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Publicado por: Cimento Itambé em 3 de março de 2010

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Cohapar completa 60 mil atendimentos a famílias

Companhia estima que parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida permitirá beneficiar mais 30 mil famílias

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) atingiu em fevereiro 60 mil atendimentos de famílias, em 344 cidades do Estado, em 6 anos. No período foram entregues 24.069 casas urbanas e rurais, e mais 20.045 lotes estão em processo de regularização. Neste momento, 8.202 unidades estão em construção ou em processo de licitação em 158 municípios.

Em 2009, a Companhia também fez parceria com 78 municípios para a execução do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, para o qual viabilizou 7.651 lotes. São quase 240 mil paranaenses beneficiados com casas e lotes, todos com obras de infraestrutura, considerando-se a média de quatro pessoas por família.

Apenas nos últimos três anos foram entregues 12.480 mil unidades habitacionais, e estão em obras 8.202 unidades, incluindo os empreendimentos que a Cohapar executa nas áreas de ocupação irregular em 19 cidades do Paraná, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Tão importante quanto construir casas para famílias com renda entre zero a dois salários mínimos é o trabalho jurídico para regularização de lotes das famílias em ocupações irregulares. São 16.615 lotes com regularizações em andamento e 3.430 já finalizadas.

A Cohapar também é parceira do governo federal no programa “Minha Casa, Minha Vida”. A Companhia viabilizou 7.651 lotes para famílias com renda de até três salários mínimos, em 12 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, mais 7 cidades do interior com mais de 50 mil habitantes, e outros 31 municípios com menos de 50 mil habitantes.

Apenas neste programa, que terá financiamento da Caixa, com a licitação feita pelas prefeituras, a Cohapar está ajudando a viabilizar a casa própria para mais 30 mil pessoas com renda, preferencialmente, até três salários mínimos.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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Publicado por: Cimento Itambé em 3 de março de 2010

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Década digital trouxe qualidade ao setor imobiliário

Presidente da Ademi-PR, Gustavo Selig, avalia que a internet aprimorou o consumidor, qualificou o corretor e agilizou a venda no local

Hoje é possível comprar um imóvel pela internet, sem sair de casa. Mudam-se projetos via computador. A tecnologia transformou o sonho da casa própria em um game. Mas quais os prós e contras deste agregado de novidades que invadiu o setor?

Gustavo Selig

Segundo o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, as novas mídias agregaram muitos valores à venda de imóveis. A internet tornou o consumidor mais exigente e, por consequência, aprimorou o trabalho do corretor de imóveis.

No entanto, Selig avalia que a década digital não vai acabar com a venda pessoal. Os clientes continuarão finalizando a compra somente após a visita ao local do empreendimento e à sede da construtora ou da imobiliária. A diferença, é que ele fará a aquisição tendo mais informações sobre o imóvel que está comprando.  Confira a entrevista:

Um dos setores que mais se beneficiou da chamada década digital foi o imobiliário. Hoje é possível até comprar imóveis online. No que essa tecnologia incrementou as vendas imobiliárias?
As ferramentas eletrônicas fortaleceram o processo de vendas. O cliente entra nos sites das construtoras e imobiliárias previamente e chega ao plantão de vendas para fazer a negociação com conhecimento praticamente pleno do imóvel. Hoje, quando o cliente chega ao plantão de vendas, ele já tem praticamente 70% das informações e faz a visita com o intuito de fechar o negócio, tornando mais ágil este processo. A velocidade da informação é a grande vantagem da Internet.

Hoje há até a possibilidade de planejar o imóvel digitalmente, alterando o desenho da planta. Isso se tornou um diferencial para as imobiliárias. Mas até que ponto ajuda o consumidor a ter certeza do que está comprando?
Estas são ferramentas ilustrativas que ajudam a expor o produto, porém não são elas que vendem o imóvel ou determinam a decisão de compra do cliente. Estas ferramentas auxiliam o comprador que não tem facilidade em ler um projeto, oferecendo uma visão espacial melhor do imóvel que ele está adquirindo.

Quando se fala em década digital, não dá para esquecer que ela acrescentou a chamada “venda na planta”. Hoje, quanto isso representa na venda de um empreendimento?
As vendas na planta representam em torno de 50% da comercialização de unidades de empreendimentos novos em Curitiba, incluindo as fases de pré-lançamento, lançamento e período de execução da obra.

Como o consumidor deve ficar atento para não cair em fraudes digitais na hora de comprar um imóvel?
Ninguém hoje compra um imóvel somente pelo computador, embora seja indiscutível o fato de que, atualmente, a web é uma ferramenta indispensável para o fornecimento de informações antecipadas sobre o produto e a empresa, sendo vastamente utilizada pelos clientes. Entretanto, estes ainda têm a necessidade de ir ao plantão e visitar as obras da empresa antes de fechar o negócio.

Para o profissional de venda de imóveis, no que a década digital modificou a forma de ele trabalhar?
Hoje os corretores têm de estar bem mais preparados para vender o imóvel, porque aquela informação básica sobre os produtos, que era passada no plantão, hoje não é mais tão necessária, pois o cliente, na maioria das vezes, já a tem antecipadamente. Isto exige dos corretores maior conhecimento técnico do produto para concretizar o fechamento do negócio, o que demanda um novo processo de capacitação destes profissionais, inclusive sobre questões técnicas, como leitura de projetos, memorial descritivo e documentação.

A década digital também serviu para que construtoras e imobiliárias também diagnosticassem melhor o gosto do consumidor?
Não. As ferramentas eletrônicas são facilitadores para os clientes levantarem os produtos de sua preferência, mas o mercado está tão aquecido que atualmente há clientes para diferentes segmentos e tipos de produtos. Esse não é um ponto fundamental.

E o perfil do consumidor, mudou com a década digital?
Com certeza. O consumidor chega ao plantão mais exigente quanto à empresa e ao empreendimento, solicitando um atendimento mais personalizado.

A forma de venda tradicional de imóveis está condenada ou ela vai continuar sobrevivendo? 
Não. O digital é um complemento da venda pessoal.

