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Publicado por: Cimento Itambé em 3 de março de 2010

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Construção civil se mobiliza para formar mão de obra

Falta de profissionais ameaça frear o crescimento do setor

O aquecimento da construção civil é uma realidade no país. O otimismo, porém, esbarra na falta de profissionais, sobretudo qualificados. A carência atinge tanto o segmento imobiliário residencial quanto o de obras pesadas de infraestrutura.

A questão é tão séria que o problema foi o segundo mais citado entre as empresas pesquisadas na Sondagem da Construção Civil, divulgada no início de fevereiro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A escassez de mão de obra perde apenas para a elevada carga tributária entre os fatores mais preocupantes para o crescimento do setor.

Euclésio Finatti

O engenheiro civil Euclésio Finatti, vice-presidente da área de Política e Relações do Trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), lembra que, durante muitos anos, trabalhadores da construção civil migraram para outras áreas, buscando oportunidades melhores. “Não havia incentivos para que os profissionais continuassem trabalhando na construção. E, sem estímulos, eles não davam sequência a uma formação profissional e acabavam mudando de emprego” avalia. Ele acrescenta ainda as precárias condições de trabalho no canteiro de obras e a baixa remuneração como fatores que contribuíram para a evasão destes profissionais.

O cenário, porém, já não é mais o mesmo. As condições de trabalho de uma maneira geral melhoraram muito nos últimos anos e os salários estão aumentando cada vez mais. “Hoje as empresas são obrigadas a cumprir uma série de normas que regulamentam o trabalho no canteiro de obras, dando condições mais dignas e seguras ao trabalhador” observa Finatti. No entanto, ele ressalta que a falta de informações sobre a realidade atual ainda impede que muitos jovens vejam a construção civil com outros olhos e a encarem como sendo uma boa oportunidade. 

Capacitação

A necessidade de contratar funcionários qualificados se dá também pela modernização das técnicas construtivas, as quais exigem conhecimentos sobre a utilização de novos materiais e equipamentos. Por isso a capacitação torna-se fundamental. 

Um dos maiores desafios para governo, empresas e entidades do setor, é a capacitação profissional em massa. Diversas iniciativas estão sendo tomadas, mas ainda estão longe de acompanhar o ritmo necessário para atender a demanda. “Precisamos buscar alternativas mais inteligentes para atrair esses profissionais” ressalta o representante do Sinduscon-PR.

Ele cita a implantação do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ) da Construção Civil, iniciativa do governo federal executada por estados e prefeituras, exclusiva para beneficiários do Bolsa Família. “O plano em si é muito bom. Mas infelizmente muitas vagas do PlanSeQ no Paraná não foram preenchidas por falta de interesse da população” lamenta.

Esta, inclusive, é uma das críticas que o engenheiro civil faz em relação à postura dos trabalhadores. “Falta comprometimento por parte dos profissionais. Ainda são poucos os que buscam ou que aceitam ser capacitados”. Para o engenheiro esta é uma “crise genérica de competência”, que atinge não só os trabalhadores da base da pirâmide, mas também os profissionais de formação superior.

Além de pedreiros, carpinteiros e eletricistas, Finatti revela que as construtoras também estão à procura de engenheiros qualificados. “Está muito difícil achar bons profissionais” garante. Segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2015, o total de arquitetos e engenheiros não suprirá a demanda de empregos em suas áreas. Isso acontecerá se a proporção entre pessoas formadas nas áreas de engenharia, produção e construção e o estoque de empregos formais nas ocupações típicas continuar na razão de 3,5.

Soluções

Entre as possíveis soluções está a capacitação da mão de obra feminina. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-PR, o interesse das mulheres pela área da construção vem aumentando. Prova disso é a crescente participação delas nos cursos ofertados. “Já está comprovado que as mulheres são mais cuidadosas, especialmente nos trabalhos de acabamento” exemplifica.

A possibilidade de ampliar a oferta de treinamentos no próprio canteiro de obras também poderia, na opinião de Finatti, contribuir para uma maior adesão dos trabalhadores. “Não são todos os profissionais que têm disposição para encarar um curso no período da noite, após um dia exaustivo de trabalho. E mesmo os que se dispõem a fazer, acabam não aproveitando tudo o que poderiam por estarem muito cansados” acredita.

Sobram vagas na construção

Entre as funções com maior escassez de mão de obra estão:
* Ferreiro
* Servente
* Pedreiro
* Carpinteiro
* Eletricista
* Operador de máquina
* Técnicos e profissionais especializados em alvenaria, concreto, aplicação em revestimentos cerâmicos, montagem de estruturas metálicas e instalação predial. 
* Profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos.
* Engenheiros 
* Topógrafos

PlanSeQ

Saiba mais o PlanSeQ, programa do governo em parceria com ongs e entidades privadas,  que oferece cursos gratuitos de qualificação na área da construção civil.

Contato: Assessoria de imprensa Sinduscon-PRimprensa@sindusconpr.com.br
 
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Publicado por: Cimento Itambé em 3 de março de 2010

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Pesquisa revela grande oferta de vagas na construção civil

Levantamento da FIRJAN mostra que mercado terá demanda alta pelo menos até 2015, por conta do déficit habitacional e das obras de infraestrutura

Pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) mostra que até 2015 aumentará a procura por profissionais ligados à construção civil, às áreas de tecnologia de manufatura, moda, criatividade, panificação e confeitaria. As habilidades pessoais, os conhecimentos técnicos e as inovações tecnológicas das profissões industriais que estão em alta no mercado poderão ser vistas na 6.ª Olimpíada do Conhecimento, o torneio de educação profissional que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizará de 9 a 14 de março no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento reunirá 562 estudantes de cursos de educação profissional que competirão em 41 ocupações industriais e cinco dos setores de comércio e serviços.

Conforme o estudo da FIRJAN, que traça a expectativa de 415 empresários que empregam mais de 495 mil trabalhadores, haverá, até 2015, uma grande oferta de vagas para carreiras como marcenaria, eletricidade predial, construção em alvenaria e aplicação de revestimento cerâmico. O crescimento do emprego na construção civil ocorrerá em todo o país, de forma homogênea, avalia o gerente do Observatório Ocupacional do SENAI, Márcio Guerra. Segundo ele, a expansão do setor se deve à retomada dos investimentos públicos e privados em obras de infraestrutura.

