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Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de março de 2009

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Sinduscon contesta dados do IBGE sobre crescimento da construção civil

Aumento médio do emprego no setor e crescimento da indústria de materiais sinalizam que a expansão foi maior que a calculada pelo Instituto

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mantém a projeção de que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresceu 10% no ano passado, mesmo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter divulgado expansão de 8%. Em nota, o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe, disse que dados como o aumento médio de 17,4% do emprego no setor no ano passado e crescimento de 13,7% da indústria de materiais sinalizam que a expansão foi maior que a calculada pelo IBGE.

Segundo Watanabe, no fim de 2009 ou início de 2010, quando o IBGE recalcular o PIB do ano passado, deverão ser incorporados dados de pesquisas ainda não considerados, como a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), além de informações das Declaração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) da Receita Federal e de novos indicadores da construção.

O Sinduscon-SP também admite que poderá revisar para baixo a projeção de crescimento para o setor de construção civil em 2009. A última projeção da entidade para este ano foi divulgada no início de dezembro de 2008 e previa crescimento de 3,5% a 4,7%. Atualmente, o Sinduscon-SP trabalha com a estimativa de que a expansão fique entre 3% e 3,5%, mas, oficialmente, a meta ainda não foi revisada.

No fim de 2007, o Sinduscon-SP projetava que o setor cresceria 9% em 2009. Em outubro de 2008, com a piora do ambiente macroeconômico, a estimativa de crescimento da construção em 2009 foi reduzida para 5%. Essa projeção levava em conta que o PIB do Brasil teria expansão de 4% este ano. Com a redução esperada para este indicador, os cálculos do desempenho da construção foram revistos para de 3,5% a 4,7%.

Já a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou, também em nota, que o dado do IBGE de que o setor cresceu 8% no ano passado confirmou suas expectativas. “Esses dados mais do que justificam os motivos que levaram o governo a priorizar a construção neste momento de retomada do crescimento econômico, com o iminente anúncio do pacote habitacional. Se o setor foi importante em 2008, imagine o que pode fazer em 2009, sobretudo na geração de emprego e renda”, disse o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, em nota. Segundo a CBIC, a expectativa de crescimento para o setor este ano é de 5%.

Fonte: Jornal O Estado do S. Paulo

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de março de 2009

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Aprenda a delegar

Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém. Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas

Nenhum administrador, diretor, gerente ou supervisor é uma ilha. O sucesso de toda e qualquer liderança reside no aproveitamento de times e equipes compostos por pessoas diferentes trabalhando com um conjunto de objetivos e metas compartilhadas.

Nenhuma empresa será suficientemente rápida se seus colaboradores tenderem a centralizar e a fazer tudo por si mesmo.

A “não delegação” é uma âncora muito pesada para toda e qualquer empresa, uma “âncora” que freqüentemente termina afundando a embarcação.

Delegar não é apenas eleger alguém a quem você passará determinada tarefa ou missão. Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém. Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas.

Ao delegar precisamos fornecer às pessoas:

1. Uma direção, um norte: para que saibam para onde ir.

2. A autoridade, o aval: para que tenham o poder de prosseguir.
 
3. Os meios e as condições necessárias: para que possam concluir o que lhes foi solicitado.

Uma das características mais importantes na avaliação da alta performance para cargos de decisão e liderança consiste justamente em verificar se o profissional em questão consegue fazer as coisas acontecerem através do trabalho de outras pessoas!

A incapacidade de delegar é um atalho para ser desligado de qualquer participação relevante dentro de uma empresa.

Se você não delega ações importantes para seus colaboradores está incorrendo em graves erros:

1. Perdendo a oportunidade de testar o desempenho deles, não sabendo com quem contar diante dos maiores desafios.
 
2. Acostumando seus colaboradores a viverem dentro de uma zona de conforto. Qualquer solicitação adicional sua passa a ser percebida como “excesso” ou “abuso” e recebida com insatisfação.
 
