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Itambé Itambé - Cimento para toda obra

Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Na Itambé, o futuro já chegou

Indústria constrói nova linha de produção para cimentos finos, que estará operando 100% no final de 2011

A Cimento Itambé se aproxima de seus 35 anos de fundação. Para marcar a data, a indústria planeja, no dia 18 de dezembro de 2011, tirar o primeiro saco de cimento de sua nova linha de produção, que engloba o 4.º moinho e um novo forno de clínquer.

As obras estão a todo vapor nas instalações de Balsa Nova – município da região metropolitana de Curitiba. Até agosto de 2010, a expectativa é que o moinho 4 já esteja em fase pré-operacional. O equipamento dará um incremento ainda maior aos produtos fabricados pela Itambé, pois será voltado à produção de cimentos finos.

O projeto engloba um investimento de mais de R$ 400 milhões e demonstra toda a confiança da Itambé no futuro do Brasil. É o que revela o superintendente industrial da empresa, Alcione Rezende, que na entrevista a seguir detalha o processo de construção desta nova etapa da fábrica. Confira:

O investimento que a Itambé está fazendo no novo moinho sinaliza confiança em um crescimento sustentável da construção civil brasileira nos próximos anos?
Sem dúvida. Tanto é, que o moinho 4 da linha 3 é somente o início do investimento. E ele se dá por que estamos sendo convocados pela expectativa de crescimento do mercado e, consequentemente, do país.

O que o novo moinho vai incrementar em termos de produção de cimento para a Itambé?
Poderá incrementar até 700 mil toneladas por ano, em capacidade instalada. Eu digo até 700 mil, por que vai depender do tipo de cimento que a gente for fabricar. A princípio, ele é um moinho que está sendo construído para fabricar cimentos finos. Trata-se de cimentos que, pela alta qualidade, demandam maior consumo de energia e menor produtividade. Mas o moinho permite produzir uma capacidade máxima anual de 700 mil toneladas de cimento.

Em termos de tecnologia aplicada na construção do moinho, há algo diferente?
A princípio não. É um moinho de bolas, com separador de alta eficiência de terceira geração, muito comum em fábricas de cimento atualmente.

O equipamento é totalmente importado ou tem um misto de tecnologia nacional e internacional?
Tem muito de tecnologia nacional. Somente o moinho em si e o separador estão sendo importados da China. O resto é todo fabricado no Brasil: filtros, elevadores, dosadores, balanças, transportadores. O investimento só no moinho é de quase 43 milhões de reais. E desses 43 milhões, aproximadamente 10 milhões são de equipamentos importados. O resto é nacional. Mas é importante frisar que o investimento global das novas instalações passam de R$ 400 milhões.

Além do moinho, a fábrica projeta também a construção de um novo forno?
O projeto da linha 3 envolve uma outra linha de produção de clínquer no qual estamos trabalhando agora. Esta nova linha vai aumentar em mais um milhão de toneladas por ano nossa capacidade de produção de clínquer, ou seja, praticamente vai dobrar o potencial de produção. Porém, primeiramente estamos trabalhando no moinho, por uma condição de mercado, mas sabemos que futuramente, para atender essa maior condição de capacidade instalada, teremos de ter um novo forno. E é isso que estamos projetando agora.

Qual o prazo de entrega?
O moinho tem startup previsto para 30 de agosto de 2010, em fase pré-operacional, e até novembro do ano que vem ele terá de estar totalmente entregue à produção. Já para a linha 3, incluindo o forno, a previsão é de entrega no final de 2011, no dia 18 de dezembro, quando a Itambé completar 35 anos.

Com o novo moinho, o que a Itambé fará com os moinhos antigos?
A Itambé atualmente tem 3 moinhos para produção de cimento. Com a entrada do moinho 4, vamos deixar de operar, por algum tempo, o moinho de cimento 1. O moinho de cimento 4 vai ter capacidade de atender, junto com o 2 e o 3, o nosso mercado. Nesse período, o moinho de cimento 1 vai sofrer alterações do ponto de vista de modernização da instalação. Ele é um moinho com tecnologia de 1970. Iniciou a operação em 1976 e agora temos a oportunidade de rever a instalação e aplicar nele os modernismos necessários. O moinho 4 desativa temporariamente o 1, mas quando o forno 3 estiver operando, no final de 2011, já estaremos com o moinho 1 novamente em funcionamento e totalmente modernizado.

Como construir um moinho novo e seguir produzindo cimento na fábrica? Presume-se que isso demanda uma logística muito precisa. Como foi operar essa logística?
A Itambé tem, dentro de sua estrutura organizacional, um departamento de projetos industriais. Ele é um departamento da diretoria industrial, do qual eu sou o responsável. Quando do inicio do projeto do moinho 4, eu ainda como gerente geral industrial, precisei dedicar mais tempo ao departamento de projetos industriais. Com a decisão de implantar a nova linha de clínquer – projeto iniciado há alguns meses – foi necessário rever o organograma, tendo em vista a necessidade de maior dedicação a área de projetos. Então foi criado o cargo de superintendente industrial, meu cargo atual e para gerência industrial foi admitido um novo funcionário que hoje é o novo gerente industrial. Assim nesta nova função posso dedicar mais tempo aos novos projetos e ainda ter a parte operacional da fábrica sob minha responsabilidade. A minha dedicação hoje, em termos de horas de trabalho, é de cerca de 70% a 80% para a área de projetos e o restante para a parte operacional da fábrica, propriamente dita. Essas foram as alterações necessárias para conduzir o projeto sem afetar a produção da fábrica.

Em termos de consumo de mão-de-obra, o que esse projeto está demandando?
Já tivemos picos de 200 pessoas trabalhando no projeto. Neste momento, com o encerramento da etapa da construção civil se aproximando, e chegando na parte de montagem da caldeiraria e de equipamentos especiais, desacelera a civil e acelera a montagem mecânica. Em seguida, lá por janeiro de 2010, entra a montagem elétrica. Portanto, para as etapas de mecânica e elétrica, o pico deve ficar em torno de 200 a 250 pessoas. Daí virá a linha 3, cujo auge do projeto se dará quando a moagem 4 já estiver quase totalmente concluída. Presumo que a obra toda, englobando moinho e forno, envolverá umas 700 pessoas, incluindo pessoal interno e o externo contratado.