Dentro da área de construção civil, há demandas por diversos perfis profissionais. “Na parte de construção e edificações, destacam-se os profissionais especializados em alvenaria, aplicação em revestimentos cerâmicos e instalação predial. Para as obras de infraestrutura, as demandas são por profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos e concreto e montagem de estruturas metálicas”, aponta Guerra.

Segundo ele, para receber a Copa do Mundo, por exemplo, deverão ser investidos mais de R$ 20 bilhões em telecomunicações. “É uma exigência da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que todas as áreas ao redor dos estádios ofereçam telefonia e internet. Ou seja, essas cidades precisarão capacitar profissionais na área de telecomunicação”, diz Guerra.

Ele explica ainda que os investimentos em habitação e infraestrutura e mais a preparação do país para a Copa do Mundo provocarão mudanças significativas na estrutura industrial do país. Nos estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, regiões que estão montando parques industriais, devem surgir oportunidades de empregos nas áreas de confecção, alimentos e manutenção mecânica.

Conforme a pesquisa da FIRJAN, até 2015, também deve crescer a oferta de empregos para profissionais das áreas de tornearia mecânica, fresagem, desenho mecânico, soldagem, eletrônica industrial e mecânica de manutenção. Outras áreas promissoras para quem quer garantir um emprego são as de design de moda, joalheria, confecção de roupas e calçados. O mercado também tem espaço para padeiros e confeiteiros.

A exemplo de outras pesquisas feitas pelo SENAI, o estudo da FIRJAN, cujo resumo está na nota técnica em anexo, antecipa as tendências do mercado de trabalho. Com isso, é possível planejar investimentos em educação profissional e oferecer cursos com perfil adequado às necessidades das empresas.

Fonte: Assessoria de imprensa da FIRJAN

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Publicado por: Cimento Itambé em 17 de fevereiro de 2010

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Cresce otimismo na indústria de materiais de construção

Em fevereiro, segundo termômetro da associação, 78% dos fabricantes estavam confiantes no desempenho das vendas

O cenário da indústria de materiais de construção aponta para a superação da crise financeira internacional. De acordo com o termômetro da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) – sondagem realizada entre as empresas que fazem parte da associação -, 78% dos fabricantes de materiais estão otimistas quanto ao desempenho das vendas no curto prazo, para o mês de fevereiro. No mês anterior, esse indicador era de 71%.

O índice de otimismo é de 75% quanto às ações do governo voltadas para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. “A prorrogação da desoneração do IPI reduzido e a proximidade do início de projetos para a Copa do Mundo são fatores determinantes para essa recuperação”, comenta Melvyn Fox, presidente da entidade. “Também influencia a retomada do número de empreendimentos oferecidos pelas construtoras.”

A perspectiva de atendimento à demanda segue estável. De acordo com o termômetro, o nível de capacidade instalada utilizado está em 86%. “Isso ainda não é preocupante, mas é um sinal de alerta de que investimentos na capacidade de produção serão necessários em breve”, lembra Fox. Cerca de 60% das indústrias de materiais têm pretensão de investir nos próximos 12 meses. Houve crescimento em relação a janeiro de 2009, auge da crise, quando apenas 37% planejavam investir.

Fonte: ABRAMAT

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Publicado por: Cimento Itambé em 2 de fevereiro de 2010

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Quem é o consumidor de materiais de construção

Setor deve continuar investindo em capacitação profissional para atender a um público cada vez mais exigente

Além de conhecer plenamente todas as características e funcionalidades de cada produto, quem comercializa materiais de construção também deve ficar atento ao perfil dos seus consumidores. Saber como o comprador se comporta no ponto de venda é fundamental para direcionar tanto as ações de comunicação da marca como a própria postura dos vendedores.

Kátia Matias, gerente da Doutores da Construção

Para a profissional de Marketing, Kátia Matias, Gerente Geral da Doutores da Construção, “ PDV é o local onde opções podem ser comparadas, no entanto, somente com um bom apoio de um vendedor treinado e conhecedor dos produtos que vende, o consumidor conseguirá sair da loja com o produto certo para a sua necessidade”, analisa.

De acordo com a pesquisa “Comportamento do Consumidor em Lojas de Materiais de Construção e Home Centers”, realizada pelo POPAI Brasil em 2009, 71% dos consumidores finais decidem a compra direto no ponto de venda. Já entre os consumidores profissionais, 56% das decisões de compra são tomadas no PDV. Considerando estes dados, compreende-se que, quanto mais informações o consumidor tiver, mais seguro ele ficará ao optar entre um ou outro produto.

A pesquisa do POPAI identificou também que o sistema de auto-serviço, no qual o próprio cliente escolhe o produto na prateleira sem a intervenção de um vendedor, ainda não é tão habitual no Brasil. Segundo a pesquisa, a preferência dos consumidores é pelo contato direto com o vendedor. A partir desta informação conclui-se que o investimento e a capacitação da equipe de vendas continuam sendo diferenciais importantes para a decisão de compra.

Cesar Luiz Gonçalves, presidente do Simaco

Para Cesar Luiz Gonçalves, presidente do Simaco (Sindicato do Comercio Varejista de Materiais de Construção no Paraná) e Vice–Presidente da Fecomercio (Federação do Comercio do Paraná), o vendedor de materiais de construção é encarado muitas vezes como um consultor e, por isso, deve estar muito bem preparado. “O consumidor espera que o vendedor ofereça a ele o melhor produto para a sua necessidade, pelo menor custo possível” diz.

Segundo Kátia Matias, um bom profissional de vendas é aquele que conhece bem o sistema construtivo e pode ajudar o consumidor a identificar o que ele realmente precisa para que sua construção ou reforma seja concluída de maneira eficiente e sem desperdício. “Capacitar esse profissional de vendas é muito importante, e a Doutores da Construção vem trabalhando fortemente nisso em conjunto com as lojas e com as indústrias”.

Lidando com diferentes perfis

O setor de materiais de construção tem a característica peculiar de ter que lidar com dois públicos bem definidos: os “consumidores domésticos” e os “consumidores profissionais”.

O profissional, seja ele um arquiteto, engenheiro ou mestre de obras, costuma ser mais exigente, especialmente quanto à qualidade do produto, por estar habituado com a utilização dos materiais de construção em seu dia a dia. A gerente da Doutores da Construção sugere que o ideal é que os vendedores conheçam tecnicamente as soluções das indústrias e possam apoiar o momento da compra, levando ao consumidor profissional informações relevantes sobre as diferentes opções do mercado.