3. Minando suas possibilidades de promoção, porque não delegando, você não prepara ninguém para substituí-lo e decreta sua permanência no mesmo cargo, na mesma função, freqüentemente no mesmo patamar de remuneração (a competência da delegação está diretamente relacionada com o nível de remuneração dos profissionais no mundo corporativo. Quem delega melhor, ganha melhor).
 
Não aprender a delegar é jogar contra si mesmo. Não delegar bem é sabotar a própria carreira!
Delegue com excelência, agilize resultados e cresça em sua carreira.

Para delegar melhor:

1. Compreenda o seu verdadeiro papel na empresa ou organização. Por exemplo, se você é um empresário deve dedicar-se à estratégia e à construção do futuro e não à outras atividades rotineiras e tarefeiras que pode e deve delegar.

2. Dedique-se a fazer aquilo que é realmente de sua competência e que não pode ou não deve ser realizado por outro profissional.

3. Aplique o melhor de sua expertise na área da sua expertise.

4. Entenda que quando você delega, você está aguardando pelos resultados! Os caminhos utilizados por outros profissionais para obtê-los não necessariamente serão semelhantes aos seus. Desde que sejam éticos, caminhos diferentes são bem vindos se alcançam os resultados desejados.

5. Delegar implica colaboração, acompanhamento e feedback. Quando você delega, a ação está só começando, não terminando.

6. Escolha a pessoa certa para a tarefa certa. Muitas pessoas com tendência centralizadora desistem de delegar porque em tentativas anteriores escolheram a pessoa errada para a tarefa e obtiveram frustração com a tentativa. Como tudo na vida, se você delegar mal, vai dar errado!

7. Quando você não tem o hábito de delegar, comece aos poucos. Delegue primeiro pequenas tarefas, conheça a performance das pessoas a quem você está delegando e vá subindo o grau de responsabilidade das tarefas delegadas até ficar somente com aquilo que deve caber essencialmente à sua competência!

8. Assim como você, as pessoas não acertam sempre. Lembre-se disso! Aproveite os erros e enganos para treinar as pessoas para desempenhar melhor suas atribuições.

9. Reconheça sempre que alguém fizer um bom trabalho, especialmente quando suas expectativas forem superadas e o resultado for, até mesmo, superior ao que você teria obtido na realização da tarefa. Se você estiver cercado pela equipe correta isso deve ocorrer com certa freqüência.

10. Aprenda com as pessoas a delegar melhor, quando elas falham, além de dizerem algo sobre si mesmas elas estão dizendo muito sobre a liderança que delegou a tarefa.

Carlos Hilsdorf
Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano.
www.carloshilsdorf.com.br

Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de março de 2009

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Desfavelização impulsiona mercado de habitações populares

Nas regiões metropolitanas de Curitiba e Belo Horizonte, projetos erguem moradias dignas, urbanizam áreas de risco e aquecem a construção civil

Estão em curso no Brasil vários programas de desfavelização. Estimulados por recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), eles servem também de incentivo ao mercado de habitações populares e aquecem a construção civil. O objetivo é tirar famílias de área de risco e degradadas, reassentando-as em apartamentos ou casas com saneamento básico e urbanização.

Vila Viva: na região de Belo Horizonte, 4.130 apartamentos beneficiam 7.414 famílias

Vila Viva: na região de Belo Horizonte, 4.130 apartamentos beneficiam 7.414 famílias

Em dois estados – Minas Gerais e Paraná – esses programas se destacam. Na região de Belo Horizonte se desenvolve o Vila Viva. Trata-se de um dos maiores processos de desfavelização do país. Com investimento de R$ 572,3 milhões oriundos do PAC, 125 mil moradores dos Aglomerados da Serra e Morro das Pedras, e das  vilas Califórnia, São José, Pedreira Prado Lopes e Taquaril, estão sendo beneficiados com as construções de 4.130 apartamentos. Das 7.414 famílias, 2.000 já estão vivendo em novos lares.

