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Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de fevereiro de 2009

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Suprimento é o alicerce da boa obra

Negociação entre o setor de compras das construtoras e os fornecedores decide o futuro de um empreendimento

Ary Cardoso Leal, da Conextubo: material normatizado e luta contra a inadimplência

Ary Leal Cardoso Filho, da Conextubo

Seja qual for o nome adotado, departamento de compras ou setor de suprimentos, o certo é que essa área tornou-se estratégica dentro das construtoras. É ela a responsável por negociar com indústrias e fornecedores a compra dos materiais que serão usados nos empreendimentos. Trata-se de uma função que diariamente trava quedas de braço por bons preços e qualidade. “Costumo dizer que o setor de compras pode gerar um bom lucro ou trazer um grande prejuízo à empresa”, explica Lupércio Marques, coordenador de compras do Grupo Thá.

Para que o sucesso seja atingido, os profissionais da área de suprimento precisam conhecer de logística, engenharia civil, administração e economia. “São quatro profissionais em um. É preciso entender a obra, ter uma boa base financeira e saber onde estão os fornecedores que vão render boas parcerias”, afirma Lupércio, que considera que sua meta é alcançada quando a obra da construtora consegue chegar ao consumidor com preço competitivo e qualidade.

Por esse propósito, a Thá opta pelo sistema de cotação e negociação. Com o orçamento da obra definido, o departamento de compras da construtora traça a estratégia diretamente com as indústrias. “As fábricas oferecem preços mais competitivos. Nós também não usamos o sistema de pregões, por que isso pode comprometer a qualidade do material”, diz Lupércio.

Como uma obra dura, em média, dois anos, as compras são realizadas por etapas. É aí que o departamento de suprimentos da empresa mostra sua eficiência. O ideal é que a aquisição dos materiais seja na medida certa. No caso de faltar, em alguns casos a construtora e o fornecedor firmam por contrato que o reabastecimento de material será dentro de preços já pré-definidos. Supondo que no período da construção um determinado suprimento sofra reajuste, a previsão é que seja travada ali uma nova queda de braço por valores que agradem os dois lados.

O mesmo ocorre se sobrar material. Em alguns casos, as construtoras podem estocar o excedente, definir com o fornecedor um reembolso ou trocar o que sobrou por outro material que será necessário na obra. Neste caso, quem está do outro lado do balcão, ou seja, o fornecedor, pode se tornar um bom parceiro da construção ou não. Desde que tenha a confiança da empresa que toca o empreendimento, ele pode ajudar a dar qualidade à obra, sugerindo produtos e facilitando para que o orçamento seja cumprido, a fim de que nem falte e nem sobre material.

Segundo Ary Leal Cardoso Filho, sócio-proprietário da Conextubo, o bom fornecedor é aquele que consegue oferecer produtos normatizados com bom preço. “O problema é que algumas construtoras não seguem essa regra. Tem aquelas que optam pelos pregões e compram produtos sem especificação só para baratear a obra”, diz, fazendo uma constatação: “Se toda a construção usasse material normatizado, o padrão das habitações brasileiras seria muito melhor”.

Ary cita que a Conextubo só trabalha com material que atende o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat). Para ele, essa deveria ser uma norma dentro do setor de fornecimento de material de construção. Por ética, ele não comenta se essa regra é obedecida ou não pelos concorrentes, mas afirma que a área tem uma disputa forte. Só em Curitiba e região metropolitana são mais de 2.800 revendas de material de construção. Destas, cerca de 800 suprem as construtoras, segundo dados da Acomac-Curitiba (Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Curitiba).

No atual cenário econômico, os fornecedores ganharam um novo ingrediente para administrar junto às construtoras: a inadimplência. “Muitas empresas estão com descrédito juntos aos fornecedores por atrasar demais o pagamento ou por simplesmente não pagar”, relata Ary Cardoso. No entanto, ele reconhece que quando construtora e fornecedor se acertam quem ganha é a construção. “Daí, da fundação até a cobertura, tudo sai como planejado e a lucratividade é boa e a venda torna-se ágil”. A avaliação é a prova de que uma boa parceria entre quem vende e quem compra é o segredo da boa obra.