O setor imobiliário do Paraná incorporou bem a década digital ou há muito ainda a ser feito?
O setor imobiliário paranaense incorporou bem a década digital. Hoje este é um instrumento usado por praticamente todas as empresas. É uma ferramenta que os próprios clientes exigem que a construtora ou a imobiliária tenha. A falta desta ferramenta já mostra que a empresa não é tão atualizada em termos de mercado, dando a ela pouco status na prospecção de clientes. Muitas empresas inclusive contam com perfis nas redes sociais que aproximam a empresa do consumidor e do público em geral. Além disso, estes canais auxiliam na prospecção de novos clientes, não apenas no sentido de incremento nas vendas, mas também de pessoas que comprem e acreditem na marca de determinada empresa, divulgando-a e fortalecendo-a perante o mercado.

O que vem pela frente, em termos de novidades digitais em venda de imóveis?
É difícil prever exatamente, porque a informatização tem um processo muito acelerado de atualização. Porém, mesmo com o avanço nas mídias e nos usos das ferramentas eletrônicas, a venda do imóvel é uma prática que não vai dispensar a visita pessoal. O que vai haver é um número maior de informações sobre o produto e a empresa disponibilizadas na rede digital, e de instrumentos virtuais de atendimento ao cliente, que vão exigir que as construtoras e imobiliárias repensem mais frequentemente suas práticas para a venda de imóveis.

Entrevistado: Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR): contato@memilia.com (Maria Emilia Staczuk, assessora de imprensa)
 

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Publicado por: Cimento Itambé em 2 de fevereiro de 2010

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Imóveis financiados com poupança batem recorde em 2009

Dados da Abecip revelam que o valor financiado chegou a R$ 34,017 bilhões, o que representa crescimento de 13,3% em relação a 2008

O financiamento imobiliário com recursos da poupança foi recorde em 2009, em valor e em número de unidades, segundo divulgou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O valor financiado chegou a R$ 34,017 bilhões, o que representa crescimento de 13,3% em relação aos R$ 30,032 bilhões de 2008. Foram financiadas 302.680 mil unidades, superando as 299.746 mil do ano anterior, que também tinha sido recorde.

O crédito habitacional com recursos da poupança deve crescer 50% em 2010 na comparação com o ano passado, conforme projeção da Abecip, chegando a R$ 45 bilhões. A entidade estima, ainda, financiamento recorde de 400 mil a 450 mil unidades. O crédito imobiliário com recursos de poupança aumentou 51% no mês de dezembro, para R$ 3,829 bilhões. O número de unidades financiadas foi de 31.688 mil – 24,45% acima do registrado em dezembro de 2008.

Em dezembro, a Abecip afirmou, em nota, que o desempenho dos financiamentos com recursos da poupança em 2009 deveria ser “ainda melhor que o de 2008″. A projeção representava melhora em relação à estimativa divulgada em agosto pela entidade de crédito imobiliário de, no mínimo, R$ 30 bilhões.

No ano passado, a captação líquida (depósitos menos retiradas) dos recursos da poupança destinados ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) aumentou 11,05%, para R$ 23,805 bilhões. Em dezembro, a captação líquida cresceu 2,92%, para R$ 7,164 bilhões.

Fonte: Abecip

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Publicado por: Cimento Itambé em 2 de fevereiro de 2010

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Construtoras descobrem a terceira idade

Projeto criado na Universidade Federal de São Paulo adapta apartamentos às pessoas com mais de 60 anos
 
Novos empreendimentos começam a propor construções que levem em conta as necessidades da terceira idade. Isso surge em função da demanda, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que, até 2025, a população brasileira terá cerca de 32 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Pensando nesse público, e em seu potencial de compra, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Tecnisa, desenvolveu o projeto “Construindo com Consciência Gerontológica”.

O trabalho foi conduzido por um grupo multidisciplinar, formado por professores da universidade, arquitetos, engenheiros, gerontólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, e consiste em adaptar plantas às normas de acessibilidade da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O resultado prático criou menos escadas e mais rampas; facilitou o acesso às piscinas; implantou fechaduras invertidas e pisos opacos e antiderrapantes nos banheiros; eliminou os cantos vivos e tornou mais largas as áreas de circulação e os vãos das portas.

Naira Dutra Lemos, da Unifesp

Naira Dutra Lemos, da Unifesp

A coordenadora do projeto foi a gerontóloga Naira Dutra Lemos, da Unifesp, que levou em consideração os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), que aponta que as quedas em ambientes domésticos lideram as estatísticas de acidentes envolvendo pessoas da terceira idade. “O índice é tão alto que a Organização Mundial da Saúde já criou o Dia Mundial de Ação contra Quedas, que é em abril, exatamente para combater ambientes que ofereçam risco para os idosos. Então, uma das preocupações do projeto foi atentar para os pisos antiderrapantes, sobretudo nos banheiros”, afirmou a médica.

Naira Dutra Lemos chama a atenção para o fato de que o programa “Construindo com Consciência Gerontológica” não inviabiliza que idosos e jovens convivam no mesmo imóvel adaptado para a terceira idade. “O projeto é útil também para quem têm crianças pequenas, e hoje é muito comum em uma casa ou em um apartamento residirem um senhor ou uma senhora de 70, 80 anos e uma criança de 3, 4 anos”, diz.

A gerontóloga elenca as principais reclamações dos idosos com relação às habitações:

* Prédios baixos, de até cinco andares, pecam pelo excesso de escadas e a ausência de rampas e elevadores.
* Algumas edificações, sobretudo as mais antigas, não possuem rampas que deem acesso à entrada do prédio. Neste caso, um idoso ou um cadeirante sente muitas dificuldades para ingressar no imóvel.
* Vãos das portas estreitos, que dificultam o tráfego interno de um idoso que, por ventura, precise do auxílio de um andador, cadeira de rodas ou até mesmo bengala.
* Banheiros sem pisos antiderrapantes e com poucos pontos de apoio, como barras de segurança, principalmente na área do banho.
* Ambientes com iluminação precária, que facilitam os tropeços, esbarrões e, consequentemente, as quedas.
* Portas com fechaduras sem alça, o que dificulta o apoio e o manuseio.
 
A especialista avalia que a nova preocupação das construtoras com a terceira idade tem a ver com um novo posicionamento do mercado. No Brasil, já é comum pessoas com idade acima de 60 anos continuarem plenamente ativas e com renda média até superior aos mais jovens. “A medicina evoluiu, a tecnologia evoluiu e o idoso também evoluiu. Ele hoje é tão consumidor quanto um adulto de 30 anos. Por isso, passou a exigir acessibilidade adequada e habitações adaptadas a ele”, diz Naira Dutra Lemos, lembrando que o idoso já enfrentar condições difíceis quando sai de casa, com calçadas irregulares, e o mínimo que pode exigir é que a construção civil lhe ofereça conforto em casa.

