níveis de inflação que assustaram, a Cimento Itambé trabalhou como as formigas. São 268 funcionários, levando folha por folha até o formigueiro e fazendo a empresa se destacar com o maior crescimento em vendas e melhor rentabilidade do setor, na região Sul, em 2002.
A Itambé, em números reais, vendeu 7,11% a mais que no ano anterior, uma receita líquida de R$148,5 milhões, com lucro de R$93,5 milhões. Em rentabilidade, a empresa registrou 44,66% sobre o patrimônio líquido, um resultado muito superior aos 18,08% da líder no setor, a Cimento Rio Branco.
Em poucas palavras, o presidente da empresa, Rubens Slaviero, explica a estratégia: “Quem não é o maior, procura ser o melhor”. E é por isso que a Itambé se esmera nos detalhes.
O objetivo é melhorar a produção em cada uma de suas etapas. “A produção da fábrica é como voar num céu de brigadeiro. Você não precisa desligar o piloto automático”, explica o diretor superintendente da empresa, Paulo Aguiar. Ele usa a metáfora para explicar o tamanho da tecnologia que a fábrica da Itambé possui. Segundo Aguiar, a empresa bate recordes seguidos de produção sem a intervenção humana. “Isso é um indicativo da qualidade do produto”, diz. Assim, não fica difícil entender por que a Itambé foi a primeira cimenteira brasileira a conseguir a certificação I S O 9001:2000, uma versão atualizada da I S O 9001, que a empresa já possui há sete anos.
Além da qualidade aplicada em tecnologia, a Itambé também se preocupa com a qualidade da capacitação dos seus funcionários, o que lhe rende um bom atendimento aos clientes. Em 2002, foram mais de 880 mil toneladas de cimento produzidas e vendidas, e a direção da empresa se orgulha em dizer que sabe o nome dos seus clientes. “Não a pessoa jurídica, sabemos o nome da pessoa física de cada um dos nossos clientes”, diz Paulo Aguiar.
E é assim que a Itambé pretende dar um salto no faturamento. A expectativa para este ano é deixar a casa dos R$ 197 milhões para atingir os R$ 260 milhões.
O cuidado com o cliente é tamanho que em cinco anos foram treinadas gratuitamente cerca de 15 mil pessoas.
“Quem passou pelo treinamento foram os funcionários dos nossos clientes, mestres-de-obras e pedreiros, por exemplo. Queremos que eles saibam a melhor maneira de usar o nosso produto para que reduzam seus custos”.
Um laboratório móvel, com dois engenheiros e um técnico, visita todas as obras para analisar a qualidade do produto e se ele está sendo usado corretamente. Para este ano e o ano que vem, os investimentos em treinamento e capacitação pessoal continuam, já que a fábrica e seus equipamentos ainda têm muita vida útil pela frente: pela capacidade de sua produção, pode suportar tranqüilamente o dobro do que produziu e vendeu em 2002.
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Artigo: Antes a qualidade do que a quantidade
Longe do mecado formiguinha, a Cimento Itambé mantém o foco nos clientes empresariais para garantir sua rentabilidade
Ninguém tem a menor dúvida de que 2002 foi um ano bastante ruim para a economia brasileira. E quando a economia vai mal, o mercado de cimento também sofre. Para agravar o cenário, a indústria já vinha marcando passo pelo menos desde 1999. Só que, para a Companhia de Cimento Itambé, 2002 foi quase um mar de rosas. Sua receita líquida cresceu 21,6% nominais, ao atingir 148,5 milhões de reais. E sua margem líquida foi de admiráveis 63,0%, ou seja, para cada 100 reais de receita, 63 sobraram como lucro.
Qual foi a receita? “É uma porção de pequenas coisas”, responde, modestamente, o superintendente da empresa, Paulo Procopiak de Aguiar. A receita começa com a estabilidade já obtida pela empresa, satisfeita em seu nicho de mercado e sem a necessidade de ampliar investimentos, ao menos neste período de mercado magro. Com a amortização dos investimentos, os custos caem e a rentabilidade aumenta.
“Aí se pode olhar ainda mais de perto a qualidade”, analisa Aguiar. Já conhecida no mercado pela excelência dos cimentos especiais que produz, a empresa continua apostando nesse diferencial para manter, e até fazer crescer um pouco, seu market share. No ano passado, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, a Itambé ficou com 14,1% do mercado da região Sul do Brasil, com um crescimento de 1,6%. No país, sua fatia correspondeu a 2,3%, com um ligeiro avanço sobre os 2,19% de 2000.
