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Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Engenheiro multidisciplinar

Surge um novo profissional nas empresas, cuja função é detectar problemas e apontar soluções.

Álvaro Guillermo Rojas Lezana

Álvaro Guillermo Rojas Lezana

Eles são disputados pelas empresas como um craque é pelos clubes de futebol. Mal concluem seus cursos, já estão recebendo propostas salariais que podem chegar a R$ 4 mil. Quem é esse profissional? Em seu crachá ele poderá ser definido como engenheiro de produção ou engenheiro multidisciplinar. Sua valorização se deve ao fato de que foi formado para detectar problemas e apontar soluções.

Em tese, na linguagem dos especialistas, esse profissional concilia o conhecimento da ciência aplicada com o viés administrativo e gerencial. Diz-se que ele é preparado para “gerir o chão da fábrica”, com capacidade de otimizar o ciclo de produção. “A vantagem é que atua em várias áreas do conhecimento. Vai desde o sistema de produção, passando pelo direito e a ética, até o domínio de conceitos relativos à TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)”, diz o diretor do Centro Tecnológico da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), professor doutor Álvaro Guillermo Rojas Lezana.

A versatilidade deste profissional o faz ganhar outros mercados. O sistema financeiro, por exemplo, hoje está optando pelo engenheiro multidisciplinar em vez de administradores de empresa e economistas. “Pelo conhecimento que têm de engenharia, eles demonstram mais habilidade para solucionar problemas complexos”, resume Lezana, que batalha para resolver o déficit destes especialistas no mercado de trabalho.

Ainda há poucas universidades no Brasil que oferecem cursos de engenharia de produção. Como existe mais procura do que demanda, acaba que o país necessita importar profissionais desta área. “Minha batalha é para difundir a profissão. Prova disto, é que a UFSC está para criar um curso em Joinville, onde vai tratar da área multidisciplinar, mas formando especialistas em engenharia da mobilidade (modalidade veicular e transportes)”, revela Álvaro Lezana, ele mesmo um exemplo de importação de mão-de-obra, já que nasceu no Chile.

A aposta é que as empresas cada vez mais vão buscar engenheiros com esse perfil. “As tecnologias hoje incorporam aspectos de todas as áreas e o profissional deve saber lidar com esta complexidade”, define o professor doutor da UFSC, que compara a nova profissão aos automóveis. “Um bom exemplo é um carro. Cada vez mais a eletrônica embarcada aumenta, os motores começam a ser substituídos por propulsão elétrica, etc. A parte mecânica poderá ficar confinada, no futuro, apenas à casca. Ou seja, para mexer com eles, ou com qualquer outro negócio, vai ser preciso entender de tudo. Ser só da mecânica não cabe mais”, sentencia.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Crise fará surgir novas lideranças

Armelino Girardi

Armelino Girardi

Consultor em gestão e desenvolvimento de talentos humanos, e ex-presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), seção Paraná, o administrador de empresas Armelino Girardi acredita que as empresas passarão por mudanças internas no próximo ano. Segundo ele, a expressão “vestir a camisa da empresa” voltará a ser valorizada e a tendência é que surja um novo tipo de liderança dentro das corporações. Confira a entrevista:

Em sua avaliação, em cima de quais profissões as empresas vão estar mais focadas em 2009?

As áreas de gestão e de controle, assim como as de pesquisa, tendem a ser as mais bem-sucedidas no ano que vem. Tudo que lidar com reorganização e engenharia vai ganhar destaque. Como vivemos um momento de crise, as empresas precisarão investir nessas áreas. Também aposto que as profissões ligadas à construção civil e à infra-estrutura devem se manter bem ativas. Por certo, para manter a economia aquecida, o governo federal vai estimular o crescimento dessas áreas.

No que a crise deflagrada em 2008 vai alterar o comportamento das empresas na busca de profissionais?

Acho que as empresas vão contratar menos e prestar mais atenção nos recursos internos que elas têm. Não haverá muito espaço para contratações, mas em contrapartida deve haver mais investimento em talentos revelados pelas próprias empresas. A tendência é a valorização dos profissionais acima da média, até para evitar que eles sejam contratados pela concorrência.

Sob o ponto de vista de competitividade entre empresas e evolução do nível profissional dos colaboradores, no que a crise pode ser benéfica?