A Itambé ganha que tipo de upgrade com o novo moinho?
O moinho 4 vai suprir totalmente as necessidade atuais do mercado. Os moinhos 1, de 1976, o 2, de 1987, e o 3, de 1996, são equipamentos com tecnologias diferentes. Quando pensamos no moinho 4, dimensionamos ele para, além de complementar o volume demandado pelo mercado, permitir aos outros 3 moinhos ficarem dedicados a fabricação de cimentos mais adequados as suas características tecnológicas.

Qual a vida útil de um moinho?
Esses equipamentos sempre são projetados para operar 50 anos. Nós já estamos operando há quase 35 anos aqui e, seguramente, vamos passar de 50 anos. Então, é sempre assim que se projeta o investimento. Calcula-se em torno de 50 anos, apesar de ter fábricas operando com equipamentos com até mais idade. Acontece que as instalações antigas demandam mais manutenção e mais consumo energético. Por isso, tem de se fazer essa evolução.

Em termos de projetos futuros, o que a Itambé está planejando?
Temos um plano diretor que já prevê para esse site de Balsa Nova uma 4ª linha de fabricação de clínquer e um moinho 5 e um moinho 6 de cimento. O ambiente está preparado para isso. Agora, quem vai ditar a necessidade de colocar o projeto em andamento será o mercado. Nossa projeção é que a 4ª linha seja instalada daqui a uns 10 anos.

 

Moinho Itambé

Moinho Itambé

 

Vista Geral do Obra

Vista Geral do Obra

 

Prédio da Moagem

Prédio da Moagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330

Publicado por: Itambé Empresarial em 29 de abril de 2009

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Itambé obtém upgrade na certificação ISO 9001

A empresa cumpre simultaneamente requisitos de qualidade, meio ambiente e de saúde e segurança

Rogério Lunardon, gerente de qualidade da Itambé: implantar as certificações foi gratificante, mas o trabalho para manter é ainda mais agradável

Rogério Lunardon, gerente de qualidade da Itambé: implantar as certificações foi gratificante, mas o trabalho para manter é ainda mais agradável

Em março, a Cia. de Cimento Itambé passou por um upgrade em sua certificação ISO 9001 (gestão de qualidade), passando da versão 2000 para a 2008. Segundo o gerente de qualidade da empresa, Rogério Lunardon, a mudança exigiu requisitos que a empresa cumpriu tranquilamente, já que ela estava acompanhando a evolução da certificação. “Nos preparamos para dar esse upgrade de qualidade”, afirmou.

Agora, a Cimento Itambé tem os certificados ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 (gestão ambiental) e a OHSAS 18001:2007 (norma referente à saúde e segurança do trabalhador). A empresa, que vem obtendo certificação desde 1996, avalia que o diferencial nestas conquistas é que o sistema integrou as três normas e cumpriu simultaneamente requisitos de qualidade, meio ambiente e de saúde e segurança. “Temos apoio integral de todos os departamentos da empresa para perseguir a excelência em nosso trabalho”, diz Lunardon, completando: “O que significa isso? Que a empresa forneceu ferramentas que ajudam na gestão do processo de busca de mais qualidade, menos impacto ambiental e mais segurança e saúde.”

Na prática, o que esses certificados representam para a Itambé? Eles trazem melhorias na rotina de trabalho da empresa. Além disso, torna a produção mais eficiente e incentiva os colaboradores a participar mais integrados à gestão e se sentirem atraídos pela busca das metas. “Isso já está incorporado no dia a dia da empresa”, relata Rogério Lunardon.

A Cimento Itambé passa a cada seis meses por auditorias de certificação da SGS ICS Certificadora Ltda. A companhia suíça, com escritório no Brasil, foi quem habilitou a Itambé a conseguir os certificados. O processo burocrático da certificação exige que se busque uma empresa reconhecida e independente.

Segundo Lunardon, o trabalho para implantar as certificações foi gratificante, mas o trabalho para manter é ainda mais agradável. “Quando as normas estão integradas ao sistema é por que tudo deu certo. Errado seria ficar fiscalizando para que as metas fossem atingidas. Há empresas que perdem seus certificados por isso. E se isso ocorre gera um desgaste grande para a imagem da corporação”, explica.

Para o consumidor dos produtos Itambé, as certificações se transformam em sinônimo de tranqüilidade. A maior parcela dos clientes são os consumidores industriais (construtoras, empresas de artefatos de cimento, pré-moldados e concreteiras) e o que eles precisam é de qualidade estável, ou seja, de produtos que não tragam surpresas desagradáveis para os resultados finais dos produtos deles. “É nisso que resultam as certificações. Elas dizem aos clientes que nossos produtos são feitos com qualidade, por pessoas que respeitam o meio ambiente e que trabalham com saúde e segurança”, comenta Rogério Lunardon.

Segundo o gerente de qualidade da Itambé, os clientes corporativos estão muito seletivos e preferindo as empresas com certificações. O que ele ressalta é que os consumidores de varejo também já começaram a prestar a atenção nesses requisitos. Hoje, cada vez mais, as certificações servem de referência para o comprador”, finaliza.

 

Certificações: a vantagem de uma empresa nascer com elas
* Rogério Campos Meira

Se para uma empresa consolidada o conjunto de Normas ISO, ou pelo menos algumas específicas, é necessário, o mesmo vale para aquelas que acabaram de nascer.

O principal atrativo destas certificações é, de fato, o caráter diferenciador que elas proporcionam para quem as tem. E isso resulta em destaque para a organização, uma vez que ao enquadrar uma empresa numa determinada norma, a mesma ganha um diferencial competitivo em relação às demais.

