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Publicado por: Itambé Empresarial em 14 de abril de 2009

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Acredite: preocupação ambiental dá lucro

Empresas que despertarem para essa questão vão dar um salto de qualidade e amplificar os negócios, defende especialista

Maurício Maruca: meio ambiente é cada vez mais uma preocupação de mercado

Maurício Maruca: meio ambiente é cada vez mais uma preocupação de mercado

O gestor ambiental Maurício Roberto Maruca tem uma visão diferenciada sobre aplicação de conceitos ambientais no mundo empresarial. Para ele, o setor precisa despertar para a viabilidade que alia lucro e meio ambiente. “Se a preocupação com o lucro e a preocupação ambiental não forem aliados nós não vamos chegar a lugar nenhum”, defende.

O especialista também considera que já é hora de as rigorosas leis ambientais existentes no Brasil saírem do papel para punir quem ignora o meio ambiente. “A curto prazo são necessárias soluções drásticas”, diz, afirmando que a empresa que despertar para a questão da imagem ambiental vai dar um salto em seus negócios. É o que ele explica nesta entrevista. Confira:

O setor de meio ambiente diz que faltam profissionais qualificados. Por que isso ocorre?
No meu entender é porque só agora é que está havendo uma preocupação ambiental das grandes empresas. Era um mercado muito restrito até há pouco tempo e atraía apenas profissionais meio sonhadores, que pensavam o meio ambiente como um meio de vida. Hoje em dia, como a demanda por profissionais de meio ambiente está crescendo em função de tudo o que está acontecendo no mundo, as grandes empresas estão começando a ter uma preocupação de imagem ambiental, que requer a contratação de profissionais desta área, por isso que eu digo que existe ainda uma carência de profissionais capacitados para a área ambiental.

A carência deste tipo de profissional já estaria afetando programas de governo, como o de concessões públicas na Amazônia. É verdade?
Isso com certeza. Porque ainda se confunde o tratamento de meio ambiente, principalmente na gestão de governo, com o tratamento político comum. Então ainda se comete o erro de colocar pessoas que não são do setor, pessoas que não têm vivência no setor ambiental. Mas veja bem, eu não estou falando do que a gente chama de ecochato, e tal. Eu estou falando de profissionais capacitados, preparados e bem intencionados, principalmente. Isso o setor público tem uma carência muito grande.

Gestor ambiental, engenheiro ambiental e técnico florestal. Qual a diferença entre esses três profissionais?
O gestor ambiental pensa a política ambiental de um setor, que pode ser desde uma pequena empresa até um governo. Ele é um formador de teorias ambientais. O engenheiro ambiental já é mais específico, ele é um profissional que cuida de áreas específicas do setor ambiental. O técnico florestal é mais específico ainda, ele é mais afeito à teorias, principalmente à teorias de produção florestal. Ele é um ambientalista mais preocupado com a gestão de florestas.

Até onde vai a culpa das instituições educacionais por estarem faltando profissionais desta área no mercado?
Acho que elas não têm culpa. Acho que tudo na vida é uma questão de procura. Havendo procura no mercado as instituições de educação vão se preocupar em abrir mais vagas para isso.

Há ilhas de boa gestão ambiental no Brasil. Onde elas estão?
No meu entender a boa gestão ambiental, ou pelo menos a razoável – até porque o Brasil é um país novo na preocupação ambiental -, está mais nas regiões sul e sudeste do país.

A sustentabilidade das companhias já não é apenas analisada pelos consumidores, mas é exigência de seguradoras, bancos e parceiros de indústrias no mundo todo. As empresas brasileiras já se deram conta disso?
Estão se dando conta agora. Agora estão percebendo que a preocupação com sustentabilidade e com o meio ambiente não é só uma preocupação dos meios acadêmicos. Ela é uma preocupação de mercado mesmo. Principalmente nos países europeus e no Japão, onde as empresas que têm preocupação ambiental, que têm preocupação com a sustentabilidade, estão supervalorizadas. Nos Estados Unidos não tanto, por que se eles passarem a exigir terão uma preocupação ambiental diferente da que tiveram até hoje. Já no Brasil, as empresas exportadoras estão tendo que se preocupar com isso.

Fala-se muita em responsabilidade social, responsabilidade fiscal, mas a quantas anda a responsabilidade ambiental no Brasil?
A preocupação está começando apenas agora e na minha visão não adianta a gente ter a ilusão de que o meio ambiente vai ser uma preocupação do empresário independentemente do lucro dele. A gente tem que ter na cabeça que o empresário visa lucro e é normal. O progresso é isso aí. Então tudo no meio ambiente hoje depende de dinheiro. E se a preocupação com o lucro e a preocupação ambiental não forem aliados nós não vamos chegar a lugar nenhum. Então tem que haver esta associação de lucro e meio ambiente. É hipocrisia achar que sem lucro a gente vai conseguir controlar o meio ambiente. Não vai! Todo mundo depende de dinheiro. O empresário tem que entrar nesta luta, mas para entrar nesta luta ele tem que ter algum retorno, seja de imagem ou retorno financeiro mesmo. Mas que vai passar pelo lucro dele vai, não tenha dúvida.

Em algumas cidades, o entulho gerado pela construção civil já é um problema tão ou mais grave do que o gerado pelo lixo doméstico e industrial. Há uma solução para isso?
A solução é coerência. O entulho não tem que ser encarado como um problema. O entulho é muito rico, basta vontade política, vontade dos gestores públicos de dar uma solução definitiva para isso. Isto é, legislando sobre isso. Porque o entulho pode ser aproveitado. Tem um monte de coisas que podem ser reaproveitadas. Agora tudo depende da vontade política. Se o setor público não entender que isso é um problema que parte primeiro de governo não vai ter solução. Mas eu acho que tem solução e a solução é relativamente rápida. Mas volto a falar: falta vontade.

Para reverter esse quadro geral analisado pelo senhor, há algo a se fazer a curto e a médio prazo ou as soluções são apenas a longo prazo?
Tem soluções das três maneiras: a curto, a médio e a longo prazo. A curto prazo são soluções drásticas, isto é, a punição. A curto prazo tem que se aplicar a lei que já existe. Existem inúmeras leis que não são só punitivas, são educativas também. Mas tem que aplicar. O gestor público tem que aplicar a lei. Ele não está ali para construir, ele está ali para fiscalizar. E se ele não fiscalizar utilizando a lei que existe não adianta, não vamos chegar às outras etapas. O segundo passo, a médio prazo, é o que já vem acontecendo. É o setor particular entender que o meio ambiente tem que ser protegido, que o meio ambiente tem que ser mantido e isso não é vergonha para ninguém. Isso pode até gerar lucro. E a longo prazo é a educação. Não tem outro jeito. O gestor público tem que obrigar as escolas, em todos os níveis, a colocar na cabeça dos seres humanos que já existem e dos que vão nascer a idéia da sustentabilidade e do meio ambiente. Isso só com educação. Não tem jeito.