O Programa Vila Viva também engloba ações de promoção social e desenvolvimento comunitário, educação sanitária e ambiental e criação de alternativas de geração de trabalho e renda. No momento, os seis canteiros de obras do programa empregam diretamente 1.410 trabalhadores. Na Serra, 80% dos trabalhadores contratados residem no aglomerado. Já no Taquaril, do total de 133 trabalhadores nas obras de urbanização, cerca de 85% moram na própria comunidade.

Vila Zumbi, na região de Curitiba: sobrados transformam a favela desde 2004

Vila Zumbi, na região de Curitiba: sobrados transformam a favela desde 2004

No Paraná, um dos programas mais relevantes ocorre na Vila Zumbi dos Palmares, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Trata-se do programa Direito de Morar. Desde 2004, a Cohapar realocou 289 famílias que viviam em áreas de risco, na beira do rio Palmital ou da BR-116, e hoje moram em sobrados. Além disso, regularizou a situação de outras 1,8 mil famílias que ocupavam a área. Todos receberam infraestrutura necessária (água, luz e esgoto) e foram incluídos automaticamente nos programas sociais do governo do Paraná.

A intervenção custou R$ 21 milhões, assim divididos: recuperação ambiental (R$ 9,6 milhões), sistema de drenagem de águas pluviais (R$ 4,6 milhões), pavimentação e paisagismo das ruas (R$ 3,4 milhões), instalação de rede de esgoto (R$ 1,2 milhão), recuperação ambiental (R$ 283 mil), construção de 281 sobrados (R$ 3,7 milhões), melhoria nas instalações de 400 moradias (R$ 2,6 milhões).

Abraçando também um programa de desfavelização, a Prefeitura de Curitiba coloca em andamento um conjunto de intervenções que atende 39 vilas e cerca de 9 mil famílias. “Este tipo de atuação alcança um dos pontos mais críticos da questão habitacional, levando infraestrutura para áreas de ocupação irregular, onde as condições de moradia das famílias são muito precárias”, explica o presidente da Cohab, Mounir Chaowiche.

Os projetos de urbanização prevêem dois tipos de solução. Para as famílias que estão em locais onde não há restrições ao uso habitacional são feitas obras de infraestrutura e, quando necessário, construção de equipamentos comunitários. Nas áreas onde há risco para as famílias, as condições são insalubres ou não é permitida a permanência de moradias, está prevista o reassentamento para loteamentos da Cohab. Para abrigar as famílias no novo local, estão sendo construídas casas e sobrados de alvenaria.

Vila Parolin, em Curitiba: transformação da favela mais antiga da capital paranaense

Vila Parolin, em Curitiba: transformação da favela mais antiga da capital paranaense

Entre as áreas onde há projetos de urbanização em andamento está a Vila Parolin, a mais antiga ocupação irregular da cidade, com mais de 50 anos de existência. De acordo com Chaowiche, a atuação no local é emblemática, porque marca o ingresso do programa habitacional da Prefeitura numa área que é considerada uma das mais complexas da cidade. Ali, o projeto prevê obras de infraestrutura para as 830 famílias que permanecerão na Vila e reassentamento de outras 677.

A urbanização da Vila Parolin terá um custo global de R$ 32,8 milhões, dos quais R$ 17,2 milhões são de investimentos da Prefeitura e o restante virá do Orçamento Geral da União (OGU). Somente com a construção das casas para reassentamento serão investidos R$ 13,2 milhões. Atualmente, estão em obras sobrados e casas de tamanhos variados, com até três quartos, que vão transformar a mais antiga favela de Curitiba.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de março de 2009

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Não basta ter inteligência, é preciso Inteligência Competitiva

Novo método de gestão de negócios aponta caminhos para que empresas e instituições possam se adiantar à concorrência