Não é a toa que quem possui um selo da ISO 9001, por exemplo, faz questão de deixá-lo à mostra. Afinal, o consumidor, ao vê-lo, reconhece que o produto ou o serviço prestado passou por uma rígida normatização.
Além destes benefícios, posso citar outro, como a facilitação dos processos internos, o que torna também mais simples o seu gerenciamento. A partir do momento em que ocorre a sistematização de uma tarefa, ela passa, então, a poder ser realizada por outros funcionários.

Faço ainda uma ressalva no quesito preparação: a companhia que deseja elaborar um sistema de padronização tem que contar com o envolvimento de todos os profissionais, do baixo ao alto escalão, para que o processo realmente dê certo. Sendo assim, as lideranças precisam ser as primeiras a cumprir as normas, para que não fique dúvidas quanto a relevância do projeto.

Dessa forma, encaro como fundamental para uma empresa o fato de que ela já nasça com a consciência da importância, e se possível a imediata implementação, das certificações. 

Trabalhar com estas normas é estar atento às causas para não ter que remediar os problemas. Um exemplo simples: numa companhia em que a OHSAS 18001 (norma referente à segurança do trabalhador) esteja implantada, dificilmente algum profissional terá provas suficientes para entrar com uma ação trabalhista. Os padrões colaboram, também, para a proteção da organização no que diz respeito à sua imagem.

 

* Rogério Campos Meira é Engenheiro Mecânico, Mastère em Management de La Qualité pela ENSAM – França, Certified Quality Auditor, Certified Manager of Quality/Organizational Excellence e Certified HACCP Auditor pela ASQ – EUA e diretor-executivo da Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão (ATSG).

Contato com articulista através da assessoria de imprensa: heloiza@imageassessoria.com.br

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Cimento Itambé lança novo site

Ferramenta amplifica comunicação e passa a atender melhor os diversos públicos da companhia.

No dia 10 de dezembro, a Itambé lançou seu novo site, que utiliza todas as ferramentas de um portal corporativo, adotando linguagem e conteúdo adequados para levar informação e serviços aos diversos públicos da empresa – clientes, funcionários, formadores de opinião, profissionais e estudantes.
Desenvolvido pela Midiaweb, o site foi totalmente remodelado e traz muitas novidades. Entre elas, informações sobre as Normas ABNT. O conteúdo técnico foi reunido em um único local, com informações de palestras, artigos e pesquisas, vídeo do processo de fabricação, indicadores de mercado, grandes obras de concreto armado e muito mais.

Com um novo projeto gráfico e mais funcionalidades, o endereço www.cimentoitambe.com.br está ainda mais moderno, atraente e fácil de navegar. Além disso, agregou espaços destinados à promoção do conhecimento e à troca de experiências nas áreas técnicas da construção civil e na área de gestão e marketing. Para isso, os informativos eletrônicos Itambé Empresarial e Massa Cinzenta também foram transformados para o formato de blog, favorecendo ainda mais a interatividade com os leitores. Além de encontrar rapidamente os assuntos de seu interesse, o usuário pode comentar os textos, ver quais são os assuntos mais buscados e navegar por tags relacionadas a cada texto.

Outro diferencial é uma área que reúne todas as formas de contato com a Itambé – Atendimento e Programação on-line, Ligue Cimento Itambé, esclarecimento de dúvidas e formulários de contato com a empresa.

Para Sérgio Coelho, diretor de planejamento da Midiaweb, o novo site da Itambé valoriza o interesse e as necessidades dos usuários, ou seja, o site foi planejado e desenvolvido para atender da melhor forma possível aos diversos públicos da companhia. “A interface, mais moderna e dinâmica, deixa em evidência os principais atrativos do site. O design, claro e objetivo, e com fontes maiores, além de agradável, facilita a visualização dos itens e das informações mais importantes”, comenta.

Ele ressalta também o processo de reorganização do conteúdo institucional: “As informações foram reagrupadas de maneira mais coerente com o que o usuário busca e agora podem ser acessadas mais facilmente”.

Porém, Sérgio diz que o maior diferencial do projeto foi trazer o conteúdo do Itambé Empresarial, do Massa Cinzenta e da Área Técnica para o primeiro plano. No novo site, a entrega destes conteúdos utiliza a mesma estrutura mecânica dos blogs, tornando-a muito mais dinâmica e interativa. Agora, além de poder receber as informações sob demanda, via RSS ou newsletter, o site estimula o usuário a compartilhar, comentar e indicar conteúdos. “Esta é a verdadeira web que presta serviço, feita realmente para o usuário”, conclui Sérgio Coelho.

Lycio Vellozo, diretor comercial da Itambé, afirma que o objetivo do novo site é fortalecer ainda mais os diferenciais da empresa, que vão muito além de oferecer produtos e serviços de qualidade. Segundo ele, a promoção do conhecimento é um dos principais focos da Itambé. “Queremos que clientes, profissionais do setor, funcionários, estudantes e demais interessados na área da construção civil, tenham à disposição uma ferramenta de consulta constante, com informações exclusivas e direcionadas”, afirma. Esta é mais uma importante ação de relacionamento da Itambé com o mercado.

Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing

Publicado por: Itambé Empresarial em 22 de setembro de 2008

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Setor cimenteiro brasileiro em alta

Empresas do setor cimenteiro investem em recursos para aumentar a produção.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC, o aumento nas vendas de cimento começou a se destacar a partir de 1999 chegando ao patamar recorde de 40 milhões de toneladas. Já no ano de 2000 a produção sofreu uma queda devido às crises mundiais e conseqüente instabilidade econômica, em 2003 a baixa nas vendas foi mais significante com um consumo de 33,8 milhões de toneladas.

