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Publicado por: Itambé Empresarial em 25 de agosto de 2009

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Relação interpessoal não existe sem trabalho em equipe

Um bom clima organizacional, que incentiva o relacionamento saudável entre os colaboradores, torna competição e concorrência benéficas à empresa

Cristina Bresser

Cristina Bresser

Não basta ser competente, é preciso saber se relacionar no trabalho e fora dele. O que parece ser uma tarefa fácil, tem-se tornado um desafio cada vez maior para os profissionais. A concorrência, as comunicações virtuais e as mudanças comportamentais criaram obstáculos para a chamada relação interpessoal. A pergunta é: como superá-los para atingir equilíbrio nos relacionamentos? Essa e outras respostas são apontadas pela coach e consultora em recursos humanos, Cristina Bresser. Confira a entrevista:

A relação interpessoal abrange tanto a vida pessoal quanto a profissional de uma pessoa. No entanto, é na profissional que se sente mais dificuldades para colocá-la em prática. Por que isso ocorre?
Na vida pessoal, temos meses, anos para construir relacionamentos. Quando um profissional é contratado por uma empresa, espera-se que ele desenvolva relacionamentos pessoais que envolvam troca de informações, de conhecimento e adquira a confiança dos seus colegas quase que imediatamente, pois não há tempo a perder. Então, o profissional se vê obrigado a vencer barreiras culturais, que são frequentes e até naturais num ambiente de trabalho em relação a um novato, num curto espaço de tempo.

Quando se fala em relação interpessoal não se está falando em relação intrapessoal. Qual a diferença entre elas?
Comunicação intrapessoal é a comunicação que uma pessoa tem consigo mesma – corresponde ao diálogo interior onde debatemos as nossas dúvidas, perplexidades, dilemas, orientações e escolhas. Está, de certa forma, relacionada com a reflexão. Este é um tipo de comunicação em que o emissor e o receptor são a mesma pessoa, e pode ou não existir um meio por onde a mensagem é transmitida. Um exemplo do primeiro tipo é a criação de diários. Já a comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações entre duas ou mais pessoas. Cada pessoa, que passamos a considerar como interlocutor, troca informações baseadas em seu repertório cultural, sua formação educacional, vivências, emoções, toda a bagagem que traz consigo.

Concorrência e competição passaram a ser palavras citadas como empecilhos para a relação interpessoal no trabalho. Será que elas têm tanta culpa assim?
É mais fácil culpar terceiros ou culpar situações que estão fora da esfera de influência da empresa, do que fazer uma análise critica do próprio desempenho e do clima da empresa em que se trabalha. As relações interpessoais dependem, sobretudo, de pessoas. Se existe um bom relacionamento interpessoal dentro de uma empresa, é porque as pessoas que nela trabalham se sentem confortáveis e possuem um bom clima organizacional, que incentiva o relacionamento saudável entre os colaboradores dentro e fora da empresa. Já atuei em empresas que os happy hours e almoços em grupos – de até 30 colaboradores, às vezes – eram organizados quase que semanalmente pelos próprios funcionários, de maneira espontânea, ou seja, sem planejamento ou intervenção do RH, chefia, etc. Então, competição e concorrência são fatores de crescimento e desenvolvimento para profissionais bem resolvidos, que atuam em equipe e sabem que a empresa só cresce se houver crescimento de todos que nela atuam, como equipe. E ambas são benéficas, pois desafiam profissionais e empresas a buscar o seu melhor desempenho, a excelência nas suas áreas de atuação.

Com relação às comunicações virtuais (Msn, Orkut, etc), no que elas mudaram as relações interpessoais?
Como ferramentas tecnológicas, elas podem ser benéficas ou não, dependendo do uso que se faz delas. Se o profissional usá-las para aumentar e alimentar o seu networking, e para aumentar o poder de comunicação e visibilidade da sua empresa, elas são ferramentas praticamente gratuitas de crescimento. Se usar durante seu horário de trabalho para trocar fofocas e amenidades com os amigos, ele está enganando a empresa, usando recursos que não lhe pertencem no horário que a empresa lhe paga para trabalhar.

Houve empresas que mudaram a relação com os empregados, permitindo que eles trabalhassem em casa, e depois, a pedido dos próprios empregados, voltaram ao sistema tradicional? O que pode ter dado errado nesta mudança?
Neste caso, falta maturidade profissional do empregado e um sistema de aferição de carga horária e produtividade à distância, muito simples de se instalar na casa do colaborador. Em São Paulo, em razão do trânsito caótico, existem várias empresas aéreas e de telefonia que mantêm seus funcionários trabalhando em casa (com telemarketing, atendimento online de clientes, etc.) que funcionam muito bem, graças a um dispositivo acoplado ao PC do colaborador, onde através da sua digital ele registra o horário de início e término de trabalho. Mas para que funcione, o colaborador não pode ter filhos pequenos em casa nem animais de estimação ou qualquer outro motivo que distraia sua atenção. Ou seja, ele tem que ficar durante aquele período, centrado nas suas atividades profissionais. É uma alternativa bastante viável em face aos engarrafamentos diários de até 4 horas que enfrentam todos os dias na capital paulista.