Passo a passo do bom fornecedor

1.º) Prospectar áreas prestes a receber construções
2.º) Verificar se a construtora que vai contratar tem crédito
3.º) Só fornecer materiais normatizados
4.º) Adequar bom preço com qualidade

Passo a passo do bom comprador

1.º) Acompanhar todo o processo do projeto
2.º) Cumprir o orçamento da obra
3.º) Cativar o fornecedor, para que ele se torne parceiro
4.º) Adequar bom preço com qualidade

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de fevereiro de 2009

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Brasil exporta know-how em gestão de pessoas

Recentemente, o mercado brasileiro atingiu a marca de 1 milhão de profissionais especialistas em RH

O universo dinâmico das empresas exige criatividade na gestão das pessoas que integram as organizações. E isso o Brasil tem de sobra. É o que faz com que o país, apesar de alguns setores cultuarem modelos importados de gestão, se torne exportador de know-how em recursos humanos. Recentemente, o mercado brasileiro atingiu a marca de 1 milhão de profissionais especialistas em RH.

Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), o segmento de gestão de pessoas no Brasil é extremamente inovativo, pois se atualiza de modo constante por meio de palestras, seminários, fóruns e congressos que acontecem todas as semanas, por todo o país.

Ele lembra ainda que o Brasil realiza anualmente o segundo maior congresso do mundo na área de recursos humanos. “O CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas) é referência mundial. Enquanto o congresso norte-americano reúne essencialmente palestrantes daquele país, o nosso, na mais recente edição, trouxe profissionais de nove países. Isso torna nossos profisisonais muito mais permeáveis às novas tendências”, assinala Chelotti.

Segundo Luiz Edmundo Rosa, Diretor Geral do CONARH no Brasil, o Brasil funciona como um grande laboratório para ações de recursos humanos de grupos globais, que investem aqui tempo e dinheiro em programas de gestão de pessoas que vão orientar práticas em todo o mundo. “As características do povo brasileiro, onde convivem vários grupos raciais em harmonia, além da grande flexibilidade e predisposição para o novo, faz do Brasil um ótimo campo de experimentação nesse sentido, o que explica, em parte, o sucesso de muitos executivos brasileiros no exterior”, salienta Rosa.

 

Fonte: ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) / e-Press Comunicação.

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 26 de fevereiro de 2009

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Alicerce para suportar a crise

Governo aposta em pacote habitacional para estimular a construção civil

Construção civil espera ser o setor que mais vai crescer em 2009

Construção civil espera ser o setor que mais vai crescer em 2009

O Brasil aposta que o setor da construção civil será seu airbag contra a trombada causada pela crise econômica que começou nos Estados Unidos e contamina o planeta. Por isso, em março, o governo federal lançará um ousado pacote habitacional em que a meta será financiar pelo menos um milhão de casas. O alvo do projeto são as famílias de baixa renda (rendimento de até R$ 2 mil mensais), mas com orçamento riquíssimo. Serão de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões, que virão, em sua maioria, dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

A novidade do pacote é que ele conterá medidas para combater a inadimplência e amortizar os juros. Uma delas, já publicada na imprensa, é que haverá um fundo garantidor de pelo menos R$ 1 bilhão para cobrir o não-pagamento dos mutuários que, no decorrer do financiamento, forem demitidos. Também será assegurada a possibilidade de abater o pagamento de juros com a compra de imóveis do Imposto de Renda. Haverá ainda a redução de tributos para o material de construção, como ocorreu com a diminuição do IPI para a indústria automobilística.

O pacote habitacional poderá se estender às famílias com renda de até dez salários mínimos, atingindo a classe média. Por isso, a construção civil o aguarda com ansiedade. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, as medidas farão com que o setor imobiliário se torne o alicerce do país contra a crise. “Com certeza, essa será a fatia da economia que mais vai crescer no Brasil em 2009. Não será nenhum espanto que alcance a marca de 5% em 2009. Ainda que seja menor que os 9% que prevíamos, esse ano será um show”, declarou.

Segundo o empresário, os indicadores apontam também uma estabilização na questão do emprego na construção civil e a situação deve continuar estável até o fim de 2010. “O saldo de 2008 foi de 260 mil contratações. Poderíamos chegar a quase 350 mil, caso não tivéssemos demitido ninguém, mas esse número vai se recuperar em 2009”, explicou.