Somente a partir de 2006 a produção voltou ao patamar de 40 milhões de toneladas, resultado do aquecimento da construção civil. Nesse ano a produção foi de 41.874 mil toneladas, um aumento de 8,2% em relação a 2005. Parte desse crescimento aconteceu com as exportações, atingindo 1.046 mil toneladas. Logo no ano seguinte (2007) o crescimento foi ainda maior, 10,6% em relação a 2006. Esse fortalecimento do mercado cimenteiro teve relação com o setor imobiliário brasileiro devido à oferta de crédito e financiamento habitacional, que propiciou o aumento das vendas de cimento no país.

José Otávio Carvalho, secretário executivo do SNIC, diz que entre 2000 a 2006 as empresas cimenteiras operavam com grande ociosidade, entretanto em 2007 tiveram que aumentar a produção e investir no mercado.

Carvalho diz que o crescimento da construção civil seguiu em ritmo acelerado, a ponto de faltar mão de obra e abastecimento de cimento em determinadas regiões do Brasil.

Confira as tabelas dos maiores produtores e consumidores de cimento no mundo no período de 2003 a 2006:

O SNIC divulgou dados preliminares da indústria e estimativas do mercado cimenteiro, em relação aos últimos doze messes (setembro de 2007 a agosto 2008). As vendas de cimento para o mercado interno brasileiro atingiram 49,1 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 14,3% sobre igual período anterior (setembro de 2006 a agosto de 2007).

No mês de agosto (2008) foram vendidas 4,6 milhões de toneladas no mercado interno. As vendas por dia útil cresceram 1,9% sobre julho deste ano e 14,8% em relação a agosto de 2007. Confira a Tabela:

O secretário executivo do SNIC, diz que o setor cimenteiro está investindo para ampliar sua capacidade de produção nas fábricas e garantir o abastecimento em todo país. As empresas brasileiras estão adotando novas medidas para atender as demandas e acompanhar o ritmo de crescimento do setor. O investimento totaliza cerca de R$ 5,5 bilhões com o objetivo de ampliar a capacidade de produção em 35% até 2012. Dentre as empresas destaca-se a Cia. de Cimento Itambé, que irá investir R$ 400 milhões nos próximos anos, sendo R$ 320 milhões em um forno com capacidade para 1,3 milhões de toneladas de cimento por ano, o que elevará a produção da empresa dos 1,5 milhões de toneladas/ano para 2,8 milhões de toneladas/ano, a partir do segundo semestre de 2011. Os outros R$ 80 milhões serão usados na ampliação da capacidade de moagem e na construção do primeiro Centro de Distribuição da empresa (ao sul de Santa Catarina, ainda sem cidade definida).

Segundo o quadro abaixo, desde 2006 o Brasil já é 10º colocado e se chegar a produzir 85 milhões de toneladas por ano deve ocupar o 4º ou o 5º lugar, mesmo com o crescimento dos outros paises.

Neste ano o mercado brasileiro deve atingir uma marca histórica de consumo de cimento, com 50 milhões de toneladas. A estimativa é de que este ano o consumo per capita chegue a 260 quilos.

Publicado por: Itambé Empresarial em 12 de agosto de 2008

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A experiência é importante. Estar aberto a inovações, também

Além da experiência adquirida, é preciso estar atento aos novos elementos e aprender com eles

José Otto Segui Temporão - Gerente Jurídico da Itambé

José Otto Segui Temporão - Gerente Jurídico da Itambé

Recentemente participei de um simpósio no qual um dos palestrantes ressaltou, por diversas vezes, sua insatisfação por aprender tão pouco a partir da sua própria experiência. Vindo de tal pessoa, amplamente reconhecida no mundo empresarial e acadêmico por sua capacidade de inovação e gestão, tal afirmação foi razão de enorme inquietação, principalmente pela dificuldade de alcançar naquele momento, com precisão, todo seu significado.

Mas, enfim, de forma sucinta, como experiência e inovação se relacionam?

É fato que, desde a infância, a maior parte do aprendizado se dá a partir da experiência, mestre inseparável do desenvolvimento humano. Há, inclusive, teorias que estudam o aprendizado, demonstrando, estatisticamente, que em processos repetitivos, o tempo necessário para concluir uma tarefa será menor cada vez que ela for repetida, e que essa redução no tempo segue um padrão previsível, o que se denomina curva de aprendizado.

A possibilidade da transmissão de experiências anteriores de forma massificada, obtida após a criação da prensa tipográfica, foi uma das maiores alavancas para a evolução da sociedade. A partir de tal invenção, foi possível, de forma mais ampla, aproveitar o conhecimento de outras pessoas, retratado principalmente em livros, e, a partir daí, prosseguir, alcançando-se grandes avanços para a humanidade.

Atualmente somos testemunhas vivas de nova revolução em curso a respeito da forma como utilizamos o conhecimento. Esta revolução é proporcionada principalmente pela internet e por todos os mecanismos altamente inovadores dela derivados, como, por exemplo, os sites de busca, que identificam, em frações de segundo, milhões de informações que levaríamos talvez anos para selecionar, caso utilizássemos os instrumentos mais modernos disponíveis há pouco mais de uma década.

Apesar de vivenciarmos transformação de tal magnitude, por vezes somos levados a tentar resolver os desafios que se apresentam neste novo contexto de mundo com fórmulas e conceitos que outrora eram válidos, mas que para problemas atuais podem ser absolutamente ineficazes. Pensando em tal cenário, é interessante lembrar a famosa frase de Einstein, na qual “Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados.” (tradução livre).

Tal constatação não sugere, de forma alguma, abdicar da experiência já obtida, capaz de nos revelar padrões importantíssimos aptos a propiciar correções de rumos e efetivas vantagens competitivas. Indica, sim, a necessidade de, não obstante toda a experiência já acumulada, estar atento aos novos elementos, e a partir deles obter novos aprendizados.

Considerando ser a inovação – vista de uma forma ampla, não apenas relacionada a produtos e serviços – essencial para a sobrevivência de qualquer empresa, eis que sem ela, ser aniquilado pelo mercado será apenas uma questão de tempo, um dos maiores desafios que se apresentam é como alcançá-la, e, mais do que isso, como tornar a busca por inovação uma constante nas organizações, a fim de que seu futuro seja sempre promissor.