Giancarlo Proença

Giancarlo Proença

Importante ferramenta de gestão de negócios, a Inteligência Competitiva (IC) está a procura de espaço dentro das empresas brasileiras. As que já a adotaram melhoraram a forma de detectar tendências, avaliar informações e apoiar o desenvolvimento de estratégias. Trata-se, portanto, de parte-chave do sistema, ressaltando que o processo de inteligência – informação relevante submetida ao processo de análise -, só traz resultados se contar com a interação de todos os envolvidos no desenvolvimento de diferentes iniciativas em prol da constante inovação corporativa.

Saindo da parte teórica para a prática, o gerente de Inteligência Competitiva Giancarlo Proença usa um exemplo clássico para explicar como sua especialidade pode mudar os rumos de um negócio. “Por muito tempo, os relógios suíços foram o exemplo da precisão mecânica perfeita. Pois bem, enquanto os suíços disputavam entre si para ver quem faria o mecanismo mais preciso para um relógio, na década de 30 pesquisadores americanos desenvolveram os primeiros relógios com cristal de quartzo. O resultado foi um relógio preciso e barato. Essa tecnologia foi desprezada pelos relojoeiros suíços, que viram o mercado ser tomado pela onda digital”, explica.

Em outro exemplo, Proença lembra da Kodak e da Fuji, que monopolizaram a concorrência sem ficar atentas ao restante do mercado. “O que aconteceu? A Sony desenvolveu a câmera digital e engoliu as duas ex-potências do mercado fotográfico”, cita. O especialista afirma que se neste, e em outros casos, tivesse havido Inteligência Competitiva, essa derrocada poderia ter sido evitada. “Esse é o papel da IC: montar uma árvore de inteligência em que concorrentes, clientes, fornecedores, tecnologia, preços, enfim, todos os fatores relacionados ao mercado estejam sob constante monitoramento.”

Proença destaca ainda que a Inteligência Competitiva tem ligação direta com as cinco forças responsáveis pela maior ou menor competitividade no mercado, apontadas pelo teórico da administração Michael Porter: a concorrência, a capacidade de negociação dos fornecedores, o poder de barganha dos clientes, a ameaça de novos concorrentes e a entrada de produtos substitutos. “Se eu fosse definir em duas palavras o que é Inteligência Competitiva, seriam: saber antes. A grande virtude da IC é apresentar as tendências e apontar caminhos para que empresas e instituições possam se adiantar à concorrência e demais forças presentes no ambiente”, diz.

Resumidamente, para não perder nenhum aspecto relevante, o programa de Inteligência Competitiva deve detectar as necessidades de informação. Depois, a empresa deve dispor de uma boa equipe de coleta e pesquisa dos dados. A análise também deve dispor de um grupo de trabalho especializado e bastante focado. Por fim, a inteligência – informação relevante submetida ao processo de análise – precisa chegar às pessoas certas. ”Para isso, o processo de disseminação é essencial. Todas essas etapas precisam do suporte de boas ferramentas computacionais e de interação entre os envolvidos”, reforça Giancarlo Proença.

O especialista, no entanto, ressalta que Inteligência Competitiva não deve ser confundida com espionagem empresarial. “Existe um código de ética rígido e a IC trabalha apenas com informações públicas, adquiridas de forma lícita e legal”, afirma. No Brasil, ele cita pelo menos quatro empresas que já se valem da Inteligência Competitiva: Natura, TIM, Petrobras e Vale do Rio Doce. “Cada um busca um aprimoramento. A Natura, por exemplo, focaliza a área comercial. Já a TIM prioriza o atendimento. Mas no final, a Inteligência Competitiva acaba sendo útil a todos os departamentos estratégicos da empresa, pois ela interliga informações e monitora todos os ambientes”, explica.

