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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Embalagens: problema ou solução?

Toda a cadeia de produção e consumo deve se unir para tornar o uso das embalagens cada vez mais sustentável

Você já parou para pensar em como seria o mundo sem embalagens? Basta olhar ao redor para perceber que as embalagens nos proporcionam tantos benefícios que é praticamente impossível imaginar nosso dia a dia sem elas.

Guilherme de Castilho Queiroz: “A embalagem é fundamental para o desenvolvimento econômico e social de um país”

Guilherme de Castilho Queiroz

Guilherme de Castilho Queiroz, pesquisador do Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo, explica que, devido ao rápido crescimento da população, à industrialização e à urbanização, surgiu a necessidade de se criar embalagens capazes de dar uma vida útil maior aos produtos, prezando pela sua qualidade e facilitando o seu transporte e distribuição.

Luciana Pellegrino: O mais importante é saber o destino que será dado à embalagem e não o material do qual ela é feita.

Luciana Pellegrino

Para Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), as embalagens são essenciais para sustentar o modo como a sociedade está organizada. Segundo ela, as embalagens possuem diversas funções econômicas, sociais e ambientais. “A função primordial é a de proteger o produto” diz. Mas além da proteção, Luciana ressalta que as embalagens são importantes, pois ampliam o prazo de validade; garantem a qualidade do produto até o consumo; viabilizam a distribuição; funcionam como canal de comunicação, pois levam ao consumidor informações sobre componentes, modo de consumo e restrições do produto; reduzem o desperdício; entre tantos outros aspectos.

Embalagens degradáveis ou embalagens inertes. Qual a melhor opção?
Para o pesquisador do CETEA o foco na embalagem como vilã contra o meio ambiente não é justificável. “Mas como ela é o que sobra nas mãos do consumidor ao final da cadeia produtiva, a impressão que fica muitas vezes é  esta”.
A atual polêmica acerca das sacolas plásticas abriu espaço para discussões sobre o uso sustentável das embalagens. “Criou-se uma ilusão, por parte do consumidor, de que ele deve sempre optar por embalagens degradáveis (bio, oxi ou fotodegradáveis)” diz Guilherme Queiroz. Essas pessoas acreditam que, ao retornarem à natureza, estas embalagens serão menos prejudiciais ao meio ambiente em relação às embalagens inertes (plástico, vidro, borracha, etc.). Mas isso, de acordo com Guilherme, não é uma verdade absoluta. Ele explica que, ao se decompor, esse material degradável pode causar muitos males como a poluição do ar, do solo e dos rios.

“Como se costuma dizer, é preciso pensar do berço ao túmulo. É bom lembrar que, para ser produzida, a embalagem passou por todo um processo de industrialização que envolveu o uso de recursos naturais, de matérias-primas, de energia, transporte, enfim, passou por diversas etapas que, de alguma maneira, afetaram o meio ambiente. E, portanto essa embalagem deve ser descartada corretamente/seletivamente e nunca pensar na opção de jogar no meio ambiente para ser degradada” diz o pesquisador. Por isso, embalagens duráveis, ou inertes, que podem ser recicladas e reutilizadas, ou que tenham seu uso prolongado, são mais benéficas. “Em geral, quanto mais durável for, melhor”.

Para Luciana Pellegrino o mais importante não é saber de que material é feita a embalagem, pois cada uma deve ser produzida para atender da melhor maneira possível às necessidades do produto e do próprio consumidor. “O principal é saber o destino que será dado a esta embalagem, sendo ela degradável ou não”. 

Guilherme concorda que não há uma embalagem melhor ou pior, “é preciso considerar toda a cadeia produtiva para se chegar a uma conclusão de qual embalagem é a mais adequada ao fim a que se destina”. Para ele, a embalagem ideal é aquela que minimiza o desperdício (de matéria-prima, de energia, de recursos naturais, de resíduos etc.), protege o produto, e leva qualidade ao consumidor.

Segundo o pesquisador, a embalagem deve ser vista mais como uma solução do que como um problema: “se não tivéssemos as embalagens que utilizamos hoje, aí sim o desperdício seria insustentável para o planeta. Ela é fundamental para o desenvolvimento econômico e social de um país”. Para ele a busca constante pela otimização de todo o processo, desde a utilização dos recursos naturais até a reciclagem etc., é a melhor forma de tornar o uso das embalagens cada vez mais sustentável.

Em meio a essa discussão, os especialistas afirmam que a coleta seletiva e a reciclagem do material pós-consumo continuam sendo as melhores opções, pois mantém as matérias primas como a bauxita do alumínio, o minério de ferro do aço, a areia do vidro, o petróleo dos plásticos etc. por mais tempo à disposição da sociedade e, por isso, ser durável e não degradável é uma opção mais sustentável, inclusive em materiais renováveis como os celulósicos, pois a reciclagem como os 80% das caixas de papelão ondulado além de preservarem recursos naturais, energia etc. ainda evitam o efeito estufa devido à biodegradação em aterros que transformam a celulose em dióxido de carbono e metano.

Inovações nas embalagens
Novos hábitos exigem novos produtos e, consequentemente, novas embalagens. Quesitos como praticidade, sustentabilidade, conservação do produto e design estão em alta e a inovação desses itens é cada vez mais exigida pelos consumidores.

De acordo com a diretora da Abre, prazo de validade estendido e sistemas de abertura mais eficientes estão entre os temas mais pesquisados em relação às embalagens. “As propriedades físicas e químicas da embalagem também são alvos de várias pesquisas”. O objetivo é tornar as embalagens mais práticas e resistentes, impedindo o contato do produto com o meio e evitando os impactos durante a estocagem e transporte.