Pelos números se compreende que os três estados sulistas formam o alvo preferencial da cimenteira, que decidiu, ao menos por enquanto, não se aventurar em outras regiões, onde o espaço é dominado pelas gigantes do mercado. “Operamos bem em 2002”, avalia o presidente da Cimento Itambé, Rubens Slaviero. Para ele, o que fez a diferença, a favor da empresa, foi o fato de ela ter uma equipe coesa e empenhada em alcançar resultados pelo aumento da produtividade.
A gestão da empresa é caracterizada pela busca constante de melhorias, fruto de uma visão sistêmica. No conjunto, elas acabam pesando de forma decisiva nos resultados. No âmbito externo da companhia, a estratégia adotada, segundo Aguiar, é de bater na tecla da qualidade juntos a seus principais clientes – construtoras, fabricantes de artefatos de concreto, indústrias de pré-moldados e de fibrocimento, centrais de concreto e empreiteiras de obras. “Procuramos um tipo de cliente para quem a qualidade faça a diferença”, explica o superintendente, discorrendo sobre a procura da mais valia num sentido atual. Para se ter uma idéia, um terço da demanda brasileira de cimento, é gerada pelos grandes consumidores. No caso da Itambé, é de 70%.
A Itambé é pequena diante das gigantes de seu setor, mas não hesita em manter seu foco nas grandes obras. Aquele mercado conhecido como formiguinha, que ainda responde pela maior fatia das vendas gerais no setor, não lhe interessa. “Não somos competitivos nesse nicho”, reconhece Aguiar. No setor a que se dedica, no entanto, a empresa não mede esforços para se diferenciar.
Nessa hora, a assistência técnica é fundamental. Um dos apenas 14 engenheiros credenciados pela Petrobras em todo o país, por exemplo, é do quadro da Itambé, que ostenta ainda o atestado de produzir o cimento com o menor desvio padrão do país. Com tudo isso, o plano é atender a obras de grande porte, como viadutos, conjuntos habitacionais e hidrelétricas. É o caso da Hidrelétrica Itá, na qual a Cimento Itambé ostenta uma participação acionária. Para atuar na área, foi criada a Itambé Energética, subsidiária integral para a comercialização de energia elétrica.
Nos primeiros sete meses deste ano, o mercado de cimento amargou queda de 2,5% no consumo, seguindo uma linha descendente iniciada em 1999. Naquele ano, o país absorveu 40,2 milhões de toneladas de cimento.
Em 2001, foram 38,4 milhões. Os números referentes ao ano passado ainda não estavam fechados em julho, mas devem ter sido ainda menores, segundo Aguiar. Ele adianta ainda que houve queda significativa nos meses de junho e julho deste ano.
Nesse cenário de marcha ré, a Cimento Itambé deve produzir este ano algo em torno de 880 000 toneladas, um volume pequeno para a sua capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas. Mas, se não dá para ganhar pelo volume de produção, é possível cortar desperdícios e melhorar os processos de produção, para obter mais resultados com menos recursos.
Com todas as certificações de qualidade mais conhecidas em dia – foi a primeira cimenteira do país a ter a ISO 9001 -, agora a Itambé persegue a conquista do OK da National Occupational Safety Association, Nosa. Trata-se de processo desenvolvido na África do Sul para quem atua nas áreas de segurança, saúde e meio ambiente. O trabalho já vem desde o ano passado e a Itambé mostra que, em matéria de meio ambiente, ela trabalha até pelos outros.
A empresa incorporou rejeitos e subprodutos de vários tipos de indústrias em seu processo de fabricação. “Um dos melhores destinos ambientais que se pode dar aos resíduos é processá-los em fornos”, diz Aguiar. Além de evitar que os rejeitos acabem poluindo a natureza, a empresa ainda levanta algum dinheiro. Cerca de 5% da receita já provêm da prestação desse serviço.
Sem a intenção de enfrentar os grandes players numa queda-de-braço, que poderia vir a se tornar improdutiva e até danosa para a sobrevivência da empresa, a Itambé irá perseverar na estratégia de oferecer qualidade e mirar os maiores clientes no mercado regional. A bela rentabilidade exibida no balanço, de 44,7% sobre o patrimônio de 2002, chancela a fórmula.