Portas com fechaduras invertidas facilitam o apoio e evitam quedas

Portas com fechaduras invertidas facilitam o apoio e evitam quedas

Áreas sem desnível com boa luminosidade ajudam a evitar quedas

Áreas sem desnível com boa luminosidade ajudam a evitar quedas

Banheiros com pisos antiderrapantes e barras de apoio são os mais requisitados pelos idosos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevistada: Naira Dutra Lemos: nairadutra@uol.com.br

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Setor da construção civil desembarca na Bolsa

Após euforia, ações de construtoras retomam crescimento sustentável e atraem até investidores estrangeiros

Elas já são 24, mas em 2010 a expectativa é que o número cresça. Tratam-se das empresas ligadas ao setor imobiliário – construtoras e incorporadoras – que desde 2005 invadiram as bolsas de valores do Brasil e, após quatro anos no mercado de ações, estão saindo do estado de euforia para o de confiabilidade. Neste ponto, a crise global do ano passado fez bem ao setor. Ela serviu para estourar a bolha e depurar os investimentos. “O excesso de otimismo foi tocado por um crescimento mais consistente e de longo prazo”, explica o analista de investimentos Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda.

No período de euforia, em 2006, o setor imobiliário chegou a invadir o pregão da Bovespa com o recorde de 15 ofertas de ações em apenas 12 meses. Com altas que chegaram a bater em 80%, o mercado acionário atraiu mais empresas, o que começou a deixar os investidores desconfiados. O motivo era o histórico do setor, que tinha alto grau de informalidade. Com o fim da bolha, ficaram as empresas que hoje têm compromisso com a governança, gestão, transparência e que conseguiram transmitir confiabilidade ao mercado. Resultado: elas estão conseguindo atrair investidores estrangeiros e estabelecendo parcerias cada vez mais sólidas com instituições financeiras.

Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa

Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa

Analistas avaliam que os bancos passaram a enxergar o crédito imobiliário não apenas como uma obrigação perante o governo federal (que determina o uso dos recursos obtidos via poupança para este fim), mas também como forma de captar e fidelizar clientes. Isso levou instituições financeiras, como Banco do Brasil e Bradesco, além dos estrangeiros BNP Paribas e Societé Generale, a investirem no segmento. E a tendência é de aumentarem o grau de investimento a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. A razão é que as empresas redefiniram suas estratégias para atender a baixa renda, para onde o programa habitacional aponta e onde há um déficit de mais de 7 milhões de residências.

Como exemplo, a Company, de São Paulo, decidiu estudar as condições do mercado de imóveis de valor entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Já a Cyrela criou uma nova empresa, a Living, para atuar no mercado de apartamentos de R$ 100 mil – valor cinco vezes menor do que aquele dos imóveis que costumava entregar antes. Gafisa, por sua vez, fez uma joint venture (empreendimento conjunto) com a Odebrecht também para atender esse público. De todas as listadas, a Rossi é a que mais acumula experiência no segmento de baixa renda. “Temos um extenso histórico de empreendimentos para essas classes, desde a época do Plano 100, em 1992. Continuamos atentos a esse mercado”, afirma Leonardo Diniz, diretor comercial da Rossi.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) revelam que o crédito imobiliário em relação ao PIB no Brasil situa-se em torno de 5%. Neste ano, apesar dos reflexos da crise internacional, o volume de crédito deverá superar os R$ 30 bilhões de 2008. Isso demonstra que o crédito imobiliário cresce com sustentabilidade. Além do mais, em outros países, como Espanha e Portugal, por exemplo, o crédito imobiliário chega a até 50% do PIB. Significa que no Brasil ainda há muito espaço para crescimento, desde que o setor faça o que vem fazendo: se adaptando à realidade nacional.

Números da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que 92% das famílias sem imóveis no país têm renda inferior a cinco salários mínimos – R$ 2.325,00. “As empresas que fizeram esse reordenamento, para atender os consumidores de média e baixa renda, são as que terão maior suporte para continuar crescendo e colhendo sucesso na Bolsa”, prevê o analista de investimentos Sílvio Araújo.

Entrevistados:
Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda: silvio@lopesfilho.com.br
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) – Assessoria de imprensa: fabio@abecip.org.br  e site (www.abecip.org.br)

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 11 de novembro de 2009

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FGTS dá novo impulso aos consórcios

Fundo poderá ser usado na quitação de prestações e setor estima que novas adesões aumentem 20%

Em outubro de 2008, quando foi sancionada a nova lei dos consórcios habitacionais, o governo federal preferiu vetar a disposição que liberava o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das prestações. Este ano, com as medidas para aquecer o mercado imobiliário, o veto foi revogado e a regra para o uso do FGTS em consórcio passou a se equiparar a outros tipos de modalidades de financiamento.

O novo texto, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê que a utilização do FGTS em consórcios deve seguir as regras do financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Uma delas é que é preciso ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS.

Claudir Santos: “Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.”

Claudir Santos: “Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.”

Antes dessa medida, era permitido o uso do FGTS para a oferta de lance ou complemento de carta de crédito. Agora, a modalidade consórcio ganha o mesmo status de outras formas de aquisição de imóvel pelo SFH. A expectativa da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios é que, em todo o país, pelos menos 530 mil pessoas sejam beneficiadas. O setor estima também que haja pelo menos 20% de novas adesões, segundo explica o gerente comercial da Ademilar, Claudir Santos.

Qual a expectativa das empresas que vendem consórcio de imóveis de agregarem novos consumidores, com a nova medida que libera o uso do FGTS para o setor?
A gente acredita que isso vai ter um impacto em torno de 10% a 20%. Por quê? Porque muita gente que paga aluguel não consegue fazer financiamento em virtude da comprovação de renda. Como no consórcio a burocracia é menor, quem tem FGTS vai se animar em buscar essa modalidade para adquirir a casa própria.

O consórcio de imóvel alcança o mesmo status de outras formas de financiamento habitacional com a nova medida?
Com certeza. No financiamento normal, o consumidor pode utilizar o FGTS para pagar as prestações ou até mesmo quitar o saldo devedor. Antes, no consórcio, isso não era permitido e levava o cliente a optar pela forma tradicional de compra, mesmo tendo de pagar juros aos bancos. Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.