Os materiais utilizados atualmente, como vidro, aço, alumínio, papel, polietileno, são considerados nobres e, de acordo com os especialistas, vêm cumprindo muito bem a função a que se destinam. Mas como a busca por melhorias em todo o processo deve ser contínua, o pesquisador do CETEA cita algumas tendências:

- Utilização de matérias-primas renováveis em lugar das fontes não renováveis (como o uso da cana em substituição ao petróleo, como os plásticos de cana-de-açúcar inertes – não biodegradáveis – que ainda fixam carbono contribuindo contra o efeito estufa).

- Uso em menor quantidade de matérias-primas, sem que para isso se perca a qualidade da embalagem. Por exemplo, as latinhas de alumínio que estão cada vez mais finas.

- Uso de embalagens flexíveis, ou seja, que utilizam mais de um componente em sua produção, aproveitando as diferentes propriedades de cada material.

“Há que se ressaltar que sustentabilidade tem tudo a ver com economia, e não só com preservação ambiental. Pois, otimizando os processos, se gasta menos com energia, consomem-se menos recursos etc.” avalia Guilherme Queiroz.

Governo, indústria e consumidor devem fazer sua parte
Há mais de 15 anos o país discute uma legislação que defina os papéis de cada um em relação ao destino das embalagens.    Enquanto isso “está claro que o consumidor deve continuar fazendo o seu papel de consumir com responsabilidade e separar o que é reciclável. Os municípios fazendo a coleta seletiva. E a indústria investindo em melhorias no processo de fabricação e reciclagem das embalagens” avalia Queiroz.

 

Mais informações:
www.cetea.ital.sp.gov.br
www.abre.org.br

 

 

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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Planejar é fazer a escolha correta

Entrevista com a presidente da ABRH-PR traz roteiro para quem quer ganhar um novo impulso profissional em 2010

Sônia Gurgel, presidente da ABRH-PR

Sônia Gurgel, presidente da ABRH-PR

O futuro de uma pessoa pode ser determinado pelas escolhas que ela faz, tanto na vida pessoal quanto na profissional. No âmbito corporativo, isso tem sido comprovado no dia-a-dia, pois se tornou comum os colaboradores direcionarem determinadas ações e investimentos para mostrarem-se competitivos e garantir a empregabilidade.

Diante deste novo cenário, a melhor ferramenta é o planejamento de carreira. É o que explica a consultora Sônia Gurgel, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Paraná (ABRH-PR). Confira a entrevista:

Qual deve ser o objetivo estratégico de um planejamento de carreira?
A vida é um planejamento. Planeja-se se é melhor casar ou ficar solteiro, se vale a pena fazer este ou aquele curso na faculdade. Enfim, planejar é da vida. Mas o que faz a diferença são as escolhas corretas. Isso engloba a carreira profissional. E aí, a pergunta que prevalece é: o que é que vai me fazer feliz? Então, o objetivo estratégico é planejar a felicidade, seja ela pessoal ou profissional. Não adianta planejar que eu quero ser o mentor de uma empresa se eu não gosto de trabalhar com gestão de pessoas, por exemplo. Se for por aí, é preciso mudar o meu planejamento.

Como desenvolver a carreira profissional e ganhar visibilidade?
É preciso se manter dentro do objetivo. Vamos supor que um profissional tem a meta de ser um técnico reconhecido em sua área, seja ela qual for. Ele terá de começar a frequentar os eventos onde apareçam discussões sobre a sua especialidade, terá de desenvolver seu network, preparar-se para participar de grupos de estudos da sua empresa e fora dela, para ganhar visibilidade no mercado. Quanto ele começar a ser convidado para palestras é porque alguém já reconheceu o valor do seu conhecimento e aí ele pode considerar que chegou ao estágio de conquistar visibilidade. A partir daí, o que esse profissional vai precisar é qualificar seu network.

Quais são os requisitos necessários para cumprir um plano de carreira?
Primeiro, ter muito claro o objetivo. Segundo, ter uma boa capacidade de avaliação para saber se o que foi planejado foi alcançado. Aquilo que você se propôs, você realizou? Sim? Não? Por que não? Caso não, procurar se planejar novamente e estar sempre realimentando as metas. É preciso ter em mente que as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, as demandas mudam. Então, os objetivos precisam estar conectados com os objetivos da empresa e com as etapas da vida da pessoa.

Um plano de carreira deve acompanhar o profissional por toda a vida ou precisa ser constantemente atualizado?
Nos tempos atuais, o profissional precisa ter dois planos de carreira. Um para a carreira e outro para o que se convencionou chamar de aposentadoria. As pessoas passaram a ter uma expectativa de vida muito maior e isso fez do planejamento um processo que não para. Antigamente, as pessoas falavam que iriam chegar aos 60 anos e não iriam fazer mais nada. Hoje, não. Pessoas com 60 anos estão iniciando na carreira de escritor, de músico, de empreendedor. São carreiras diferenciadas daquelas que faziam na vida corporativa e é preciso planejamento para assumi-las. É preciso ter consciência de que o ambiente profissional que ela criou até a idade da aposentadoria ficou para trás, mas novas oportunidades estão se abrindo. Vai aproveitá-las quem planejou. Caso contrário, podem surgir as frustrações e até a depressão. Por isso, enquanto a pessoa estiver viva ela vai estar sempre planejando, entendendo que a carreira não é só o que ela faz na empresa, mas o que faz também como empreendedora ou como uma voluntária da comunidade que a cerca.