No final do ano passado, a construção civil foi o segmento da atividade industrial que mais cresceu no terceiro trimestre do ano, em comparação com igual período de 2007, registrando taxa de 11,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para recuperar esses números a CBIC esteve com a ministra da Casa Civil, em janeiro, apresentado uma lista de sugestões a serem acrescentadas no pacote habitacional. São sete medidas consideradas prioritárias e algumas deverão ser atendidas. Para a economista da Fundação Getúlio Vargas, Ana Maria Castelo, elas são imprescindíveis. “Além dos impactos sobre a geração de renda e de postos de trabalho em toda a economia, essa política também contribuirá para uma redução importante do déficit habitacional do país”, opina, reforçando o consenso no segmento da construção civil, que não vê a hora de março chegar.

As 7 sugestões da CBIC

• Implementação de um fundo garantidor para estimular investimentos em Habitação
de Interesse Social (HIS)
• Desoneração tributária para HIS
• Utilização de subsídio para complementar o crédito às famílias de baixa renda
no acesso à HIS
• Postergação do prazo de amortização do financiamento imobiliário no caso
de perda do emprego do adquirente
• Reativação imediata do PAR (Programa de Arrendamento Residencial)
• Diversificação de agentes financeiros para o financiamento de HIS
• Regularização da emissão de CNDs (Certidões Negativas de Débitos)
 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 12 de fevereiro de 2009

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Tecnologia da Informação cresce na crise

Em meio a um fogo cruzado sobre a regulamentação da profissão, especialistas em TI ganham status de guru nos tempos atuais

Roberto Carlos Mayer

Roberto Carlos Mayer

Buscar soluções que permitam maior eficiência com menor custo. Essa, basicamente, é a função dos profissionais de Tecnologia da Informação. Por conta desse perfil, eles viraram os “gurus da crise”. O mercado tornou-se ainda mais aquecido com o advento da crise global e quem está preparado desconhece a palavra desemprego. É o que garante o presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, seção São Paulo), Roberto Carlos Mayer. A área, porém, vive um debate interno em torno da regulamentação da profissão. Para uns, o projeto que tramita no Congresso trará mais credibilidade ao setor. Para outros, vai engessar a profissão. É sobre esse tema e o avanço da TI que Mayer fala na entrevista, confira:

Com a crise, as empresas devem buscar o aperfeiçoamento de suas estruturas. Isso tende a valorizar os profissionais de TI (Tecnologia da Informação)?

Sim. Hoje, as empresas não têm mais espaço para errar. Por isso, o profissional que possuir qualificação, profundos conhecimentos técnicos e atitude comportamental será valorizado. Esse profissional está encontrando a demanda do mercado no mesmo nível pré-crise. A crise se manifesta no mercado de trabalho apenas para aqueles profissionais que atuam na área de vendas de produtos e serviços de TI em empresas multinacionais.

Quais os requisitos que um bom profissional de TI deve ter?

O bom profissional de TI é aquele automotivado e autogerenciável.

No que os profissionais de TI podem contribuir para a melhoria das engrenagens das empresas?

Os profissionais de TI devem buscar uma constante melhora em sua qualificação. Eles devem buscar as melhores escolas, as melhores certificações, agregar sempre um novo aprendizado. Os profissionais devem ser extremamente proativos para seu desenvolvimento pessoal e da empresa. Assistir palestras, trocar experiência com outros profissionais, fazer cursos de idiomas são dicas úteis para este aperfeiçoamento.

O que as empresas buscam mais hoje, quando investem em TI: segurança ou melhoria de seu sistema de comunicação, para ganhar agilidade e reduzir custo?

Na verdade as empresas buscam ambos, mas num momento de crise normalmente a segurança deixa de ser a prioridade máxima.

Por lidar com sistemas e sigilos, o profissional de TI deve ter um valor ético elevado. Isso faz a diferença no profissional?

Certamente. Qualquer membro da comunidade de TI, profissional ou empresa, deve obedecer a princípios éticos. A Assespro é pioneira na construção de um Código de Ética na área.

Há uma discussão no Congresso para regulamentar as profissões de TI. O senhor poderia explicar o que é isso?