O que o interessado vai precisar fazer para usar o FGTS na sua compra por consórcio?
Ele pode utilizar o FGTS como lance, como complemento da carta e agora, com a nova lei, também pode utilizar no pagamento de parcelas ou até mesmo na quitação do imóvel. Mas para fazer isso ele vai passar por uma entrevista na Caixa Econômica Federal, para saber se ele não tem imóvel no nome dele. Caso tenha um imóvel na cidade onde reside, o interessado não poder utilizar o FGTS em nenhuma modalidade de financiamento habitacional, incluindo o consórcio.
 
Há uma estatística de quantas pessoas optam pelo financiamento convencional e quantas preferem o consórcio? 
De cada três imóveis financiados no Brasil, um já é através de consórcio. Significa algo em torno de 30% das negociações de imóvel parcelado, o que representa um crescimento exponencial perto do que era o consórcio há cinco, seis anos atrás.

Existe um valor ideal que o mutuário deve ter depositado no FGTS para aderir à modalidade consórcio?
Não. A exigência é que ele tem de ter no mínimo três anos de contribuição para poder sacar o FGTS.

Qual o tipo de imóvel preferido de quem adere ao consórcio?
Em média, 60% das pessoas querem comprar um imóvel residencial para uso. Tem uma parcela menor que faz o consórcio com o intuito de usá-lo como um investimento. Quando contemplado, ele compra o imóvel, aluga e o próprio aluguel paga o financiamento. O imóvel passa a gerar uma renda extra.
 
Uma pessoa que escolhe o consórcio como modalidade para compra tem acesso ao seu imóvel em quanto tempo? 
O acesso ao imóvel depende da contemplação dele. Quando contemplado, ele recebe a carta e compra o imóvel à vista. A liberação do crédito é feita através de sorteio e o contemplado precisa estar com a participação em dia. Ele também pode dar um lance, que independe de sorteio, e pode ser feito desde o primeiro mês. Dado o lance, e sendo o vencedor, ele também recebe a carta e pode comprar o imóvel imediatamente.

Imóvel na planta também pode ser adquirido através de consórcio? 
Também pode, mas existem algumas regras impostas pelo Banco Central. No caso de imóvel na planta, o interessado precisa deixar um outro bem em garantia no momento de sacar o crédito. É uma exigência para que haja uma alienação para liberar o dinheiro. A nova lei agora permite que a pessoa que já tem um imóvel aliene este imóvel para comprar outro na planta através de consórcio.

Imóveis comerciais também podem ser adquiridos através de consórcio?
Também podem. Com a carta de crédito, o contemplado tem livre escolha. Pode comprar um imóvel comercial, residencial ou um terreno. Também pode usar o crédito para construção.
 
A modalidade consórcio está presente no programa Minha Casa, Minha Vida?
Não, pelo seguinte: o Minha Casa, Minha Vida é um programa de subsídios de juros do governo. Como o consórcio não tem juros, não tem como ser subsidiado. O Minha Casa, Minha Vida também impõem regras que inviabilizam a flexibilidade do consórcio, como a exigência de imóvel novo, um teto para renda e o valor máximo do financiamento é de 80 mil reais.
 
 
Uso de FGTS em consórcio habitacional
* Como era
O FGTS só podia ser usado como lance numa carta de consórcio ou como complemento. Por exemplo, o contemplado tinha uma carta de 100 mil reais e mais 30 mil reais no FTGS. Ele poderia adquirir um imóvel de 130 mil, complementando o valor com o recurso do fundo.

* Como fica
O FGTS está liberado para quitar parcelas do consórcio. Sejam parcelas atrasadas ou a parcela do mês. Também poderá usar o recurso para quitar o consórcio, caso haja saldo suficiente para fazer a quitação.
 
Texto complementar
Conselho curador aprova orçamento do FGTS para 2010

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou no final de outubro o orçamento do fundo para 2010. Os valores aprovados são os mesmos do orçamento de 2009. Assim, os programas vinculados à área de habitação popular terão um orçamento de R$ 18 bilhões em 2010. Saneamento básico terá à disposição R$ 4,6 bilhões. Outros R$ 4 bilhões do FGTS servirão para a concessão de descontos nos financiamentos habitacionais a pessoas físicas. Desses R$ 4 bilhões, R$ 3 bilhões serão exclusivos para concessão de subsídios dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O secretário executivo do conselho curador, Paulo Furtado, explicou que a repetição do orçamento de 2009 em 2010 ocorre porque este ano já houve uma liberação recorde de recursos do FGTS para financiamentos de habitação e saneamento. Além disso, segundo ele, dos R$ 18 bilhões alocados para habitação popular, deverão ser aplicados apenas R$ 12 bilhões efetivamente este ano A sobra de recursos do orçamento deste ano se deve, segundo ele, à velocidade de implantação dos programas em decorrência da burocracia envolvida.

 

Fonte: CBIC

 

Entrevistado: Claudir Santos, gerente comercial da Ademilar: claudir@ademilar.com.br
 

 
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Publicado por: Itambé Empresarial em 15 de outubro de 2009

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Crédito imobiliário terá recursos abundantes

Especialista avalia que, com ou sem tributação da poupança, não faltará dinheiro para o financiamento habitacional

Miguel de Oliveira: dinheiro privado vai começar a competir com o público para financiar habitações no Brasil

Miguel de Oliveira: dinheiro privado vai começar a competir com o público para financiar habitações no Brasil

O governo estuda encaminhar ao Congresso um projeto que vai submeter a caderneta de poupança – cuja quase totalidade dos recursos são destinados ao financiamento habitacional – à taxação do Imposto de Renda.

O que isso vai afetar o crédito imobiliário?
Segundo o presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, independentemente da tributação ou não, o financiamento habitacional no Brasil só tende a crescer. Sua opinião se baseia no cenário econômico do país, que com juros baixos e previsão de grande crescimento em 2010, tornará abundante os recursos para o financiamento habitacional. Confira a entrevista:
 
A incidência de Imposto de Renda sobre uma parcela dos depósitos da poupança pode reduzir os recursos destinados ao financiamento imobiliário?
Não acredito nisso, pelo seguinte: a questão da poupança não está definida como será tributada. O governo pretendia iniciar o desconto do Imposto de Renda no ano que vem, mas há uma resistência no Congresso. Porém, o mais importante, no que concerne ao crédito habitacional, não será alterado. Independentemente da tributação, 65% do que é captado com cadernetas de poupança precisa ser destinado à habitação. Então a poupança continuará sendo uma fonte de recursos para o financiamento imobiliário. E não podemos esquecer que estamos num ambiente de crescimento. Isso quer dizer que as pessoas vão ter mais recursos para guardar, e tendo recursos para guardar vão guardar na poupança. Significa que os recursos da poupança vão crescer e vamos ter ainda mais dinheiro para financiar a habitação. 