Por que algumas pessoas passam um bom tempo na empresa e não conseguem o reconhecimento. Como obter essa evolução?
Muitos profissionais ainda delegam o planejamento de suas carreiras à empresa, ao chefe e até ao colega de trabalho. É uma mentalidade muito paternalista. Isso não existe mais. Ninguém pode achar que o tempo de serviço o levará à supervisão, à gerência ou à direção. O mundo tornou-se dinâmico e a carreira profissional precisa acompanhar esse dinamismo. As empresas hoje são compradas, são vendidas, refundam seus objetivos e os profissionais têm de buscar o seu plano de carreira dentro deste cenário.

O marketing pessoal poderia ajudar neste caso? Como fazê-lo sem parecer pretensioso?
O marketing pessoal está muito ligado à competência de desenvolver network. Mas também é preciso ter o que mostrar. O marketing pessoal não se sustenta se não houver profissionalismo, no sentido de cumprir prazos, colaborar e aceitar colaboração, saber se comunicar, se apresentar, agir eticamente e gerar credibilidade.

O que é uma pessoa bem sucedida?
A definição é de uma pessoa que estabelece uma meta e a realiza. Tem pessoas que se realizam tendo cargos, outras que se realizam tendo dinheiro, outras se realizam tendo projeção social ou familiar. Mas como disse, o sucesso está relacionado à felicidade. Não adianta ter cargo e dinheiro se aquilo não traz felicidade. Uma pessoa bem sucedida é aquela que realiza aquilo que a deixa feliz.

Quais as consequências para a falta de planejamento de carreira?
É estar sempre frustrado e reclamando da situação. Se é empregado, reclama que a empresa não é boa, que o chefe não é bom, que os colegas não são legais. Porém, não consegue tomar nenhuma decisão de mudar aquele curso. Se é um empreendedor, reclama do governo, do mercado, do cliente, dos parceiros. Então, a pessoa que não se preocupa em definir o seu projeto de vida, quer seja profissional ou pessoal, vai viver sempre em constante reclamação e consequentemente infeliz.

O planejamento de carreira deve ser vinculado à empresa que trabalhamos ou deve ser independente?
Obrigatoriamente, ele deve também considerar a empresa em que se trabalha. Mas não pode se restringir à empresa. Tem de ser mais amplo. Senão, o profissional pode cair na armadilha de, se a empresa mudar e ele não acompanhar a mudança, ficar de fora do processo de carreira que havia planejado.

Dentro de uma carreira profissional, existe o fator sorte?
Não se poderia chamar exatamente de sorte. Mas se o profissional se planejou, tem competência para perceber os momentos adequados e enxerga uma situação propícia, ele tem uns 20% de chances a mais de atingir aquela meta do que outro que não se preparou para ter essa percepção. Trata-se da pessoa que trabalhou sua competência para aproveitar o melhor momento.

Existe um roteiro para um bom caminho na carreira profissional?
Sim. É bem simples: estar satisfeito com o que faz, estabelecer metas para que esta satisfação aumente, buscar ferramentas que aprimorem a competência, valorizar o relacionamento interpessoal e adquirir feeling para perceber as oportunidades.

Email da entrevistada: Assessoria de imprensa da ABRH-PR: osnibermudes@brturbo.com.br

 

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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Paraná vai construir 100 pontes em estradas rurais

Governo estadual autorizou licitação para a fabricação das vigas, lajotas e guarda-rodas que serão utilizadas nas obras das regiões beneficiadas

O governo do Paraná garante a entrega de material para a construção de mais cerca de 100 pontes em municípios paranaenses no ano de 2010. O governador Roberto Requião homologou a licitação no valor de R$ 2,7 milhões para a fabricação das vigas, lajotas e guarda-rodas que serão utilizadas nas obras das regiões beneficiadas.

A ação faz parte de um programa da Secretaria dos Transportes, que fornece o material aos municípios por meio de termos firmados com as prefeituras, que ficam responsáveis pela construção das cabeceiras. Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) orientam a construção das estruturas.

O secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot, explica que o foco do programa é atender trechos que sirvam para o escoamento da produção dos municípios e para o transporte escolar. “O objetivo é facilitar a ligação das áreas rurais com os centros urbanos dos municípios para dar reais condições de crescimento e desenvolvimento econômico”.

O chefe do Departamento de Fomento Rodoviário aos Municípios da Secretaria dos Transportes, Antônio Anibelli Neto, destaca que esse tipo de programa é único no país. “Desde 2003, priorizamos e atuamos em municípios localizados nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano para criar melhores condições de infraestrutura”.

De 2003 a 2009, foram construídas 485 pontes em todas as regiões do Estado, com investimentos de R$ 6,1 milhões.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

 
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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Construção civil será carro-chefe na geração de empregos em 2010

Aposta é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que prevê que eventos como Copa 2014 e olimpíadas 2016 vão demandar muita mão-de-obra para o setor

Os setores da construção civil e de serviços serão os principais responsáveis pela geração de empregos no próximo ano. A expectativa é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que destacou que os dois setores também foram os responsáveis por puxar o saldo positivo de empregos este ano.

Segundo Lupi, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão fazer com que esses setores tenham uma forte expansão. “O próximo ano será um ano no qual a construção civil e o setor de serviços vão gerar muitos empregos”, disse, durante a divulgação dos dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados dia 16 de dezembro.