Referências literárias

Livro: Inteligência Empresarial Estratégica
Autor: Walter Félix Cardoso Júnior
Resumo: obra estuda a relação de considerações teóricas de Inteligência Competitiva com a realidade prática do dia-a-dia das organizações, o que levou o autor à criação de um método de Inteligência Empresarial Estratégica. Além disso, há considerações a respeito de conceitos teóricos de planejamento e administração estratégica, autoconhecimento, gestão do conhecimento, competitividade, gestão de negócios, psicanálise e psicolinguística.
Sobre o autor: Walter Félix Cardoso Júnior fez doutorado em 1990 em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Brasileiro, e é também doutor em Engenharia de Produção pela UFSC. Além de professor na Unisul, o autor exerce consultoria sênior nas áreas de Inteligência Empresarial e Planejamento e Gestão de Recursos de Defesa.

Livro: Inteligência Competitiva
Autor: Leonard M. Fuld
Resumo: obra mostra como pensar de maneira crítica sobre as informações das quais se dispõe e a transformá-las em diferencial competitivo – uma espécie de “inteligência competitiva exclusiva”. O autor, que já ajudou muitas empresas a desenvolverem programas e sistemas de inteligência, utiliza essas experiências como exemplo para mostrar ao leitor de que forma é possível entender o mercado e estar sempre à frente. Sobre o o autor: Leonard Fuld é pioneiro no campo da inteligência competitiva. Ele criou muitas das técnicas crescentes de inteligência atualmente usadas por corporações em todo o mundo. Fuld é um dos quatro primeiros especialistas a integrar a Sociedade de Profissionais de Inteligência Competitivos (SCIP), em 1998. Sua companhia, a Fuld, foi fundada em 1979 e especializou-se no fornecimento de inteligência de negócios a corporações para melhorar a tomada de decisão de estratégia, operações e aplicações táticas.

Livro: Inteligência Competitiva na Prática
Autores: John E. Prescott e Stephen H. Miller
Resumo: obra é uma coletânea de artigos da Competitive Intelligence Review que apresenta técnicas exeqüíveis e comprovadas na prática sobre como a inteligência competitiva pode ser aplicada numa variedade de setores empresariais. Mostrando contribuições dos principais líderes executivos como Robert Galvin, da Motorola, John Pepper, da Procter & Gamble, e Gary Costly, da Kellogg, os notáveis estudos de caso corporativos abrangem aplicação da IC em vendas e marketing, pesquisa de mercado e prognósticos, desenvolvimento de novos produtos e equipes.
Sobre os autores: John E. Prescott é mestre a Universidade de Pittsburgh e Ph.D em Inteligência Competitiva.  Stephen H. Miller é editor-gerente da Competitive Intelligence Review e editor-chefe da Competitive Intelligence Magazine, publicada pela Society of Competitive Intelligence Professionals.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de março de 2009

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Imprescindível no mundo

Com crise ou sem crise, o engenheiro civil é hoje o profissional com mais ferramentas para se adaptar ao mercado globalizado

Versátil, a engenharia civil hoje desperta o interessa tanto de homens quanto de mulheres

Versátil, a engenharia civil hoje desperta o interessa tanto de homens quanto de mulheres

Definição de engenheiro civil: um profissional a postos para qualquer função. É assim que o coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná, Marcos Antônio Marino, vê o profissional que ajuda a formar. Para ele, quem opta por essa profissão sai na frente em relação às demais porque tem maior capacidade de adaptação às variações do mercado. Se o período for de riqueza, é ele quem vai construir. Se for de contenção, é ele quem vai administrar. Confira os segredos desta profissão na entrevista a seguir:

Como o engenheiro civil está posicionado hoje no mercado?
Antes da crise, posicionamento total. Agora, diminuiu sensivelmente, mas não tanto quanto outros setores da economia. A profissão continua indo razoavelmente bem. Até porque é uma função fundamental para o desenvolvimento do país. Engloba tudo. Sem esta função não se faz nada em lugar nenhum do mundo. Qualquer projeto não pode prescindir de um engenheiro civil. Qualquer projeto, qualquer sonho, passa pelo engenheiro civil. É ele quem vai construir. Você pensa num hospital, quem vai construir é um engenheiro civil, certo? Então, qualquer coisa que se sonhe, que se pense, que se projete, passa pelo engenheiro civil.