A crise pode ser benéfica porque as empresas vão ter, com certeza, uma redução da margem de lucro e elas vão precisar de um comprometimento maior de seus quadros. Vão precisar que as pessoas se envolvam mais com a empresa, com os objetivos da empresa, com o negócio específico, para que juntos, empresa e colaboradores, obtenham formas de fazer com que os obstáculos sejam superados. O trabalho em equipe estará valorizado. Aquela história do autoritarismo, para que as pessoas produzam mais, pode ser substituída pelo “vestir a camisa”. A crise deve fazer surgir um novo tipo de liderança dentro das empresas.

Uma das metas recentes das empresas tem sido registrar um baixo turn over (índice de rotatividade de pessoal). No quadro atual será possível perseguir essas metas?

Acredito que no próximo ano vamos ter um turn over maior. A crise, infelizmente, levará a cortes, e isso aumenta o turn over. Também há uma expectativa de que o número de pedido de aposentadorias cresça em 2009, o que também acarretará num aumento do turn over.

Como é vista uma empresa com baixo turn over pelo mercado de trabalho?

É muito bem vista. O turn over não é positivo na visão do mercado de trabalho, porque normalmente ele é provocado pela empresa. Quando se fala em turn over maior, as pessoas são mais demitidas do que pedem demissão. Então, turn over maior quer dizer que as empresas estão dispensando. Assim, quanto menor o turn over da empresa, mais ela chama a atenção do mercado de trabalho.

Qual o percentual de economia que uma empresa pode ter com um baixo nível de turn over?

Percentual eu não saberia dizer. Não sei especificar o impacto disso na economia da empresa. Mas a alta rotatividade de colaboradores gera custos. Há encargos, multas rescisórias, e isto custa caro. Com certeza, uma empresa com menor turn over gera economia para ela mesma.

Saber recrutar, selecionar, treinar e motivar ficam, então, mais realçados para as empresas no atual momento da economia?

Com certeza. Toda vez que se contrata alguém, tem de se contratar uma solução e não um problema. Então, tem que contratar certo. Por isso, precisa ser cada vez mais criterioso o papel de quem recruta, de quem faz a seleção. Quem treina, idem. O problema é que se investe muito pouco em treinamento no Brasil. Talvez a crise desperte as empresas a se voltarem para essa área do desenvolvimento. Não é só negócio, business, tem de investir no desenvolvimento das relações interpessoais. A pessoa tem de se sentir bem e motivada. E esse estímulo passa pelo bom treinamento.

Sobre programas de incentivo, como bolsas de estudos, eles tendem a crescer nas empresas a partir do momento em que elas vão buscar mais competitividade?

Sempre. As empresas precisam de pessoas preparadas e estimular uma graduação melhor de seus colaboradores é função da empresa. Eu cito recente reportagem da revista Exame, que destaca o desenvolvimento do interior de São Paulo, onde estão os grandes centros de pesquisa. A região produz 26% da riqueza do país e isso se deve ao fato de ter havido um forte investimento em educação. Então, é vital para as empresas investirem nisso. Essas pessoas estarão criando o futuro da corporação.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Plaenge lançou moda no Brasil

Construtora criou a opção de plantas flexíveis e hoje é copiada pela concorrência.

Aloizio Henrique Pereira

Aloizio Henrique Pereira

Lançar empreendimentos imobiliários em que a planta do apartamento pode ser alterada pelo cliente virou moda no Brasil. Mas quem foi o pioneiro neste projeto? A Plaenge, que há mais de 40 anos atua no mercado de construção civil no país, é a dona da idéia. Em 1995, depois de ter sido a primeira a adotar o conceito de apartamento decorado, a construtora teve a iniciativa de oferecer mais esse diferencial aos compradores de seus imóveis.

A certeza de que se tratava de uma excelente idéia era tanta que a Plaenge decidiu patenteá-la no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é a responsável no Brasil pelos registros de marcas, concessão de patentes, averbação de contratos de transferência de tecnologia e de franquia empresarial. Em tese, quem hoje quiser adotar o sistema de plantas flexíveis em seus empreendimentos têm de pedir autorização à construtora.

Para o gerente comercial da regional Curitiba da Plaenge, Aloizio Henrique Pereira, 52 anos, o sistema de plantas flexíveis congrega marketing, atendimento ao cliente e um novo conceito de construção. “Eu gosto de usar o exemplo do pãozinho. Toda padaria faz pãezinhos, mas os da nossa têm um sabor especial”, diz. O melhor, segundo Aloizio, é que a obra não encarece para o cliente. “Quando o projeto é concebido, ele já contempla as variações. Isso significa que não há alteração de custo durante a execução e nem risco de atrasar o cronograma de entrega”, garante.