Em novembro, o setor de serviços gerou 87.252 novos empregos e o da construção civil gerou 17.791 novos postos de trabalho. No acumulado do ano, os setores geraram respectivamente 568.259 e 228.151 novos postos de trabalho. Lupi disse ainda que, por causa da grande expansão dessas áreas, vários empresários têm pedido para que sejam feitos mais cursos de qualificação porque há falta de profissionais em alguns setores. “Todo dia tenho contato com empresários, que vêm me pedindo qualificação profissional porque não tem mais profissionais. Estão faltando, por exemplo, engenheiros”, afirmou.

A expectativa do ministro é de que 2009 feche o ano com cerca de 1,2 milhão de empregos. O mês de dezembro deve ter o menor índice de demissões. Para 2010, a expectativa e de que o Brasil tenha mais de dois milhões de novos empregos.  No mês de novembro, o país gerou 246.695 postos de trabalho formal, o que representa um recorde para o mês. No ano, o país acumula a criação de 1.410.302 vagas. Em novembro, foram admitidos 1.413.043 trabalhadores e demitidos 1.166.348.

O comércio (1,61%), os serviços (0,66%) e as indústrias de transformação (0,53%), de construção civil (0,83%), e extrativa mineral (0,35%) foram os setores que mais geraram empregos no período.

Fonte: Agência Brasil

 

 

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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Minha Casa, Minha Vida chega a 220 mil contratos

Segundo dados do ministério das Cidades, maioria das construções atinge famílias de até três salários mínimos

Cerca de 220 mil contratos já foram assinados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, para a aquisição da casa própria por famílias com renda de até dez salários mínimos, disse dia 18 de dezembro o ministro das Cidades, Márcio Fortes.

Segundo o ministro, a maior parte dos contratos, 132 mil moradias, beneficia as famílias com renda de até três salários mínimos. “É uma grande surpresa para muitos. Todo mundo achava que as empresas [de construção] só iam querer construir para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos”, disse. Na faixa de três a seis salários mínimos, foram assinados 71 mil contratos. Entre seis e dez salários mínimos, apenas 17 mil”, afirmou.

O ministro também voltou a afirmar que, para solucionar o problema de saneamento básico no Brasil, são necessários investimentos de R$ 268 bilhões. Com os R$ 38 bilhões que já estão sendo investidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda faltam R$ 230 bilhões.

Para Fortes, se for feito um investimento de R$ 10 bilhões por ano, será possível universalizar o saneamento básico no Brasil no prazo de dez anos.

Fonte: Agência Brasil

 

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Publicado por: Cimento Itambé em 21 de dezembro de 2009

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Na Itambé, o futuro já chegou

Indústria constrói nova linha de produção para cimentos finos, que estará operando 100% no final de 2011

A Cimento Itambé se aproxima de seus 35 anos de fundação. Para marcar a data, a indústria planeja, no dia 18 de dezembro de 2011, tirar o primeiro saco de cimento de sua nova linha de produção, que engloba o 4.º moinho e um novo forno de clínquer.

As obras estão a todo vapor nas instalações de Balsa Nova – município da região metropolitana de Curitiba. Até agosto de 2010, a expectativa é que o moinho 4 já esteja em fase pré-operacional. O equipamento dará um incremento ainda maior aos produtos fabricados pela Itambé, pois será voltado à produção de cimentos finos.

O projeto engloba um investimento de mais de R$ 400 milhões e demonstra toda a confiança da Itambé no futuro do Brasil. É o que revela o superintendente industrial da empresa, Alcione Rezende, que na entrevista a seguir detalha o processo de construção desta nova etapa da fábrica. Confira:

O investimento que a Itambé está fazendo no novo moinho sinaliza confiança em um crescimento sustentável da construção civil brasileira nos próximos anos?
Sem dúvida. Tanto é, que o moinho 4 da linha 3 é somente o início do investimento. E ele se dá por que estamos sendo convocados pela expectativa de crescimento do mercado e, consequentemente, do país.

O que o novo moinho vai incrementar em termos de produção de cimento para a Itambé?
Poderá incrementar até 700 mil toneladas por ano, em capacidade instalada. Eu digo até 700 mil, por que vai depender do tipo de cimento que a gente for fabricar. A princípio, ele é um moinho que está sendo construído para fabricar cimentos finos. Trata-se de cimentos que, pela alta qualidade, demandam maior consumo de energia e menor produtividade. Mas o moinho permite produzir uma capacidade máxima anual de 700 mil toneladas de cimento.

Em termos de tecnologia aplicada na construção do moinho, há algo diferente?
A princípio não. É um moinho de bolas, com separador de alta eficiência de terceira geração, muito comum em fábricas de cimento atualmente.

O equipamento é totalmente importado ou tem um misto de tecnologia nacional e internacional?
Tem muito de tecnologia nacional. Somente o moinho em si e o separador estão sendo importados da China. O resto é todo fabricado no Brasil: filtros, elevadores, dosadores, balanças, transportadores. O investimento só no moinho é de quase 43 milhões de reais. E desses 43 milhões, aproximadamente 10 milhões são de equipamentos importados. O resto é nacional. Mas é importante frisar que o investimento global das novas instalações passam de R$ 400 milhões.