* Mauricio Roberto Maruca é administrador de empresas, formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pós-graduado em Gestão de Projetos Ambientais. Também é especialista em administração de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Protocolo de Kyoto, com ênfase em captação de biogás de aterros sanitários. No segmento ambiental desde 2002, é um dos pioneiros no Brasil a realizar negociações de créditos de carbono com diversas empresas, tendo se especializado em contratos desse segmento. Email: maruca@arauna.com.br

Gestão ambiental: faltam profissionais no mercado
Não é nenhuma novidade que estamos passando por uma grande crise econômica mundial e que o número de demissões vem crescendo vertiginosamente em vários setores. No Brasil, estima-se que foram eliminados mais de 800 mil empregos com carteira assinada de segmentos como automobilística e aeronáutico desde novembro de 2008. Mas na contramão deste movimento, o setor de meio ambiente diz que faltam profissionais qualificados e que vários postos de trabalho estão em aberto.

Além de índices de criação de novos empregos a crise também significa queda das vendas e retração da produção industrial. Porém, uma pesquisa conjunta dos institutos Greenhouse Gas Management e Sequence Staffing, apresentou que o mercado de carbono e outras atividades ligadas às mudanças climáticas não encontram profissionais qualificados para as vagas que oferecem.

A pesquisa entrevistou 700 executivos, cientistas e líderes de organizações dos setores público, privado e sem fins lucrativos, de todo o mundo, e revelou que 84% consideram difícil achar profissionais capacitados para o setor e que 87% acreditam que isso será um grave problema nos próximos anos.

Para o gestor ambiental Maurício Maruca, esses dados fazem sentido devido ao rápido crescimento do mercado ligado às mudanças climáticas nos últimos anos, desde a criação do Protocolo de Kyoto. “A necessidade por especialistas treinados para esse setor é de fundamental importância para que as empresas voltadas ao meio ambiente consigam desenvolver seus projetos de combate ao aquecimento global e, ainda, fazer que isso crie novas oportunidades”, afirma Maurício.

Maruca ainda diz que existem inúmeras ONGs, programas governamentais e outras empresas oferecendo vagas que não são preenchidas pela falta de pessoal. Uma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico mostrou que o programa do governo federal de concessões públicas na Amazônia está comprometido devido à falta de engenheiros e técnicos florestais.

Ainda de acordo com o relatório, 82% dos entrevistados acreditam que as instituições educacionais não estão fornecendo as habilidades e conhecimentos para treinar os profissionais que ingressarão na área.

Para 85% dos entrevistados a economia verde deve ter um crescimento de 25% no próximo ano e novas atividades devem ganhar ainda mais espaço no mercado. Trabalhos como o de cientista sócio ambiental, que analisa as questões de preservação do meio ambiente e especialista em aquecimento global, também conhecido como “climatologista”, que prevê mudanças climáticas, serão muito valorizados.

Fonte: www.toppresscomunicacao.com.br

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Responsabilidade social e ambiental como ferramenta de Marketing

Sustentabilidade Empresarial, uma nova maneira de expor a ética de uma empresa

Newton Figueiredo

A sustentabilidade empresarial é uma nova maneira de apresentar a ética repensando na forma de adquirir lucro. Ela nasceu com a percepção de empresários que verificaram os problemas sociais e ambientais, como o baixo poder aquisitivo da população e a ameaça de escassez de bens naturais fossem ocasionar riscos no desenvolvimento de seus negócios.

Uma pesquisa realizada pela Revista Consumidor Moderno, em janeiro de 2008, comprovou que 12% dos consumidores dão preferência a empresas que são socioambientalmente corretas. Portando as empresas estão buscando apresentar uma imagem responsável em questões sociais e ambientais, através de serviços de qualidade, bons preços e atendimento.

Segundo Newton Figueiredo*, Presidente do Grupo Sustentax**, a imagem de responsabilidade que as empresas apresentam é uma mudança de mentalidade com a percepção e a busca do lucro puro e simples. “As empresas líderes já perceberam que a sustentabilidade de seus negócios dependem de adicionar à responsabilidade empresarial as responsabilidades sociais e planetárias. Adotar uma postura de responsabilidade socioambiental implica em saber como os lucros estão sendo gerados e não apenas se estão aumentando ou diminuindo” comenta Figueiredo.

Ele afirma que, de agora em diante, as empresas deverão colocar em seus planejamentos estratégicos ações de sustentabilidade. “A previsão é que o mercado consumidor dará, cada vez mais, preferência para produtos e serviços desenvolvidos com responsabilidade socioambiental. As empresas que implementarem ações de sustentabilidade terão, cada vez mais, facilidade para obtenção de créditos e captação de recursos em bolsa”.

Figueiredo diz que inicialmente as ações de responsabilidade social corporativa aconteciam com âmbitos assistencialista ou filantrópico, gerando ganhos significativos de imagem para a empresa. Atualmente as empresas estão se envolvendo mais com práticas de sustentabilidade. “O sucesso desta empreitada criou a Empresa-cidadã, motivo do desenvolvimento de uma nova ética social no mundo dos negócios, em que a aplicação de responsabilidade social corporativa faz parte do núcleo de negócios, inserida em toda a estrutura da empresa” cita.

* Newton Figueiredo – Presidente do Grupo SustentaX, membro fundador da Associação Brasileira dos Administradores de Facilities, do Green Building Council Brasil, do Conselho Brasileiro para Construções Sustentáveis e do Instituto Brasileiro de Estudos em Direito de Energia. É ainda conselheiro da Associação Brasileira de Água e Energia, da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia e do Instituto Brasileiro de Eficiência Energética.

** O Grupo SustentaX atua nas áreas de desenvolvimento de estratégias corporativas sustentáveis, na certificação de sustentabilidade de empreendimentos, na quantificação e neutralização de Gases do Efeito Estufa, na validação de sustentabilidade de produtos e serviços e na otimização energética de edificações.

Nova Norma Técnica de Desempenho de Edificações entrará em vigor

O mérito maior desta Norma é a questão de entendimentos entre o produtor, o consumidor e o meio técnico, afirma a Presidente do Ibape, Vera Lúcia

Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj

Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj

Itambé Empresarial – Para que serve essa Norma Técnica de Desempenho de Edifícios Habitacionais?

Vera Lúcia – O Brasil é a terra dos contrastes. É difícil pensar em uma norma de desempenho enquanto se tem esgoto a céu aberto e tanta deficiência em obras de saneamento.

Porém, como técnicos que somos, necessitamos evoluir e pleitear uma forma de incidir em menos erros, propiciando a ausência ou pelo menos a não constância de sinistros, queda de estruturas, incêndios e colapsos com riscos ao nosso bem maior, A VIDA.