“Dificilmente o profissional aceita ser atendido por um vendedor que tenha menos conhecimento que ele” acredita Cesar Luiz Gonçalves. Já em relação ao consumidor final, ele diz que o vendedor tem a tarefa de “vender a realização de um sonho”. 

Mesmo ainda havendo a predominância de consumidores homens, é importante que o setor também esteja preparado para atrair e fidelizar o público feminino. Kátia Matias afirma que as mulheres influenciam bastante a compra de materiais de construção, principalmente no que se refere aos materiais de acabamento. “No geral, o que temos notado é um aumento do número de mulheres nesse mercado, inclusive entre aquelas que buscam um conhecimento profissional para atuação no setor. Temos em torno de 3% da base de profissionais treinados pela Doutores da Construção composto pelo público feminino” exemplifica.

O presidente do Simaco concorda que as mulheres preocupam-se mais com a estética, enquanto os homens são mais focados nos custos. Segundo Gonçalves, o vendedor deve estar apto a apresentar a elas os valores agregados de cada produto.

Em relação à classe social, o estudo mostrou que a maior parte dos compradores de material de construção é da classe B, representada por 52%; seguida pelas classes C, com 31%, A, com 14% e D, com 3%. Na avaliação de Kátia, as expectativas positivas de retomada de crescimento, de emprego e o próprio PAC auxiliarão o mercado e farão com que as vendas aumentem em todas as classes, inclusive entre as mais baixas.

Cesar Luiz Gonçalves ressalta ainda a importante participação no mercado do “consumidor formiguinha”, aquele que, aos poucos, vai comprando os materiais e realizando, sozinho ou com serviço terceirizado, a reforma ou a construção da casa própria.  “É esse consumidor que garante a sobrevivência das pequenas lojas de materiais existentes nas periferias e seu potencial deve ser considerado” diz.

Contatos:
Doutores da Construção: italo.genovesi@ketchum.com.br
Simaco: simacopr@simaco.com.br

Texto complementar
Doutores da Construção é uma plataforma de negócios que se utiliza de técnicas de treinamento, relacionamento e fidelização, tendo como objetivo principal melhorar a experiência do consumidor. O trabalho é focado nos profissionais instaladores que atuam na construção civil – pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas, além dos vendedores de lojas de materiais de construção. O programa disponibiliza treinamento para este público por meio de salas de aulas nas lojas credenciadas, utilizando um sistema de transmissão ao vivo via satélite.

Os profissionais passam por uma avaliação teórica, todos os treinados têm o seu nome disponibilizado no site www.doutoresdaconstrucao.com.br. Também podem ser obtidas informações sobre profissionais, lojas e a Comunidade, pelo telefone (11) 3103-2900.

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Publicado por: Cimento Itambé em 2 de fevereiro de 2010

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Imóveis financiados com poupança batem recorde em 2009

Dados da Abecip revelam que o valor financiado chegou a R$ 34,017 bilhões, o que representa crescimento de 13,3% em relação a 2008

O financiamento imobiliário com recursos da poupança foi recorde em 2009, em valor e em número de unidades, segundo divulgou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O valor financiado chegou a R$ 34,017 bilhões, o que representa crescimento de 13,3% em relação aos R$ 30,032 bilhões de 2008. Foram financiadas 302.680 mil unidades, superando as 299.746 mil do ano anterior, que também tinha sido recorde.

O crédito habitacional com recursos da poupança deve crescer 50% em 2010 na comparação com o ano passado, conforme projeção da Abecip, chegando a R$ 45 bilhões. A entidade estima, ainda, financiamento recorde de 400 mil a 450 mil unidades. O crédito imobiliário com recursos de poupança aumentou 51% no mês de dezembro, para R$ 3,829 bilhões. O número de unidades financiadas foi de 31.688 mil – 24,45% acima do registrado em dezembro de 2008.

Em dezembro, a Abecip afirmou, em nota, que o desempenho dos financiamentos com recursos da poupança em 2009 deveria ser “ainda melhor que o de 2008″. A projeção representava melhora em relação à estimativa divulgada em agosto pela entidade de crédito imobiliário de, no mínimo, R$ 30 bilhões.

No ano passado, a captação líquida (depósitos menos retiradas) dos recursos da poupança destinados ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) aumentou 11,05%, para R$ 23,805 bilhões. Em dezembro, a captação líquida cresceu 2,92%, para R$ 7,164 bilhões.

Fonte: Abecip

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Publicado por: Cimento Itambé em 2 de fevereiro de 2010

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Construtoras descobrem a terceira idade

Projeto criado na Universidade Federal de São Paulo adapta apartamentos às pessoas com mais de 60 anos
 
Novos empreendimentos começam a propor construções que levem em conta as necessidades da terceira idade. Isso surge em função da demanda, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que, até 2025, a população brasileira terá cerca de 32 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Pensando nesse público, e em seu potencial de compra, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Tecnisa, desenvolveu o projeto “Construindo com Consciência Gerontológica”.

O trabalho foi conduzido por um grupo multidisciplinar, formado por professores da universidade, arquitetos, engenheiros, gerontólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, e consiste em adaptar plantas às normas de acessibilidade da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O resultado prático criou menos escadas e mais rampas; facilitou o acesso às piscinas; implantou fechaduras invertidas e pisos opacos e antiderrapantes nos banheiros; eliminou os cantos vivos e tornou mais largas as áreas de circulação e os vãos das portas.

Naira Dutra Lemos, da Unifesp

Naira Dutra Lemos, da Unifesp

A coordenadora do projeto foi a gerontóloga Naira Dutra Lemos, da Unifesp, que levou em consideração os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), que aponta que as quedas em ambientes domésticos lideram as estatísticas de acidentes envolvendo pessoas da terceira idade. “O índice é tão alto que a Organização Mundial da Saúde já criou o Dia Mundial de Ação contra Quedas, que é em abril, exatamente para combater ambientes que ofereçam risco para os idosos. Então, uma das preocupações do projeto foi atentar para os pisos antiderrapantes, sobretudo nos banheiros”, afirmou a médica.