Além do moinho, a fábrica projeta também a construção de um novo forno?
O projeto da linha 3 envolve uma outra linha de produção de clínquer no qual estamos trabalhando agora. Esta nova linha vai aumentar em mais um milhão de toneladas por ano nossa capacidade de produção de clínquer, ou seja, praticamente vai dobrar o potencial de produção. Porém, primeiramente estamos trabalhando no moinho, por uma condição de mercado, mas sabemos que futuramente, para atender essa maior condição de capacidade instalada, teremos de ter um novo forno. E é isso que estamos projetando agora.

Qual o prazo de entrega?
O moinho tem startup previsto para 30 de agosto de 2010, em fase pré-operacional, e até novembro do ano que vem ele terá de estar totalmente entregue à produção. Já para a linha 3, incluindo o forno, a previsão é de entrega no final de 2011, no dia 18 de dezembro, quando a Itambé completar 35 anos.

Com o novo moinho, o que a Itambé fará com os moinhos antigos?
A Itambé atualmente tem 3 moinhos para produção de cimento. Com a entrada do moinho 4, vamos deixar de operar, por algum tempo, o moinho de cimento 1. O moinho de cimento 4 vai ter capacidade de atender, junto com o 2 e o 3, o nosso mercado. Nesse período, o moinho de cimento 1 vai sofrer alterações do ponto de vista de modernização da instalação. Ele é um moinho com tecnologia de 1970. Iniciou a operação em 1976 e agora temos a oportunidade de rever a instalação e aplicar nele os modernismos necessários. O moinho 4 desativa temporariamente o 1, mas quando o forno 3 estiver operando, no final de 2011, já estaremos com o moinho 1 novamente em funcionamento e totalmente modernizado.

Como construir um moinho novo e seguir produzindo cimento na fábrica? Presume-se que isso demanda uma logística muito precisa. Como foi operar essa logística?
A Itambé tem, dentro de sua estrutura organizacional, um departamento de projetos industriais. Ele é um departamento da diretoria industrial, do qual eu sou o responsável. Quando do inicio do projeto do moinho 4, eu ainda como gerente geral industrial, precisei dedicar mais tempo ao departamento de projetos industriais. Com a decisão de implantar a nova linha de clínquer – projeto iniciado há alguns meses – foi necessário rever o organograma, tendo em vista a necessidade de maior dedicação a área de projetos. Então foi criado o cargo de superintendente industrial, meu cargo atual e para gerência industrial foi admitido um novo funcionário que hoje é o novo gerente industrial. Assim nesta nova função posso dedicar mais tempo aos novos projetos e ainda ter a parte operacional da fábrica sob minha responsabilidade. A minha dedicação hoje, em termos de horas de trabalho, é de cerca de 70% a 80% para a área de projetos e o restante para a parte operacional da fábrica, propriamente dita. Essas foram as alterações necessárias para conduzir o projeto sem afetar a produção da fábrica.

Em termos de consumo de mão-de-obra, o que esse projeto está demandando?
Já tivemos picos de 200 pessoas trabalhando no projeto. Neste momento, com o encerramento da etapa da construção civil se aproximando, e chegando na parte de montagem da caldeiraria e de equipamentos especiais, desacelera a civil e acelera a montagem mecânica. Em seguida, lá por janeiro de 2010, entra a montagem elétrica. Portanto, para as etapas de mecânica e elétrica, o pico deve ficar em torno de 200 a 250 pessoas. Daí virá a linha 3, cujo auge do projeto se dará quando a moagem 4 já estiver quase totalmente concluída. Presumo que a obra toda, englobando moinho e forno, envolverá umas 700 pessoas, incluindo pessoal interno e o externo contratado.

A Itambé ganha que tipo de upgrade com o novo moinho?
O moinho 4 vai suprir totalmente as necessidade atuais do mercado. Os moinhos 1, de 1976, o 2, de 1987, e o 3, de 1996, são equipamentos com tecnologias diferentes. Quando pensamos no moinho 4, dimensionamos ele para, além de complementar o volume demandado pelo mercado, permitir aos outros 3 moinhos ficarem dedicados a fabricação de cimentos mais adequados as suas características tecnológicas.

Qual a vida útil de um moinho?
Esses equipamentos sempre são projetados para operar 50 anos. Nós já estamos operando há quase 35 anos aqui e, seguramente, vamos passar de 50 anos. Então, é sempre assim que se projeta o investimento. Calcula-se em torno de 50 anos, apesar de ter fábricas operando com equipamentos com até mais idade. Acontece que as instalações antigas demandam mais manutenção e mais consumo energético. Por isso, tem de se fazer essa evolução.

Em termos de projetos futuros, o que a Itambé está planejando?
Temos um plano diretor que já prevê para esse site de Balsa Nova uma 4ª linha de fabricação de clínquer e um moinho 5 e um moinho 6 de cimento. O ambiente está preparado para isso. Agora, quem vai ditar a necessidade de colocar o projeto em andamento será o mercado. Nossa projeção é que a 4ª linha seja instalada daqui a uns 10 anos.

 

Moinho Itambé

Moinho Itambé

 

Vista Geral do Obra

Vista Geral do Obra

 

Prédio da Moagem

Prédio da Moagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Engenharia Natural é profissão do presente e do futuro

Também conhecida como Bioengenharia de Solo, profissão desembarca nas obras de infraestrutura e mexe no mercado de trabalho

Neste mês, a cidade de Copenhague, na Dinamarca, sedia a conferência sobre mudanças climáticas. As nações vão definir metas para conter o avanço do efeito estufa e criar estímulos para projetos que reduzam a interferência no meio ambiente. Dentro deste cenário, começa a se destacar um novo tipo de engenharia: a Engenharia Natural.