Ele hoje é mais um técnico ou um gestor?
Ele tem que ser os dois.

Por quais adaptações terá de passar esse profissional para se garantir no mercado e assegurar melhor remuneração nos tempos atuais?
É uma questão de competência, como em qualquer outra profissão. O fato de o profissional estar empregado não garante que ele seja bom. Ele vai ter de mostrar competência, como um médico, como um administrador. Aí não é uma coisa particular da engenharia civil, aí é do ser humano. Aonde o profissional entrar, terá de se adaptar com rapidez. E isso está relacionado à competência.

Não é raro ver engenheiros atuando no mercado financeiro ou até em áreas administrativas. Por que esses setores absorvem esses profissionais?
Porque a formação do engenheiro civil é uma formação eclética. Na engenharia civil, além da área técnica, você atua muito na área administrativa, você atua muito na área econômica. Nós tivemos mais de um ministro da Fazenda que era engenheiro. Por quê? Porque o engenheiro tem uma formação universitária, uma formação ampla. Ele não é um engenheiro apenas focado em engenharia civil. Ele é um sujeito que tem que pensar muito na parte administrativa e muito mais ainda na parte econômica. Automaticamente, um bom engenheiro é também um economista e um administrador. Isso é inevitável. Senão não tem sucesso na profissão.

Recentemente, o IEP (Instituto de Engenharia do Paraná) lançou um curso pré-vestibular com vocação para orientar jovens a optarem pela engenharia. Como o jovem hoje encara o curso: a procura é boa ou já foi melhor?
A procura é muito boa. Veja, nós temos vários cursos de Engenharia Civil no Paraná. Dois federais – a Universidade Federal e a Universidade Tecnológica – e tem todas as estaduais e as particulares. Fazendo um raciocínio rápido, diria que temos dez cursos de Engenharia Civil no Estado, e todos eles têm demanda alta.

Antigamente, engenharia, medicina e direito eram vistos como cursos nobres. Isso parece que fazia estudantes das classes C, D e E fugirem destes cursos. Com está isso agora?
Na minha época, nos anos 60, havia esse glamour. Acho que isso ainda continua com a medicina, mas em relação à engenharia civil as oportunidades são bem maiores, e mais diversas. A Engenharia Civil se desdobrou em Engenharia Cartográfica, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção. A Engenharia Civil se transformou em vários cursos e isso despertou maior interesse.

Com o aquecimento da economia, descobriu-se que havia falta de engenheiros no mercado. Como ficará agora, após essa freada causada pela crise global?
É temporário. Na hora em que o mundo sair da crise, quem sairá na frente será o engenheiro civil, que vai ter de construir tudo de novo. Isso é cíclico. A primeira coisa que o pessoal faz quando tem uma crise é parar de construir. Depois que os erros são corrigidos, começa-se a construir de novo, e correndo. Aí falta engenheiro para trabalhar.

Qual a diferença entre o curso de Engenharia Civil e o curso de Engenharia de Produção Civil?
O engenheiro civil, pelo menos os da Federal do Paraná, é um profissional a postos para qualquer função. Ele vai atuar na área de produção, na área de meio ambiente, na área de saneamento, na área de transporte. É aquele que atua em todas as áreas. O engenheiro civil de produção é como o nome está dizendo. Ele vai, especificamente, para uma produção mais qualificada, mais direcionada. Assim, ele se torna o engenheiro de produção mecânico, o engenheiro de produção elétrico. É uma área específica da engenharia. Já a Engenharia Civil é mais universal.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de março de 2009

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Cresce demanda por áreas industriais

A demanda por áreas industriais aumentou significamente no ano passado e a previsão do setor é que para o primeiro semestre de 2009 o quadro se mantenha estável. Segundo levantamento da Colliers International, uma das líderes mundiais no segmento de imóveis corporativos, galpões cujos aluguéis pedidos eram de R$ 14 o metro quadrado no início de 2008, finalizaram o ano pedindo em média R$ 20 o metro quadrado.