No que o ambiente de trabalho reflete nas relações interpessoais?
Se considerar que um adulto passa em média 8 horas dormindo e entre 8 e 10 horas trabalhando, o ambiente de trabalho reflete na grande maioria das relações interpessoais de um profissional. Se vai refletir de maneira positiva ou negativa, vai depender de como esta pessoa se relaciona no trabalho.

Um bom relacionamento interpessoal no trabalho reflete na qualidade de vida do profissional, ou seja, ele tem mais chances de se relacionar bem na vida pessoal?
Sem dúvida que sim. Não conheço uma pessoa que tenha um mau relacionamento no trabalho e chegue em casa contente, tratando a esposa e os filhos de maneira afetuosa. Isso seria um antagonismo.

Muitas vezes, porém, o inverso não ocorre: o profissional tem bons relacionamentos interpessoais na vida privada, mas não consegue isso no profissional.  Por que isso não acontece?
Na maioria das vezes, isso acontece porque ele aceitou um emprego numa empresa que tem uma cultura completamente diversa da sua. Ou seja, ele é uma pessoa mais aberta, menos formal, e na empresa todos primam pelo formalismo. Ou vice-versa. O importante, é que a cultura do profissional e da empresa sejam alinhadas.
Há casos em que o relacionamento interpessoal no trabalho entra na vida privada do profissional, ou seja, ele (ou ela) passa a se relacionar afetivamente com um colega de trabalho. No que isso ajuda ou atrapalha?
Vai ajudar ou atrapalhar dependendo da maturidade e da postura profissional do casal. Atualmente, pelo fato de passarmos a maior parte do nosso tempo (enquanto estamos acordados) dentro do trabalho, é natural que aconteçam relacionamentos afetivos. Se o casal souber se portar de maneira adequada, sem ferir as normas de ética e conduta da empresa, não vai atrapalhar em nada o desempenho dos dois. Pelo contrário, pode servir de incentivo, uma vez que ambos terão mais assuntos em comum para discutir e poderão se apoiar mutuamente no trabalho. O problema maior é quando o casal se separa. Aí, então, ambos têm que ter muito discernimento, postura profissional e discrição para não lavar roupa suja na frente dos colegas de trabalho.

No caso de comandantes e comandados, qual a relação interpessoal ideal?
A relação ideal é a mesma em todos os sentidos, quer seja entre subordinados e superiores ou entre pares: respeito, cordialidade, admiração pela capacidade e reconhecimento do talento do outro, ética, empatia e um forte sentimento de equipe. Os melhores resultados só são alcançados quando todos numa empresa trabalham como um time, focado nos resultados, buscando um objetivo comum e o crescimento profissional de todos os membros do grupo.

Quem é a entrevistada
Cristina Bresser é formada em Comunicação Visual pela UFPR. Tem Certificate of Proficiency in English pela Cambridge University; Certificação Internacional de Coaching pelo Integrated Coaching Institute; Cursos de Mediação para atuar como Facilitadora na Resolução de Conflitos; Técnicas de Negociação e Comunicação, Atendimento ao Cliente.

É também coach e consultora em recursos humanos, atua em processos de Coaching, Outplacement, Seleção de Executivos e Treinamento, e durante 20 anos tem atuado em contratação e treinamento de executivos e profissionais da área educativa e do comércio varejista. Possui artigos sobre assuntos ligados a recursos humanos publicados em jornais e revistas, tais como: Folha de Londrina, Jornal do Estado, Jornal Indústria e Comércio, O Estado do Paraná, Gazeta do Povo, Revista Vencer, Revista Amanhã e site Bom Líder.

Email: crisbresser@hotmail.com
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 25 de agosto de 2009

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Recrutadores preferem profissionais com tempo nas empresas

Na hora da admissão, quem contrata encara a estabilidade nos empregos anteriores como maturidade profissional

Embora recentemente as gerações mais jovens de profissionais mudem de emprego com maior freqüência – a chamada geração Y -, uma característica não tem sofrido mudança no mercado de trabalho nos últimos anos: os recrutadores continuam observando se o profissional é muito instável nas experiências anteriores ou não. De acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online, 89,3% dos presidentes e diretores de empresas têm alguma restrição a profissionais que passam por períodos curtos dentro de cada empresa.