No Brasil, empresas envolvidas com obras de infraestrutura começam a se interessar por profissionais especialistas em Engenharia Natural. Os cursos no país são poucos e estão no nível da pós-graduação. Assim, quem se especializa é imediatamente requisitado.

Fabrício Jaques Sutili: o concreto faz parte das intervenções de Engenharia Natural.

Fabrício Jaques Sutili: o concreto faz parte das intervenções de Engenharia Natural.

Fabrício Jaques Sutili, professor-adjunto do Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte-RS da Universidade Federal de Santa Maria, é uma das referências do país no assunto. Nesta entrevista, ele revela como a Engenharia Natural pode ser útil às obras que o Brasil planeja construir. Confira:

Qual a diferença entre Bioengenharia de Solos e Engenharia Natural?
Nenhuma. Existe uma profusão de sinônimos: Engenharia Naturalística, Engenharia Biofísica, Engenharia Verde… Os termos Bioengenharia de Solos e Engenharia Natural foram os que se consolidaram. No Brasil usam-se ambos. Em Portugal, consolidou-se o segundo, existindo inclusive a Associação Portuguesa de Engenharia Natural (APENA).  

Qual, então, a definição de Engenharia Natural?
Trata-se de uma área da engenharia que valoriza soluções que lancem mão das características técnicas da vegetação, associadas ou não a métodos e materiais tradicionais, para solucionar problemas que vão desde a erosão superficial do solo até a estabilização de encostas ou taludes artificiais. O mais importante é que a vegetação seja entendida como componente estrutural e não somente como acabamento estético.

No Brasil, a Engenharia Natural já encontra demanda ou ainda carece de um melhor entendimento do mercado?
Devo concordar que no Brasil ainda carecemos não só de uma maior compreensão sobre as potencialidades de aplicação, como também existe a necessidade de se buscar informações que subsidiem a aplicação das técnicas. Refiro-me especialmente a necessidade de pesquisas que apoiem com informações sobre as características biotécnicas da vegetação. Os modelos de intervenção podem ser, em parte, copiados de outros lugares, já as propriedades técnicas da nossa vegetação devem ser ainda investigadas.

Obras em ambiente fluvial e rodovias são as que melhor podem se aproveitar da Engenharia Natural?
A Engenharia Natural encontra sua maior aplicação na estabilização de taludes fluviais e de encostas, bem como na estabilização de taludes artificiais (sejam de corte ou aterro), como os provenientes da construção de estradas. Particularmente me dedico à aplicação das técnicas de Engenharia Natural em ambiente fluvial, no entanto, vejo sua utilização no ambiente rodoviário como bastante promissora do ponto de vista comercial.
 
No que a Engenharia Civil pode agregar a Engenharia Natural?
A Bioengenharia de Solos ou Engenharia Natural vale-se enormemente dos conceitos da Engenharia Civil. Estas obras, apesar de sua simplicidade, são obras de engenharia e devem respeitar os rigores de planejamento e intervenção próprios de qualquer intervenção deste tipo. O que difere as biotécnicas das técnicas tradicionais é o fato de utilizarem como componente estrutural, também, elementos vivos (plantas). Uma das grandes dificuldades hoje – não só no Brasil – é encontrar parâmetros para o cálculo de estabilidade destas obras. Está aí um grande desafio de engenharia.

Obras em concreto e obras com o conceito de Engenharia Natural podem coexistir no mesmo projeto?
Não só podem coexistir no mesmo projeto, como o concreto pode fazer parte das intervenções de Engenharia Natural. O conceito de Engenharia Natural dado por SCHIECHTL (uma das maiores autoridades na área) diz: “São técnicas (biotécnicas) em que plantas, ou partes destas, são utilizadas como material vivo de construção. Sozinhas, ou combinadas com materiais inertes, tais plantas devem proporcionar estabilidade às áreas em tratamento”. O concreto é um material inerte (assim como madeira, pedra, metal…) que pode ser combinado com materiais vivos. E aí está outro desafio de engenharia, para esse setor econômico.

Já há cursos no Brasil, ou apenas a Universidade Federal de Santa Maria está investindo nesta área?
Não existe nem no Brasil ou em outro país um curso superior que trate somente da Engenharia Natural. O que existe são cursos superiores que valorizam (com maior ou menor ênfase) em seu currículo esse campo de conhecimento. Em algumas universidades da Europa existem institutos de pesquisa exclusivos ao tema. No Brasil já existem universidades se interessando por essa área. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a Bioengenharia de Solos é uma linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, bem como o conteúdo é tratado dentro da disciplina de Manejo de Bacias Hidrográficas que é obrigatória do curso de graduação em Engenharia Florestal e é oferecida como disciplina optativa para outros cursos da universidade. A Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vem se interessando pelo tema e, juntamente com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da mesma instituição, vem promovendo palestras e cursos para seus alunos de graduação e pós. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia através dos seus programas de pós-graduação vem se envolvendo com o tema. Tenho conhecimento de monografias sobre o tema escritas em cursos de geografia, arquitetura, engenharia civil e engenharia florestal de diferentes universidades. Essas últimas, normalmente, são iniciativas que partem do interesse particular do acadêmico, não quer dizer que o tema seja diretamente tratado durante o curso de graduação.