Se o governo lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida, por que taxar a poupança, haja vista que se ela se tornasse mais atraente, e captasse mais recursos, haveria mais dinheiro para erguer habitações?
A questão não é tão simples assim, pois se o governo não mexer ela corre o risco de se tornar mais atrativa dos que os fundos, fazendo com os recursos aplicados na renda fixa migrem para as cadernetas. O governo tem medo disto, pois ao mesmo tempo em que haveria mais dinheiro para a habitação, em contrapartida o governo teria dificuldades para financiar a dívida pública. Então, não é uma coisa simples de resolver. É preciso mexer, mas encontrar um meio termo. A poupança precisa ser pouco estimulante para os grandes investidores e, ao mesmo tempo, continuar interessante para os pequenos investidores. É preciso uma equação de equilíbrio. É preciso uma equação de equilíbrio.

Do montante de recursos destinados à habitação, o dinheiro aplicado em caderneta de poupança representa quanto do bolo?
Hoje os bancos são obrigados a destinar 65% do que eles captam na poupança para o financiamento habitacional. De cada 100 reais, 65 reais têm que ser aplicados na habitação.
 
Esse modelo de financiamento habitacional já não precisaria de uma revisão ou ele ainda é eficiente?
É eficiente. A tendência com a economia melhor, com juros muito mais baixos, é que ele não se torne o único meio de financiamento habitacional. Hoje, quais são os recursos que financiam a habitação? Tem a poupança e o FGTS, que bancam a maioria, mas os bancos estão começando a colocar recursos próprios neste negócio. Por que não faziam isso antes? Porque agora, com o crescimento econômico e os juros mais baixos, a tendência é que os bancos invistam nos empréstimos para a economia real. O Santander, por exemplo, está abrindo o capital dele na Bolsa de Valores e prevê retorno de 15 bilhões de reais. Grande parte destes recursos que ele captar vai ser destinada para financiar habitação. Então, o que precisa agora, é que além dos recursos de poupanças, que além dos recursos de FGTS, surjam também os recursos dos bancos privados.
 
Outros países seguem modelo semelhante ao do Brasil. Na média, como funciona o financiamento habitacional lá fora? 
Lá não existem regras como no Brasil, que obrigam os bancos a emprestar dinheiro para financiar habitação.  Eles emprestam se é interessante para eles. Então, os bancos têm liberdade para emprestar. Só que lá eles são estimulados a emprestar. Por isso que o volume de crédito chega a 60% do PIB em alguns países e até 100% do PIB em outros. Aqui no Brasil, não passamos dos 3%.
 
Como as construtoras receberam essa notícia de taxação da poupança?
A princípio ficaram preocupadas, temendo que faltassem recursos para financiar habitação. Mas elas estão cientes de que existem outras formas de financiamento habitacional. As próprias construtoras estão abrindo capital para financiar diretamente imóveis na planta. E recursos para isso elas têm. As empresas que mais captaram dinheiro na bolsa de valores este ano foram exatamente as empresas de construção civil. Então, o temor inicial se dissipou. Elas estão convencidas de que a abertura de capital na bolsa de valores, a melhora do cenário econômico e a entrada dos bancos privados vão manter um cenário de recursos fartos.
 
O Brasil hoje tem um volume grande de trabalhadores que atuam na informalidade. Como os programas de financiamentos habitacionais poderiam se adaptar a esse setor da população?
O cenário de crescimento econômico tende a reduzir a informalidade. Mas enquanto ela não acaba, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida tem mecanismos que procuram atender essa parcela da população, através de financiamentos para a baixa renda.
 
O financiamento de veículos hoje é muito mais ágil e, pela concorrência, até mais barato do que o imobiliário. Por que o financiamento imobiliário não poderia ser igual ao de veículos: mais ágil?
Isto é um processo. Não podemos esquecer que as taxas de financiamento habitacional estão a 18% ao ano e o financiamento de veículos acima de 50% ao ano. Então, o banco tem um retorno maior, que permite correr um pouco mais de risco. Outra coisa é que o financiamento habitacional necessita de prazos longos. Já o financiamento de veículos envolve 80 meses, no máximo. Como disse, é um processo. Hoje os bancos já estão mais flexíveis para financiar imóveis do que a alguns meses atrás. Acredito que daqui para frente teremos cada vez mais oportunidades de financiar imóveis, tanto quanto veículos.

Com o Minha casa, Minha vida, o Brasil conseguirá sanear seu déficit habitacional?
Vai melhorar. Nós temos uma carência muito grande e todas estas medidas melhoram a situação e vão reduzindo o déficit. Mas é fato que não vai ser isso que vai acabar com todas as deficiências do sistema habitacional. 
 
 
Entrevistado: Miguel de Oliveira, presidente ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade): miguel@anefac.com.br

 

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content

Publicado por: Itambé Empresarial em 17 de setembro de 2009

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Um raio x da engenharia brasileira

Em entrevista exclusiva, Joseph Young, diretor editorial da Revista O Empreiteiro, fala sobre o ranking que lista as maiores empresas do país no setor

O ranking da engenharia brasileira já é, há décadas, a bíblia do setor

O ranking da engenharia brasileira já é, há décadas, a bíblia do setor

 

 

 

 

 

 

 

 

O tradicional ranking da engenharia brasileira trouxe no mês de julho sua 38.ª edição. Elaborada pela revista O Empreiteiro, a lista revela as 500 maiores empresas do país nos segmentos de construção, projeto e consultoria, montagem mecânica e elétrica e serviços especiais de engenharia.

A versão 2009 do ranking foi elaborada de acordo com o faturamento das empresas em 2008. No ano passado, as construtoras expandiram sua receita bruta em 49%, em média. Trata-se do melhor resultado desde 1995.