Nossa cultura sempre se voltou ao corretivo, até porque, nossos prédios eram novos. Com o passar do tempo, os investidores começam a se preocupar com o tempo de vida, com as garantias e o padrão de nossas construções.

O mérito maior desta Norma é a questão de entendimentos entre o produtor, o consumidor e o meio técnico.

A Norma estabelece critérios e métodos de avaliação de desempenho para os principais sistemas que compõem um edifício. Sua publicação terá um impacto em todo o processo construtivo e até mesmo no pós-venda.

I.E – Qual é o principal foco da Norma?

Vera Lúcia – Seu objetivo inicial é estabelecer uma sistemática de avaliação de tecnologias e sistemas construtivos de habitações, com base em requisitos e critérios de desempenho expressos nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). Ou seja, focar o desempenho do ponto de vista do uso, independente do material construtivo e do produto.

I.E – Quais os benefícios que ela pode trazer? Alguém pode sair prejudicado?

Vera Lúcia – Não se pretende prescrever os procedimentos de execução de obra, referindo-se principalmente a durabilidade dela.

Será descrito da mesma forma a integridade do sistema de cobertura ao longo de sua vida dentro dos critérios de riscos ou as condições de salubridade de ambientes internos em itens como segurança contra incêndio e risco de inflamação.

O custo-benefício fica transparente. A previsão de níveis (mínimo, intermediário e superior) propiciará ao consumidor um prazo de garantia e vida útil diferente e a incorporadora/construtora poderá investir em tecnologias de conformidade com o valor proporcional do imóvel.

O outro lado da moeda é o aspecto de preparação, reconhecimento e remuneração adequados ao profissional – principalmente projetista, que terá seu trabalho dobrado em carga/hora trabalhada nos projetos para atender a Norma.

I.E – A Norma se aplica para quais situações? Por que funciona apenas para os Edifícios de até cinco pavimentos?

Vera Lúcia – O objeto da Norma ficou essencialmente concebido para ser aplicado aos sistemas que compõem uma edificação de até cinco pavimentos, podendo ser usada para outras quantidades de pavimentos, sempre que tecnicamente justificáveis.

Isto foi adotado por que a grande maioria das habitações brasileiras está neste rol. São os principais modelos de habitações de interesse social construído com recursos públicos.

I.E – Quais são os itens existentes na Norma?

Vera Lúcia – O texto base da norma abrange fundações, estruturas, paredes internas, fachadas, coberturas, divisórias internas, pisos internos, sistemas hidráulico-sanitários, elétricos, gás, telecomunicações, condicionamento ambiental, transporte, segurança e proteção.

I.E – No que essa Norma se difere das outras já existentes?

Vera Lúcia – O interessante dessa Norma é seu conceito.

É diferente da maioria das Normas Brasileiras, pois não se trata da entrada de como o produto deve ser empregado na obra e sim de saída, regulamentando a forma como a edificação deve se portar depois da entrega ou “pós-venda”.

I.E – Por que entrará em vigor apenas em 2009?

Vera Lúcia – Porque existe um período de carência de dois anos após a publicação para que haja uma adaptação em toda a gama produtiva.

I.E – De quem foi a iniciativa de criar essa Nova Norma?

Vera Lúcia – Historicamente, teve seu início no antigo Banco Nacional da Habitação (BNH) (que depois virou Caixa), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sinduscon e IBAPEs. Enfim, pela comunidade técnica.

Todos deram e ainda dão a suas contribuições junto ao Comitê Brasileiro, responsável pela elaboração de normas técnicas de componentes, elementos, produtos e serviços na Construção Civil, abrangendo seus aspectos referentes ao planejamento, projeto, execução, método de ensaio, armazenamento, transporte, operação, uso e manutenção.

O Comitê Brasileiro de Construção Civil (Cobracon) elabora, divulga e difunde as normas técnicas para o setor da construção civil.

I.E – Essa norma técnica é formada por cinco pilares, que são: Requisitos gerais; Requisitos para os sistemas estruturais; Requisitos para os sistemas internos; Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas; e Requisitos para os sistemas de coberturas. Para que serve e o que significa cada um deles?

Vera Lúcia – Cada um desses itens traz requisitos de desempenho com critérios e métodos para se fazer as avaliações, com seus parâmetros pré-estabelecidos.

A forma de estabelecimento do desempenho é comum e internacionalmente pensada por meio de definição de critérios qualitativos e métodos avaliatórios, permitindo fazer com facilidade sua mensuração. Estas premissas não substituem as normas prescritivas, são complementares.

Pode-se encontrar suas características individuais no site http://www.cobracon.org.br.

I.E – Ela pode ser utilizada como um procedimento de avaliação do desempenho de sistemas construtivos por qualquer pessoa que tenha interesse?

Vera Lúcia – A Norma de desempenho vem com este objetivo – atendimento as exigências da ISO, aos critérios quantificáveis e mensuráveis por meios de métodos de ensaio, de avaliações e da classificação em níveis.

Para mim, essa Norma é a configuração da responsabilidade profissional, a exclusão do jeitinho impregnado em nosso ser e a necessidade de capacitação do profissional já habilitado para tal mister.

Ficará o desempenho vinculado ao ponto de vista do uso, independente do material e ao produto empregado.

I.E – O mérito maior dessa Norma é a questão de entendimentos entre o produtor, o consumidor e o meio técnico. Por quê?

Vera Lúcia – Por que muito se ganhará. Será a composição de novas metodologias de projeto e de pesquisas de materiais. O combate à informalidade, a melhoria da imagem da construção civil e uma questão até de marketing.

I.E – Por que seu objetivo inicial é estabelecer uma sistemática de avaliação de tecnologias e sistemas construtivos de habitações?

Vera Lúcia – O que se pretende é realmente uma nova conceituação e adequação para uma vida útil com qualidade.

Pela norma, construtor, incorporador e projetista responsabilizam-se indiscutivelmente pelo prazo de garantia oferecido, indicando ainda, o tempo de vida útil para cada elemento, caso o programa de manutenção seja seguido.

I.E – Qual a diferença entre garantia e vida útil?

Vera Lúcia – Hoje, há uma confusão muito grande entre vida útil e garantia. E a norma faz esta distinção.

VIDA ÚTIL se define na fase de concepção do empreendimento pelos arquitetos em conjunto com os contratantes e usuários, cuja finalidade é nortear todos os sistemas, elementos e componentes que serão especificados no projeto e PRAZO DE GARANTIA.

PRAZO DE GARANTIA é o tempo em que a probabilidade é grande de que eventuais defeitos embutidos no produto em estado novo venham a se manifestar (falhas de fabricação, de montagem ou instalação), que por conseqüência representam um desempenho inferior àquele previsto.

Ao ser concluído, prevê-se que diminuirão os litígios, pois o usuário e o construtor terão documentos legais definidos se alguma patologia está ou não dentro do prazo oferecido pela construtora. Haverá parâmetros técnicos.