Gerentes e supervisores também não veem com bons olhos a curta permanência nas experiências profissionais anteriores. De acordo com a pesquisa, 84% deles possuem restrições. “Estes dados refletem o pensamento do empregador, que valoriza profissionais que permanecem muito tempo nas empresas. Assim, há como investir neste capital humano, para que ele cresça juntamente com a organização”, atribui Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

A pesquisa também apurou que a estabilidade empregatícia considerada desejável é de três anos e meio. Esse índice vem se mantendo constante em pesquisas realizadas anteriormente. Profissionais mais maduros e de níveis hierárquicos mais elevados tendem a considerar um tempo ligeiramente maior, próximo a quatro anos.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros” foi realizada entre os meses de março e abril deste ano. A análise contou com a opinião de 16.207 participantes, que responderam a um formulário online com 299 perguntas, questionando sobre estas três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que trabalham em empresas privadas e que possuem mais de 18 anos de idade. Esta pesquisa é realizada pela Catho Online desde 1988.

Fonte: assessoria de imprensa da Catho Online

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 25 de agosto de 2009

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Venda de material de construção sobe 7,6% em julho

“Minha Casa, Minha Vida” deve favorecer ainda mais o setor até o final do ano

As vendas internas de materiais de construção mostraram alta de 7,6% em julho na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 12,2% ante julho de 2008, antecipou nesta terça-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox.

Fox afirmou que a alta verificada nas vendas em julho na comparação mês a mês foi a maior do ano. “Os números estão mostrando uma mudança de comportamento”, afirmou.

O boletim oficial da Abramat com o desempenho do setor em julho deverá ser divulgado na quarta-feira.
No acumulado dos sete meses de 2009, o setor ainda mostra retração de 15,45% no faturamento total deflacionado frente ao registrado no mesmo intervalo de 2008. Até o final do ano, entretanto, a indústria de materiais de construção acredita que conseguirá zerar essa perda.

- Ainda trabalhamos com a expectativa de estabilidade nas vendas em relação a 2008, o que representará um resultado muito bom considerando-se o desempenho da primeira metade do ano – disse Fox.
Para o presidente da Abramat, as vendas de materiais de construção de agosto a dezembro serão beneficiadas pelo início de obras no âmbito do programa do governo “Minha Casa, Minha Vida” e pela redução dos imóveis em estoque, o que estimulará a construção de novos empreendimentos.

- Além disso, a comparação dos três últimos meses do ano será favorecida, uma vez que o último trimestre de 2008 foi muito fraco – acrescentou.

Em julho, conforme a Abramat, a taxa de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 83 por cento, aproximando-se dos níveis pré-crise – em setembro de 2008, esse índice foi de 88%.

Outro indicador que sinaliza para uma virada no ânimo da indústria de construção civil é o de intenção de investimentos nos próximos 12 meses. Em pesquisa realizada neste mês, 43% das empresas do setor indicaram essa pretensão, ante 33% em maio.

Fonte: JB Online – 18/08/2009

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 25 de agosto de 2009

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Arquitetos defendem casas inseridas no contexto das cidades

Arquitetos e urbanistas enviaram um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do Programa Minha Casa, Minha Vida

Arquitetos e urbanistas enviaram, no final de maio, um manifesto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades propondo mudanças na cartilha do programa Minha Casa, Minha Vida.

Assinado pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur) e pelo Instituto Nacional dos Arquitetos, o documento defende que os projetos residenciais do programa habitacional levem em conta o contexto das cidades e que sejam evitados os erros que o extinto Banco Nacional de Habitação (BNH) cometeu entre os anos 50 e 70, quando foram construídos “grandes depósitos de pessoas”.

Mudanças propostas

Professor Elson Manoel Pereira

Professor Elson Manoel Pereira

As mudanças propostas, além de questionar o pé-direito das casas, de 2,2 metros, e a área mínima de 35 metros quadrados, o manifesto, assinado por cinco mil arquitetos e urbanistas, também fez observações quanto à largura das calçadas para as residências, calculadas em 50 centímetros, o que impediria a mobilidade de cadeirantes. Mas o que mais preocupou o setor foi a questão da inserção urbana dos futuros conjuntos habitacionais. “É preciso todo cuidado para que essas unidades habitacionais não se transformem em guetos e acabem estigmatizadas como áreas pobres, sem proximidade de inserção com o resto da cidade”, avalia Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anpur, organismo ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Anpur avalia ainda que a aquisição dos terrenos para a construção das casas é o grande dilema do programa habitacional. Na concepção dos urbanistas, será necessário que o governo consiga baratear o acesso à terra urbanizada. “Há muitos terrenos de estatais ociosos que podem ser usados. Só que se está fazendo um cálculo economicista, de se buscar terrenos baratos e distantes dos centros urbanos. Defendemos, além de uma unidade confortavelmente construída, uma unidade habitacional confortavelmente inserida”, ressalta Elson Manoel Pereira, completando: “O BNH cometeu entre os anos 50 e 70 o erro de construir grandes depósitos de pessoas nas periferias, sem inserção destas pessoas nas cidades. É isso que precisa ser evitado agora.”