Como está o processo de utilização da Engenharia Natural em outros países? Em qual deles ela está mais avançada?
Estas técnicas consolidaram-se e encontram-se mais difundidas na Europa central, em países como Áustria, Alemanha, França, Suíça e no norte da Itália; bem como na America do Norte. Ultimamente vem ganhando bastante aplicação no ambiente mediterrânico. Com apoio de instituições (universidades) europeias começam a existir alguns exemplos na América do Sul. Duas universidades se destacam como difusoras na America Latina: a Universität für Bodenkultur, de Viena, na Áustria, com seu convênio com o Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte da Universidade Federal de Santa Maria, e a Università degli Studi di Firenze, pelos trabalhos realizados especialmente na Nicarágua e também pelo contato que possui com a UFSM.

O brasileiro que quiser se especializar em Engenharia Natural tem de sair do país para estudar?
Não necessariamente. Claro que estudar em um instituto que se dedique integralmente ao tema, e já tenha tradição, é um diferencial. No entanto, já existem cursos de graduação que possuem o tema eu seus currículos e cursos de pós-graduação que já desenvolvem dissertações e teses na área.

Há muitos profissionais especializados hoje no Brasil?
Acredito que não. Mesmo na UFSM o tema foi incluído há pouco tempo no currículo e a linha de pesquisa na pós-graduação é uma das mais recentes de todas.

Os profissionais existentes no Brasil hoje, que entendem de Engenharia Natural, estão trabalhando em que tipo de empresa ou a maioria está atuando em pesquisa e educação?
A maioria ainda está atuando na pesquisa e educação (como é a lógica normal). Profissionais em empresas ou autônomos que ofereçam projetos de Engenharia Natural ainda são poucos. Com o tempo teremos profissionais saindo dos cursos de engenharia (das diferentes modalidades) com esse conhecimento.

Esses profissionais são bastante requisitados para projetos?
Sim. Os professores e pesquisadores dedicados ao tema não tem falta de trabalho e são constantemente requisitados a opinar e colaborar em diferentes níveis, desde a realização de cursos técnicos extra-universitários até a participação em projetos. A situação se agrava por ainda serem poucos os técnicos formados já com condições de atuarem nesse ramo de mercado.

Existe no país atualmente um projeto que seja um case de Engenharia Natural?
Sim. Na região Sul temos várias obras implantadas pela UFSM e por empresas; além de um programa de investigação das características biotécnicas da vegetação que se desenvolve desde o ano de 2001. Apesar de serem poucas, na região central do país, existem empresas capacitadas e, por que não dizer, já com tradição em Engenharia Natural.

 

 
Entrevistado:
Fabrício Jaques Sutili, professor-adjunto do Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte-RS da Universidade Federal de Santa Maria:  fjsutili@gmail.com 
 

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Setor da construção civil desembarca na Bolsa

Após euforia, ações de construtoras retomam crescimento sustentável e atraem até investidores estrangeiros

Elas já são 24, mas em 2010 a expectativa é que o número cresça. Tratam-se das empresas ligadas ao setor imobiliário – construtoras e incorporadoras – que desde 2005 invadiram as bolsas de valores do Brasil e, após quatro anos no mercado de ações, estão saindo do estado de euforia para o de confiabilidade. Neste ponto, a crise global do ano passado fez bem ao setor. Ela serviu para estourar a bolha e depurar os investimentos. “O excesso de otimismo foi tocado por um crescimento mais consistente e de longo prazo”, explica o analista de investimentos Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda.

No período de euforia, em 2006, o setor imobiliário chegou a invadir o pregão da Bovespa com o recorde de 15 ofertas de ações em apenas 12 meses. Com altas que chegaram a bater em 80%, o mercado acionário atraiu mais empresas, o que começou a deixar os investidores desconfiados. O motivo era o histórico do setor, que tinha alto grau de informalidade. Com o fim da bolha, ficaram as empresas que hoje têm compromisso com a governança, gestão, transparência e que conseguiram transmitir confiabilidade ao mercado. Resultado: elas estão conseguindo atrair investidores estrangeiros e estabelecendo parcerias cada vez mais sólidas com instituições financeiras.

Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa

Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa

Analistas avaliam que os bancos passaram a enxergar o crédito imobiliário não apenas como uma obrigação perante o governo federal (que determina o uso dos recursos obtidos via poupança para este fim), mas também como forma de captar e fidelizar clientes. Isso levou instituições financeiras, como Banco do Brasil e Bradesco, além dos estrangeiros BNP Paribas e Societé Generale, a investirem no segmento. E a tendência é de aumentarem o grau de investimento a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. A razão é que as empresas redefiniram suas estratégias para atender a baixa renda, para onde o programa habitacional aponta e onde há um déficit de mais de 7 milhões de residências.

Como exemplo, a Company, de São Paulo, decidiu estudar as condições do mercado de imóveis de valor entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Já a Cyrela criou uma nova empresa, a Living, para atuar no mercado de apartamentos de R$ 100 mil – valor cinco vezes menor do que aquele dos imóveis que costumava entregar antes. Gafisa, por sua vez, fez uma joint venture (empreendimento conjunto) com a Odebrecht também para atender esse público. De todas as listadas, a Rossi é a que mais acumula experiência no segmento de baixa renda. “Temos um extenso histórico de empreendimentos para essas classes, desde a época do Plano 100, em 1992. Continuamos atentos a esse mercado”, afirma Leonardo Diniz, diretor comercial da Rossi.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) revelam que o crédito imobiliário em relação ao PIB no Brasil situa-se em torno de 5%. Neste ano, apesar dos reflexos da crise internacional, o volume de crédito deverá superar os R$ 30 bilhões de 2008. Isso demonstra que o crédito imobiliário cresce com sustentabilidade. Além do mais, em outros países, como Espanha e Portugal, por exemplo, o crédito imobiliário chega a até 50% do PIB. Significa que no Brasil ainda há muito espaço para crescimento, desde que o setor faça o que vem fazendo: se adaptando à realidade nacional.