Naira Dutra Lemos chama a atenção para o fato de que o programa “Construindo com Consciência Gerontológica” não inviabiliza que idosos e jovens convivam no mesmo imóvel adaptado para a terceira idade. “O projeto é útil também para quem têm crianças pequenas, e hoje é muito comum em uma casa ou em um apartamento residirem um senhor ou uma senhora de 70, 80 anos e uma criança de 3, 4 anos”, diz.

A gerontóloga elenca as principais reclamações dos idosos com relação às habitações:

* Prédios baixos, de até cinco andares, pecam pelo excesso de escadas e a ausência de rampas e elevadores.
* Algumas edificações, sobretudo as mais antigas, não possuem rampas que deem acesso à entrada do prédio. Neste caso, um idoso ou um cadeirante sente muitas dificuldades para ingressar no imóvel.
* Vãos das portas estreitos, que dificultam o tráfego interno de um idoso que, por ventura, precise do auxílio de um andador, cadeira de rodas ou até mesmo bengala.
* Banheiros sem pisos antiderrapantes e com poucos pontos de apoio, como barras de segurança, principalmente na área do banho.
* Ambientes com iluminação precária, que facilitam os tropeços, esbarrões e, consequentemente, as quedas.
* Portas com fechaduras sem alça, o que dificulta o apoio e o manuseio.
 
A especialista avalia que a nova preocupação das construtoras com a terceira idade tem a ver com um novo posicionamento do mercado. No Brasil, já é comum pessoas com idade acima de 60 anos continuarem plenamente ativas e com renda média até superior aos mais jovens. “A medicina evoluiu, a tecnologia evoluiu e o idoso também evoluiu. Ele hoje é tão consumidor quanto um adulto de 30 anos. Por isso, passou a exigir acessibilidade adequada e habitações adaptadas a ele”, diz Naira Dutra Lemos, lembrando que o idoso já enfrentar condições difíceis quando sai de casa, com calçadas irregulares, e o mínimo que pode exigir é que a construção civil lhe ofereça conforto em casa.

Portas com fechaduras invertidas facilitam o apoio e evitam quedas

Portas com fechaduras invertidas facilitam o apoio e evitam quedas

Áreas sem desnível com boa luminosidade ajudam a evitar quedas

Áreas sem desnível com boa luminosidade ajudam a evitar quedas

Banheiros com pisos antiderrapantes e barras de apoio são os mais requisitados pelos idosos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevistada: Naira Dutra Lemos: nairadutra@uol.com.br

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Publicado por: Cimento Itambé em 19 de janeiro de 2010

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Norma amplifica responsabilidade na engenharia

Profissionais da construção civil nunca estiveram tão atentos à responsabilidade legal das obras.

Cresce no setor construtivo a importância de conscientizar os profissionais sobre a responsabilidade na construção civil. Em 2009, publicações e palestras sobre o tema foram alguns dos mais procurados por engenheiros, arquitetos, projetistas e construtores em geral, além de fabricantes de materiais.

O objetivo dos interessados era conhecer as restrições, as limitações e as responsabilidades importantes a serem respeitadas e seguidas, quando da atividade de construir, para minimizar os riscos de desagradáveis ações judiciais.

Rone Antônio de Azevedo

Rone Antônio de Azevedo

Autor do livro Responsabilidade dos Engenheiros e Arquitetos, Rone Antônio de Azevedo é um dos palestrantes mais requisitados no Brasil para falar do assunto. Engenheiro civil e especialista em avaliações e perícia da engenharia, entre outras formações, Rone trata, em sua obra, de forma didática das principais dúvidas do setor.

Nela, ele examina as atividades de avaliação de imóveis, a perícia de edificações, a inspeção predial, as principais ações no Direito de construir, a crescente importância da Engenharia Legal e sua relação com o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor, além das normas técnicas correlatas e resoluções do sistema Confea/Crea.

Na entrevista concedida, Rone Antônio Azevedo pincela trechos relevantes de seu livro e mostra o quão importante é que os profissionais do setor estejam atentos às normas de construção civil, sobretudo a partir de maio deste ano, quando entra em vigor a norma técnica NBR 15575/08 Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho, da ABNT. Confira:

Qual a diferença entre as responsabilidades de meio e de resultado para o exercício profissional dos engenheiros e arquitetos?

A diferença está na forma de atuação dos engenheiros e arquitetos. Enquanto profissionais liberais, eles possuem responsabilidade de meio. Quando exercem a atividade técnico-econômica da construção há responsabilidade de resultado.

A responsabilidade de meio obriga aos engenheiros e arquitetos a empregarem seus conhecimentos para alcançarem o resultado final, conforme a boa técnica e a ética profissional. Mas não são obrigados a assegurar o “zero defeito” ou total ausência de falhas. Eles lidam com a incerteza das teorias, dos modelos de cálculo, das técnicas de construção, do comportamento dos materiais, das ações humanas e da natureza. Os profissionais minimizam os riscos seguindo as orientações das normas técnicas e adotando boas práticas de projeto, execução e manutenção.

Exemplificando, nenhum projetista de barragens, por mais competente que seja, pode garantir com 100% de confiabilidade a segurança contra rompimento por enchentes. Geralmente, para grandes obras, trabalha-se com a probabilidade de ocorrer uma grande cheia a cada dez mil anos – período de retorno decamilenar.

Outro exemplo: a estrutura mista aço-concreto das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, foi calculada para resistir à colisão de aeronaves do porte do modelo Boeing 707. No entanto, as torres desabaram em 11 de setembro de 2001 quando houve o impacto da aeronave Boeing 767, cerca de 20% maior do que o Boeing 707. Richard M. Kielar, porta-voz da Tishman Realty & Construction Co., gerente de construção do projeto original afirmou que “nenhuma estrutura poderia ter suportado esse tipo de ataque”. Esse trágico acontecimento revela que sempre haverá incerteza nos projetos, por melhor elaborados que sejam.

Na responsabilidade de resultado, engenheiros e arquitetos desenvolvem atividade técnico-econômica de construção ou incorporação com resultados e garantias legais. Estão obrigados a executarem e entregarem obras sem vícios construtivos e defeitos, sendo o último prejudicial à solidez e segurança da edificação. O Código de Defesa do Consumidor veda ao construtor ou incorporador colocar no mercado apartamentos e casas nessas condições, por exemplo.