O manifesto encaminhado ao governo também alertou para a padronização do projeto. Para FNA, Anpur e Instituto Nacional dos Arquitetos, as plantas, os sistemas construtivos e os materiais empregados nas obras devem levar em conta as questões regionais. “Um país que tem uma Amazônia quente, úmida e com muita chuva, que tem uma realidade nordestina de clima semi-árido e outra realidade do sul do país, necessita de variáveis construtivas. Não haver uma única solução. Seria a mesma coisa que construir a mesma casa na Espanha e na Suécia. Deve-se pensar em casas com  desempenho térmico e longevidade da construção”, diz trecho do manifesto encaminhado à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades.

Segunda via

FNA, Anjur e Instituto Nacional de Arquitetos sugerem que há outras opções para que o Brasil reduza o déficit habitacional de 7 milhões de casas, do que simplesmente sair construindo casas. “O acesso à casa, o acesso à moradia, não precisa ser necessariamente o acesso à casa própria. O Brasil pode adotar, por exemplo, medidas que já acontecem em outros países, como o aluguel subsidiado. Isso ajudaria a superar a difícil equação de fornecer a uma família que ganha menos de três salários mínimos um imóvel de 40 mil reais. Então, a solução habitacional poderia agregar o aluguel subsidiado para famílias de baixa renda e tirar do Programa Minha Casa, Minha Vida o peso da solução economicista e torná-lo, de fato, um programa que resolva o problema habitacional brasileiro”, diz Elson Manoel Pereira, apontando para uma segunda via apoiada por arquitetos e urbanistas.
Entrevistado: Elson Manoel Pereira, secretário-executivo da Anjur: elsonp@cce.ufsc.br ou
Site da Anjur: www.anpur.org.br

 

Texto complementar

Curitiba busca modelo habitacional em São Paulo

Representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba estiveram em São Paulo, no final de maio, para conhecer a atuação do governo paulista na resolução de problemas habitacionais, especialmente ações relacionadas à urbanização de favelas e à regularização fundiária. Cerca de vinte profissionais, lideranças comunitárias e presidentes de associações curitibanas assistiram a uma apresentação sobre o panorama da política habitacional do Estado e visitaram o Projeto Pantanal, maior intervenção em favelas realizada pela CDHU.

O diretor presidente da Cohab de Curitiba, Mounir Chaowiche, elogiou o Projeto Pantanal, desenvolvido pela CDHU em uma área de cerca de 908 mil m2 na zona Leste da Capital, onde estão localizados as ocupações de União de Vila Nova, Vila Nair e o empreendimento Vila Jacuí. Mais de 8 mil famílias estão sendo beneficiadas com novas moradias, obras de urbanização e ações sociais. “Curitiba tem muitas ocupações irregulares, são cerca de 25 mil famílias que necessitam de atendimento habitacional. Pretendemos levar a experiência do que aprendemos em São Paulo e trabalhar com as comunidades em nosso município”, disse Mounir.

O programa São Paulo de Cara Nova, que está revitalizando casas nas ruas já urbanizadas de União de Vila Nova, chamou a atenção dos visitantes. Trata-se de uma ação pioneira do governo paulista que pretende valorizar a paisagem urbana da periferia de São Paulo. O projeto-piloto está recuperando inicialmente a fachada de 300 casas com pintura, reboque e chapisco das paredes externas, conforme projeto cromático assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, a partir de cores escolhidas pelos próprios moradores.

O trabalho de pintura é realizado por jovens desempregados da comunidade que passam por cursos de capacitação e recebem bolsa no período de execução dos serviços. O programa São Paulo de Cara Nova será estendido para as demais casas de União de Vila Nova e para outras áreas que são alvos de projetos de urbanização da companhia. “A revitalização do bairro aumenta a auto-estima e restaura a qualidade de vida das famílias. Seria muito interessante tentar promover o Curitiba de Cara Nova”, disse Mounir Chaowiche.

Outro ponto que chamou a atenção da delegação paranaense foi o Programa Cidade Legal. Por meio dele, a Secretaria de Estado da Habitação fornece apoio técnico às prefeituras na regularização e na averbação de parcelamentos de solo e núcleos habitacionais para fins residenciais, públicos ou privados. Uma equipe especializada indica o melhor caminho e os trâmites necessários para agilizar e desburocratizar o processo de legalização e de registro de imóveis.

O secretário municipal de Urbanismo de Curitiba, Luiz Fernando de Souza Jamur, disse que a questão da regularização fundiária é tratada de forma diferenciada pelo governo paulista e que os procedimentos utilizados deverão ser aproveitados na cidade. “A agilidade do processo de regularização que o ‘Cidade Legal’ proporciona é o ponto alto do programa. Pretendemos regularizar até o fim de 2010, mais de 110 núcleos com aproximadamente de 20,4 mil imóveis, sendo que os processos estabelecidos pelo programa vão nos ajudar a alcançar essa meta”, explicou Jamur.