1 |
Cimento Itambé | 69 |
2 |
Cimento Rio Branco | 50 |
3 |
Cimesa | 46 |
4 |
Cimento Itaú | 44 |
5 |
Cimento Tocantins | 40 |
6 |
Saint-Gobain Vidros | 37 |
7 |
Todeschini | 36 |
8 |
Cimento Poty | 26 |
9 |
Duratex | 25 |
10 |
Cimento Cauê | 24 |
| Média das 10 primeiras | 40 |
1 |
Cimento Itambé | 1,0130 |
2 |
Cimesa | 0,9582 |
3 |
Nadir Figueiredo | 1,0463 |
4 |
Duratex | 1,0470 |
5 |
Todeschini | 0,9146 |
6 |
Saint-Gobain Vidros | 1,0952 |
7 |
Cimento Itaú | 0,8826 |
8 |
Cecrisa | 1,1396 |
9 |
Cimentos do Brasil | 1,1415 |
10 |
Cimento Poty | 0,8573 |
| Média setorial | 0,6304 |
1 |
Cimento Rio Branco | 1595,4 |
2 |
Saint-Gobain Vidros | 811,6 |
3 |
Holcim | 782,3 |
4 |
Cimento Cauê | 580,4 |
5 |
Cimento Itaú | 532,1 |
6 |
Duratex | 508,2 |
7 |
Cimentos do Brasil | 476,1 |
8 |
Lafarge | 434,4 |
9 |
Cimento Poty | 422,7 |
10 |
Cisper | 356,0 |
| Média setorial | 374,4 |
1 |
Cimento Tocantins | 51,9 |
2 |
Cimento Itambé | 44,7 |
3 |
Cimento Mauá | 44,6 |
4 |
Lafarge | 35,6 |
5 |
Cimento Itaú | 29,8 |
6 |
Todeschini | 27,4 |
7 |
Cimento Poty | 24,5 |
8 |
Cimesa | 21,1 |
9 |
Cimento Rio Branco | 18,1 |
10 |
Saint-Gobain Vidros | 15,2 |
| Média das 10 primeiras | 12,9 |
1 |
Cimento Itambé | 58,4 |
2 |
Cimento Rio Branco | 58,4 |
3 |
Cimesa | 51,2 |
4 |
Cimento Tocantins | 49,3 |
5 |
Cimento Poty | 46,2 |
6 |
Cimento Itaú | 34,4 |
7 |
Cimentos do Brasil | 33,0 |
8 |
Ribeirão Grande | 30,0 |
9 |
Cimento Cauê | 26,3 |
10 |
Todeschini | 23,7 |
| Média das 10 primeiras | 25,0 |
1 |
Cimento Itambé | 5,90 |
2 |
Cimento Tocantins | 4,64 |
3 |
Lafarge | 4,52 |
4 |
Berneck | 3,78 |
5 |
Todeschini | 3,69 |
6 |
Cimento Cauê | 3,67 |
7 |
Cimento Itaú | 3,32 |
8 |
Cimesa | 2,41 |
9 |
Saint-Gobain Vidros | 2,21 |
10 |
Duratex | 2,01 |
| Média das 10 primeiras | 1,45 |
1 |
Cimento Itambé | 64,3 |
2 |
Cimento Rio Branco | 63,8 |
3 |
Cimesa | 60,4 |
4 |
Cimento Tocantins | 57,1 |
5 |
Cimento Poty | 54,1 |
6 |
Cimentos do Brasil | 47,9 |
7 |
Ribeirão Grande | 47,6 |
8 |
Cimento Cauê | 42,7 |
9 |
Berneck | 41,8 |
10 |
Holcim | 41 |
| Média das 10 primeiras | 35,5 |
1 |
Cimento Rio Branco | 22,01 |
2 |
Cimento Itaú | 21,98 |
3 |
Cimento Itambé | 21,98 |
4 |
Cimento Tocantins | 20,87 |
5 |
Cimesa | 13,69 |
6 |
Todeschini | 12,89 |
7 |
Cimento Poty | 11,96 |
8 |
Ribeirão Grande | 8,29 |
9 |
Cisper | 4,09 |
10 |
Nadir Figueiredo | 2,15 |
| Média das 10 primeiras | 1,57 |
1 |
Geral de Concreto | 3,13 |
2 |
Supermix | 2,03 |
3 |
Cisper | 0,98 |
4 |
Todeschini | 0,93 |
5 |
Saint-Gobain Vidros | 0,87 |
6 |
Portobello | 0,82 |
7 |
Nadir Figueiredo | 0,74 |
8 |
Eliane | 0,66 |
9 |
Cimento Itambé | 0,56 |
10 |
Cecrisa | 0,53 |
| Média das 10 primeiras | 0,44 |
Pau para toda obra
A Cimento Itambé fez compras, diversificou a produção e até faturou com o racionamento de energia em 2001
Num ano de desaceleração econômica, a paranaense Cimento Itambé não se abalou. Seguiu o caminho da modernização, realizou aquisições no mercado e reduziu custos para contar com uma estrutura enxuta e eficiente. Ao final, sua estratégia mostrou-se bem-sucedida: a empresa subiu da segunda para a primeira colocação entra as melhores do setor de material de construção.