Já faz mais de dez anos que tramitam no Congresso Nacional diversos projetos visando a regulamentação das profissões de TI em geral. Constitucionalmente, as profissões a serem regulamentadas são aquelas cujo exercício representa um risco para a sociedade (quando exercidas de forma incorreta). É verdade que o software de controle de uma central nuclear, ou de uma aeronave, representará um risco para a sociedade se ele falhar. Mas, ao mesmo tempo, a falha de muitos outros tipos de softwares, como os jogos ou os sistemas de previsão meteorológica, não representa risco para a sociedade. Podemos concluir, então, que algumas aplicações da Tecnologia da Informação, de fato, representam risco para a sociedade. Porém, isto não justifica pagarmos o custo de regulamentar todas as atividades de TI. Precisamos encontrar uma solução intermediária para aumentar o nível de confiança da sociedade apenas quando necessário, sem gerar custos desnecessários ou um “engessamento” do mercado de trabalho.

E como está esse debate? Quem tende a ganhar a queda de braço?

Há a tendência de se querer encerrar a discussão tachando o tema de “inconstitucional” – posição adotada por algumas entidades do setor, assim como a posição de alguns sindicalistas, tanto do lado dos sindicatos patronais quantos dos de trabalhadores, interessados na criação de mais um “cartório”, embora os argumentos públicos deles, obviamente, sejam outros. Porém, há outro grupo de interesse que tem se posicionado a favor da regulamentação, que são as das universidades particulares com cursos na área. Para estas instituições de ensino, a regulamentação tornaria os cursos mais atraentes, já que facilitaria o acesso dos formandos ao mercado do trabalho. Por outro lado, sabemos que entre um terço e metade dos profissionais que atuam em TI no país não possuem formação específica em cursos superiores. E, mesmo assim, já há severas restrições quanto à falta de profissionais na área. É uma briga boa, mas ainda não há um cenário claro de qual lado será o vitorioso. É necessário analisar muito criticamente todos os lados, pois os projetos de regulamentação fixam um prazo de experiência mínima (cinco anos, em vários casos) para permitir que estes profissionais continuem na profissão após a entrada em vigor da nova lei. A partir desta exigência, questiona-se: e os demais profissionais?  Eles serão demitidos compulsoriamente? Vamos ter mais uma lei que não vai “vingar”? E as empresas constituídas por profissionais com este perfil: serão obrigadas a fechar suas portas? Segunda conclusão: qualquer que seja o projeto aprovado é preciso muito cuidado com as regras de transição para a nova situação a ser criada. Outra conclusão óbvia é que a criação de conselhos profissionais que exijam contribuição das empresas e/ou dos profissionais terá que ser uma despesa que tenha contrapartida: não pode apenas “engordar” os cofres do dono do cartório.

Essa discussão não tende a afetar o mercado de TI?

Analisando as conclusões acima, parece-nos que qualquer tipo de regulamentação compulsória, geral e irrestrita trará mais problemas que soluções para as atividades de TI no país. De outro lado, a permanecer o vácuo legal, continuará a existir a tentação de criar cartórios por meio de projetos de lei patrocinados.

Finalmente, cabe observar que a criação de uma homologação nestes moldes nos permitiria continuar a competir, no mínimo, em pé de igualdade com aqueles países onde as profissões de TI não são regulamentadas. De outro lado, teríamos um argumento para provar que nossos profissionais são melhores que os dos outros, que não regulamentaram a atividade.

 

Novas oportunidades para a TI

A crise financeira internacional pode abrir novas perspectivas para empresários de Tecnologia da Informação na opinião do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação, seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), Cláudio Nasajon. “Essa crise tem uma parte boa, porque nós, empresas de TI [Tecnologia da Informação], fazemos soluções para melhoria de produtividade de outras companhias”, disse.

Recordando a premissa de que produtividade significa produzir mais com menor custo, Nasajon afirmou que qualquer que seja a solução de TI, desde uma simples planilha eletrônica até um software (programa de computador) de gestão, o sistema contribui para aumentar a produtividade. “Se você está numa crise, as empresas devem procurar soluções para aumento de produtividade. Então, eu vejo para nós, lamentavelmente por causa da crise, uma ótima oportunidade para expandirmos nossos horizontes empresariais.”