Fonte: SH/CDHU – Comunicação Social

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 11 de agosto de 2009

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“Doença da pressa” contamina profissionais

Consultor empresarial ressalta que trabalho e descanso precisam estar em equilíbrio

Humberto César Costa de Souza: trabalho deve se guiar pela matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência)

Humberto César Costa de Souza

Um dos atuais desafios dos profissionais é gerir o tempo. O que se impõe é aumentar a produtividade sem que isso interfira na vida pessoal. Mais que uma arte, operar a gestão do tempo requer organização. Como fazê-lo? O consultor empresarial Humberto César Costa de Souza, que há 10 anos ministra cursos sobre gestão do tempo, revela que os profissionais adquiriram a “doença da pressa” e perderam a noção do tempo que devem dedicar ao trabalho. Pior: passaram a fazer mau uso da tecnologia, sem conseguir a almejada qualidade de vida. É o que ele explica na entrevista a seguir. Confira:
 
Os recursos tecnológicos, que em tese surgiram para dar mais tempo, hoje parecem ter transformado a vida dos profissionais em um caos. Por que isso ocorre?
Infelizmente, grande parte da população está sofrendo da “doença da pressa”. O que isso significa: em vez de usar os recursos tecnológicos para ganhar tempo e melhorar a qualidade de vida, o profissional reage abruptamente e, muitas vezes, passa a acumular atividades. Quer um exemplo: surge uma mensagem no celular. Em vez de terminar o que está fazendo, e depois responder, a pessoa interrompe uma tarefa que às vezes é mais importante para priorizar a mensagem. Isso é anular o ganho proporcionado pela tecnologia.
 
As pessoas, de fato, estão trabalhando mais ou essa é uma falsa impressão e o que ocorre é que elas não estão sabendo aproveitar as horas de folga?
Acredito que muitas pessoas se desacostumaram com as “horas de folga”. Esse período foi contaminado pelas atividades de trabalho. Há pessoas que se sentem envergonhadas de dizer “eu não estou fazendo nada”. Não importa se é domingo, feriado ou fora do horário de trabalho normal, elas se sentem na obrigação de ter uma atividade produtiva.
 
Durante a idade profissional existe uma faixa etária que é mais vulnerável ao trabalho excessivo ou todos são afetados indiscriminadamente?
Normalmente, os profissionais em início de carreira são mais vulneráveis ao trabalho excessivo, por quererem mostrar serviço e subir mais rápido nas organizações. No outro extremo, os profissionais em vias de se aposentar também tendem a trabalhar mais. Por dois motivos: medo da aposentadoria, onde eles imaginam que vão passar muito tempo sem atividade, ou para tentar demonstrar que ainda são úteis para a organização. Profissionais com a carreira mais estabilizada tendem a não abusar do horário de trabalho.

Os novos profissionais que estão surgindo não estariam vindo com uma concepção de tempo diferente de outros que estão no meio da carreira, por exemplo?
Novos profissionais estão vindo com a ideia de dar uma carga maior de trabalho no início da carreira para subir rápido nas organizações. Contudo, se as organizações não satisfazem suas necessidades, eles inicialmente diminuem o ritmo e depois mudam de emprego. Nisso eles diferem dos profissionais mais antigos, que normalmente se dedicavam a construir a carreira já desde cedo numa mesma empresa.
 
O profissional não estaria vivendo um dilema: se trabalhar pouco pode ficar sem recursos para sua qualidade de vida; se trabalhar muito, fica sem componentes fundamentais para a qualidade de vida, como lazer e família. Onde está a equação ideal?
O segredo está no equilíbrio: estabelecer um planejamento adequado e aplicar, por exemplo, em um plano de previdência desde cedo (a partir dos 23 anos). Não precisa ser uma quantia exagerada, mas sim uma que possa dar tranqüilidade no futuro. O que não recomendo é se privar de todo e qualquer lazer hoje, somente pensando no futuro. É preciso que trabalho e descanso estejam em equilíbrio na vida.
 
Algumas empresas, para gerar qualidade de vida aos seus funcionários, criaram sistema de trabalho em que os empregados poderiam trabalhar de casa ou sem cumprir um horário rígido. Resultado: muitas delas voltaram atrás e readotaram o horário de trabalho. O que ocorreu de errado nestes casos?
O que faltou, nestes casos, foi um planejamento adequado. Nem todas as pessoas gostam de trabalhar em casa, sem um certo padrão de controle. Além disso, não é qualquer atividade que pode ser executada de forma mais eficaz fora do ambiente de trabalho. Mas o que ocorreu é que houve a adoção de um modismo sem um amadurecimento do conceito à realidade brasileira. Vale mencionar o equilíbrio nas ações: se, por alguma razão, um profissional precisa ficar em casa para dar algum tipo de assistência maior à família, por que não fazê-lo? O erro, a meu ver, está em se implantar indiscriminadamente a medida e também em não estabelecer, num acordo, a forma de verificação dos resultados esperados do processo.
 