Apesar de tal resposta não ser nada simples, parece não ser possível atingir tal patamar se não houver nas organizações ambiente no qual inovação seja sinônimo de tentar e poder errar, aprendendo a partir do erro. Empresas que nada desejam mudar, talvez por receio do desconhecido ou por não aceitar a nova ordem, serão, sem dúvida, ultrapassadas por outras, que, sem medo de errar, alcançarão o que se tinha por inatingível, chegando lá primeiro e colhendo todos os frutos de sua ousadia.

Deve se ter claro, entretanto, que tais premissas não significam ousar de forma ingênua, sem uma estratégia a permitir que toda organização aprenda a partir dos seus acertos e erros, pois é necessário seguir adiante, inovando e provavelmente errando por muito mais vezes, mas sempre num patamar acima do anterior e, principalmente, à frente dos demais atores do mercado.

Referência:
Créditos: José Otto Segui Temporão – Gerente Jurídico da Itambé

Publicado por: Itambé Empresarial em 1 de julho de 2008

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Qualificação profissional

A saída para melhorar a qualidade das obras é a qualificação de sua mão-de-obra

Engº. Jorge Aoki

Engº. Jorge Aoki

Os trabalhadores da construção civil, em geral, têm conhecimentos técnicos bem aquém da demanda necessária que os trabalhos exigem e sua condição sócio-econômica também deixa muito a desejar.

Este conjunto de situações forma um círculo vicioso difícil de ser quebrado. Ou seja, a falta de recursos dificulta o aprendizado e a falta de aprendizado impede o operário de crescer dentro da obra e melhorar a sua renda. As condições de trabalho, via de regra, são insalubres e os operários estendem suas jornadas para melhorar os ganhos, o que provoca um desgaste físico muito grande.

Ao saírem das obras, poucos têm ainda algum ânimo para participar de treinamentos. De certa forma, é o preço que pagamos pelos vários anos de recessão no setor.

O crescimento da construção traz a tona outro problema grave e difícil de ser resolvido: como melhorar a qualidade, justamente em um momento aquecido e já com escassez de mão-de-obra qualificada? Construir mais, significa construir pior? Não necessariamente. A maior demanda, em um primeiro momento, remete àquele antigo balizador de mercado que é a lei da oferta e da procura. Porém, a necessidade de oferecer produtos com qualidade cada vez melhor, a um custo cada vez mais baixo, faz com que a procura por mão-de-obra qualificada seja maior. As recentes parcerias das construtoras locais com empresas de outros estados é outro fator que facilita e impulsiona o treinamento, além de proporcionar melhores condições aos trabalhadores.

Um estudo encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – ABRAMAT, e realizado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – Departamento de Engenharia de Construção Civil, revela a necessidade de investimentos pesados (R$ 5,1 bilhões) e das parcerias entre os órgãos estabelecidos para este fim, com o setor industrial. Além disso, o trabalho propõe a elaboração de uma estratégia de curto e médio prazo para a capacitação e certificação de trabalhadores. Propõe que a articulação do projeto seja feita pela criação do Sistema Nacional de Capacitação e Certificação Profissional – SiCAP, dentro do Ministério das Cidades / PBQP-H.

O programa da Itambé

Com a percepção desta carência, em 1998 a Itambé implantou o programa de treinamento de mão-de-obra para a construção civil – o TIMÃO. O objetivo era capacitar os trabalhadores para o uso correto do cimento.

A idéia inicial de atender aos trabalhadores das empresas construtoras com condições mais precárias de instrução (serventes e pedreiros), diretamente no seu local de trabalho, foi logo ampliada e outros setores, inclusive engenharia, passaram também a acompanhar os treinamentos.

Muitas vezes ouvimos de engenheiros já com prática na profissão frases como: “quero ver como se faz, para poder repassar e cobrar dos operários um serviço de qualidade”. É o efeito benéfico, em cascata, que começa naquele de menor qualificação e vai até o engenheiro ou coordenador. Esta cadeia, que atinge todos os níveis de operários, melhora o desempenho geral da obra, pois cria uma concorrência saudável dentro da empresa por melhores serviços.

Com o passar do tempo, solicitações de outros segmentos do ramo foram feitas. As Universidades, por exemplo, perceberam que falar sobre cimento para os estudantes do curso de engenharia civil esclarecia muitos detalhes que apenas o fabricante poderia dizer. Enriquecia a matéria e motivava os alunos pelo contato direto.

Esta aproximação entre a Universidade e a Indústria revelou outra carência importante: o treinamento de capacitação já nos bancos escolares. Este pensamento incentivou a Universidade Federal do Paraná a assinar, em 2007, um Termo de Convênio com a Itambé, ainda em vigência, que prevê aulas teóricas e práticas sobre cimento e concreto, feitas pelo corpo técnico da empresa. O Termo estabelece também visitas à fábrica, mina de calcário e central de concreto, onde os alunos podem constatar “in loco” os processos que viram nas aulas teóricas. Desta maneira a consolidação dos conceitos fica mais clara e difícil de esquecer.

Aqui também foi possível constatar outro fenômeno interessante nesta relação entre a indústria e as instituições de ensino: o descompasso entre o desenvolvimento econômico dos diversos setores da construção civil e a evolução do ensino. A tecnologia dos sistemas e processos construtivos avança muito mais rapidamente do que o ensino consegue acompanhar. Isso ocorre notadamente no ensino técnico, base para a capacitação da mão-de-obra mais precária e que, por isso mesmo, é mais carente deste tipo de intervenção.