Apesar de não estarem nas primeiras posições da lista, as empresas do Sul do país também apresentaram crescimento. Na avaliação do diretor editorial da revista O Empreiteiro, Joseph Young, além do bom momento econômico do Brasil, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) também foi responsável pela melhora significativa do nível de atividade das construtoras e das empresas de engenharia no geral. “Havia uma demanda reprimida desde os anos 80, que o programa ajudou a destravar, ainda que não completamente”, afirmou.

Joseph Young revela mais detalhes do ranking na entrevista a seguir.

Ao longo das 38 edições do ranking, se percebe muitas alterações entre as primeiras posições. Isso tem a ver com as empresas mais envolvidas com obras de infraestrutura?
A verdade é outra. No passado, a economia brasileira teve diversas crises econômicas, planos econômicos, novas moedas e inflação que chegou a 80% ao mês. Isso foi extremamente prejudicial para a capacidade de investimento dos governos e se refletiu em algumas construtoras tradicionais, que desapareceram por conta das crises. Boa parte delas trabalhava para o governo e não recebia. Ou, quando recebia, a inflação já tinha comido metade do valor da dívida. Um exemplo é a construtora Rabelo, que trabalhou na construção de Brasília, trabalhou na Argélia, construiu a universidade de Argel, e hoje não existe mais. Assim com a construtora CCDE, que também não existe mais. Estes são dois exemplos bastante eloquentes de como a crise dizimou grandes empresas e fez o ranking sofrer alterações ao longo destes anos. Hoje, se aparecem na lista algumas das mais antigas, é porque elas foram as sobreviventes. São aquelas que conseguiram driblar as crises sucessivas. São as grandes sobreviventes da engenharia brasileira.
 
Como nasceu a ideia do ranking da engenharia brasileira? 
O ranking não é uma ideia nova. Uma das maneiras de mensurar a competência de uma empresa, as condições do mercado, principalmente quando essas condições mudam, é aferir o quanto ele continua faturando. Usamos o critério do faturamento bruto, pois achamos que é o que espelha melhor a capacidade de geração de caixa de uma empresa. É claro que poderia ter outros critérios como lucro, etc. A ideia é reunir numa única fonte uma avaliação das empresas de engenharia do Brasil divididas em quatro categorias. Então, o ranking abrange construtoras, projetistas, empresas de montagem industrial, também chamada de construção mecânica e elétrica, e os prestadores de serviços especializados em construção.

O que a presença de uma empresa no ranking da engenharia brasileira muda em relação ao seu perfil e aos negócios que ela passa a atrair?
O ranking da engenharia brasileira já é, há décadas, a bíblia do setor. As empresas que estão no ranking sempre se referem a este fato como uma credencial a mais. Naturalmente, existem outros, como a ISO de qualidade a respeito das ações da empresa, que também é outra credencial. Então, existem vários outros parâmetros de natureza internacional, que as empresas já têm. Mas, especificamente sobre o ranking, o fato de uma empresa estar dentro dele há muitos anos é uma credencial no setor.

Em relação à região Sul, observa-se no ranking que as empresas estão em posição intermediária. Algumas vezes, elas estão atrás de empresas do Norte/Nordeste. Há algum diagnóstico para que isso aconteça?
Nestas ultimas três décadas foram criadas algumas novas fronteiras, como no Pará e no Maranhão. O projeto Ferro-Carajás da Vale, que era uma empresa estatal há pouco mais de 20 anos, abriu uma nova fronteira econômica. Criou-se toda uma cadeia de prestadores de serviços de fabricantes, que hoje já está consolidada na região. Então, isso significa que as construtoras que estão na região Norte também foram beneficiadas pelo surgimento desta nova fronteira. No Nordeste, um exemplo recente é o complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco, que também representa uma nova fronteira econômica. Naturalmente, as construtoras do Nordeste, os projetistas e os prestadores de serviços de uma forma geral estão se beneficiando destes polos de atividades regionais.

Com os recentes programas de incentivo à construção, como PAC, Minha Casa, Minha Vida e Copa 2014, deu para sentir mudanças no ranking, no sentido de que algumas empresas já cresceram apoiadas nestes projetos governamentais? 
Sem dúvida, o PAC, que já faz uns dois anos que o governo vem priorizando, a despeito de problemas de gerenciamento e lentidão de recursos financeiros, é o principal responsável pela melhora significativa do nível de atividade das construtoras e das empresas de engenharia no geral. Eu diria que os resultados de 2008 espelham este fato. O programa Minha Casa, Minha Vida só foi anunciado agora. Então os efeitos só vão se sentir ao longo de 2010 e 2011, assim como a Copa de 2014.

No ano passado a engenharia experimentou seu melhor momento após vários anos. Qual a perspectiva para este ano, que vai refletir no ranking de 2010? 
Este ano é, de certa forma, uma continuação de 2008. Só que a crise global impediu ou atrasou a assinatura de novos contratos e serviços em empreendimentos de porte, que sofreram paralisações ou foram reduzidos ou suspensos. Então, as entidades do setor hoje estão mais preocupadas com o que vai acontecer em 2010 e 2011. Porque eles vão sentir os empreendimentos que foram suspensos ou reprogramados este ano. Portanto, os efeitos da crise global vão se refletir no faturamento de 2010 e 2011.

Hoje qual é a grande obra no país que deve influenciar no ranking dos próximos anos?
Não tem uma grande obra, mas diversas obras de porte. Por exemplo, na área de hidroelétrica têm duas usinas do complexo do rio Madeira que, com certeza, vão influenciar positivamente em toda a cadeia de produção do setor, que começa no projetista, passa pela construtora, a empresa de montagem industrial, empresas prestadoras de serviços e até os fabricantes de insumos e equipamentos. Em transporte de massa, acho que as obras do metrô de São Paulo e de outras capitais, como Salvador e Fortaleza, também vão refletir. As futuras etapas de concessões rodoviárias a nível federal e estadual também são perspectivas de melhores resultados nos próximos anos. Sem falar nas melhorias urbanas e nos complexos esportivos que a Copa do Mundo de 2014 vão implicar nas cidades sedes. A perspectiva que o setor de engenharia e construção tem é muito positiva para os próximos anos.

No que os entraves burocráticos atrapalham no desempenho da engenharia no Brasil?
Burocracia é aquilo que o Luiz Fernando Santos Reis, presidente do SINICON (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada), resume no Tribunal de Contas da União (TCU) e nos órgãos ambientais do governo. Estas duas áreas são as que hoje mais interrompem obras e atrasam licenciamentos.  Quer dizer, uma obra que poderia ser concluída em cinco anos acaba levando sete, oito anos.
 