Vera Lúcia de Campos Corrêa Shebalj – Presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape). Arquiteta e urbanista. Perita e engenheira de segurança no trabalho.
Contato: E-mail: proojekt@creapr.org.br; Celular: (41) 9993-8163

Referência:
Créditos: Caroline Veiga

Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de outubro de 2007

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Obras sustentáveis contribuem com meio ambiente

Mesmo com custo 5% superior, especialista garante que obras sustentáveis valem a pena

Em meio a tantos problemas ambientais, o setor da construção civil também se viu obrigado a repensar suas atividades a fim de minimizar os impactos no meio ambiente. E uma das maneiras encontradas pelo setor é a construção de obras sustentáveis.

Realidade

Em Curitiba, já está em andamento a obra do primeiro prédio registrado no Green Building Council Brazil, o Office Park. Segundo a matéria da Gazeta Mercantil que divulga o fato, “no Brasil os prédios verdes, que cuidam dos aspectos ambientais desde a construção até o funcionamento da obra em si, ainda são poucos, mas este mercado está ganhando importância por força da exigência da clientela corporativa, formada por empresas que tratam as questões ambientais como assunto de extrema relevância”.

Como toda novidade, a construção de obras consideradas sustentáveis gera polêmica. O maior argumento de quem não acredita neste tipo de obra é que ela tem um custo muito acima das obras convencionais. Porém, para o professor de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Vanderley M. John, essa inviabilidade não é real. Ele esclarece que o custo é um falso problema, primeiramente, porque para uma obra ser sustentável é preciso ser economicamente viável. “A questão do custo decorre de preconceito e dos sistemas de certificação, que padronizam as soluções, agregando aspectos de ecoeficiência muito avançados. Mas mesmo assim os estudos mostram que edifícios certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)1 avançados são apenas 5% mais caros para construir, mas tem maior valor de mercado e custam muito menos para operar” alega.

Para confirmar isto, o professor cita um estudo inglês cuja conclusão foi de que é possível reduzir o custo de obras sustentáveis em algumas situações. “O estudo abordou casas e edifícios certificados pelo BREEAM – um sistema muito sofisticado e que certificou 65 mil empreendimentos, portanto de impacto muito superior ao LEED norte-americano”.

Ao alcance de todos

Vanderley ressalta que mesmo empresas de pequeno e médio porte devem optar pela construção sustentável: “sem dúvida todos precisamos optar por este tipo de solução. Até o consumidor individual em sua pequena reforma. O futuro depende disso e o valor futuro dos investimentos também”.

De acordo com o engenheiro, as obras sustentáveis não vão atingir apenas as classes mais favorecidas, mas também as classes mais baixas. “Se não houver solução viável para este setor, não conseguiremos impactar a sociedade brasileira de forma significativa” declara John, considerando que as moradias populares são as que predominam no país.

“O Brasil tem um patrimônio enorme que é o setor fabricante de materiais e componentes, com produtos muito ecoeficientes: cimentos, aço, equipamentos para economia de água (nossas bacias sanitárias são de 6,8 litros), eletricidade, etc. O ponto mais fraco é o conhecimento, o pessoal técnico” diz.

Negócio promissor

Especialistas alertam que o meio ambiente está caminhando para um rumo que, caso continue dessa maneira, será irreversível. Por esse motivo, eles acreditam que é necessário ver a obra sustentável, mesmo sendo mais cara, como uma solução para que o meio ambiente não seja destruído. “Acho que estes projetos são necessários para a sobrevivência da humanidade. E o melhor é que eles podem ser feitos. Penso que todos deveriam se dar o prazer de auxiliar a comunidade nesta tarefa. Mais do que isto, aqueles que dominarem tecnologias e tiverem sociedades sustentáveis vão ser as potencias do futuro – veja o caso do álcool”.

Mas afinal, o que é necessário para realizar uma obra sustentável e o que é analisado e levado em consideração?

Para a efetivação desse tipo de obra é preciso analisar todos os fatores como, clima, terreno, iluminação, características dos materiais que serão utilizados, entre outros. De acordo com o relatório do Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (Idhea), Nove Passos para a Obra Sustentável, as principais características de uma obra sustentável são: gestão sustentável da implantação da obra; consumir mínima quantidade de energia e água na implantação da obra e ao longo de sua vida útil; uso de matérias-primas ecoeficientes; gerar mínimo de resíduos e contaminação; utilizar mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural; não provocar ou reduzir impactos no entorno-paisagem; temperaturas e concentração de calor; sensação de bem estar; adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários; criar um ambiente interior saudável e proporcionar saúde e bem-estar.

Para o professor Vanderley, “se a sustentabilidade for incorporada desde a fase de concepção do empreendimento o custo da decisão será pequeno. Esta é a melhor solução.”

Ele explica ainda que os materiais mais utilizados para a realização da obra sustentável são os convencionais (cimento, tijolos, madeira, etc.), produzidos de forma ecoeficiente por empresas socialmente responsáveis, de acordo com padrões de qualidade e dentro da legalidade. “Os materiais exóticos podem ter seu charme, mas dificilmente são as melhores soluções. Cimentos CP III ou CP IV, produzidos por marcas consolidadas, são os mais eco eficientes do mercado. Madeira certificada FSC, comercializada por empresas com políticas claras de responsabilidade social são as únicas confiáveis. Se forem produtos de plantações de crescimento rápido, melhor”.

Mais do que uma questão de marketing para atrair o consumidor com discursos ambientalmente corretos, as empresas estão ficando realmente mais conscientes de sua responsabilidade. “Acho que o marketing sustentável é necessário até como forma de educação ambiental, pois o estado brasileiro não faz educação para a sustentabilidade. Mas estratégias baseadas somente em marketing têm curta duração” diz o professor.

Para ele, irá sobreviver a empresa que adotar a política ambiental e social dentro de sua filosofia de trabalho, que desenvolver tecnologias progressivamente, formando gente e fornecedores. “Estes serão competitivos. Os demais terão sempre custos superiores e, em curto prazo, perderão credibilidade”.

1 A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um selo norte-americano para definir uma “construção verde”. Para ganhar o selo de prédio verde, os parâmetros de sustentabilidade são medidos e pontuados em todas as áreas chaves de uma construção, como eficiência no uso de águas, no consumo de energia, materiais e recursos aplicados.

* Vanderley M. John é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 1D, graduado em Engenharia Civil pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1982), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1987) e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (1995) com pós-doutorado no Royal Institute of Technology da Suécia (2001). Professor associado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e diretor do CB2 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Foi membro da diretoria executiva da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (incluindo presidência e vice-presidência). Tem experiência na área de Materiais e Componentes de Construção, atuando principalmente nos seguintes temas: uso de resíduos como matérias primas, construção civil e desenvolvimento sustentável, durabilidade (incluindo biodeterioração) e compósitos aplicados à construção civil.