Diversos temas foram sugeridos e incorporados ao programa:

· Cimento e Concreto – Aspectos Práticos na Construção Civil

· Cimento e Concreto – Construções rurais

· Cimento Portland – Fabricação e Utilização

· Concreto: Lançamento, Adensamento e Cura

· Concreto Dosado em Central – Recebimento e aplicação

· Concreto de Cimento Portland

· Concreto e Meio-Ambiente

· Curso – Dosagem de Concreto

· Pavimento de Concreto – A Experiência da Itambé

· Alvenaria Estrutural – Assentamento de Blocos

· Alvenaria Estrutural – Conceitos Básicos

· Argamassa em Obra

· Assentamento de Paver

· Brainstorming

· 5 S – Qualidade na prática

· Itambé – Cimento para toda obra (palestras para revendedores)

· CAD – Concreto de Alto Desempenho

· CAA –Concreto Auto-adensável

Este programa é um serviço diferenciado da companhia que, nestes 10 anos, já treinou mais de 30 mil pessoas em mais de 2 mil palestras. É uma boa contribuição para cobrir a grande demanda de vagas para os profissionais da construção civil.
Referência:
Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de fevereiro de 2008

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Feedback e o Processo de Desenvolvimento de Pessoas na Itambé

A importância do feedback

Jonas Kyossuke Fujihara

Jonas Kyossuke Fujihara

No idioma inglês, feedback significa regeneração, realimentação, reação… Este termo tornou-se tão corriqueiro na vida organizacional que já consta no dicionário Aurélio, que o define como: realimentação e retroalimentação.

No campo de relações interpessoais, este termo é empregado quando uma pessoa dá retorno a alguém sobre algo que aconteceu, sem julgamento de valor, isto é, sem crítica positiva ou negativa.

A sua aplicabilidade é ampla. Na família, no condomínio, no clube e, principalmente no trabalho, onde todos são pagos para a construção de resultados financeiros que mantém a empresa, os empregos ou as parcerias. Dar e receber feedback eficazmente requer treinamento qualificado seguido de prática continuada. Não temos o costume de dar e receber feedback e, quando fazemos, acabamos por dar-lhes conotação de crítica, com relevante carga emocional tanto do emissor, quanto do receptor. Isso provoca, não raro, reações de mágoa e agressão, freqüentemente descambando para um jogo de convencimento – de forças de vontade, caprichos ou vaidades – no qual quanto mais o emissor se esforça para convencer, mais aumenta a desconfiança e a resistência do receptor. O que poderia ser uma excelente oportunidade de conhecimento e aperfeiçoamento pessoal e mútuo acaba transformando-se num jogo de perde-perde.

Nas organizações, o feedback tornou-se uma importante ferramenta de gestão de pessoas. Elas procuram, através do processo de feedback, o desenvolvimento do colaborador, além de dar um retorno positivo ou negativo sobre o desempenho do profissional.

Atualmente, existem cursos especializados para treinamento de gestores para dar feedback aos colaboradores. Dar feedback corretamente e obter mudança de comportamento é uma atividade complexa que requer habilidade dos gestores.

Há cerca de 15 anos, foi criado o feedback 360º para buscar o aperfeiçoamento do processo nas organizações e, hoje já se configura numa poderosa ferramenta para estabelecer planos de desenvolvimento de colaboradores. O processo de feedback 360º consiste em levantar de diferentes ângulos as percepções do comportamento individual, manifestadas por pessoas que se relacionam com o avaliado, por exemplo, o superior imediato, pares, subordinados, clientes internos ou externos.

Com base na tabulação de resultados são identificados os pontos fortes e os pontos a melhorar das pessoas avaliadas.

No final de 2006, a diretoria da Itambé decidiu realizar um Programa de Desenvolvimento Gerencial – PDG, objetivando preparar a equipe gerencial para os desafios colocados pelo mercado cada vez mais competitivo e exigente.

Para realizar o diagnóstico e identificar as competências que deveriam ser abordados no PDG foi utilizado o processo de feedback 360º. A primeira etapa do processo foi a definição pela diretoria das competências que contribuem para assegurar os resultados organizacionais, tais como: foco no cliente e qualidade, orientação para resultados, tomada de decisão, visão sistêmica da empresa, etc… Para cada competência foi estruturada uma série de perguntas em que o avaliador manifestaria sua percepção sobre o indivíduo avaliado. Outra etapa importante foi o treinamento dos avaliadores, constituído do superior hierárquico, dos pares ou clientes internos indicados pelo próprio avaliado e dos colaboradores. Num prazo de 16 dias, os gerentes, coordenadores e especialistas da empresa, num total de 72 avaliados e 288 avaliadores, completaram o processo de avaliação.

Para viabilizar este processo, foi necessário contratar um sistema eletrônico, em que os avaliadores, que tinham assegurado o anonimato, acessavam o banco de dados via internet e apontavam a sua percepção. A diretoria recebeu um relatório com a identificação dos pontos fortes e pontos a melhorar do grupo gerencial de forma coletiva. Este relatório fundamentou o Programa de Desenvolvimento Gerencial – PDG da Itambé que está em curso.

Cada avaliado também recebeu um relatório pessoal. A devolutiva individual foi realizada por uma consultoria externa que apoiou cada avaliado na elaboração do respectivo Programa de Desenvolvimento Individual – PDI, contemplando ações para desenvolvimento de competências que não serão tratadas no PDG.

O investimento em pessoas através de treinamento e desenvolvimento tem sido uma ação importante na Itambé. A reciclagem e aprendizagem de novos conhecimentos garantem o crescimento e melhoria contínua da Empresa. O feedback passou a ser uma ferramenta vital para este processo.

Jonas Kyossuke Fujihara – Gerente de Gestão de Pessoas da Itambé.
Referência:
Créditos: Jonas Kyossuke Fujihara

Publicado por: Itambé Empresarial em 17 de janeiro de 2008

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Investment Grade – Grau de Investimento

O que é Investment Grade?

O objetivo dos países e empresas que buscam atrair capital estrangeiro, assim como financiamento no mercado externo com taxas atrativas, é obter a classificação de Grau de Investimento.

Uma definição simplificada é dizer que Grau de Investimento é uma nota conferida por agência de risco a um país ou empresa para atestar sua capacidade de honrar seus compromissos financeiros.