O quanto nesta questão da gestão de tempo é culpa do profissional e o quanto é culpa da empresa?
No meu entender, a maior culpa é do profissional. Se ele dá espaço em sua rotina, a empresa ocupa este espaço. Ele tem que aprender a dizer não, a demonstrar que para tudo existe um limite. Caberia à empresa também não abusar ou querer ocupar todo o espaço. O diálogo, como se vê, é indispensável.
 
Questões regionais afetam na gestão de tempo do profissional? Um exemplo: diz-se que os nordestinos são mais donos de seu tempo, enquanto o pessoal do Sul/Sudeste corre contra o tempo.
Deste ponto posso falar com total conhecimento de causa, pois sou baiano e vivi na Bahia por muitos anos. Realmente, no Nordeste, em razão principalmente do clima extremamente quente, as pessoas tem que ter um ritmo mais lento de trabalho, o que não significa necessariamente que produzam menos. Na verdade, eles se acostumaram a ter o seu tempo e só quem estranha isso é o pessoal do sul que vai para lá.
 
Uma pessoa que trabalha em ritmo alucinado e, de repente, é forçada a parar abruptamente, seja por questão de saúde ou por ter sido demitido, como deve encarar essa situação?
Dependendo do motivo, pode ser um baque muito grande e a família precisa dar apoio e também fazer com que a pessoa tenha atividades que possam suprir esta falta, como um curso que preencha parte daquele tempo perdido. Se o problema for saúde, o cuidado tem que ser maior e as atividades devem ser muito bem dosadas para evitar estresse.
 
A velha canção do Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei das flores) diz “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Esse poderia também ser o lema de quem quer gerir bem seu tempo?
Não acho isso. Às vezes, deixar para depois nem sempre é ruim. Quando trabalhava em empresa, na ânsia de entregar logo um trabalho, fazia na hora. Daí, as orientações mudavam um pouco e tinha de refazer. O que recomendo sempre é usar a matriz GUT, que avalia a Gravidade, a Urgência e a Tendência para determinar o quão rápido o trabalho precisa ser feito. Vale lembrar que esta música foi composta no auge da ditadura militar, nos final dos anos 60, em um outro contexto social, o que não é o nosso caso agora.

Entrevistado: Humberto César Costa de Souza: humberto.c.souza@terra.com.br

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 11 de agosto de 2009

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Cuidados ao comprar imóveis na planta

Item básico, como checar em um cartório para obter informações sobre a construtora, deve ser indispensável para adquirir bem que ainda está no papel

Idealizada pela maioria das pessoas, a compra da casa própria é um sonho que requer análise e cuidado, principalmente quando a compra do imóvel é feita ainda na planta. A realização de um sonho pode virar uma dor de cabeça se não forem tomadas algumas precauções básicas – é preciso saber o que levar em consideração na hora da compra e ter muita paciência com os pormenores. É necessário que o comprador tenha atenção para buscar informações, ir atrás do histórico da construtora, procurar um cartório da região para garantia e segurança sobre o imóvel e ficar atento à assinatura do contrato.

A primeira orientação às pessoas que irão comprar um imóvel na planta é procurar informações sobre a construtora no cartório de registro de imóveis. Como as construtoras têm de registrar seu projeto de incorporação em cartório, ela terá de apresentar uma série de documentos que comprovam sua idoneidade. Sendo assim, é fundamental que o projeto de incorporação esteja aprovado pela prefeitura e registrado no cartório de Registro de Imóveis da região, significando que a obra está devidamente regularizada de acordo com as exigências legais. Uma boa providência para não se frustrar com diferenças de medidas constada nos folhetos de propagandas, é solicitar no cartório uma certidão do memorial descritivo da obra, verificar a informação registrada com a que consta nos anúncios e publicações divulgados pela construtora e em relação à planta aprovada pela prefeitura.

De acordo com o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Paraná (Anoreg-PR), José Augusto Alves Pinto, quando possível, é recomendável ainda conhecer outras obras feitas pela mesma empresa para checar a qualidade, tanto da construção como dos materiais empregados. Alves Pinto pede ainda ao comprador uma pesquisa no registro da incorporação do empreendimento, onde há informações sobre medidas e quantidade de unidades, e também um histórico da empresa na Junta Comercial. O presidente ressalta também a importância de gastar um valor relativamente pequeno com a certidão no Registro de Imóveis para saber mais sobre a incorporação, do que se arriscar com prejuízos caso a empresa não corresponda aos critérios exigidos pela prefeitura.

Custos

Mas não basta apenas comprar o imóvel para ser proprietário. Item fundamental é o correto registro do bem. Por isso, no planejamento de compra da casa própria, é fundamental também programar o pagamento de escrituras, certidões, taxas. É necessária bastante documentação para a aquisição e o registro do bem, os gastos com o cartório e tabelionato, no entanto, são importantes porque garantem a segurança do negócio. “Essas despesas são pagas à vista, e os documentos têm prazo de validade, por isso, é necessário se organizar”, alerta o presidente da Anoreg-PR.