A Plaenge oferece cinco modelos de plantas flexíveis. Eles permitem, por exemplo, que o cliente possa acrescentar um quarto a mais ou transformar um quarto em sala. Existe ainda a possibilidade de se deixar um cômodo com mais espaço ou de se agregar um escritório ao apartamento. “As plantas flexíveis só não permitem alterar cozinhas, suítes e banheiros para não ferir a convenção da engenharia sobre áreas úmidas”, diz Aloizio.

O sistema, que serve tanto para edifícios residenciais quanto para comerciais, é um propulsor de vendas da Plaenge. “O mercado assimilou 100% a idéia. A ponto de sermos imitados, o que muito nos orgulha”, diz Aloizio, confessando que o boca a boca acaba sendo o grande marketing das plantas flexíveis. “Quem compra fica tão satisfeito que acaba recomendando para amigos e parentes, e daí não tem quem segure”, diz.

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Itambé com Você – Consumo de cimento deve crescer 3% em 2009

Consumo de cimento deve crescer 3% em 2009.

O secretário-executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), José Otávio de Carvalho, estima que o consumo de cimento no Brasil em 2009 deve crescer no máximo 3%. Antes da crise, a perspectiva era de crescimento de 8%. Segundo ele, a redução de lançamentos por parte das incorporadoras é a causa principal desta revisão nos índices. Para 2008, o SNIC calcula que o ano vai fechar com um consumo de até 52 milhões de toneladas, ante as 45 milhões de toneladas de 2007. “A projeção do crescimento para este ano foi revisada em julho. Até então, espera-se aumento de 12% a 13%, mas será em torno de 15%”, assegura José Otávio de Carvalho.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Itambé com Você – Construção civil em Dubai atrai empresas brasileiras

Construção civil em Dubai atrai empresas brasileiras.

Ocorrida no final de novembro em Dubai, a Big 5 Show, principal feira de construção civil do mundo árabe, colocou em destaque a construção civil brasileira. Nada menos do que 37 empresas do país ligadas ao setor participaram do evento e fecharam vendas de US$ 7,4 milhões, com expectativa de US$ 38 milhões em um período de 12 meses. Segundo o vice-presidente da DMG World Media, empresa que organizou a feira, as perspectivas para o Brasil no Golfo são excelentes. “Só os empreendimentos em andamento na região, que devem ser entregues entre 7 e 10 anos, somam investimentos de US$ 4,5 trilhões. Por si só, isso já é suficiente para manter o setor aquecido”, avalia. De acordo com pesquisa da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em 2007 o Brasil exportou US$ 8,27 bilhões no setor construção para o mundo, montante que apresentou um crescimento de 8,95% quando comparado ao ano anterior. Os principais destinos para as exportações brasileiras neste setor foram os Estados Unidos (US$ 1,78 bilhão), Argentina (US$ 872 milhões), Países Árabes (US$ 379,91 milhões), Venezuela (US$ 368,13 milhões) e Chile (US$ 366,90 milhões).

Fonte: Agência de Promoção de Exportações (Apex)

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Itambé com Você – Construção e governo unem-se para reduzir entraves

Construção e governo unem-se para reduzir entraves.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a Fiesp assinaram dia 1.º de dezembro, durante o 7.º Construbusiness, acordo para concluir em um ano projetos que acelerem o desenvolvimento da construção. Pelo acordo, as entidades unem esforços e se comprometem a alinhar as metas estabelecidas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e trazer modernização e desenvolvimento ao setor. A ação prevê atender a matriz apresentada no Caderno Técnico de Política Industrial – Edificações, formada pelo marco regulatório, revisão tributária, capacitação de mão-de-obra, tecnologia da informação e inovação tecnológica. O convênio vai fortalecer e desenvolver a cadeia com atividades que contribuam para a melhoria do ambiente de negócios com tecnologia e informação.

Fonte: SindusCon-SP

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Cimento Itambé lança novo site

Ferramenta amplifica comunicação e passa a atender melhor os diversos públicos da companhia.

No dia 10 de dezembro, a Itambé lançou seu novo site, que utiliza todas as ferramentas de um portal corporativo, adotando linguagem e conteúdo adequados para levar informação e serviços aos diversos públicos da empresa – clientes, funcionários, formadores de opinião, profissionais e estudantes.
Desenvolvido pela Midiaweb, o site foi totalmente remodelado e traz muitas novidades. Entre elas, informações sobre as Normas ABNT. O conteúdo técnico foi reunido em um único local, com informações de palestras, artigos e pesquisas, vídeo do processo de fabricação, indicadores de mercado, grandes obras de concreto armado e muito mais.