Números da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que 92% das famílias sem imóveis no país têm renda inferior a cinco salários mínimos – R$ 2.325,00. “As empresas que fizeram esse reordenamento, para atender os consumidores de média e baixa renda, são as que terão maior suporte para continuar crescendo e colhendo sucesso na Bolsa”, prevê o analista de investimentos Sílvio Araújo.

Entrevistados:
Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda: silvio@lopesfilho.com.br
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) – Assessoria de imprensa: fabio@abecip.org.br  e site (www.abecip.org.br)

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Infraestrutura logística cresce 2,1% em 2009

Setor investe no modelo built to suit, que é a encomenda de uma obra sob medida para a atuação da empresa contratante

Devido ao setor das construções corporativas revelarem significativo crescimento, empresas especializadas em terceirização imobiliária veem uma grande oportunidade de negócio. Estas trazem ao mercado corporativo uma solução de não investimento em ativos se responsabilizando pelas construções necessárias e manutenção das áreas físicas. Enquanto isso, as organizações conseguem baixar seus custos de operações e mantém foco em sua atividade principal.

Dois formatos se destacam no segmento de infraestrutura logística: o modelo built to suit, que é o desenvolvimento de uma obra encomendada por determinada empresa sob medida para sua atuação; e os condomínios logísticos, onde são construídos armazéns padronizados para atender diversos setores com necessidade de poucas adaptações. Nas duas opções, o objetivo é firmar contratos de longa duração de locação para ocupação da área física sem necessidade de mobilizar o capital da empresa em um ativo, além de compartilhar serviços integrados ofertados dentro do condomínio.

Segundo pesquisa da CB Richard Ellis, os investimentos em construções no perfil registram crescimento, sendo que somente de janeiro a junho deste ano foram construídos 63 mil metros quadrados. Em comparação ao mesmo período de 2008, a metragem é 2,1% superior à área total dos empreendimentos existentes nas regiões avaliadas. O levantamento também indica um aumento significativo da absorção de espaços vagos nos condomínios logísticos. O ano de 2008 encerrou com um dos melhores resultados, superando 500 mil metros quadrados absorvidos.

Um dos grupos que experimenta esse crescimento é o Perini, que atua no Brasil em diferentes setores industriais e oferece através da Perville Pré-fabricados soluções diferenciadas para a implantação de indústrias no sul do Brasil. A empresa investe maciçamente em tecnologia e em recursos humanos, o que tem feito dela uma referência técnica para clientes, universidades e centros de pesquisa em tecnologia da construção.

Operando desde 1999, a Perville Pré-fabricados implantou o Condomínio Industrial Perini Business Park, no distrito industrial de Joinville. O empreendimento atende as mais exigentes necessidades de desempenho e foi construído dentro do conceito conhecido como “Sistema Aberto”, que permite que os elementos possam ser montados ou adaptados a outros modelos construtivos disponíveis do mercado.

A produção da Perville Pré-fabricados é realizada em uma fábrica de 7.000 m² com capacidade de produção de 12.000 m³ de concreto/ano, e equipamentos para realizar essa montagem em um raio de ação de 500 quilômetros.

 

 

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Publicado por: Itambé Empresarial em 9 de dezembro de 2009

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Sinaenco alerta para deterioração de Brasília

Capital federal, prestes a completar 50 anos, enfrenta problemas de infraestrutura urbana por falta de manutenção

Prestes a completar 50 anos, a infraestrutura de Brasília – galerias, córregos, pontes, passarela e viadutos – está envelhecendo e se deteriorando devido à falta de uma política permanente de manutenção desses equipamentos públicos. De acordo com técnicos, obras de engenharia têm vida útil estimada de 50 anos. Levando em conta que parte desse patrimônio foi construído nas décadas de 1950 e 1960, dá para afirmar que a capital federal está com “prazo de validade vencido”.

O Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) destaca a importância da manutenção do centro da administração pública nacional. “A população, infelizmente, ainda não percebeu o papel fundamental da manutenção do patrimônio público para evitar o desperdício de recursos escassos”, diz José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco. Vários estudos internacionais e nacionais têm sido unânimes em mostrar que os custos de restauração e de reforço são sempre muito mais elevados do que os de prevenção.

Esse cenário complicado, que já traz inúmeros problemas à população e às economias da capital do Distrito Federal e brasileira, tem solução e é essa discussão que permeou o evento Distrito Federal: Infraestrutura com prazo de validade vencido, promovido pelo Sinaenco no final de novembro. “Transformamos essa questão em uma campanha nacional permanente do Sindicato, para provocar a conscientização da sociedade e, por decorrência dos governantes, sobre a importância da manutenção da nossa infra-estrutura pública”, ressalta Bernasconi.

Desde que o Sinaenco iniciou a campanha já foram percebidos alguns resultados. Em São Paulo, o orçamento para investimentos em manutenção passou de R$ 3 milhões em 2005 para aproximadamente R$ 150 milhões em 2008, provando os resultados do impacto deste estudo. Na Bahia, 10% das obras apontadas como problemáticas no primeiro estudo, em março de 2006, foram recuperadas. Em Belo Horizonte, 30% da obras apontadas foram recuperadas.

 

Fonte: Sinaenco

 
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