A responsabilidade de meio é subjetiva, devendo ser provada a negligência, imprudência ou imperícia do engenheiro ou arquiteto. A responsabilidade de resultado é objetiva, ou seja, independe de prova, sendo suficiente a relação direta entre o dano e as potenciais causas. O ônus da prova é invertido no último caso, suportado pela sociedade ou firma estabelecida pelos engenheiros e arquitetos para a atividade de construção.

Confira, ao final da entrevista, mais informações sobre as responsabilidades que envolvem a construção civil.

A norma técnica NBR 15575/08, da ABNT, que trata do desempenho das edificações habitacionais de 5 pavimentos, entrará em vigor em maio de 2010. Ela altera algo na responsabilidade civil na construção civil?

A norma técnica NBR 15575/2008 estabelece critérios de desempenho e qualidade para os diferentes sistemas construtivos para edificações habitacionais com até cinco pavimentos. É a primeira norma brasileira de desempenho, com ênfase à sustentabilidade, manutenção periódica e rastreabilidade dos componentes das edificações. Sua adoção será compulsória a partir de 12 de maio de 2010.

De acordo com essa norma, os projetos devem ser elaborados prevendo explicitamente a vida útil mínima para cada sistema da construção. A durabilidade mínima para a estrutura e revestimentos externos será de 40 anos; para instalações hidrossanitárias e revestimentos internos, a duração deve ser igual ou superior a 20 anos. Esses valores da durabilidade dos componentes das edificações são apenas referência para o projeto e não valem como prazos de garantia.

O Anexo D da NBR 15575/2008 informa os prazos de garantia, fixados entre 1 a 5 anos conforme cada sistema, iniciando-se sua contagem a partir da data de expedição do habite-se. Por exemplo, as instalações hidrossanitárias e de gás devem ser estanques, sem vazamentos, durante o prazo de 5 anos após a entrega da edificação; a pintura possui garantia de 2 anos contra alteração de cor ou deterioração de acabamento.

Esses prazos não existiam na legislação em vigor e orientarão a realização de inspeções prediais, perícias e demandas judiciais. Vale lembrar que até a entrada em vigor da NBR 15575/2008, existia a garantia obrigatória de cinco anos para defeitos e vícios ocultos, assegurada pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Civil.

No prazo de garantia, a responsabilidade da construtora é objetiva, basta comprovar a existência do fato. Findo o prazo de garantia, a responsabilidade será subjetiva, necessitando comprovação por perícia. No caso de defeitos que afetam a solidez e segurança das edificações – conforme Súmula 194 do STJ – prescreve em 20 anos o tempo para ação visando a obter indenização do construtor.

O construtor deverá disponibilizar o manual do proprietário com instruções claras e precisas para o correto uso e manutenções periódicas. O usuário, por sua vez, deverá fazer a manutenção nos prazos de previstos no manual. As manutenções devem ser realizadas por profissionais habilitados, registradas para efeito de comprovação, conforme a norma NBR 5674/1999 – Manutenção de Edificações. A realização das perícias e demandas judiciais levará em consideração esses critérios. Caso o comprador não efetue as manutenções nos prazos estipulados, haverá perda da garantia.

Vale ressaltar que a NBR 15575/2008 não será aplicável aos seguintes casos: obras em andamento quando entrar em vigor; edificações concluídas até 12/05/2010; projetos protocolados até 12/11/2010 (seis meses após a entrada em vigor da norma); obras de reforma e “retrofit”.

A NBR 15575/2008 trará benefícios socioeconômicos e ambientais, aumentando a durabilidade das edificações. A cadeia produtiva da Construção Civil será aperfeiçoada, desde a elaboração do projeto, rastreabilidade de componentes, e inspeção predial. Considerando o grande número de prédios de porte a serem construídos nos próximos anos, especialmente para a baixa renda. A norma poderá ser aplicada a edificações com mais de 5 pavimentos.

Na Engenharia Legal quais precauções devem ser tomadas antes do início da construção?

São necessários vários cuidados antes do início da construção. Além do planejamento e da análise de viabilidade técnica-econômica dos empreendimentos, é preciso avaliar as condições do terreno e da incorporação imobiliária.

Devem ser contratados estudos geotécnicos e ambientais para avaliação dos impactos decorrentes do empreendimento. Várias construtoras adotam a vistoria cautelar dos imóveis na vizinhança do empreendimento para solução de problemas e redução de eventuais demandas judiciais referentes a danos físicos surgidos após o início da construção.

Toda construção pressupõe a realização de diversos serviços técnicos especializados, executados por profissionais qualificados. É imprescindível contratar engenheiros e arquitetos com experiência em projetos e execução de obras.

O seguro de Responsabilidade Civil é outra alternativa bastante utilizada no exterior, disponível para profissionais e construtoras no Brasil, cobrindo vários tipos de danos. Os agentes financiadores do empreendimento normalmente exigem que as construtoras contratem seguros contra danos físicos.

Planejar ações para proteção da saúde e segurança dos trabalhadores, respeitando a legislação e as normas aplicáveis, especialmente a Norma Regulamentadora NR-18 do Ministério do Trabalho e Emprego. O número de acidentes na Construção Civil é bastante preocupante e requer mais empenho do setor, maior compromisso dos profissionais, atuação dos sindicatos e fiscalização do governo. 

Cada vez será mais necessário o acompanhamento pós-venda, tanto para verificar as manutenções obrigatórias quanto para melhorar a qualidade dos imóveis. O atendimento e aplicação das normas NBR 15575/2008 e NBR 5674/1999 resultará na oferta de serviços de manutenção aos usuários finais, nicho mercadológico com benefícios para todos.

É preciso cuidar para que os serviços e produtos estejam dentro dos parâmetros de qualidade, segurança e economia. Dessa forma, engenheiros e arquitetos estarão resguardados de futura responsabilização. O profissional tem por obrigação esclarecer o consumidor sobre as características intrínsecas do serviço, os riscos e os custos da relação contratual.

A responsabilidade civil sobre a construção acaba com o fim do prazo de garantia da obra?

De forma alguma, apesar de alguns entendimentos nessa direção. A Súmula n.º 194 do Superior Tribunal de Justiça (SJT) orienta que o comprador terá 20 anos de prazo para propor ação indenizatória contra a construtora por defeitos que afetam a solidez e segurança da edificação, considerando sua constatação no período de garantia de 5 anos. Entretanto, encerrado o prazo de garantia, a culpa do construtor deverá ser provada através de perícia técnica, responsabilidade subjetiva.