O motivo da estabilidade é a alta demanda e a baixa oferta. Áreas no entorno das rodovias Anhanguera, Castello Branco e Bandeirantes foram as que tiveram a maior demanda. Também se percebeu uma alta significativa em trecho da rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Paraná.

Embora 2008 tenha sido um ano que o mercado absorveu, em sua maioria, grandes áreas (acima de 10.000 metros quadrados de área construída), a demanda por galpões modulares com áreas na faixa de 1.000 a 3.000 metros quadrados continuam sendo uma tendência para 2009, estima a consultoria.

Fonte: Blue Comunicação
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de março de 2009

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Curitiba quer incluir 20 mil moradias no pacote de habitação

Prefeitura tenta receber dinheiro do governo federal. Projeto do Palácio do Planalto é construir 1 milhão de casas no país

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, reuniu-se dia 9 de março com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para discutir a participação da cidade no programa habitacional que será lançado em breve pelo governo federal. A reunião, no Palácio do Planalto, em Brasília, teve a participação de prefeitos de outras capitais e dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Márcio Fortes, das Cidades. “Curitiba tem se destacado na execução dos programas habitacionais, por isso a nossa expectativa é de incluir 20 mil casas e apartamentos no novo programa, para serem construídos nos próximos dois anos”, disse Richa.

O pacote habitacional que será anunciado pelo governo federal será um reforço ao plano de gestão municipal, que prevê o atendimento a 40 mil famílias em quatro anos. “Há uma sintonia entre as duas esferas de governo, que veem a habitação como uma política social de amplo alcance e um forte indutor das economias locais”, disse Richa.

Conforme o presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche, que acompanhou o prefeito a Brasília, para construir as 20 mil unidades, a Prefeitura deverá se valer da experiência dos últimos quatro anos, quando o programa habitacional do município teve um grande impulso, com o atendimento a 30 mil famílias.

Os mecanismos para financiamento das novas unidades serão duas linhas de recursos com as quais a Cohab já trabalha – os programas de Arrendamento Residencial (PAR) e Imóvel na Planta. Atualmente, estão em construção na cidade 1.082 apartamentos do PAR e mais 577 do Imóvel na Planta.

Para construir as 20 mil novas unidades seriam necessários recursos da ordem de R$ 760 milhões, considerando-se o valor unitário médio de R$ 38 mil. “O município irá participar da composição deste valor, com as contrapartidas necessárias aos contratos de financiamento”, disse Chaowiche.

Outra condição colocada pelo governo federal para liberação de recursos, a redução dos tributos municipais para baratear o custo das unidades, já é cumprida parcialmente pela Prefeitura de Curitiba, que libera as empresas que participam do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), do pagamento do ITBI (Imposto de Transmissão sobre Bens Imóveis) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Ubano). O governo federal quer que também seja adotada a desoneração do ISS (Imposto sobre Serviços), medida para a qual o prefeito solicitou estudos à Secretaria de Finanças.

Fonte: SMCS

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de março de 2009

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Crédito habitacional expande e move economia

Procura por novos financiamentos blinda construção civil e pacote de moradias deve trazer ainda mais luz ao setor

Crédito habitacional expande e move economia

Crédito habitacional expande e move economia

Sem tomar conhecimento da crise, o financiamento habitacional no Brasil experimenta neste início de 2009 uma expansão jamais vista. No 1.º bimestre do ano, foram fechados 94.682 contratos, totalizando R$ 4,2 bilhões. O resultado representa uma evolução de 119% em relação aos valores financiados no mesmo período do ano passado, o que significou um novo recorde para o desempenho do setor.