A Cimento Itambé cresceu 5% em vendas em 2001, fechando o balanço com um faturamento de quase 73 milhões de dólares. Seu lucro líquido alcançou 27,8 milhões, o que permitiu que se destacasse com a terceira melhor rentabilidade do setor – o retorno do investimento foi de 27,5%, enquanto a mediana setorial ficou em 8,2%. Mas a empresa brilhou ainda mais no quesito liquidez corrente: é a número 1, com índice de 6,26. E também contabilizou uma boa geração de riqueza por empregado (236.861 dólares, a quarta do setor).
Apesar da tendência de concentração da indústria cimenteira nas mãos de grandes grupos, como os brasileiros Votorantim e João Fortes, o francês Lafarge e o suíço Holcim, a Cimento Itambé vem mantendo inalterada a sua posição na Região Sul do país, com 14% do mercado. “Somos pequenos num setor em que operam grandes, mas acreditamos na nossa competitividade”, diz Rubens Slaviero, acionista e presidente da empresa.
O que mais fez a Cimento Itambé para superar as grandes? Pode-se dizer que muito esforço, mas também constribuiu uma pitada de sorte, por ter à mão o produto certo na hora certa. E esse produto não foi o cimento. Foi energia elétrica. Explica-se: A Cimento Itambé faz parte de um consórcio que construiu a hidrelétrica de Itá, na divisão do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Assim, no auge da crise de energia do ano passado, pôde faturar, com autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica, vendendo um insumo vital para a economia, logo no primeiro ano de operação da usina. “Fizemos uma escolha acertada num momento favorável”, diz Paulo Aguiar, superintendente da empresa. De fato, a decisão acabou fazendo com que o item energia tivesse um impacto de 25% no faturamento da companhia em 2001.
A empresa, cujo controle acionário está nas mãos de famílias paranaenses (62% divididos entre os Slaviero, os Gomes e os Araújo), com participação de 38% do grupo Votorantim (adquirida de acionistas minoritários no fim de 1996) está investindo na segunda usina hidrelétrica, a de Serra do Facão, no sul de Goiás. Em três anos terá à disposição mais energia do que necessita para sua fábrica, localizada em Balsa Nova, perto de Curitiba. Além disso, a nova usina estará situada à porta do maior mercado consumidor do país, a Região Sudeste.
Em seu negócio principal, o de material de construção, a Cimento Itambé tem planos que poderão impulsionar os resultados neste ano. Pretende ampliar a produção de 16 centrais de concreto adquiridas da Lafarge em meados de 2001. A compra, no valor de 18 milhões de reais, pagos à vista e com recursos próprios, significou a incorporação da marca Concrebras. Com ela, a empresa passou a oferecer concreto, um material mais valorizado que o cimento. Assim, agregou à sua capacidade instalada, de 1,5 milhão de toneladas de cimento por ano, inicialmente 360.000 metros cúbicos de concreto. A expectativa para 2002 é crescer 17% nesse mercado. Com o foco no mercado de centrais hidrelétricas e outras obras de infra-estrutura, a empresa almeja conquistar novos clientes com a qualidade de seu concreto, como vem fazendo com a fidelização da marca no setor de cimento. “Queremos ser conhecidos como os melhores”, diz Aguiar.
Fundada em 1976 com a diversificação de atividades de um grupo de famílias de madeireiros da região de Irati, no Paraná, a Cimento Itambé agora persegue um atestado: o de produtora de cimento verde. A empresa foi selecionada para concorrer à certificação ISO 14000, equivalente a um selo de respeito ao meio ambiente. “As práticas ambientais corretas estão começando a pesar na decisão dos clientes”, afirma Aguiar. Nesse aspecto, a Itambé parte com vantagem. Foi a primeira usina de cimento a aproveitar resíduos industriais em seus fornos, e hoje é uma das seis no Brasil com licença ambiental para incinerar refugos como combustível alternativo. As cinzas restantes da queima são incorporadas à matéria-prima do cimento. Esse combustível supre 15% da energia necessária aos fornos da Itambé. As ações parecem simples e de pequeno impacto, mas seguem uma tradição na empresa. “Procuramos fazer as coisas devagar”, diz Slaviero.