O art. N.º 618 do Código Civil determina que o prazo de garantia para defeitos que afetem a solidez e segurança da edificação é de cinco anos a partir da entrega da edificação. Devem ser reclamados, no máximo, seis meses após a data de seu aparecimento, sob pena de decadência. Até 5 anos a partir da entrega da construção, presume-se a culpa da construtora, caracterizada por responsabilidade objetiva do Código de Defesa do Consumidor.

O art. n.º 205 do Código Civil estabelece o prazo de garantia genérico de 10 anos para falhas construtivas não previstas nos demais artigos. Alguns doutrinadores entendem ser esse o maior prazo de garantia aplicável às construções, contado a partir da data da sua entrega – expedição do habite-se. A Súmula n.º 194 do STJ não seria aplicável para essas falhas.

A estatística de problemas na construção civil se relaciona mais a projetos ou à execução das obras?

Há grande diversidade de ocorrência, complexidade das causas e indisponibilidade de pesquisas sobre problemas na Construção Civil no Brasil. A abordagem requer muita investigação e organização de banco de dados por associações de profissionais, construtoras e centros de pesquisa. No entanto, alguns estudiosos podem ser mencionados, a título de referência.

Jean Blevot realizou estudo emblemático muito detalhado das causas de quase 3 mil sinistros das estruturas de concreto armado, ocorridos entre 1948 e 1974, nos arquivos empresa seguradora francesa Bureau Securitas e Socotex. Ele constatou que as deficiências de projeto foram responsáveis, direta e indiretamente, por 77,9% dos sinistros, sendo 12,0% por erros de cálculo e 55,9% por falha na previsão do comportamento real dos materiais; defeitos de execução respondem por 16,5% dos acidentes; outras falhas representam 5,6%.

Lamentavelmente, no Brasil, ainda há a cultura de resolver as lacunas do projeto no canteiro de obras. Projetos mal detalhados, memoriais descritivos com especificações genéricas atrasam a evolução da obra, permitindo maior incidência de problemas na execução. Nos países desenvolvidos, o raciocínio é inverso.

Muitas vezes, o engenheiro ou arquiteto assumem a responsabilidade técnica pela execução de várias obras simultaneamente. Naturalmente sobrecarregados, eles não tem tempo para interagir com os projetistas e fornecedores, propondo melhorias com ganho de qualidade.

As empresas com maior estrutura gerencial implementaram programas de Qualidade Total para redução das não conformidades, baseados na implementação das normas ABNT de Sistemas de Gestão da Qualidade, e de Gestão Ambiental, séries ISO NBR 9000 e ISO NBR 14000. Esses sistemas serão cada vez mais importantes para rastreabilidade, melhoria contínua e correção de falhas na Construção Civil.

É preciso investir em projetos bem elaborados com detalhamento suficiente para execução, memoriais descritivos com especificações precisas, procedimentos de execução, manuais bem elaborados para os usuários.

O conhecimento especializado dos engenheiros e arquitetos precisa ser valorizado como diferencial de qualidade e produtividade. A atuação dos profissionais é essencial durante em todas as etapas da construção, desde o planejamento até a manutenção.

Saiba mais sobre as responsabilidades que envolvem a construção civil:

Responsabilidade por obrigação de meio: cumprir uma obrigação de meio é empregar todas as técnicas, recursos e esforços que estiverem ao alcance do profissional, no sentido de alcançar o resultado contratado. Só há que se falar em descumprimento de uma obrigação de meio se o resultado não for alcançado no prazo e no modo contratados. Isso decorre do fato de o contratado não ter empregado todas as técnicas, recursos ou esforços ao seu alcance. Assim, se o exato resultado contratado for alcançado, não há que se falar em inexecução da obrigação de meio.

Responsabilidade por obrigação de resultado: significa entregar ao contratante o resultado esperado e não menos que isso, independentemente das técnicas, métodos e esforços empregados na tentativa de alcançar o resultado esperado.

Responsabilidade técnica: advém dos profissionais que executam atividades específicas dentro das categorias tecnológicas, sendo responsáveis por todo trabalho técnico que realizam. Tanto o arquiteto, que elabora o projeto, quanto o engenheiro civil, que executa, são igualmente responsáveis técnicos.

Responsabilidade contratual: decorre do contrato firmado entre as partes para a execução de uma determinada obra.

Responsabilidade pela solidez e segurança: o profissional responde pela solidez e segurança da obra por um prazo de cinco anos, nos termos do Código Civil. Neste caso, a data do término da obra deve ser documentada oficialmente. Se uma perícia constatar que o profissional é responsável por problemas de solidez e segurança, ele responderá civilmente independentemente do prazo transcorrido, de  acordo com a jurisprudência existente.

Responsabilidade pelos materiais: se o material não estiver de acordo com as especificações, o profissional deve rejeitá-lo, sob pena de responder por danos futuros.

Responsabilidade por danos causados a terceiros: cabe ao profissional tomar as providências necessárias para a preservação da saúde, segurança e sossego de terceiros, em caso de vibração de estaqueamentos, fundações e quedas de materiais. Neste caso, os prejuízos são de responsabilidade solidária do profissional do proprietário da obra ou construtora.

Responsabilidade penal ou criminal: decorre de desabamentos, desmoronamentos, incêndio por sobrecarga elétrica, intoxicação e contaminação, havendo ou não lesão corporal ou dano material, desde que caracterize risco à vida e á propriedade.

Responsabilidade administrativa: imposta por organismos públicos, através de código de obras, de águas e esgoto, de normas técnicas, regulamentações profissionais e planos diretores. Cabe ao profissional seguir as leis, sob pena de suspensão do exercício profissional.

Responsabilidade objetiva: resulta das relações de consumo ditadas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Responsabilidade ética: resulta de faltas que contrariem a conduta moral na atividade profissional, pelo sistema CREA/CONFEA.