Referência:
Créditos: Vanderley M. John*

Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de outubro de 2007

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Ambiente seguro e saudável

Gestão da Saúde e Segurança Integrada à Qualidade e ao Meio Ambiente

A busca pela excelência e superação de seus objetivos sempre marcou a trajetória da Cia. de Cimento Itambé e é sem dúvida o agente dos nossos sucessos.

Confira abaixo um histórico dos certificados obtidos:
A primeira certificação ISO da Itambé foi conquistada no ano de 1996 na norma de Gestão da Qualidade ISO 9002 e no ano de 2002 fomos a 1ª cimenteira do Brasil a converter o certificado para a versão 2000 da norma que, além de outros novos requisitos, passou a exigir também a melhoria contínua como compromisso das empresas certificadas.

Como a preocupação da Itambé não fica restrita às questões de Qualidade de seus processos e a conseqüente superação das expectativas de seus clientes, em 2003, a companhia foi recomendada à certificação ISO 14001 que trata das questões Ambientais. Neste mesmo ano, fomos a 4ª empresa no Mundo a receber 4 estrelas na primeira auditoria internacional no então sistema NOSA de gestão de Saúde e Segurança.

Em 2004 houve uma revisão na norma ISO 14001 que passou também a exigir a comprovação da busca pela melhoria contínua no desempenho da gestão Ambiental e em 2005 fomos a 1ª empresa no Brasil indicada para certificação na norma revisada.

Em 2005 fomos certificados na versão 1.999 da norma internacional de Saúde e Segurança OHSAS 18001 (Occupational Health and Safet Assessment Series) e no SIG – Sistema Integrado de Gestão que consolidou em um único sistema a certificação nas normas ISO 9001:2000, ISO 14001:2004 e na OHSAS 18001:1999.

Após termos sido os primeiros do Brasil indicados para a ISO 9001 versão 2000 e para a ISO 14001 versão 2004, após auditoria realizada de 10 a 12 de Setembro, recebemos a 1ª indicação no Brasil, pela SGS ICS Certificadora, para a certificação na OHSAS 18001, versão 2007.

A norma OHSAS 18001 versão 2007 passou por uma revisão objetivando ficar mais alinhada às normas ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004. Em 2005, o grupo de trabalho da OHSAS começou o processo de revisão da versão de 1999.

A OHSAS 18001 é uma especificação para sistemas de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho, desenvolvida por um grupo independente de organismos de certificação e organizações de padronização internacionais.

A revisão inicial teve sua minuta publicada para consulta pública em Janeiro de 2006. Após a análise crítica dos 500 comentários recebidos, durante um novo encontro do grupo de trabalho em Madrid, em novembro de 2006, foi publicada uma segunda minuta.

O grupo de trabalho da OHSAS se encontrou novamente em Shanghai, China, em Março de 2007. Os comentários acerca dessa segunda minuta foram analisados e estabeleceu-se um consenso para a versão final.

Oficialmente publicada em 01 de julho de 2007, a nova OHSAS 18001:2007 está mais alinhada às normas ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004, mantendo a mesma ordem de requisitos e a maioria das mudanças da ISO 14001:2004. Isso deverá facilitar a integração dos sistemas de gestão e aumentar o interesse pela OHSAS, muito mais orientada a resultados.

Mudanças mais relevantes na nova versão 2007:

- Foi dada maior ênfase à “saúde” em equilíbrio com a “segurança” (no que compete a avaliação de perigos e riscos e seus controles).

- Modelo PDCA de melhoria contínua.

- Houve em toda a norma uma melhoria significativa no alinhamento com a ISO 14001:2004 e a ISO 9001:2000.

- Foi incluída uma nova seção sobre avaliação do atendimento de requisitos legais.

- Foram incluídos novos requisitos para a investigação de acidentes.

- Na Política assim como nos Objetivos e Metas, passa a ser mandatório que seja explicitado os objetivos gerais da empresa para com os resultados da gestão da saúde e segurança.

Resultados práticos

Como resultado da implementação do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança integrado aos Sistemas de Gestão Ambiental e de Qualidade, podemos afirmar que hoje temos uma eficaz sistemática de levantamento e gestão dos riscos associados à nossa atividade. E, como principal conquista, o número de acidentes de trabalho com afastamento por mais de um turno envolvendo funcionários Itambé caiu de 2 por mês, em média, em 1999 para zero em 2007. Nosso recorde atual é de 659 dias sem acidentes com afastamento.

Ser a 1ª empresa no Brasil recomendada também para esta norma vem coroar o esforço de todos para assegurarmos um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e saudável.
Referência:
Créditos: Rogério Lunardon – Gerente da Qualidade da Itambé

Construção Sustentável

Construir edifícios que possuam baixo impacto ambiental, assegurem condições salutares de ocupação e gerem maior retorno econômico, são alguns dos objetivos da construção sustentável

A construção sustentável é uma forma de promover a busca pela igualdade social, valorização dos aspectos culturais, maior eficiência econômica e menor impacto ambiental nas soluções adotadas nas fases de projeto, construção, utilização, reutilização e reciclagem da edificação, visando a distribuição eqüitativa da matéria-prima e garantindo a competitividade do homem e das cidades. Enfim, a construção sustentável visa tornar as construções mais ecologicamente responsáveis.

Mas como fazer isso?

Para o engenheiro civil Luiz Henrique Ceotto, basicamente as linhas-mestras da construção sustentável são: a redução de energia e água e a introdução de materiais reciclados e/ou recicláveis (materiais que não agridem o meio ambiente).

De acordo com ele, a construção sustentável é precisa, eficaz e pode ser usada em todas as construções. “Quando o edifício é novo fica mais barato implantar formas de construção sustentável. Porém, a vida útil de um edifício é entre 50 e 100 anos, e é preciso que olhem para os velhos edifícios também, para que haja uma constante renovação”.

O conceito

A idéia da redução drástica do impacto ao meio ambiente está intimamente ligada ao conceito de sociedade sustentável, aquela capaz de prover crescimento e bem-estar à sua população, interagindo com o meio ambiente sem comprometer a viabilidade e o bem-estar das gerações futuras. “Não conseguiremos fazer isso sem mudarmos radicalmente nossos padrões de consumo e processos de produção. Precisaremos, acima de tudo, revisar nosso conceito cultural de desenvolvimento e bem-estar” diz o engenheiro.

O que a Construção Sustentável engloba?

Para Ceotto, na realidade não há diferenças entre construções sustentáveis e não sustentáveis com relação às formas de construção propriamente ditas. “A construção sustentável deveria ser feita sempre, pois são cuidados gerenciais; cuidados na hora de fazer o projeto. São “construções inteligentes”. E, as tecnologias são todas conhecidas e é por isso que não existem segredos” garante.