Para Nasajon, o governo está, acertadamente, investindo em empreendedorismo. Ele acredita que os programas de incentivo a novas empresas do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão aumentar o número de empresas iniciantes que, certamente, trarão soluções inovadoras. “O que acontece, agora, é que, com essa crise, os grandes investidores deram uma segurada. Não porque ficaram pobres, mas porque ficaram psicologicamente abalados. Isso abre uma oportunidade para o pequeno investidor, que pode entrar com capital-semente e o colocar em empresas de inovação que têm um potencial de crescimento grande, principalmente porque, agora, estão amparadas por todos esses projetos governamentais de empreendedorismo”, analisou.

Ele lembrou, ainda, que o setor de Tecnologia da Informação é um dos setores inovadores por sua própria natureza. Segundo Nasajon o Brasil é destaque tanto na produção de soluções criativas de tecnologia como em termos de consumo. Ao contrário da Índia, o país consome 80% da produção de softwares. “O mercado interno de TI é muito forte. E isso dá ao país uma boa blindagem contra a crise.”

Cláudio Nasajon admitiu que as empresas que exportam mão-de-obra devem sofrer, no entanto, um pouco, perdendo competitividade, devido valorização do dólar. Em compensação, o mercado interno brasileiro vai suprir essa perda de competitividade externa. “O Brasil é muito forte em desenvolvimento.” Nasajon sugeriu que em vez de investir em empresas que terceirizam mão-de-obra para competir com a Índia ou a China, o governo brasileiro deveria incentivar o desenvolvimento de exportação de tecnologia. “Eu quero concorrer com Israel. Eu quero ser comparado a um dos países que desenvolvem mais tecnologia e não aos que exportam mão-de-obra, por ser mais barata aqui do que nos Estados Unidos. E nós temos um potencial enorme para isso. Essa é a bandeira que a Assespro defende”, disse.

Fonte: Agência Brasil

 

Contato com o entrevistado pode ser feito através de sua assessoria de imprensa:
Cintia Amadio (cintia.amadio@notecomunicacao.com.br)

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 12 de fevereiro de 2009

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Ministro da Defesa defende engenharia do Exército

Nelson Jobim ressalta, porém, que a expertise das Forças Armadas não deve concorrer com as construtoras privadas

O Exército precisa de um cronograma permanente de obras para que seus batalhões de engenharia se mantenham em permanente aperfeiçoamento e conservem as tecnologias de ponta absorvidas nos últimos anos. A opinião é do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que considera “estratégica para o país” a expertise do Exército para obras. O ministro ressalta, porém, que apesar do grande conhecimento na área o Exército não deve concorrer com as construtoras privadas.

No final de janeiro, Jobim visitou as obras de duplicação da BR-101, nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além dos canteiros de obras do polêmico projeto de transposição do Rio São Francisco.

A tecnologia utilizada pelos engenheiros militares na BR-101 foi fornecida pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) ao Exército e aprovada por especialistas do Ministério dos Transportes.

Construída com uma camada superior de 22 centímetros de concreto em vez de asfalto, a pista é mais cara e mais difícil de ser construída. No entanto, a estimativa é de que sua vida útil dure de 40 a 50 anos, ao passo que uma rodovia convencional tem vida útil de dez anos.

A realização da obra pelo Exército foi determinada em 2005 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, após a paralisação das licitações por disputas judiciais entre empreiteiras interessadas na obra. A ABCP treinou os soldados e deu toda a assessoria técnica para a execução da obra.

O engenheiro Carlos Roberto Giublin, gerente da Regional Sul da ABCP, foi deslocado da sua base em Curitiba para o local da obra, no nordeste brasileiro, onde o pavimento rígido foi usado em uma extensão de 150 quilômetros.

Segundo o comandante do 1.º Grupamento de Engenharia de Construção, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, a obra permite não apenas o treinamento dos oficiais, mas também dos civis que são contratados e dos militares temporários que são agregados à obra. Para o general, quem deixa o Exército após ter trabalhado em obras como essas sai capacitado para empregar-se na iniciativa privada. Fraxe diz que a engenharia do Exército não é nem melhor nem pior que as construtoras privadas. “Somos diferentes, somos construtores de cidadania”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

 

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 12 de fevereiro de 2009

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Uma Língua para todos

Reforma ortográfica padronizou a escrita nos países de Língua Portuguesa, atingindo 210 milhões de pessoas no mundo

Desde 1.º de janeiro a Língua Portuguesa convive com novas regras ortográficas. São mudanças que mexem com o dia a dia de quem convive com as palavras, mas que não precisam ser adotadas abruptamente. Nos próximos três anos, haverá um período de transição. Significa que quem continuar escrevendo regido pelas regras antigas não estará cometendo erros.  Essa fase de adaptação termina em dezembro de 2012.