A documentação exigida pode variar de acordo com o banco. Em caso de dúvida, o presidente da Anoreg-PR, José Augusto Alves Pinto aconselha a consulta de um funcionário do banco para assegurar-se de que não falta nenhum documento.

Contrato

Outra orientação é o cuidado na hora da assinatura do contrato. É preciso ler atentamente o contrato de compra e venda, conferindo se ele contém todos os itens obrigatórios. Confira os principais documentos necessários para a aquisição de um imóvel:

·  Cópia da carteira de identidade e do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda);
·  Certidão de nascimento e/ou casamento
·  Comprovante de renda (contracheque ou declaração de rendimentos do Imposto de Renda)
·  Comprovante de residência
·  Índice de reajuste, periodicidade de reajuste (deve ser anual como exigido pela lei);
·  Local de pagamento;
·  Cópia da escritura e matrícula do imóvel, no Registro de Imóveis da região;
·  Certidão de propriedade com negativa de ônus (débitos, pendências);
·  Valor do sinal antecipado;
·   Indicação da unidade privativa (apartamento) e garagem que você está comprando, ou seja, localização, metragem de área total e privativa, áreas comum e de garagem;
·  Prazo para início e entrega da obra;
·  Multa por atraso na entrega;
·  Cópia da certidão do cartório de registro de imóveis que comprova a regularidade e legalidade do empreendimento, e demais condições prometidas pelo vendedor.

Antes de fechar o negócio, fique atento a todas essas cláusulas e, por segurança, peça para assinar o contrato na presença de testemunhas qualificadas e da pessoa responsável pela venda. Também é preciso estar discriminado no contrato a data de início das obras, término e entrega do imóvel, caso não seja cumprido o prazo está previsto um pagamento de multa por parte da construtora.

Não esqueça de levar uma via original e de reconhecer as firmas de todas as assinaturas. Vale ressaltar que nas vendas fora do estabelecimento comercial, o Código de Defesa do Consumidor estabelece prazo de sete dias, a partir da assinatura, para a desistência da compra.

“Registre o seu contrato no cartório de Registro de Imóveis da região, pois para efeitos legais, o imóvel é de quem aparece como proprietário no registro”, também uma recomendação do presidente da Anoreg-PR, José Augusto Alves Pinto, que aconselha a guardar todo o material de publicidade, pois poderá servir como comprovação de promessas anunciadas. “Estamos em um momento propício para a compra de imóveis. As oportunidades são para todos, só é preciso segurança na checagem de informações”, completa.

 

Fonte: Centro de Notícias Comunicação

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 10 de agosto de 2009

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Crise afeta menos a construção civil

Economistas avaliam 21 áreas industriais e setor se destaca entre os que têm as melhores perspectivas no Brasil

Segmentos industriais que ainda não foram fortemente atingidos pela crise podem vir a ser, embora em 14 de 21 setores muito atingidos a situação tenha parado de piorar e já haja até alguns em recuperação. Um quadro incerto, heterogêneo, com oportunidades, mas basicamente sombrio foi montado para os próximos cinco anos por economistas convidados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante painel de debates realizado em junho para comemorar os 57 anos da instituição.

O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Julio Sergio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (IEDI) e da Universidade de Campinas (Unicamp), iniciou as apresentações mostrando a diversidade com que os setores da indústria estão reagindo à crise.

De 76 subsetores, 32 estão com tendência de aumentar o seu contágio pela crise, 19 estão estáveis, 19 estão com contágio menor e seis estão em recuperação, segundo sondagem com empresários. Segundo ele, há setores que estão melhorando, como celulose e automóveis, e há os que vão piorar. “Alimentos e bebidas é um setor que está na fila (de maior contágio)”, disse. Gomes de Almeida considera que, no longo prazo, a indústria tradicional e de insumos básicos “estão em xeque”.

Mas, no momento, ele destacou que a queda dos juros está levando os bancos a emprestar mais, sobretudo para o consumo das pessoas físicas, e a construção civil tem boas perspectivas. Também citou que o emprego “surpreendentemente” está melhor do que se esperava, porque não se vê para o momento ondas de demissões.

Já o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) David Kupfer vê a possibilidade de grande desemprego nos próximos cinco anos – uma onda de fusões e aquisições, com desnacionalização de indústrias e desconstituição de sistemas de inovação. “Receio que a indústria volte a precarizar e a demitir, matando a origem do ciclo de dinamismo no mercado interno (a renda)”, disse Kupfer, que também acredita que a retomada das exportações será lenta. “A indústria tradicional já estava mal antes da crise e tem mais fragilidade competitiva”, disse.