Com um novo projeto gráfico e mais funcionalidades, o endereço www.cimentoitambe.com.br está ainda mais moderno, atraente e fácil de navegar. Além disso, agregou espaços destinados à promoção do conhecimento e à troca de experiências nas áreas técnicas da construção civil e na área de gestão e marketing. Para isso, os informativos eletrônicos Itambé Empresarial e Massa Cinzenta também foram transformados para o formato de blog, favorecendo ainda mais a interatividade com os leitores. Além de encontrar rapidamente os assuntos de seu interesse, o usuário pode comentar os textos, ver quais são os assuntos mais buscados e navegar por tags relacionadas a cada texto.

Outro diferencial é uma área que reúne todas as formas de contato com a Itambé – Atendimento e Programação on-line, Ligue Cimento Itambé, esclarecimento de dúvidas e formulários de contato com a empresa.

Para Sérgio Coelho, diretor de planejamento da Midiaweb, o novo site da Itambé valoriza o interesse e as necessidades dos usuários, ou seja, o site foi planejado e desenvolvido para atender da melhor forma possível aos diversos públicos da companhia. “A interface, mais moderna e dinâmica, deixa em evidência os principais atrativos do site. O design, claro e objetivo, e com fontes maiores, além de agradável, facilita a visualização dos itens e das informações mais importantes”, comenta.

Ele ressalta também o processo de reorganização do conteúdo institucional: “As informações foram reagrupadas de maneira mais coerente com o que o usuário busca e agora podem ser acessadas mais facilmente”.

Porém, Sérgio diz que o maior diferencial do projeto foi trazer o conteúdo do Itambé Empresarial, do Massa Cinzenta e da Área Técnica para o primeiro plano. No novo site, a entrega destes conteúdos utiliza a mesma estrutura mecânica dos blogs, tornando-a muito mais dinâmica e interativa. Agora, além de poder receber as informações sob demanda, via RSS ou newsletter, o site estimula o usuário a compartilhar, comentar e indicar conteúdos. “Esta é a verdadeira web que presta serviço, feita realmente para o usuário”, conclui Sérgio Coelho.

Lycio Vellozo, diretor comercial da Itambé, afirma que o objetivo do novo site é fortalecer ainda mais os diferenciais da empresa, que vão muito além de oferecer produtos e serviços de qualidade. Segundo ele, a promoção do conhecimento é um dos principais focos da Itambé. “Queremos que clientes, profissionais do setor, funcionários, estudantes e demais interessados na área da construção civil, tenham à disposição uma ferramenta de consulta constante, com informações exclusivas e direcionadas”, afirma. Esta é mais uma importante ação de relacionamento da Itambé com o mercado.

Créditos: Vanda Pereira Cúneo – Assistente de Marketing

Publicado por: Itambé Empresarial em 16 de dezembro de 2008

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Novos tempos no mercado imobiliário

Aposta é que haverá fusões no setor e que construtoras vão redescobrir as classes B, C e D para manter vendas aquecidas.

Hugo Peretti Neto

Hugo Peretti Neto

O mercado de imóveis no Brasil, que engloba construtoras, incorporadoras e imobiliárias, experimentará novos tempos em 2009. A crise do subprime, deflagrada nos Estados Unidos, vai mudar o foco do setor e realçar a lei do mais forte. Com isso, fusões serão inevitáveis e a tendência é que as classes B, C e D, que consomem produtos de R$ 70 mil a R$ 150 mil, ganhem a atenção do setor para que as vendas se mantenham aquecidas.

Quem visualiza esse cenário é Hugo Peretti Neto, vice-presidente de área técnica do SindusCon-PR, diretor geral da construtora Hugo Peretti & Cia e presidente da Ademi-PR. Para ele, o mercado sofrerá transformações, mas não haverá crise acentuada. O motivo é simples: o Brasil tem um déficit habitacional de oito milhões de moradias. “Não tem como ser diferente. No Brasil há demanda para manter a construção civil em crescimento. Tenho certeza disto”, analisa Peretti.

A readequação do mercado deve envolver principalmente os lançamentos e as vendas na planta. “Alguns devem ser postergados, prorrogados para 2010 ou mais adiante. Haverá um reequilíbrio e isso será necessário para depurar o setor”, avalia Peretti, que acha que as mudanças vão atingir principalmente aquelas empresas que abriram o capital na bolsa de valores. “Essas vão ter problemas. Pelo menos no mercado que eu conheço, que é o de Curitiba”, completa.