Por que grandes multinacionais da engenharia não investem no mercado brasileiro? 
Esta é uma história antiga, mas basicamente porque o mercado de engenharia brasileira é fechado. Ele tem uma série de barreiras oficiais e técnicas que desestimula, pelo menos em grande número, as empresas estrangeiras. Isso não impediu, entretanto, que empresas multinacionais que souberam se adaptar às condições brasileiras ingressassem aqui. Um exemplo é a Impregilo, uma construtora italiana que há muitos anos está instalada no país. Outro exemplo é a Skanska, empresa de montagem industrial que pertence a um grupo sueco, e que também está aqui há mais de uma década.
 
Por outro lado, há empresas brasileiras da engenharia que já são multinacionais. O ranking leva em consideração o desempenho destas empresas fora do país? 
Não leva porque normalmente o faturamento no exterior destas empresas acaba consolidado numa subsidiária no exterior. Nos critérios que usamos, de certa forma os resultados das empresas brasileiras já embutem resultados e projetos no exterior.

 

Entrevistado: Joseph Young, diretor editorial da revista O Empreiteiro: josephyoung@terra.com.br

 
Texto complementar

Ranking do ranking

Confira as empresas do Sul do Brasil posicionadas entre as 500 melhores, de acordo com o segmento de atuação.

Construtoras
C.R. Almeida-PR (16.º)
Toniolo, Busnello-RS (37.º)
Cesbe-PR (45.º)
Grupo Thá-PR (54.º)
Plaenge-PR (55.º)
Goldsztein-RS (60.º)
Conpasul-RS (61.º)
Goldsztein Cyrela-RS (66.º)
J. Malucelli-PR (70.º)
Ivai-PR (74.º)
Gel Engenharia-PR (82.º)
A. Yoshi-PR (89.º)
Brasília Guaíba –RS (95.º)
Sultepa-RS (105.º)
Castilho-PR (108.º)
Pedrasul-RS (110.º)
Viero-RS (113.º)
FMM Engenharia-PR (114.º)
Stein-SC (124.º)
Lavitta-PR (131.º)
Premold-RS (134.º)
Zita-SC (135.º)
Vanguard Home (139.º)
Ernesto Woebcke-RS (143.º)
Pelotense-RS (144.º)
Sulcon-RS (151.º)
Andrade Ribeiro-PR (158.º)
Melnick-RS (160.º)
Bortoncello-RS (169.º)

Construção mecânica e elétrica
Intecnial-RS (9.º)
Elco-PR (34.º)
Emisa Plaenge-PR (44.º)

Projeto e Consultoria
Interterchne-PR (19.º)
Prosul-SC (24.º)
STE-RS (34.º)
Ecoplan-RS (35.º)
Magna-RS (36.º)
Veja Engenharia-PR (46.º)
JPPA-RS (70.º)
Dalcon-PR (79.º)
Beck de Souza-RS (84.º)
MPB Saneamento-SC (85.º)
Simon-RS (95.º)
Unidec-PR (102.º)
Andrade&Rezende-PR (103.º)

Serviços especiais de engenharia
Medabil-RS (3.º)
Brafer-PR (8.º)
Esteio-PR (37.º)
Manoel Marchetti-SC (38.º)
Engefoto-PR (46.º)
Aeroimagem-PR (62.º)
Ispersul-RS (77.º)
Aeromapa-PR (78.º)

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content

Publicado por: Itambé Empresarial em 17 de setembro de 2009

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Copa 2014 deve gerar 3,5 milhões de empregos na construção civil

Previsão da Associação Brasileira de Engenharia Industrial é que a cada R$ 1 milhão de investimentos no setor serão criadas 58 vagas

A Copa do Mundo no Brasil pode mudar a vida de muitos brasileiros. Para os fanáticos por futebol, é a chance de assistir aos jogos da seleção. Já para outros, será a oportunidade de conseguir emprego. Isso porque em alguns setores, como o da construção, haverá grande demanda.

No caso da construção, a Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) estima que o setor seja responsável pela criação de 3,5 milhões de empregos. Especialistas preveem ainda que, a cada R$ 1 milhão de investimentos na construção civil, serão criadas 58 vagas de emprego, sendo 33 diretas e 25 indiretas.

Na opinião do diretor-presidente da Abemi, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, as áreas da construção que mais devem empregar são as empresas de projeto, consultorias, edificações e construção industrial.

Investimentos

A preparação do país para a Copa do Mundo em 2014 deve transformar o Brasil, assim será muito fácil percorrer as cidades e encontrar obras e mais obras. Essa expectativa permite ao setor fazer planos para reiniciar a trajetória de crescimento interrompida por conta da crise econômica mundial. Com isso, as contratações irão aumentar para atender toda essa demanda.

Engana-se quem pensa que essa procura por profissionais do setor de construção só ocorrerá nas 12 cidades-sede que irão sediar os jogos da Copa e que, por isso, deverão se adequar às exigências da Fifa. “Tais melhorias deverão acontecer também em cerca de 200 municípios vizinhos que receberão seleções e, principalmente, turistas”, ressalta Barros.

Na avaliação de especialistas no setor, a construção civil deverá ganhar maior participação no PIB (Produto Interno Bruto) a partir do ano que vem. “A Copa do Mundo de 2014 vai aumentar os investimentos em infraestrutura pelo menos até o ano da sua realização, aquecendo a construção civil em diversos segmentos”, diz Barros.

O otimismo das empresas é impulsionado pelo volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões.

 
Fonte: Folha de Londrina

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Vogg Branded Content

Publicado por: Itambé Empresarial em 25 de agosto de 2009

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Arquitetos defendem casas inseridas no contexto das cidades

Arquitetos e urbanistas enviaram um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do Programa Minha Casa, Minha Vida

Arquitetos e urbanistas enviaram, no final de maio, um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do programa Minha Casa, Minha Vida.

Assinado pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur) e pelo Instituto Nacional dos Arquitetos, o documento defende que os projetos residenciais do programa habitacional levem em conta o contexto das cidades e que sejam evitados os erros que o extinto Banco Nacional de Habitação (BNH) cometeu entre os anos 50 e 70, quando foram construídos “grandes depósitos de pessoas”.