Entre essas agências, as principais são Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s.

Essas notas (rating) seguem uma escala, conforme a tabela abaixo:

Em maio de 2007, a Fitch e a Standard & Poor´s elevaram o rating do Brasil para BB+ (rating especulativo). Em agosto do mesmo ano, foi a vez da Moody´s rever o rating brasileiro, de Ba2 para Ba1 (rating especulativo).

Hoje o Brasil se encontra a um degrau da nota Grau de Investimento. Na América Latina, apenas o Chile (desde 1992) e o México (desde 2000) possuem ratings como Grau de Investimento.

No Brasil, várias empresas detêm rating de Grau de Investimento. Bons exemplos são: Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Vale, Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), Banco Itaú, Votorantim Celulose e Papel (VCP), Gerdau e Banco Bradesco.

O que falta para o Brasil chegar a Grau de Investimento?

Para o Brasil receber esta nota, é preciso principalmente reduzir as dívidas externa (U$196,2 bilhões1) e pública (R$ 1,128 trilhões2). Em 1999, a dívida externa brasileira era aproximadamente 200% superior às exportações do país. Hoje, essa relação caiu para 34%. Além disso, a relação dívida pública/PIB ainda possui um valor elevado, em torno de 43%. Os países classificados como BBB (Grau de Investimento), para a mesma equação, possuem em torno de 28%.

Embora no Brasil a perspectiva de responsabilidade fiscal e monetária seja positiva, ainda é necessária a realização de reformas que possibilitem alavancar e sustentar as taxas de crescimento econômico.

Apesar do desempenho positivo do PIB brasileiro, que no período de janeiro a setembro de 2007 foi de 5,3%, correspondendo a R$ 645,2 bilhões, a atividade econômica ainda se encontra em patamares inferiores aos de países que possuem Grau de Investimento, e mesmo àqueles que possuem o mesmo rating que o Brasil.

Isso significa que o índice de crescimento do país é inferior ao que o mundo está oferecendo.

Quais as vantagens de obter o Grau de Investimento?

Quando o país obtém o Grau de Investimento, ele demonstra mais organização e controle de suas contas públicas, além de melhorar a qualidade destes gastos. Porém, mais importante que a obtenção do Grau de Investimento é a sua manutenção, pois somente isto irá assegurar a permanência de recursos não especulativos.

Confira as principais vantagens do Grau de Investimento:

A melhora dos fundamentos econômicos é reconhecida pelas principais agências de risco;

- Controles nas contas públicas e externas;

- O aumento do Investimento Estrangeiro Direto (IED);

Historicamente, todos os países que alcançaram o Grau de Investimento tiveram um aumento do IED.

No México, por exemplo, o aumento foi de 10,40% no ano anterior ao Grau de Investimento. Em 2000, ano da classificação, os investimentos aumentaram 29,70%. Essa mesma tendência ocorreu em outros países que alcançaram o Grau de Investimento, como: África do Sul, que obteve um aumento de 290%; a Bulgária, com aumento de 214%; a Rússia, com aumento de 354%; e a Romênia, com 252% de aumento de IED.

Boa parte desse aumento deve-se aos grandes fundos de pensão dos EUA e Europa, que têm algumas centenas de bilhões de dólares em caixa e que, devido a sua política de investimento, só podem aplicar esses recursos em países com Grau de Investimento.

- Em relação à Bolsa de Valores, verificou-se um aumento e continuidade nos fluxos de capitais externos e queda na volatilidade;

- A obtenção de empréstimos mais baratos nos mercados internacional e nacional, com reflexo no mercado interno.

Caso o Brasil consiga fazer bem sua lição de casa, as previsões mais conservadoras dão conta de que, no máximo até 2009, o Grau de Investimento será obtido.

1Fonte Banco Central – valores referente a novembro/2007
2Fonte Banco Central – valores referente a novembro/2007

Alguns links interessantes sobre o tema:

http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT

http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

Economia em Dia

Referência:
Créditos: Ricardo Israel – Gerente Financeiro da Itambé

Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de novembro de 2007

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Histórico da manutenção

A evolução e as estatísticas da área no Brasil
O segmento de manutenção apresentou evolução significativa ao longo dos últimos 70 anos. Desde os anos 30, a manutenção passou por três gerações, conforme citam os autores KARDEC e NASCIF:

Primeira Geração: Antes da 2a guerra mundial, numa época em que a indústria era pouco mecanizada, com equipamentos simples e superdimensionados. A produtividade não era prioritária, com o foco voltado para a Manutenção Corretiva;

Segunda Geração: período da 2a guerra até os anos 60, ocorreu uma pressão por produção, com pouca disponibilidade de mão-de-obra para a indústria. Com a forte mecanização e a maior complexidade das instalações industriais, exigiu-se disponibilidade e confiabilidade de máquinas para a produção (evitar falhas). Surgiu a Manutenção Preventiva, com intervenções programadas em intervalos pré-definidos. Com isto, os custos de manutenção e a necessidade de investimentos em peças de reposição, passaram a destacar-se, forçando as empresas a melhorar suas programações, criando-se os Sistemas de Planejamento e Controle de Manutenção (PCM).

Terceira Geração: a partir da década de 70, as paradas na produção começaram a ter repercussões, diminuindo a produtividade e afetando o custo dos produtos. A aplicação de preventivas sistemáticas, com paradas de máquinas para revisão, nem sempre se adaptava ao processo industrial. Começava a surgir a “Manutenção sob Condição”, ou Manutenção Preditiva. Iniciou-se a interação entre as fases projeto, fabricação, instalação e manutenção de equipamentos com a disponibilidade exigida no processo industrial.

Empresas com modernos sistemas de manutenção e que exigem altos índices de disponibilidade de equipamentos, como a Cia de Cimento Itambé, adotam os conceitos de Preditiva, com forte ênfase em Planejamento e Controle de Manutenção e Técnicas de Inspeção Preditiva.