Órgãos governamentais, decidiram manter textos e documentos já redigidos de acordo com as normas antigas. Já o Diário Oficial da União manterá as duas formas nos conteúdos oficiais – editais, portarias, resoluções. O texto será publicado de acordo com a grafia que cada órgão resolveu adotar.

O presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação e do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Godofredo de Oliveira Neto, lembra que é natural esse período de adaptação dos editores. “Por isso se criou o período de transição”, disse. Ele recorda que a lei não prevê nenhum tipo de punição a quem desobedecer as regras no país.

No mundo, a nova ortografia estará atingindo 210 milhões de pessoas. A grande maioria — 190 milhões — vive no Brasil. O presidente da Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) e vice-presidente da Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas), Alfried Karl Plöger, lembra que essas mudanças eram necessárias para que a Língua Portuguesa ganhasse o reconhecimento da ONU (Organizações das Nações Unidas). “A ortografia-padrão facilitará sobremaneira o intercâmbio cultural. Livros de todos os segmentos, documentos e escrituras internacionais, contratos comerciais e textos de todos os gêneros poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão. É o que já ocorre com o Espanhol. Além disso, o ensino do Português também será padronizado”, alerta.

Segundo Plöger, as mudanças ortográficas são muito pequenas. “É algo ínfimo ante os benefícios que a reforma trará no aspecto de reconhecimento internacional da língua”. De fato, as alterações atingem menos de 1% das palavras da Língua Portuguesa e padronizam o idioma no Brasil, em Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, Angola e São Tomé e Príncipe.

Além disso, avalia Alfried Karl Plöger, a reforma ortográfica deverá alavancar a economia na indústria gráfica. “À medida que avance, milhões de exemplares de livros, dicionários, apostilas, manuais e jogos estarão desatualizados. Terão de ser reimpressos, criando uma previsível demanda extra bastante atraente para o setor. Os itens ligados à educação e cultura deverão ser os primeiros a passar novamente pelas impressoras, pois é fundamental que tenham a nova base ortográfica o mais rapidamente possível. A internacionalização também favorece muito o trabalho de pré-impressão, considerando que o fornecimento de serviços para um cliente de Portugal, por exemplo, não exigirá mais a adaptação ortográfica da digitalização dos textos e editoração eletrônica”, assegura.

Fique por dentro das novas regras

HÍFEN
Não se usará mais:

1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r – ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-” – como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”

2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”.

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.

• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, panamericano, etc.

TREMA
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.

Exemplos: Müller, mülleriano.

ACENTOS
Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Uma Língua para todos

 Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.

Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

- Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Uma Língua para todos

 Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.

Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

- Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

Uma Língua para todos

 - Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Uma Língua para todos

Atenção:

• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular.

Pode é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular.

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.

 Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).

Exemplos:

Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.

Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.

Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.

Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

- Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinqüir, etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

Veja:

a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.

Exemplos:

• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.

• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.

Exemplos :

• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.

• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”.

GRAFIA
No português lusitano:

- desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”.

- será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil – “erva” e “úmido”.

Serviço

A Prefeitura de Curitiba oferece às pessoas com dúvidas sobre a Língua Portuguesa um serviço telefônico chamado de Telegramática. Basta ligar para o número (41) 3218-2425 que os atendentes prestam esclarecimentos na hora.

O atendimento conta com a assessoria de professores e acadêmicos de Letras e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Com a reforma ortográfica, o serviço teve um aumento de 20% na procura. Dos cerca de 5 mil atendimentos  por mês, saltou para quase 6 mil. No ano passado, o Telegramática tirou 50.201 dúvidas e atendeu 25.272 pessoas.