| Ordem 2001 | Pontos | Empresa/Sede | Vendas ( em US$ milhões) | Lucro Líq. ajustado (em US$ Milhões) | Patr.Líq. Ajustado em (US$ Milhões | Margens das vendas (em %) | Giro (em nº indice) | Riquesa criada por empregado (em US$ mil) | Aplicação no Imobilizado (em US$ milões) | Numero de empregados | Negóc. em bolsa | Controle |
| 1 | 550 | Cimento Itambé | 72,8 | 27,8 | 78,0 | 38,1 | 0,74 | 236,9 | 8,0 | 266 | não | Brasileiro |
| 2 | 450 | Cimento Rio Branco | 810,0 | 215,0 | 383,5 | 26,5 | 1,01 | NI | 40,3 | NI | não | Brasileiro |
| 3 | 435 | Cimepar | 63,1 | 18,7 | 83,2 | 29,6 | 0,63 | 256,2 | 4,2 | 159 | não | Português |
| 4 | 420 | Camargo Corrêa Cim. | 308,9 | 32,2 | 223,7 | 10,4 | 0,66 | 290,5 | 95,1 | 638 | não | Brasileiro |
| 5 | 380 | Atol | 43,3 | 17,8 | 91,5 | 41,1 | 0,42 | 348,4 | 3,0 | 122 | não | Português |
| 6 | 280 | Brasili | 54,7 | 14,6 | 207,5 | 26,6 | 0,24 | 77,9 | 9,8 | 592 | sim | Francês |
| 7 | 270 | Cim. Montes Claros | 101,0 | 19,3 | 89,7 | 19,2 | 0,95 | 235,8 | 1,6 | 243 | não | Brasileiro |
| 8 | 235 | Cimentos Liz | 106,9 | 7,8 | 25,7 | 7,3 | 0,43 | NI | 5,0 | NI | não | Portguês |
| 9 | 230 | Saint-Gobain | 365,4 | 26,7 | 310,4 | 7,3 | 0,94 | 58,6 | 44,5 | 2 892 | não | Francês |
| 10 | 230 | Duratex | 262,1 | 0,1 | 382,1 | 0,1 | 0,49 | NI | 32,2 | 5 992 | sim | Brasileiro |
| 11 | 215 | Cimento Mauá | 104,8 | 18,1 | 128,4 | 17,3 | 0,52 | 166,3 | 1,4 | 353 | não | Brasileiro |
| 12 | 210 | Concrebrás | 237,5 | 14,6 | 144,6 | 6,1 | 0,60 | 131,5 | 12,2 | 958 | não | Brasileiro |
| 13 | 195 | Cimento Itaú | 256,9 | 76,9 | 480,6 | 29,9 | 0,44 | NI | 13,3 | NI | sim | Brasileiro |
| 14 | 145 | Cimentos do Brasil | 230,8 | 31,8 | 219,7 | 13,8 | 0,66 | 200,0 | 25,5 | 654 | não | Português |
| 15 | 140 | Placas do Paraná | 73,9 | 7,6 | 86,7 | 10,3 | 0,35 | 60,8 | 39,7 | 641 | não | Francês |
| 1 | Cimento rio Branco | 810,0 |
| 2 | Holcim | 410,6 |
| 3 | Tigre | 381,6 |
| 4 | Saint-Gobain Vidros | 365,4 |
| 5 | Camargo Corrêa Cimentos | 308,9 |
| 6 | Duratex | 262,1 |
| 7 | Cimento Itaú | 256,9 |
| 8 | Cebrace | 244,7 |
| 9 | Concebrás | 237,5 |
| 10 | Cimentos do Brasil | 230,8 |
| 1 | Cimento Rio Branco | 13,3 |
| 2 | Holcim | 6,7 |
| 3 | Tigre | 6,3 |
| 4 | Saint-Gobain Vidros | 6,0 |
| 5 | Camargo Correia Cimentos | 5,1 |
| 6 | Duratex | 4,3 |
| 7 | Cimento Itaú | 4,2 |
| 8 | Concebrás | 3,9 |
| 9 | Cimento do Brasil | 3,8 |
| 10 | Cipasa | 3,5 |
| Mediana | 36 Empresas | 2,0 |
| 1 | Cimento Rio Branco | 32,8 |
| 2 | Cimento Liz | 30,5 |
| 3 | Cimento Itambé | 27,5 |
| 4 | Cimepar | 21,4 |
| 5 | Cimento Montes Claros | 20,0 |
| 6 | Cipasa | 19,5 |
| 7 | Cimesa | 18,5 |
| 8 | Atol | 18,3 |