Para muitas pessoas a idéia de construir de forma integrada ao meio ambiente pode remeter a idéia de casebres rústicos no meio do mato, com total renúncia aos confortos da vida moderna. Nada que se aproxime de inovações tecnológicas em reciclagem de materiais, reutilização de água, sistemas combinados de eficiência energética e outras soluções criativas. Se você ainda pensa assim é importante reverter essa idéia.

“Os especialistas costumam dar exemplos práticos de como utilizar louças e metais de baixo consumo de água, ou lâmpadas de baixo consumo de energia. Não precisa fazer nada mirabolante, fazer uma “construção inteligente” são passos “inteligentes” que você vai dando em uma obra. Entretanto, a melhor solução é a “boa educação” do usuário, nada substitui a educação e a conscientização das pessoas” diz Ceotto.

Custos

O engenheiro explica que a construção sustentável é uma obra em que o retorno vem em longo prazo. Porém, a economia que essas obras proporcionam traz um retorno que as outras obras não trazem. Portanto, é melhor investir um pouco mais em algo que trará economia no futuro, do que economizar durante a obra e ter gastos extras e prejuízos no longo prazo.

*Luiz Henrique Ceotto é engenheiro civil, pela Universidade de Brasília, em 1975, especialista em Gerenciamento de Obras, pela Escola Politécnica da USP, e mestre em Engenharia de Estruturas, pela Escola de Engenharia de São Carlos USP. Foi professor da UFSCar e atualmente é professor do curso de MBA em Construção Civil da Escola Politécnica da USP. Atua como diretor de construções da InPar Incorporações e Participações Ltda.
Referência:
Créditos: Luiz Henrique Ceotto*

A Sustentabilidade na Construção Civil

Para o arquiteto Geraldo G. Serra, um bom planejamento é o melhor caminho para uma obra sustentável

Apesar do tema ser constantemente discutido no Brasil desde 1992, a sustentabilidade é algo distante da realidade das empresas e da própria população brasileira.
A sustentabilidade, em si, é complexa, pois deve conciliar as necessidades econômicas, sociais e ambientais de maneira a garantir o atendimento a essas demandas por tempo indeterminado.

De onde surgiu

Aqui no Brasil o tema começou a ser debatido no ECO92, evento realizado no Rio de Janeiro e organizado pela ONU. A questão em debate era: como possibilitar que os países subdesenvolvidos, ou em desenvolvimento, tivessem uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.

No caso do Brasil, rico em recursos naturais, ficou constatado que o meio ambiente poderia ajudar a financiar o desenvolvimento e melhorar o bem-estar da população. Mas isso requereria que se abrissem caminhos para o uso sustentável dos recursos naturais.

Sustentabilidade na Construção Civil

O setor da construção civil consome matéria-prima em abundância, além de gerar uma grande quantidade de resíduos, interferindo diretamente no ambiente.

Para minimizar, ou até reverter essa situação, é necessário o desenvolvimento de projetos e de novas tecnologias que proporcionem a redução da geração de resíduos, o uso racional de recursos naturais – tais como a energia e a água – e a utilização de materiais ambientalmente corretos.

De acordo com o arquiteto e professor da USP (Universidade de São Paulo), Geraldo Gomes Serra, existem dois aspectos de sustentabilidade na construção civil:

1 – Sustentabilidade do processo construtivo;

2 – Sustentabilidade da operacionalização dos edifícios construídos.

No primeiro caso o que mais se ouve falar são de ações que visam a redução da geração de resíduos e o reaproveitamento de materiais.

Já na segunda situação, há casos em que o edifício é planejado para a melhor utilização da água e da energia.

Como reduzir os desperdícios e minimizar os impactos negativos da construção?

Para Serra, a sustentabilidade tanto no processo construtivo quanto na operacionalização dos edifícios construídos, tem início no projeto. “O projeto permite ao processo ser mais ou menos sustentável, já que a ‘total sustentabilidade’ não há como ser exigida dos empresários” diz.

Para a sustentabilidade ser viável, é fundamental investir muito mais tempo e dinheiro no projeto, no planejamento do empreendimento, alerta o professor. Isso provavelmente vai elevar o tempo de planejamento, contudo tende a diminuir o tempo da obra. Ele analisa que investindo no projeto é possível praticamente extinguir os ‘imprevisíveis’ e os ‘supervenientes’ que costumam aparecer quando a obra acaba. “Costumam me perguntar se isso não implica em custos maiores. E eu costumo responder que se for mais caro, é porque não é sustentável”.

Dificuldades encontradas

Há uma forte interdependência entre os agentes da cadeia produtiva da construção, sendo assim, é fundamental gerenciar a cadeia como um todo. “Isso é complicado, pois é preciso reeducar cada um desses agentes para executar uma obra levando em conta o conceito da sustentabilidade” diz.

Mas não são apenas os empresários da construção civil, os arquitetos e projetistas que devem rever suas atitudes. Toda a população deve ser reeducada e pensar no seu papel perante o cenário social, econômico e ambiental. Em países desenvolvidos, as pessoas estão mais conscientes e exigem que os produtos tenham sido feitos atendendo os critérios de sustentabilidade.

“Vale ressaltar que no futuro, ainda que num prazo indefinido, está previsto um aumento considerável no valor dos recursos-renováveis o que obrigará as empresas a reverem seus métodos de utilização e desperdício destes recursos. E quem já tiver adotado a sustentabilidade certamente sairá na frente” alerta o professor.

Créditos: Caroline Veiga

Publicado por: Itambé Empresarial em 15 de março de 2006

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Prêmio CBIC de Responsabilidade Social

Empresas da construção civil já podem efetuar a inscrição na segunda edição do prêmio
A partir da década de 90, começou a ser desenvolvida uma preocupação mais sistemática e estratégica da iniciativa privada com a questão da responsabilidade social. Também foi nessa época que o conceito começou a ser difundido na Indústria da Construção.

De lá para cá, vários projetos têm sido elaborados pelas empresas do setor tendo como foco: a valorização do profissional, sobretudo dos que atuam nos canteiros de obras, através da educação, promovendo cursos de capacitação e aperfeiçoamento, de melhores condições de trabalho, proporcionando a ele mais saúde e segurança, etc.; ampliação dos benefícios aos familiares dos trabalhadores, melhorando assim a qualidade de vida da família como um todo; projetos de ações sociais em benefício à sociedade de um modo geral, ou voltados especificamente a uma entidade ou comunidade carente; e por fim ações ligadas à preservação do meio ambiente.

E para homenagear as empresas e entidades ligadas ao segmento da construção civil e da indústria imobiliária, que desenvolvem ações e projetos sociais, o Fórum de Ação Social e Cidadania da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) – criou o prêmio CBIC de Responsabilidade Social.

Um dos objetivos do Prêmio é fortalecer e estimular o desenvolvimento de ações sociais no setor da Construção e do Mercado Imobiliário.