O cenário positivo tende a tornar-se ainda melhor a partir do anúncio do pacote habitacional que o governo federal lançará neste mês. O plano é construir um milhão de moradias até 2010. Serão beneficiadas famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos, que receberão subsídios para custear os financiamentos. Entre eles, a possibilidade de pagar prestações simbólicas de R$ 20 e o direito de começar a quitar as mensalidades somente após receber as chaves da nova moradia.

Diante deste impulso, a Caixa Econômica Federal estima que o ano deve fechar com um crescimento real de, no mínimo, 30% na concessão de créditos imobiliários. Segundo a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, a Caixa, que responde por mais de 50% do crédito habitacional no país, tem verba para atender a demanda. “A captação recorde de poupança no ano passado nos permite ter o volume de recursos necessários”, garante. Ela informa que o banco conta com mais de R$ 90 bilhões para o crédito habitacional.

Só neste ano, os contratos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), as populares cadernetas de poupança, totalizaram R$ 2,4 bilhões no bimestre e financiaram a compra de 54.753 imóveis, o que significa 57,7% do volume total contratado. A Caixa também usou R$ 1,7 bilhão de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento de 35.959 novas moradias – 59,74% a mais do que as 22.510 unidades contratadas no mesmo período de 2008.

A média diária de contratação, entre janeiro e fevereiro, foi de 2.393 unidades, no valor de R$ 108 milhões, contra média de 1.039 casas e R$ 49,4 milhões em igual período de 2008. “Foi o melhor primeiro bimestre da Caixa em volume de contratação do crédito imobiliário”, comemorou Maria Fernanda Ramos Coelho.

A aposta do governo federal é que o estímulo à compra da casa própria será o trampolim para o Brasil sustentar o crescimento. “O pacote habitacional que iremos lançar terá duplo efeito: combaterá o déficit habitacional e gerará empregos”, resume a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Com informações da Agência Brasil

 
Crédito habitacional precisa ser desburocratizado

Para o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), seção Curitiba, José Pedro Paes Antunes dos Santos, o pacote habitacional que o governo está prestes a lançar só trará efeitos positivos se vier acompanhado de uma desburocratização no setor. Segundo ele, a obtenção de financiamento habitacional ainda é difícil no Brasil. “Em média, um crédito habitacional leva três meses para ser obtido. Há uma série de exigências a serem cumpridas e uma vasta documentação é pedida. Isso precisa mudar”, diz.

Paes Antunes faz uma comparação com um financiamento para um automóvel. “Há carros que custam mais caro que uma casa, mas, no entanto, o consumidor chega na loja hoje e amanhã recebe as chaves do veículo. É preciso imprimir essa velocidade ao setor das moradias”. Para isso, ele avalia ser necessária uma revisão da política habitacional.

Ainda de acordo com o representante da ABMH, o crédito habitacional embute nos contratos algumas armadilhas, principalmente para a classe média. Por isso, ele defende que, em certos casos, o financiamento deve ser pelo menor prazo possível. “Amortizar parte do valor do imóvel com uma boa entrada é fundamental. Além disso, não comprometer mais do que 30% da renda é essencial”, ensina.

Outra preocupação da ABMH foi trazida à tona em recente carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, intitulado “Problemas dos Mutuários da Habitação”, a associação revela que o Sistema Financeiro Habitacional (SFH) tornou-se uma verdadeira colcha de retalhos. “Existem mais de 300 tipos de contratos de financiamento habitacionais no país, e muitas vezes os mutuários nem sabem o que assinam”, revela. Isso, segundo a entidade, gera inadimplência alta, os famosos “contratos de gaveta” e faz tramitar atualmente na Justiça mais de 450.000 ações de mutuários contra o SFH.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

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