| 9 | Cimento Itaú | 15,5 |
| 10 | Cimento do Brasil | 14,3 |
| Mediana: | 34 Empresas | 8,2 |
| 1 | Cimento Rio Branco | 87,6 |
| 2 | Duratex | 56,7 |
| 3 | Brasilit | 38,9 |
| 4 | Cimepar | 35,4 |
| 5 | Atol | 24,3 |
| 6 | Portobello | 23,4 |
| 7 | Eliane | 19,9 |
| 8 | Cimento Ribeirão | 14,6 |
| 9 | Cimento Tupi | 14,0 |
| 10 | Cimentos Liz | 11,4 |
| Mediana | 33 empresas | 6,2 |
| 1 | Cimento Itambé | 6,26 |
| 2 | Cimento Mauá | 5,62 |
| 3 | Concrebrás | 4,27 |
| 4 | Cimento Itaú | 4,15 |
| 5 | Berneck Aglomerados | 3,58 |
| 6 | Sasazaki | 3,40 |
| 7 | Duratex | 3,09 |
| 8 | Atol | 2,88 |
| 9 | Cimepar | 2,75 |
| 10 | Cisper | 2,68 |
| Mediana: | 34 empresas | 1,95 |
| 1 | Brasilit | 118,1 |
| 2 | Camargo Correia Cim. | 54,2 |
| 3 | Saint-Gobain Vidros | 31,2 |
| 4 | Placas do Paraná | 30,4 |
| 5 | Duratex | 26,1 |
| 6 | Cimento Tupi | 25,6 |
| 7 | Incepa Revestimentos | 23,6 |
| 8 | Cimento Itambé | 20,6 |
| 9 | Civ | 20,2 |
| 10 | Holcim | 20,1 |
| Mediana: | 33 empresas | 14,1 |
| 1 | Atol | 348 352 |
| 2 | Camargo Corrêa Cim. | 290 524 |
| 3 | Cimepar | 252 215 |
| 4 | Cimento itambé | 236 861 |
| 5 | Cim. Montes Carlos | 235 801 |
| 6 | Cimentos do Brasil | 199 950 |
| 7 | Cimento Mauá | 166 263 |
| 8 | Concebráz | 131 507 |
| 9 | Cimento Ribeirão | 113 156 |
| 10 | Cimento Tupi | 79 715 |
| Mediana: | 22 Empresas | 75 551 |
Artigo: Energia na Itambé
Está na mistura de cimento com energia elétrica a fórmula da Companhia de Cimento Itambé para ser a mais rentável do Sul no setor de mineração em 2001. A receita parece um pouco desconexa, e para o presidente da empresa, Rubens Slaviero, "houve também uma pitada de sorte". É que em plena crise energética no Brasil, a Itambé via seus números crescerem com a participação no consórcio formado para a construção da Hidrelétrica de Itá, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Só o setor de energia representou para a empresa 14% do faturamento total, que ultrapassou os 160 milhões de reais no ano passado.
"A PRODUÇÃO de cimento vai continuar sendo nosso carro chefe, mas foi a atitude de diversificar nossa atuação que provou que sabemos aproveitar as oportunidades", afirma Slaviero. Foi com a participação da Itambé no consórcio que surgiu a idéia da criação da Itambé Energética, subsidiária integral da Cimento Itambé. Liderada pela Tractebel Energia, A Hidrelétrica de Itá é a principal usina do vale do Rio Uruguai e situa-se no limite dos municípios de Itá (SC) e Aratiba (RS). A potência instalada é de 1.450 MW, com cinco grupos de geradores de 290 MW cada. Interligada ao Sistema Elétrico Sul-Sudeste, a energia gerada cor responde a 15% do mercado de energia do Sul.