Entrevistado:
Rone Antônio de Azevedo, engenheiro civil e especialista em avaliações e perícia da engenharia: suporte@aspeago.com
Site: www.aspeago.com

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Inovação em foco no Eninc 2009

Especialistas dizem que setor deve aproveitar cenário atual para investir em tecnologias inovadoras

Contribuir para a formação de uma cultura da inovação e levar tecnologia às micro e pequenas empresas da construção civil. Esta foi a proposta do Encontro Nacional de Inovação na Construção Civil, Eninc 2009, realizado em Maringá. O evento, que reuniu 3 mil pessoas entre os dias 28 e 30 de outubro, foi promovido pelo Sebrae/PR e Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-NOR/PR).

Edvaldo Correa “Setor necessita inovar para continuar ativo”

Edvaldo Correa “Setor necessita inovar para continuar ativo”

De acordo com Edvaldo Correa, Coordenador Estadual da Construção Civil do Sebrae/PR, o Eninc apresentou várias iniciativas e debates que contribuem para a formação de uma cultura inovadora nos mais diversos elos da cadeia produtiva do setor. “A inovação na construção civil é um caminho que não tem mais volta” avalia. Para ele, o ambiente de mercado atual é promissor para investimentos em inovação, seja no desempenho do produto, na melhoria do processo construtivo ou nos próprios métodos de promoção dos produtos aos consumidores.

Para Marcos Mauro de Araújo Moreira Filho, presidente do Sinduscon-NOR/PR, os profissionais e empresas do setor estão realmente interessados em inovar. “Só o SENAI Maringá fomentou 17 contratos na área de desenvolvimento tecnológico durante o evento” comemora.

Entre os destaques do encontro estão: o sistema construtivo steel frame (estrutura em aço leve); o lean construction (construção enxuta baseada na Gestão da Produção); a alvenaria estrutural com blocos; os projetos de casas sustentáveis; o novo perfil profissional para a construção civil; soluções em tecnologia de informação para as imobiliárias; casas com paredes pré-fabricadas; sistemas alternativos em alvenaria estrutural; soluções para projetos de resíduos sólidos; tecnologia de reforços estruturais em edificações; sistemas de fachada pronta baseado no conceito do vidro/alumínio.

Correa garante que essas técnicas são viáveis para utilização nos canteiros de obras. “Em geral, as novidades apresentadas podem ser aplicadas imediatamente. Tomamos o cuidado de selecionar inovações que já tivessem sido experimentadas e validadas”.

O coordenador do Sebrae ressalva, no entanto, que cada inovação depende de uma análise para sua aplicação conforme o posicionamento estratégico da empresa e seu mercado de atuação. “Estar atento às demandas dos consumidores, das mudanças legais e da concorrência são um bom ponto de partida para esta análise. Inovação requer metodologia, profundo conhecimento e investimento”.

A importância da inovação para a construção civil

Inovação em foco no Eninc 2009

Inovação em foco no Eninc 2009

A construção civil brasileira, diferentemente de outros setores industriais, não tem sido uma referência em relação à inovação nos últimos anos. Apesar de responder por uma fatia significativa do Produto Interno Brasileiro (PIB), cerca de 5% do total, a construção civil é, talvez, o único setor da economia que ainda não se industrializou por completo.
Edvaldo Correa explica que o ciclo evolutivo do setor, iniciado na década de noventa, não teve continuidade nos anos 2000, em virtude principalmente do mercado menos rentável no referido período. “Consequentemente, as empresas não reinvestiram em seus negócios em patamares suficientes para manter um grau competitivo nos níveis tecnológico e organizacional” argumenta. Marcos Mauro ressalta ainda que “os custos para introdução de novas tecnologias eram fora da realidade do mercado, o que dificultava sua implementação”. 

A inovação pode melhorar significativamente para o setor da construção civil quesitos importantes como a produtividade e a redução de custos, além de propiciar avanços significativos na gestão da qualidade, saúde, segurança e meio ambiente, diz Correa. E para que esta modernização do setor aconteça de fato, ele reforça a necessidade da inovação, particularmente nos temas tecnologia da informação, métodos e sistemas construtivos.

O presidente do Sinduscon-NOR/PR ressalta que para o setor continuar progredindo, além da inovação, é preciso acabar com a informalidade. “A informalidade é um câncer necessário de se combater, pois é totalmente contrária à inovação, priva o aspecto de sustentabilidade com seus altos índices de desperdício e ainda gera riscos à atividade do trabalhador”.

Correa avalia que a indústria fabricante de produtos básicos para o setor, em geral, tem evoluído bem nas inovações, estando a preocupação maior por conta da necessidade de modulação, em última análise, do chamado BIM – Building Information Modeling (Modelagem de Informações para a Construção). Outro setor que de acordo com ele tem avançado são os produtos imobiliários e os novos modelos de negócios das construtoras. “As áreas mais defasadas tem sido a de insumos e sistemas básicos da construção, tais como blocos cerâmicos e serviços de serralheria, por exemplo” diz.

Marcos Mauro enumera alguns itens para os quais, segundo ele, a inovação na construção civil é indispensável:
* Suprir a escassez crescente de mão de obra capacitada;
* Acelerar o ritmo de produção na perspectiva de atender a demanda futura do mercado (Copa 2014, Olimpíadas 2016, Programa Minha Casa, Minha Vida), sem contar os eventuais processos que já ocorriam antes deste boom;
* Diminuir os desperdícios e garantir a sustentabilidade dos projetos;
* Manter a eficiência em aspectos de produtividade.

Quando perguntado sobre o que falta para o setor se modernizar, o representante do Sinduscon-NOR/PR sinaliza a falta de políticas de crédito que possibilitem a introdução de tecnologias e de novos processos construtivos; investimentos governamentais em projetos de academias de ensino; e a mudança cultural dos gestores públicos de maneira a incentivar a aplicação de novas tecnologias em obras públicas.

 

Entrevistados:
Edvaldo Correa,  Coordenador Estadual de Construção Civil do SEBRAE/PR
E-mail: ecorrea@sebraepr.com.br
Marcos Mauro de Araújo Moreira Filho, presidente do Sinduscon-NOR/PR
E-mail: marcosmauro@metroengenharia.com.br

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 17 de setembro de 2009

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Copa 2014 deve gerar 3,5 milhões de empregos na construção civil

Previsão da Associação Brasileira de Engenharia Industrial é que a cada R$ 1 milhão de investimentos no setor serão criadas 58 vagas

A Copa do Mundo no Brasil pode mudar a vida de muitos brasileiros. Para os fanáticos por futebol, é a chance de assistir aos jogos da seleção. Já para outros, será a oportunidade de conseguir emprego. Isso porque em alguns setores, como o da construção, haverá grande demanda.