As inscrições para a Edição 2006 já estão abertas, e seguem até o dia 30 de junho. Podem participar os programas e projetos desenvolvidos durante o ano de 2005, ou anos anteriores, e que tenham pelo menos um ano de operacionalização. A taxa de inscrição é de R$ 50,00.

Os interessados deverão elaborar um case que descreva as ações implantadas no campo de Responsabilidade Social contendo os dados da empresa/entidade; o nome do projeto ou ação; o período e o local de realização; o foco da atuação; o detalhamento da ação desenvolvida; os resultados obtidos; o valor total de investimento; e se existe previsão de continuidade ou ampliação da realização da ação ou projeto. Além disso, devem ser enviadas duas cópias impressas e preenchidas do formulário de inscrição; um comprovante de pagamento da taxa de inscrição; duas cópias impressas com descrição detalhada do projeto; e duas cópias em vídeo, DVD ou CD com apresentação em formato Power Point com informações e imagens da implantação do projeto e seus resultados.

Referência: Clique aqui para ter mais informações sobre o prêmio
Créditos: Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Publicado por: Itambé Empresarial em 13 de fevereiro de 2006

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Qualidade de Vida no trabalho

Conheça o Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho

A valorização do capital humano é uma tendência das organizações para torná-las mais competitivas e lucrativas. Por isso, cada vez mais empresas estão buscando ações e estratégias voltadas à qualidade de vida no trabalho. Além do aspecto ético e responsável deste tipo de ação, muitas pesquisas constataram que empregados saudáveis são sinônimos de maior produtividade. Sem contar na economia de gastos com serviços médicos, tendo em vista que um dos focos dos programas de qualidade de vida é a prevenção.

Porém, antes de implantar qualquer programa ou método de gestão, é necessário saber profundamente quais são as características da situação que se pretende atingir, já que o sucesso do modelo de gestão a ser implantado depende do conhecimento da realidade da empresa.

Boa parte das ferramentas da qualidade disponibilizadas nos últimos anos não se constitui propriamente de inovações conceituais, mas sim do aprimoramento e combinação de conceitos já existentes. Como é o caso do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST).

O engenheiro civil, mestre em tecnologia e gestão da produção pela USP e gerente da unidade de Segurança, Meio Ambiente e Responsabilidade Social do CTE – Centro de Tecnologia Empresarial, Anderson Glauco Benite, acaba de publicar o seu primeiro livro: “Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho” (O Nome da Rosa Editora, 112 páginas). De acordo com Anderson, a publicação aborda os Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no trabalho de maneira inovadora, não se tratando apenas de uma simples leitura e tradução dos requisitos das normas OHSAS 18001, BS8800 e ILO OSH, mas sim de uma análise aprofundada de diversos conceitos da área de SST que estão implícitos nas normas e que acabam sendo desconsiderados pelas empresas, resultando em sistemas com baixo desempenho.

Para esclarecer um pouco mais os conceitos do SGSST, Anderson Benite respondeu algumas perguntas feitas pelo Itambé Empresarial, abordando a implantação desse sistema em empresas da construção civil.

Itambé Empresarial – Qual(is) é (são) a diferença entre o SGSST para a gestão tradicional de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)?

Anderson Benite – Cada pessoa tem um diferente grau de confiança nas outras pessoas, e usa diferentes princípios e valores para o que é certo ou errado. Para minimizar essas diferenças, a sociedade formaliza as normas de conduta entre as pessoas através das leis.

Tradicionalmente a gestão da segurança (SST) tem como foco o atendimento das leis e a eliminação de eventuais multas e problemas com a fiscalização. Em um SGSST o foco dos trabalhos está nas pessoas e nos perigos aos quais elas estão expostas, ou seja, nas fontes causadoras de acidentes – os acidentes não ocorrem pelo descumprimento de leis, mas pela exposição a perigos sem os devidos controles de segurança.

Outra grande diferença é a abrangência da gestão da segurança na empresa, que tradicionalmente está limitada à área de produção (obra), desconsiderando que muitos acidentes têm sua origem em outras áreas, como por exemplo: quando o depto. de suprimentos adquire um cabo de içamento de carga com resistência inadequada ou quando o depto. de planejamento desconsidera o nível de fadiga física e mental dos trabalhadores nas atividades, e quando os projetos são desenvolvidos sem o estudo de sistemas construtivos mais seguros.

IE – Que benefícios, empresa e trabalhadores podem obter com o SGSST?

Anderson Benite – Posso elencar os principais:

- Redução de acidentes e suas conseqüências

- Melhoria das relações com os trabalhadores, sindicatos e fiscalização

- Melhoria da imagem da empresa frente aos clientes e sociedade

- Melhoria da produtividade decorrente de um ambiente de trabalho seguro e com melhores relacionamentos pessoais

- Redução de passivos trabalhistas

- Possibilidade de se reduzir custos de seguros

- Redução ou eliminação de custos relacionados à insalubridade e periculosidade

- Benefícios financeiros junto a clientes que privilegiam empresas com bom desempenho na área, como o que ocorre nas empresas fornecedoras da Petrobrás.

IE – Os treinamentos estão inclusos neste sistema? Qual a importância de conscientizar os trabalhadores?

Anderson Benite – Nenhum acidente, por mais inadequadas que sejam as condições de trabalho, ocorre sem o concurso do comportamento de alguém que, induzido pela maneira como o trabalho é organizado, por problemas de ordem pessoal ou por quaisquer outros motivos, se expõe a algum perigo.

Os acidentes raramente envolvem violações intencionais ou desejos de causar perdas. Eles geralmente advêm de situações em que as capacidades humanas são inadequadas ou superadas pela necessidade de uma resposta adequada e rápida em uma situação adversa.

Considerando-se o erro humano um dos elementos causadores dos acidentes, pode-se afirmar que, para minimizar a probabilidade de sua ocorrência, deve existir uma sistemática para atuar sobre a forma de pensar e agir das pessoas em todos os níveis hierárquicos da organização.

Assim, a implementação de um SGSST passa obrigatoriamente pela a criação de uma sistemática para garantir que as pessoas tenham as competências necessárias e estejam adequadamente conscientizadas para realizar suas atividades de modo que não afetem adversamente a SST. Pode-se imaginar os perigos existentes quando uma grua ou um elevador de obra é operado por um trabalhador que não esteja capacitado para tal atividade.

IE – Qual a tendência dos SGSST no mundo? O Brasil está muito longe do que acontece no em outros países?

Anderson Benite – Acredito que ocorrerá um crescimento de empresas com sistemas de gestão da segurança implementados, visto que os dirigentes das empresas estão percebendo que apenas a lucratividade não garante mais a sustentabilidade dos seus negócios, muitas empresas têm fechado suas portas não pela falta de lucro, mas sim pelo fato de sua imagem ter sido destruída por acidentes, impactos ambientais e pela falta de ética nos negócios.