Além de acertar em cheio na lacuna do mercado de energia, a Itambé comemora seus números com a compra das 16 usinas de cimento que formavam a Concrebras, do grupo francês Lafarge. Na época da aquisição, a previsão era de que a Itambé encerrasse 2001 com uma receita perto dos 20 milhões de reais. Mas os negócios superam a expectativa e o grupo faturou 22 milhões de reais com a compra da Concrebras. "O impacto sobre valores consolidados foi de 10%. A previsão para 2002 é que este setor fature cerca de 66 milhões de reais, representado um aumento de 196%, explica Slaviero. Ele lembra que os números do ano passado correspondem apenas ao período de agosto a dezembro, quando as 16 usinas passaram a fazer parte da Itambé. A previsão de faturamento da empresa para este ano é de 189 milhões de reais, cerca de 17% maior que o ano passado. As participações de 13,8% no mercado da região Sul e de apenas 2,44% no mercado nacional devem ser mantidas.
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Artigo: Desempenho em Bases Sólidas
Diversificação da produção e investimentos em pesquisa compõem a base do sucesso da Cimento Itambé.
Quem não é o maior tem de ser o melhor. A máxima pode não ser muito original, mas certamente constitui o coração da filosofia empresarial da Companhia de Cimento Itambé, do Paraná, o grande destaque de Materiais de Construção e Decoração. Afinal, o setor em que ela atua é povoado por gigantes, com o mercado sendo disputado palmo a palmo. "De fato, a Itambé é uma pequena entre gigantes", diz seu diretor superintendente Paulo Procopiak. Aguiar, ao se mostrar um pouco surpreendido por ter obtido os melhores resultados entre as empresas classificadas nesse ramo de atividade. É modéstia.
Com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas de cimento por ano, a Itambé tem participação de 2,19% no mercado brasileiro, mas chega a 14,07% na região Sul, onde está presente de fato. E faz parte há anos, sem exceção, das listas de empresas mais rentáveis do país. Esse desempenho é até fácil de ser explicado, à luz do histórico da empresa. Ela nasceu como produto do espírito empreendedor de algumas famílias da pequena cidade de Irati, na região central do Paraná, no imediato pós-guerra. Entre outras, as famílias Slaviero, Gomes, Araújo e Zarpelon foram se associando em pequenos negócios - da extração de madeira ao comércio em geral e à produção de fósforos. Esses laços de amizade, que até hoje definem os rumos da empresa, levaram à criação, em 1968, da Empresa Itambé de Mineração Ltda.
Da pesquisa e lavra de produtos minerais, principalmente do calcário, passou-se à implantação de uma fábrica de cimento dirigida ao mercado do sul do Brasil, logo batizada como Companhia de Cimento Itambé. A empresa cresceu, diversificou-se e recebeu novos acionistas - a gigante Votorantim é um deles. Mas não abandonou a rota que seguia, de promover melhorias contínuas com maciços investimentos em pesquisa de novas aplicações para seus produtos. Um exemplo, entre outros, é o uso do concreto na pavimentação. No momento, a Itambé apoia uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná, UFPR, que procura identificar as vantagens e desvantagens do uso do cimento no tratamento dentário. Um dos projetos de pesquisa mais interessantes desenvolvidos pela empresa é o da transformação dos 23 quilômetros da rodovia entre a fábrica e a jazida de calcário num verdadeiro laboratório de testes. Na pavimentação foram usadas as mais variadas técnicas, com concreto simples, concreto armado, blocos de concreto intertravado, asfalto sobre base cimentada etc. A resistência e o desempenho do trecho são monitorados pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUC-PR. Além disso, a Cimento Itambé faz parte do Polígono de Pesquisa do Paraná, uma iniciativa da UFPR, que pretende tornar o Estado um pólo tecnológico de referência no Brasil na área da construção civil. Hoje, a Itambé é especializada no fornecimento de cimentos portland e cimentos específicos para obras de grande porte, como hidrelétricas, viadutos, rodovias e túneis.
O mercado de cimento, segundo Aguiar, andou de lado nos últimos anos, e até por isso a companhia tratou de se mexer. A diversificação da produção foi a estratégia escolhida. O processo começou há seis anos, com a decisão de entrar na comercialização de energia. A oportunidade surgiu com o contrato de fornecimento de cimento para a construção da Hidrelétrica de Itá. Com esse negócio, nasceu o mais novo filhote do grupo, a Itambé Energética, em agosto do ano passado. A nova empresa é uma subsidiária integral, voltada para a comercialização de energia elétrica, e recebeu investimentos "iniciais de cerca de 30 milhões de reais.""Pretendemos fazer novos negócios no setor, talvez ainda neste ano"","afirma Aguiar. Há cerca de um mês, a Itambé concretizou outro investimento de montante semelhante. Para garantir a entrada no setor de concreto, comprou a empresa Lafarge, que tem usinas em 15 cidades do Mato Grosso do Sul, além de atuar nos três Estados da região Sul. A capacidade instalada das usinas soma 400.000 metros cúbicos por ano. Mas que fique claro: "O esforço principal da Itambé é e continuará sendo o cimento", diz Aguiar." Os outros investimentos vêm como uma espécie de apêndice, para garantir bons resultados em períodos de vacas magras.