No caso da construção, a Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial) estima que o setor seja responsável pela criação de 3,5 milhões de empregos. Especialistas preveem ainda que, a cada R$ 1 milhão de investimentos na construção civil, serão criadas 58 vagas de emprego, sendo 33 diretas e 25 indiretas.

Na opinião do diretor-presidente da Abemi, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, as áreas da construção que mais devem empregar são as empresas de projeto, consultorias, edificações e construção industrial.

Investimentos

A preparação do país para a Copa do Mundo em 2014 deve transformar o Brasil, assim será muito fácil percorrer as cidades e encontrar obras e mais obras. Essa expectativa permite ao setor fazer planos para reiniciar a trajetória de crescimento interrompida por conta da crise econômica mundial. Com isso, as contratações irão aumentar para atender toda essa demanda.

Engana-se quem pensa que essa procura por profissionais do setor de construção só ocorrerá nas 12 cidades-sede que irão sediar os jogos da Copa e que, por isso, deverão se adequar às exigências da Fifa. “Tais melhorias deverão acontecer também em cerca de 200 municípios vizinhos que receberão seleções e, principalmente, turistas”, ressalta Barros.

Na avaliação de especialistas no setor, a construção civil deverá ganhar maior participação no PIB (Produto Interno Bruto) a partir do ano que vem. “A Copa do Mundo de 2014 vai aumentar os investimentos em infraestrutura pelo menos até o ano da sua realização, aquecendo a construção civil em diversos segmentos”, diz Barros.

O otimismo das empresas é impulsionado pelo volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões.

 
Fonte: Folha de Londrina

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 17 de setembro de 2009

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Procuram-se engenheiros. De novo

Recuperação da construção civil volta a expor carência de profissionais no país. Déficit só deve ser suprido daqui a três anos

Mal começou a recuperação econômica e o setor de construção civil já se depara com a disputa por engenheiros. O setor foi um dos menos atingidos pela crise econômica e um dos que mais rapidamente voltou a crescer, graças à resistência do mercado interno e a estímulos como o pacote habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, lançado em março.

No primeiro semestre de 2009, foram criadas 3,1 mil vagas para profissionais com diploma universitário na construção civil, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número ainda está longe dos 7 mil postos criados no mesmo período de 2008, ano considerado excepcional, mas já está próximo das 3,5 mil vagas criadas nos primeiros seis meses de 2007.
 
De acordo com o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, mesmo com um ritmo menor de abertura de postos de trabalho, o reaquecimento já trouxe de volta a disputa por engenheiros. “Ainda temos um déficit grande de profissionais que só vai ser suprido daqui a dois ou três anos”, diz. Um dos retratos desse déficit é a relação entre profissionais registrados no Confea e a abertura de vagas, que até outubro de 2008 se manteve abaixo das vagas abertas no mercado formal.
 
Melo diz que o aquecimento do mercado começou há três anos, como um reflexo do investimento em infraestrutura. “Em 2009, teremos um mercado puxado principalmente pela construção civil, que está fortemente aquecida, em todos os Estados”, diz.
 
No ano passado, a disputa por engenheiros elevou os salários pagos no setor. De acordo com o presidente do Confea, o salário de um profissional sênior, que era de cerca de R$ 6 mil reais saltou para até R$ 18 mil em alguns casos. “Havia uma disputa brutal no primeiro trimestre do ano passado”, diz.
 
Após a crise, no entanto, algumas empresas estão mais cautelosas em relação à oferta de maiores salários. “Temos visto empresas que oferecem outras formas de atrativo, como cursos e planos de carreira para os profissionais”, diz o gerente da divisão de engenharia da consultoria de recrutamento Robert Half, Roberto Britto.
 
Na consultoria, que tem presença internacional, o Brasil foi um dos países que mais se manteve aquecido durante a crise. A área de engenharia, uma exclusividade do País, é a que tem o melhor desempenho.
 
As incorporadoras Gafisa e Tenda, pertencentes ao mesmo grupo, adotaram essa linha de estímulos para atrair os profissionais. Em 20 de julho, as empresas abriram as inscrições para o programa Comece Bem, que pretende contratar jovens engenheiros civis e de Produção no segundo semestre. “Vamos fornecer para o profissional um período formação profissional”, diz Rodrigo Pádua, diretor de Recursos Humanos da Gafisa. Segundo ele, o grupo pretende se fortalecer para um crescimento que virá no curto e médio prazo.
 
Outro atrativo da empresa, de acordo com Pádua, é a solidez econômica, um atributo que passou a ser relevante após a crise. “Agora, o profissional está mais seletivo, principalmente porque, após a crise, muitas empresas que pareciam que iriam virar grandes se tornaram pouco representativas.”
 
Além do programa para novos profissionais a Gafisa já tem um programa de desenvolvimento de lideranças estruturado. “Atualmente, cerca de 70% dos nossos cargos de gestão são formados internamente”, diz Pádua. Graças a essa possibilidade de ascensão, Pádua diz que a incorporadora não enfrentou problemas no ano passado, quando a disputa por profissionais foi mais intensa.
 
A possibilidade de evolução na carreira foi o principal motivo que levou o engenheiro civil Tiago de Oliveira Evangelista, de 27 anos, a mudar de emprego. Ele trabalhava num escritório especializado em grandes edifícios e há uma semana começou a trabalhar na construtora Homex do Brasil, que trabalha com a habitação popular. “Percebi que teria maior oportunidade de desenvolvimento profissional nessa área”, diz.
 
Para as construtoras menores, a procura fica mais difícil. “Tive de contratar uma pessoa especializada para buscar um engenheiro em Santos”, diz o sócio-diretor da Etemp Engenharia, José Carlos Molina. Britto, da Robert Half, diz que, após a crise, os profissionais passaram a exigir um salário maior para mudar de emprego. “Muitos têm medo da mudança e, para trocar de emprego, pedem agora um salário mais alto”, afirma ele.
 
Para o presidente do Confea, a carência de profissionais só vai acabar quando se construir um plano nacional para a formação de engenheiros planejado pelo Ministério da Educação. “Hoje, a falta de engenheiros é um dos gargalos do Brasil, responsável, por exemplo, pelo atraso no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”, diz.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo

 

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