 
Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 12 de fevereiro de 2009

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Falta legislação para os emails

Consultor em marketing defende a criminalização de quem faz mau uso da ferramenta e alerta: email não deve ser usado para tomar decisões

Marcelo Peruzzo

Marcelo Peruzzo

A cada dia as caixas de emails estão mais sobrecarregadas, levando as empresas a perderem um tempo precioso. Além dos desagradáveis spams – o lixo eletrônico -, há ainda quem envie mensagens quilométricas que poderiam ser resumidas em pouquíssimas linhas. Tudo isso leva a um questionamento: qual o futuro dos emails? Para o consultor em marketing e comunicação empresarial Marcelo Peruzzo, a transformação da ferramenta passa por uma legislação específica, que criminalize aqueles que enviam email sem permissão. Peruzzo também alerta para o mau uso da tecnologia. “O email não é um ferramenta para tomada de decisões”, alerta. Confira a entrevista:

Quando surgiu, o email parecia que iria agilizar a vida das pessoas. Hoje o que se vê é o contrário. O que aconteceu de errado?

A internet trouxe tantas facilidades que as pessoas perderam a noção do que é pertinente ou não. O email acabou sendo vítima disso. Com a ferramenta não há nada de errado. Ela simplesmente passou a acompanhar a velocidade do ser humano. Há dez anos, quando eu precisava tomar uma decisão, pegava o telefone e ligava. Hoje, por pressão ou outros fatores, as pessoas usam o email para resolver situações pontuais. O problema é que se trata de uma ferramenta com linguagem diferenciada e que muitas vezes o que se escreve é interpretado do outro lado não da forma que se desejava. Aí reside basicamente todo o problema.

A questão é que as pessoas substituíram a comunicação direta pelo email para resolver problemas. É isso?

Exatamente. Observe: quando você está interagindo com uma pessoa por telefone, 90% das dúvidas são solicitadas na hora e a decisão é tomada. No email, não. O email é como um livro em branco pedindo um monte de informações, onde a questão dois torna a questão um irrelevante. Isso acarreta em perda de objetivo e de tempo. A dica que eu dou é que nunca use o email para tomar decisões.

E se enviar email for inevitável?

Escreva, mas antes de mandar reflita sobre a mensagem. Leia de volta e tente resumir aquilo pela metade, e não mande ainda. Leia novamente. Se você mandar um email de primeira, sem fazer ao menos uma releitura, pode ter certeza que fez besteira. Ou cometeu erro de português, ou colocou informação desnecessária, ou cometeu dissonância cognitiva, ou seja, a pessoa vai entender outra coisa e não aquilo que você queria explicar. Isso vai dar retrabalho. Obrigará o envio de outro email para pedir desculpas. As palavras são pertinência e assertividade e os emails não perdoam quando se ignora isso.

Já há quem defenda o fim do email, substituindo-o por uma tecnologia mais segura e direta de comunicação. É por aí o caminho?

Com certeza, a própria ferramenta do email vai se modificar. Hoje mesmo ela já tem mecanismos para detectar spam. Isso, por exemplo, acarretou numa redução das campanhas de email marketing. Há cinco anos elas davam muito mais resultado do que hoje. Por quê? Por que as pessoas já sabem que a mensagem é oferta de alguma coisa ela cai no anti spam. O próprio sistema se sofisticou e continuará evoluindo.

Então quer dizer que a tecnologia do email continuará prevalecendo ou haverá uma mais segura e, sobretudo, que facilite o entendimento da mensagem?

No meu entender, a tecnologia é uma só: legislação. Se ela existir, as pessoas vão entender que mandar email sem permissão, sem autorização prévia, é crime. Só batendo pesado, cobrando multas, tirando a pessoa do ar, tirando links do ar, é que as pessoas vão ter muito mais pertinência de mandar uma mensagem. Isso só vai acontecer a partir do momento em que a legislação se tornar verdadeira no Brasil.

O senhor defende então uma legislação que criminalize quem enviar email sem autorização?

Já há jurisprudência no Brasil sobre isso e há até um marketing específico para essa questão, que é o marketing de permissão. Hoje vivemos no mundo da permissão. Se você não der permissão às pessoas, não tem o direito de ser invadido. E se for, tem o direito de exigir punição a quem fez isso. Como disse, já é jurisprudência no Brasil. Só que as pessoas não conhecem nada e então ficam quietas. Se você mandar um email sem permissão é R$ 450,00 de multa por email enviado. Se for SMS, a multa chega até R$ 4.000,00. Esta transição que nós estamos vivendo, do mundo tradicional para o mundo virtual, exige que logo, logo, essas decisões judiciais sejam regulamentadas e virem lei.

