Blog Itambé Empresarial
Itambé - Cimento para toda obraA evolução e as estatísticas da área no Brasil
O segmento de manutenção apresentou evolução significativa ao longo dos últimos 70 anos. Desde os anos 30, a manutenção passou por três gerações, conforme citam os autores KARDEC e NASCIF:
Primeira Geração: Antes da 2a guerra mundial, numa época em que a indústria era pouco mecanizada, com equipamentos simples e superdimensionados. A produtividade não era prioritária, com o foco voltado para a Manutenção Corretiva;
Segunda Geração: período da 2a guerra até os anos 60, ocorreu uma pressão por produção, com pouca disponibilidade de mão-de-obra para a indústria. Com a forte mecanização e a maior complexidade das instalações industriais, exigiu-se disponibilidade e confiabilidade de máquinas para a produção (evitar falhas). Surgiu a Manutenção Preventiva, com intervenções programadas em intervalos pré-definidos. Com isto, os custos de manutenção e a necessidade de investimentos em peças de reposição, passaram a destacar-se, forçando as empresas a melhorar suas programações, criando-se os Sistemas de Planejamento e Controle de Manutenção (PCM).
Terceira Geração: a partir da década de 70, as paradas na produção começaram a ter repercussões, diminuindo a produtividade e afetando o custo dos produtos. A aplicação de preventivas sistemáticas, com paradas de máquinas para revisão, nem sempre se adaptava ao processo industrial. Começava a surgir a “Manutenção sob Condição”, ou Manutenção Preditiva. Iniciou-se a interação entre as fases projeto, fabricação, instalação e manutenção de equipamentos com a disponibilidade exigida no processo industrial.
Empresas com modernos sistemas de manutenção e que exigem altos índices de disponibilidade de equipamentos, como a Cia de Cimento Itambé, adotam os conceitos de Preditiva, com forte ênfase em Planejamento e Controle de Manutenção e Técnicas de Inspeção Preditiva.
ESTATÍSTICAS
A Função Manutenção responde por uma significativa alocação de recursos dentro das empresas. Em 2003, estes dispêndios montavam 4,27% do PIB brasileiro ( No mundo : 4,12 % ). Isto siginifica, que a atividade Manutenção no Brasil, consome anualmente R$ 56 Bilhões. Destes, 59% é gasto em mão de obra ( empregos diretos ). Além disto, 63% da mão de obra empregada é qualificada, nivel técnico e superior.
Segundo a Associação Brasileira de Manutenção ( Abraman ), em pesquisa realizada em 2003:
- Mão de Obra
Com a evolução tecnológica, veio a necessidade de aprimoramento técnico do pessoal de manutenção. Daí a razão de 7,3% do efetivo de manutenção ter nível superior, 15% nível técnico e 40,7% de profissionais que de alguma forma tiveram cursos de qualificação ( Senai, Sesi, etc ).
- Custos de manutenção
O orçamento de manutenção das empresas tem 59 % de gastos com Mão de obra de pessoal e 32% de gastos com materiais. Os materiais de manutenção em estoque ( peças de reposição ) representam 11,5% do custo total de manutenção
- Disponibilidade Operacional
Máquina produzindo é o que interessa. Atualmente, a média de Indisponibilidade de máquina para a produção, devido a quebras está em apenas 5%.
Referência:
Créditos: Dionísio Veiga Neto
Esse post foi publicado de sexta-feira, 9 de novembro de 2007 às 16:07, e arquivado em Gestão, Itambé. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Você pode comentar ou mandar um trackback do seu site pra cá.
Ericlys Silva Matos disse: 1 de junho de 2009 às 14:19
Gostei das informações obtidas no site! Muito obrigado.
Um informativo eletrônico destinado a todos os interessados na área da construção civil com o objetivo de compartilhar informações úteis deste segmento.
Saiba maisCopyright © 2008 Itambé. Todos os direitos reservados.
Midiaweb Inteligência Interativa