ESTATÍSTICAS

A Função Manutenção responde por uma significativa alocação de recursos dentro das empresas. Em 2003, estes dispêndios montavam 4,27% do PIB brasileiro ( No mundo : 4,12 % ). Isto siginifica, que a atividade Manutenção no Brasil, consome anualmente R$ 56 Bilhões. Destes, 59% é gasto em mão de obra ( empregos diretos ). Além disto, 63% da mão de obra empregada é qualificada, nivel técnico e superior.

Segundo a Associação Brasileira de Manutenção ( Abraman ), em pesquisa realizada em 2003:

- Mão de Obra
Com a evolução tecnológica, veio a necessidade de aprimoramento técnico do pessoal de manutenção. Daí a razão de 7,3% do efetivo de manutenção ter nível superior, 15% nível técnico e 40,7% de profissionais que de alguma forma tiveram cursos de qualificação ( Senai, Sesi, etc ).

- Custos de manutenção
O orçamento de manutenção das empresas tem 59 % de gastos com Mão de obra de pessoal e 32% de gastos com materiais. Os materiais de manutenção em estoque ( peças de reposição ) representam 11,5% do custo total de manutenção

- Disponibilidade Operacional
Máquina produzindo é o que interessa. Atualmente, a média de Indisponibilidade de máquina para a produção, devido a quebras está em apenas 5%.

Referência:
Créditos: Dionísio Veiga Neto

Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de outubro de 2007

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Ambiente seguro e saudável

Gestão da Saúde e Segurança Integrada à Qualidade e ao Meio Ambiente

A busca pela excelência e superação de seus objetivos sempre marcou a trajetória da Cia. de Cimento Itambé e é sem dúvida o agente dos nossos sucessos.

Confira abaixo um histórico dos certificados obtidos:
A primeira certificação ISO da Itambé foi conquistada no ano de 1996 na norma de Gestão da Qualidade ISO 9002 e no ano de 2002 fomos a 1ª cimenteira do Brasil a converter o certificado para a versão 2000 da norma que, além de outros novos requisitos, passou a exigir também a melhoria contínua como compromisso das empresas certificadas.

Como a preocupação da Itambé não fica restrita às questões de Qualidade de seus processos e a conseqüente superação das expectativas de seus clientes, em 2003, a companhia foi recomendada à certificação ISO 14001 que trata das questões Ambientais. Neste mesmo ano, fomos a 4ª empresa no Mundo a receber 4 estrelas na primeira auditoria internacional no então sistema NOSA de gestão de Saúde e Segurança.

Em 2004 houve uma revisão na norma ISO 14001 que passou também a exigir a comprovação da busca pela melhoria contínua no desempenho da gestão Ambiental e em 2005 fomos a 1ª empresa no Brasil indicada para certificação na norma revisada.

Em 2005 fomos certificados na versão 1.999 da norma internacional de Saúde e Segurança OHSAS 18001 (Occupational Health and Safet Assessment Series) e no SIG – Sistema Integrado de Gestão que consolidou em um único sistema a certificação nas normas ISO 9001:2000, ISO 14001:2004 e na OHSAS 18001:1999.

Após termos sido os primeiros do Brasil indicados para a ISO 9001 versão 2000 e para a ISO 14001 versão 2004, após auditoria realizada de 10 a 12 de Setembro, recebemos a 1ª indicação no Brasil, pela SGS ICS Certificadora, para a certificação na OHSAS 18001, versão 2007.

A norma OHSAS 18001 versão 2007 passou por uma revisão objetivando ficar mais alinhada às normas ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004. Em 2005, o grupo de trabalho da OHSAS começou o processo de revisão da versão de 1999.

A OHSAS 18001 é uma especificação para sistemas de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho, desenvolvida por um grupo independente de organismos de certificação e organizações de padronização internacionais.

A revisão inicial teve sua minuta publicada para consulta pública em Janeiro de 2006. Após a análise crítica dos 500 comentários recebidos, durante um novo encontro do grupo de trabalho em Madrid, em novembro de 2006, foi publicada uma segunda minuta.

O grupo de trabalho da OHSAS se encontrou novamente em Shanghai, China, em Março de 2007. Os comentários acerca dessa segunda minuta foram analisados e estabeleceu-se um consenso para a versão final.

Oficialmente publicada em 01 de julho de 2007, a nova OHSAS 18001:2007 está mais alinhada às normas ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004, mantendo a mesma ordem de requisitos e a maioria das mudanças da ISO 14001:2004. Isso deverá facilitar a integração dos sistemas de gestão e aumentar o interesse pela OHSAS, muito mais orientada a resultados.

Mudanças mais relevantes na nova versão 2007:

- Foi dada maior ênfase à “saúde” em equilíbrio com a “segurança” (no que compete a avaliação de perigos e riscos e seus controles).

- Modelo PDCA de melhoria contínua.

- Houve em toda a norma uma melhoria significativa no alinhamento com a ISO 14001:2004 e a ISO 9001:2000.

- Foi incluída uma nova seção sobre avaliação do atendimento de requisitos legais.

- Foram incluídos novos requisitos para a investigação de acidentes.

- Na Política assim como nos Objetivos e Metas, passa a ser mandatório que seja explicitado os objetivos gerais da empresa para com os resultados da gestão da saúde e segurança.

Resultados práticos

Como resultado da implementação do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança integrado aos Sistemas de Gestão Ambiental e de Qualidade, podemos afirmar que hoje temos uma eficaz sistemática de levantamento e gestão dos riscos associados à nossa atividade. E, como principal conquista, o número de acidentes de trabalho com afastamento por mais de um turno envolvendo funcionários Itambé caiu de 2 por mês, em média, em 1999 para zero em 2007. Nosso recorde atual é de 659 dias sem acidentes com afastamento.

Ser a 1ª empresa no Brasil recomendada também para esta norma vem coroar o esforço de todos para assegurarmos um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e saudável.
Referência:
Créditos: Rogério Lunardon – Gerente da Qualidade da Itambé

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