1 |
Cimento rio branco | 897,8 |
2 |
Tigre | 587,8 |
3 |
Duratex | 585,5 |
4 |
Saint-Gobain Vidros | 539 |
5 |
Holocim | 437,2 |
6 |
Cauê | 355,3 |
7 |
Cimpor | 306 |
8 |
Lafarge | 285,6 |
9 |
Cimento Itaú | 238 |
10 |
Eucatex | 230,2 |
1 |
Eternit | 39 |
2 |
Campos de Palmas | 37,8 |
3 |
Tigre | 33,1 |
4 |
Satipel Minas | 28 |
5 |
Duratex | 25 |
6 |
CIV | 18,8 |
7 |
Eucatex | 9,3 |
8 |
Placas do Paraná | 6,5 |
9 |
Eliane | 6,5 |
10 |
Saint-Gobain Vidros | 5,5 |
| Mediana: 25 empresas | 0,7 |
1 |
CIV | 52,2 |
2 |
Cimento Mauá | 38,7 |
3 |
Cimesa | 37,8 |
4 |
Saint-Gobain Vidros | 20,6 |
5 |
Eternit | 20,1 |
6 |
Cimento itaú | 18,5 |
7 |
Lafarge | 14 |
8 |
Tigre | 12,7 |
9 |
Cimento Ribeirão | 12,7 |
10 |
Cimento Rio Branco | 11 |
| Mediana: 25 empresas | 8,8 |
1 |
Cimento Rio Branco | 13,6 |
2 |
Tigre | 8,9 |
3 |
Duratex | 8,9 |
4 |
Saint-Gobain Vidros | 8,2 |
5 |
Holcim | 6,6 |
6 |
Cauê | 5,4 |
7 |
Cimpor | 4,6 |
8 |
Lafarge | 4,3 |
9 |
Cimento Itaú | 3,6 |
10 |
Eucatex | 3,5 |
| Mediana: 26 empresas | 2,6 |
1 |
Cimento itambé | 6,75 |
2 |
Eternit | 3,91 |
3 |
Berneck Aglom. | 3,2 |
4 |
CIV | 2,78 |
5 |
Holcim | 2,76 |
6 |
Placas do Paraná | 2,49 |
7 |
Cimento Ribeirão | 2,43 |
8 |
Tigre | 2,35 |
9 |
Saint-Gobain Vidros | 2,02 |
10 |
DuratexMediana: 25 empresas | 1,87 |
| Mediana: 25 empresas | 1,22 |
1 |
Cauê | 37,2 |
2 |
Satipel Minas | 31,1 |
3 |
Holcim | 30,4 |
4 |
Berneck Aglom. | 23,8 |
5 |
Portobello | 23,7 |
6 |
Cimento Itambé | 20,8 |
7 |
Campos de Palmas | 15,4 |
8 |
Tigre | 13,8 |
9 |
Cimpor | 11,2 |
10 |
Cimentos Liz | 11 |
| Mediana: 25 empresas | 9,3 |
1 |
Cimento Itambé | 277,801 |
2 |
Lafrage | 232,295 |
3 |
Cimpor | 176,241 |
4 |
Satipel minas | 163,245 |
5 |
Cimento Ribeirão | 115,726 |
6 |
Cimentos Liz | 109,866 |
7 |
Tigre | 97,500 |
8 |
Holcim | 94,514 |
9 |
Saint-Gobain Vidr | 88,428 |
10 |
Cimento Tupi | 56,602 |
| Mediana: 19 empresas | 56,602 |
1 |
Tigre SC | 505 |
2 |
Cimento Itambé PR | 475 |
3 |
Holcim SP | 455 |
4 |
Satipel Minas SP | 400 |
5 |
Eternit SP | 370 |
6 |
CIV PE | 340 |
7 |
Berneck Aglomerados PR | 335 |
8 |
Cauê SP | 325 |
9 |
Saint-Gobain Vidros SP | 290 |
10 |
Lafarge RJ | 240 |
11 |
Cimpor SP | 230 |
12 |
Duratex | 200 |
13 |
Cimento Ribeirão SP | 200 |
14 |
Campos de Palmas | 190 |
15 |
Cimento rio Branco SP | 165 |
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