Mudanças propostas

Professor Elson Manoel Pereira

Professor Elson Manoel Pereira

As mudanças propostas, além de questionar o pé-direito das casas, de 2,2 metros, e a área mínima de 35 metros quadrados, o manifesto, assinado por cinco mil arquitetos e urbanistas, também fez observações quanto à largura das calçadas para as residências, calculadas em 50 centímetros, o que impediria a mobilidade de cadeirantes. Mas o que mais preocupou o setor foi a questão da inserção urbana dos futuros conjuntos habitacionais. “É preciso todo cuidado para que essas unidades habitacionais não se transformem em guetos e acabem estigmatizadas como áreas pobres, sem proximidade de inserção com o resto da cidade”, avalia Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anpur, organismo ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Anpur avalia ainda que a aquisição dos terrenos para a construção das casas é o grande dilema do programa habitacional. Na concepção dos urbanistas, será necessário que o governo consiga baratear o acesso à terra urbanizada. “Há muitos terrenos de estatais ociosos que podem ser usados. Só que se está fazendo um cálculo economicista, de se buscar terrenos baratos e distantes dos centros urbanos. Defendemos, além de uma unidade confortavelmente construída, uma unidade habitacional confortavelmente inserida”, ressalta Elson Manoel Pereira, completando: “O BNH cometeu entre os anos 50 e 70 o erro de construir grandes depósitos de pessoas nas periferias, sem inserção destas pessoas nas cidades. É isso que precisa ser evitado agora.”

O manifesto encaminhado ao governo também alertou para a padronização do projeto. Para FNA, Anpur e Instituto Nacional dos Arquitetos, as plantas, os sistemas construtivos e os materiais empregados nas obras devem levar em conta as questões regionais. “Um país que tem uma Amazônia quente, úmida e com muita chuva, que tem uma realidade nordestina de clima semi-árido e outra realidade do sul do país, necessita de variáveis construtivas. Não haver uma única solução. Seria a mesma coisa que construir a mesma casa na Espanha e na Suécia. Deve-se pensar em casas com  desempenho térmico e longevidade da construção”, diz trecho do manifesto encaminhado à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades.

Segunda via

FNA, Anjur e Instituto Nacional de Arquitetos sugerem que há outras opções para que o Brasil reduza o déficit habitacional de 7 milhões de casas, do que simplesmente sair construindo casas. “O acesso à casa, o acesso à moradia, não precisa ser necessariamente o acesso à casa própria. O Brasil pode adotar, por exemplo, medidas que já acontecem em outros países, como o aluguel subsidiado. Isso ajudaria a superar a difícil equação de fornecer a uma família que ganha menos de três salários mínimos um imóvel de 40 mil reais. Então, a solução habitacional poderia agregar o aluguel subsidiado para famílias de baixa renda e tirar do Programa Minha Casa, Minha Vida o peso da solução economicista e torná-lo, de fato, um programa que resolva o problema habitacional brasileiro”, diz Elson Manoel Pereira, apontando para uma segunda via apoiada por arquitetos e urbanistas.
Entrevistado: Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anjur: elsonp@cce.ufsc.br ou
Site da Anjur: www.anpur.org.br

 

Texto complementar

Curitiba busca modelo habitacional em São Paulo

Representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba estiveram em São Paulo, no final de maio, para conhecer a atuação do governo paulista na resolução de problemas habitacionais, especialmente ações relacionadas à urbanização de favelas e à regularização fundiária. Cerca de vinte profissionais, lideranças comunitárias e presidentes de associações curitibanas assistiram a uma apresentação sobre o panorama da política habitacional do Estado e visitaram o Projeto Pantanal, maior intervenção em favelas realizada pela CDHU.

O diretor presidente da Cohab de Curitiba, Mounir Chaowiche, elogiou o Projeto Pantanal, desenvolvido pela CDHU em uma área de cerca de 908 mil m2 na zona Leste da Capital, onde estão localizados as ocupações de União de Vila Nova, Vila Nair e o empreendimento Vila Jacuí. Mais de 8 mil famílias estão sendo beneficiadas com novas moradias, obras de urbanização e ações sociais. “Curitiba tem muitas ocupações irregulares, são cerca de 25 mil famílias que necessitam de atendimento habitacional. Pretendemos levar a experiência do que aprendemos em São Paulo e trabalhar com as comunidades em nosso município”, disse Mounir.

O programa São Paulo de Cara Nova, que está revitalizando casas nas ruas já urbanizadas de União de Vila Nova, chamou a atenção dos visitantes. Trata-se de uma ação pioneira do governo paulista que pretende valorizar a paisagem urbana da periferia de São Paulo. O projeto-piloto está recuperando inicialmente a fachada de 300 casas com pintura, reboque e chapisco das paredes externas, conforme projeto cromático assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, a partir de cores escolhidas pelos próprios moradores.

O trabalho de pintura é realizado por jovens desempregados da comunidade que passam por cursos de capacitação e recebem bolsa no período de execução dos serviços. O programa São Paulo de Cara Nova será estendido para as demais casas de União de Vila Nova e para outras áreas que são alvos de projetos de urbanização da companhia. “A revitalização do bairro aumenta a auto-estima e restaura a qualidade de vida das famílias. Seria muito interessante tentar promover o Curitiba de Cara Nova”, disse Mounir Chaowiche.

Outro ponto que chamou a atenção da delegação paranaense foi o Programa Cidade Legal. Por meio dele, a Secretaria de Estado da Habitação fornece apoio técnico às prefeituras na regularização e na averbação de parcelamentos de solo e núcleos habitacionais para fins residenciais, públicos ou privados. Uma equipe especializada indica o melhor caminho e os trâmites necessários para agilizar e desburocratizar o processo de legalização e de registro de imóveis.

O secretário municipal de Urbanismo de Curitiba, Luiz Fernando de Souza Jamur, disse que a questão da regularização fundiária é tratada de forma diferenciada pelo governo paulista e que os procedimentos utilizados deverão ser aproveitados na cidade. “A agilidade do processo de regularização que o ‘Cidade Legal’ proporciona é o ponto alto do programa. Pretendemos regularizar até o fim de 2010, mais de 110 núcleos com aproximadamente de 20,4 mil imóveis, sendo que os processos estabelecidos pelo programa vão nos ajudar a alcançar essa meta”, explicou Jamur.

Fonte: SH/CDHU – Comunicação Social

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

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