Segundo ele, a indústria tradicional responde por 60% do emprego tradicional e entre seus setores estão vestuário, têxteis, calçados, alimentos e bebidas, móveis e utensílios domésticos. “Um grande tombo na siderurgia afeta pouco o emprego, mas um pequeno tombo no vestuário é um grande tombo no emprego”, afirmou.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Guilherme Dias colocou mais dúvidas em relação à indústria. Ele apontou que pode haver uma grande transformação tecnológica em relação à energia. “Se é por aí, para tudo o que é investimento na indústria de bens de consumo duráveis”, disse. “Com a TV digital, por 10 a 15 anos ninguém investiu em uma planta de TV de tubo. Temos de analisar onde há essa transformação.”

 

Fonte: Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI)

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

Publicado por: Itambé Empresarial em 10 de agosto de 2009

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Rode Bem é referência para outras empresas

Programa de segurança nas estradas, implantado em 2005 pela Cimento Itambé, chama a atenção pelo seu índice de eficiência

Em março deste ano, um representante da Arauco do Brasil procurou o departamento de logística da Cimento Itambé com o objetivo de conhecer o Rode Bem. A intenção era verificar o programa de segurança nas estradas e tirar ideias que pudessem servir à multinacional chilena – uma das líderes do continente em beneficiamento de madeira. “O mais interessante é que a Arauco chegou até nós pelas mãos dos motoristas. Eles  tinham um programa de segurança que não conseguia atingir o objetivo e os caminhoneiros disseram para virem conhecer o Rode Bem”, explica o gerente de logística da Cimento Itambé, Rafael Kulisky Júnior.

Quando viu como funcionava o programa, o emissário da multinacional chilena ficou bem impressionado. O Rode Bem é presencial e adaptado à realidade dos caminhoneiros que carregam cimento e descarregam insumos na fábrica da Itambé, em Balsa Nova (PR). Através de palestras, ele já orientou 5.115 motoristas entre janeiro de 2005, quando foi criado, e julho deste ano. Além disso, o programa também promove a avaliação física dos profissionais da estrada e faz treinamento ambiental. “Ele já ganhou características de um programa social”, diz Ivo Renato Chequim Júnior, assistente de logística da Cimento Itambé.  

Destaque na mais recente reunião de análise crítica da Cimento Itambé, o Rode Bem revelou seu segredo. “Antes, fazíamos as palestras em um anfiteatro, com cadeiras aconchegantes, telão, som e todo conforto. Mesmo assim, alguns motoristas resistiam a participar. Descobrimos que eles não estavam à vontade e fizemos o programa se adaptar aos caminheiros. Hoje, as palestras e a avaliação física ocorrem no pátio da fábrica e temos batido sucessivos recordes de público”, revela Ivo Renato. A tendência é que o número de participantes de 2009, que já está em 858, supere o de 2008, que reuniu 1.536 motoristas. Melhor: o programa ajudou a reduzir o índice de acidentes a zero.

José Gequelin

José Gequelin

Um dos fatores para a eliminação de acidentes, além das orientações aos motoristas, é que eles estão sabendo cuidar melhor da saúde. Através de exames de medição de pressão, índice de massa corporal, altura, peso, glicemia e avaliação postural, os participantes, muitas vezes, detectam problemas que nem desconfiavam. “Eu descobri que tinha diabetes e hoje me trato”, revela José Gequelin, que há 25 anos transporta calcário para a Cimento Itambé.

Fernando Ferreira

Fernando Ferreira

Outro caso é o de Fernando Ferreira, que na avaliação física soube que a glicose estava alta e alterou seus hábitos alimentares. “Antes sentia dores nas pernas e com a alimentação e dicas de alongamento estou bem melhor”, disse.

O sucesso do Rode Bem, segundo Rafael Kulisky Júnior, se deve à interatividade do programa com os motoristas. “Ao longo desses quase cinco anos fomos aprimorando a abordagem. Selecionamos os palestrantes que obtiveram maior sucesso e estamos sempre em contato com os organismos ligados ao transporte para atualizar os temas. Hoje estamos priorizando as palestras-show, que prendem mais a atenção dos motoristas”, diz. As palestras abrangem assuntos como segurança no trânsito, direção defensiva, ergonomia, impacto ambiental e saúde. “Definimos um cronograma anual, mas os assuntos são flexíveis. No momento, vamos incluir uma palestra sobre gripe A para orientar os motoristas”, completou Ivo Renato Chequim Júnior.

Novidades

Com as palestras e as avaliações físicas, feitas por profissionais de educação física, já consolidadas, o Rode Bem prepara novidades. Vem aí o Jogo do Rode Bem, no qual os motoristas terão seus conhecimentos testados e concorrerão a brindes. “É preciso sempre inovar para mantê-los motivados”, diz o assistente de logística. O programa é repetido mensalmente e atinge os transportadores cativos, as equipes de comodato, autônomos, terceirizados e motoristas de clientes da Cimento Itambé. “Os caminhoneiros que participam avisam outros e a adesão é cada vez maior. Também estamos abrindo as palestras para a comunidade”, revela Rafael Kulisky Júnior, que destaca o constante zelo de sua equipe para manter o Rode Bem como referência de programa de segurança nas estradas.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação

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