 

Dicas de como enviar um email

· Procure sempre elaborar emails curtos (até 100 kbytes).

· Coloque sempre o seu nome completo na conta do seu navegador. Isso é importante para que a pessoa que recebe saiba exatamente quem enviou.

· Não abra email que venha com o campo remetente em branco.

· Coloque sempre o assunto. Não envie um email sem o assunto. Alguns filtros eliminam automaticamente emails enviados com o assunto em branco.

· Coloque sempre o assunto de forma clara.

· Só envie anexo quando for estritamente necessário. Hackers costuma produzir vírus que se propagam através de anexos executáveis, com terminações tipo EXE, PPT, ZIP, etc.

· Entre enviar por email um arquivo em Power Point (arquivo PPT) e copiá-lo em CD e enviar por Sedex, prefira a 2.ª opção. Arquivos Power Point são geralmente muito grandes (de 15 a 20 megas, em geral). Prefira também os Correios para enviar relatórios e outros documentos, como manuais e apostilas.

 
Mensagem instantânea desafia email

Nos países da Comunidade Europeia, as ferramentas denominadas de Instant Messaging (IM), segundo recente estudo da IDC (International Data Corporation), tendem a substituir os emails nas corporações a partir de 2010.

O estudo é baseado em pesquisa que envolveu a participação de mais de dois mil trabalhadores de 17 países e focou a quantificação dos níveis de conectividade laboral hoje em dia, na utilização de dispositivos e aplicações e no seu impacto no crescimento das empresas.

Perto de 16% dos pesquisados já estão “hiperconectados”, ou seja, usam sempre que possível as comunicações instantâneas via dispositivos tecnológicos. De acordo com a IDC, cerca de 36% vão juntar-se a este grupo dentro de pouco tempo.

A IDC verificou que esta hiperconectividade varia de acordo com o setor de atividade. Cerca de 9% dos funcionários do setor da saúde estão hiperconectados. No caso do setor das altas tecnologias, a percentagem aumenta para 25% e para 21% no das indústrias financeiras.

A migração para a hiperconectividade vai dar origem a um “boom” de dispositivos e aplicações de comunicação e novos processos de negócio, estima a IDC. Este “boom” vai aumentar a necessidade de definir estratégias e arquiteturas de comunicações unificadas por parte das empresas – num mundo hiperconectado, a linha que separa as comunicações pessoais das laborais praticamente não existe, de acordo com a IDC.

Dois terços dos pesquisados usam IM para ambos os fins e mais de um terço faz o mesmo com as redes sociais. Isso pode resultar na vulnerabilidade das empresas e em ameaças de segurança aos dados das corporações e, por isso, algumas delas começaram a adotar o uso de comunicadores corporativos, também chamados de messenger corporativo. A diferença destes comunicadores para os comunicadores populares está no controle. O usuário não possui autorização para adicionar contatos e toda a conversa pode ser logada para posterior análise.

O que é IM?

Do inglês Instant Messaging, é uma aplicação que permite o envio e o recebimento de mensagens de texto em tempo real. Através destes programas o usuário é informado quando algum de seus amigos, cadastrado em sua lista de contatos, está online, isto é, conectou-se à rede. A partir daí, eles podem manter conversações através de mensagens de texto as quais são recebidas pelo destinatário instantaneamente. Normalmente estes programas incorporam diversos outros recursos, como envio de figuras ou imagens animadas, conversação em aúdio – utilizando as caixas de som e microfone do sistema -, além de vídeo conferência por webcam.

Fonte: Computerworld

Quem é o entrevistado
Marcelo Peruzzo é mestre em Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Marketing pela FAE Business School e analista de sistemas pela Escola Superior de Ensino Empresarial em Informática. Membro da American Marketing Association, em 2006 recebeu o prêmio como melhor professor de marketing da FGV Management. Atualmente é CEO do IP2 Marketing de Resultado, onde gerencia contas nacionais nas áreas de treinamentos e consultoria em Marketing. Também é autor dos livros Os Dez Mandamentos de Deus e os Pecados Organizacionais e Jesus de Gravata.

Jornalista responsável – Altair Santos MTB 2330 – Tempestade Comunicação.

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