Nos países do primeiro mundo os SGSST estão mais difundidos, em especial por fatores de incentivo, dos quais destaco:

- redução de custos relativos a seguros de obra para empresas com sistemas de gestão

- exigência de investidores que querem uma maior segurança em seus empreendimentos;

- exigência dos grandes contratantes de obras.

No Brasil, as duas primeiras formas de incentivo estão caminhando lentamente e poderiam ser incentivadas por ações do governo e dos grandes agentes financeiros, enquanto a terceira está crescendo em ritmo acelerado, em razão das ações desenvolvidas pela Petrobrás e alguns outros grandes contratantes.

Referência:
Créditos: Caroline Veiga

Publicado por: Itambé Empresarial em 1 de dezembro de 2005

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Uma prática pelo bem comum

O que significa para uma empresa ser socialmente responsável?
Cada vez mais empresas estão investindo em projetos de Responsabilidade Social e cada vez mais pessoas estão sendo beneficiadas com isso. Mas afinal, o que significa para uma empresa ser socialmente responsável?

O conceito de Responsabilidade Social Corporativa parte do princípio de que a atividade empresarial contempla compromissos com os diversos públicos da empresa: funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, comunidade. Esta visão relaciona-se com a teoria dos Stakeholders, de Paula Chies Schommer, ou seja, “indivíduos ou grupos que dependem da organização para alcançar suas metas e dos quais a empresa depende para funcionar”.

De acordo com o Instituto Ethos, um dos mais conhecidos e conceituados órgãos ligados à Responsabilidade Social no Brasil, é a forma de conduzir seus negócios que torna a empresa parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. ”A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente) e consegue incorporá-los ao planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos, não apenas dos acionistas ou proprietários”. Então, a Responsabilidade Social Corporativa pressupõe decisões empresariais ligadas a valores éticos, dentro das exigências legais, com respeito às pessoas e harmonia com o meio ambiente.

E o que ganha uma empresa ao adotar práticas de Responsabilidade Social, além de proporcionar inúmeros benefícios à sociedade? Ao incorporar a responsabilidade social em seus negócios a empresa também gera benefícios a si mesma: no valor agregado à imagem junto à comunidade, no relacionamento do cliente com a empresa, e na motivação dos funcionários através da consciência coletiva interna de fazer parte de ações sociais, mesmo que indiretamente.

Consumidores cada vez mais exigentes aliados à concorrência cada vez mais acirrada impulsionam as empresas a adotarem posturas éticas não apenas na condução de seus negócios, mas também ligadas ao meio ambiente e aos seus stakeholders. Como resposta, as corporações investem não apenas em qualidade, produtividade e meio ambiente. Passam a balizar suas decisões nas relações compreendidas em toda a cadeia produtiva, com os empregados, os fornecedores, os clientes.

A prática da responsabilidade social tem sua origem e seus fins essenciais nas pessoas, contemplando o impacto das ações da empresa nas esferas econômica, ambiental e social, tendo como meta principal a consecução do desenvolvimento sustentável. São as relações estabelecidas com os públicos interno e externo, de forma a satisfazer suas necessidades e interesses e com geração de valor para todos que asseguram a sustentabilidade dos negócios.

Apesar da responsabilidade social ter diferentes interpretações, está sempre associada à visão de negócio que une respeito por valores éticos, pelas pessoas, comunidades e meio ambiente.

A experiência da Itambé

Nos últimos cinco anos, a Itambé desenvolveu uma consciência social bastante destacada no setor. Ao se aproximar das comunidades de seu entorno com o objetivo de estender os benefícios de suas conquistas para a sociedade, a empresa passou a ser vista como referencial em responsabilidade social quando se fala em práticas comunitárias. A partir do apoio a ações norteadas pela transparência e respeito no relacionamento com todos os seus públicos de interesse, a empresa busca ir além de suas obrigações legais de pagar impostos e observar as adequadas condições de saúde e segurança.

Os projetos contemplam práticas socioambientais e estão, via de regra, baseados em três pilares: a valorização do potencial humano, o respeito ao meio ambiente e o apoio às comunidades em que está presente, contribuindo para a disseminação de valores educativos e para a melhoria das condições sociais.

Um dos programas adotados pela empresa é o PIPA – Programa Itambé de Participação Social, que tem ênfase em obras de infra-estrutura nos municípios de Balsa Nova e Campo Largo, onde estão localizadas sua fábrica e mina, respectivamente. Além da construção de postos de saúde, salas de aula e quadras esportivas nas escolas das redes públicas municipais de ensino destas localidades, participa através da doação de insumos para que entidades de caráter assistencial possam ter suas instalações ampliadas e reformadas, resultando em melhor qualidade de vida para as pessoas assistidas.

Em outro programa, o Caminhos de Balsa Nova, através do resgate histórico, da valorização do cidadão e do estímulo ao turismo rural, a Itambé busca apoiar o desenvolvimento sustentável no município. Além de ações na área de ecologia e proteção ao meio ambiente, foi desenvolvido um estudo detalhado das principais trilhas com potencial ecoturístico e de esportes de aventura do município, consolidando as informações em um guia do Caminhos de Balsa Nova, distribuído gratuitamente aos visitantes pela Prefeitura Municipal.

Na área ambiental o destaque é o Coleta Seletiva na Comunidade, desenvolvido pela Itambé e implementado em parceria com a Prefeitura Municipal. Este programa visa conscientizar alunos da rede pública municipal para a importância da separação e reciclagem do lixo. Em Balsa Nova, 100% das escolas participam do programa, sendo que os recursos obtidos com a venda do lixo são revertidos para a compra de material escolar para os estudantes.

O mais recente investimento social da Itambé foi uma biblioteca comunitária. O objetivo é despertar e incentivar o interesse pela leitura nos estudantes das redes públicas de ensino, além de possibilitar o acesso aos livros também aos funcionários da empresa. O acervo foi adquirido a partir de uma pesquisa realizada junto às escolas atendidas pelos projetos sociais da empresa. Inicialmente 13 escolas foram cadastradas no programa, chamado “Portas Abertas”, mas a intenção é estender o acesso à biblioteca gradualmente a toda comunidade escolar das cidades de Balsa Nova e Campo Largo.

Referências Bibliográficas

INSTITUTO ETHOS. Como as empresas podem implementar programas de voluntariado. São Paulo, 2001. 121p.

SCHOMMER, Paula Chies. Empresas e Sociedade: cooperação organizacional num espaço público comum. In: I ENCONTRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS (ENEO), 2000, Curitiba, Anais… Curitiba: Grupo de Estudos Organizacionais (GEO) da Associação Nacional dos Programas de Pós- Graduação em Administração (ANPAD), 2000.

Referência:
Créditos: Rosemeri Ribeiro – Assessora de Comunicação e Responsabilidade Social da Itambé

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