Peretti também aposta em fusões. “Algumas empresas vão se associar ou ser incorporadas. Não da magnitude como ocorreu com os bancos, mas as mais capitalizadas podem englobar as menores, e com dificuldades financeiras. Isso pode ocorrer principalmente com as corporações que abriram o capital na bolsa”, diz.

A médio e longo prazos, no entanto, as perspectivas do mercado imobiliário são altamente positivas, segundo Peretti. “Desde que o mundo é mundo, em questão de investimento duradouro nada supera o imóvel. Seja em rentabilidade quanto em segurança. É um patrimônio da pessoa, da empresa, que juridicamente é mais seguro. Às vezes você pode ter uma rentabilidade maior em outros tipos de aplicações financeiras, mas o histórico dos últimos dez, quinze anos, mostra que o imóvel é imbatível”, comenta Peretti.

A saída para manter o mercado aquecido, segundo o analista, é investir nas classes B, C e D. “Estava aquecido o mercado dos empreendimentos classe A. Agora é hora de buscar um mercado mais realista, que envolva imóveis na faixa dos R$ 70 mil a R$ 150 mil, em bairros que estão passando por transformações de infra-estrutura”, afirma Peretti. Ele cita como exemplo a região que cerca a Linha Verde – principal obra da Prefeitura de Curitiba. “São bairros periféricos, que passam a estar muito valorizados. Quem investir ali vai ver a crise passar longe”, aposta.

Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de novembro de 2008

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Como praticar o networking no dia-a-dia

Marcelo Miyashita* apresenta dicas e situações de como exercitar o networking em diferentes ocasiões

Marcelo Miyashita

Networking não é um acontecimento, é um processo. Muita gente só pensa na sua rede de contatos quando precisa desesperadamente: de uma meta de vendas para cumprir ou de um novo emprego. Infelizmente isso ocorre na maioria dos casos. A pessoa torna-se impertinente, irrelevante e ainda por cima, pedinte. O verdadeiro networking ocorre justamente pela via contrária do oferecimento de ajuda, tempo, disponibilidade e proximidade. É praticar o velho lema “ajude para ser ajudado”. Esse é o desafio do networker.

Não dá para ajudarmos todos nossos contatos e nem tomarmos café com todo mundo todo mês, então, precisamos encontrar fórmulas que viabilizem essa prática. Primeiro, é preciso compreender que nossos contatos não são iguais. Aliás, há uma escala de proximidade que deve estar clara: rede de contatos, rede de conhecidos e rede de amigos.

Rede de contatos: apenas contatos. Nada mais. É o que acontece quando trocamos cartões num evento ou quando alguém entra em contato conosco via e-mail.

Rede de conhecidos: são pessoas mais próximas – não só temos seu contato, mas as conhecemos e somos reconhecidos por elas. É um grupo bem menor.

Rede de amigos: além de familiares e parentes. Claro que vamos sempre priorizar os mais próximos no nosso dia-a-dia. Ligamos, enviamos e-mails e, naturalmente, damos mais atenção e ajuda para eles. Somos networkers com amigos, pois é a essência do relacionamento humano.

O ponto que precisa de mobilização e cuidado são as redes de contatos e conhecidos. Não dá para manter relações com todos como mantemos com os amigos. Até porque um bom networker consegue chegar no que chamo escala dos cinco (50 amigos, 500 conhecidos e 5000 contatos). Então, a questão é como praticar networking com as redes de conhecidos e, principalmente, com as de contatos.

É preciso utilizar um pouco da base do conceito de marketing de relacionamento praticado pelas organizações. Elas estabelecem esse follow-up em massa por meio de ações de comunicação e atividades presenciais segmentadas. Por esse caminho e, sempre fornecendo algo relevante e interessante, é possível nos mantermos ativos com nossos contatos e conhecidos.

A internet tem ajudado muito nesse follow-up. Claro, é preciso praticar com inteligência. Volta e meia eu recebo contatos de pessoas que simplesmente perguntam: E aí? Tudo bem, como vão as coisas? E só. Ou pior, “oi, tudo bem, indica o meu CV para seus amigos?” (?!). O fenômeno dos blogs tem demonstrado um bom caminho. Muitos profissionais, ao criarem e manterem blogs relevantes, bem posicionados, encontram um bom motivo para, por meio de uma prestação de serviços, manterem-se ativos e gerando conhecimento para seus contatos e conhecidos.

É preciso compreender que a prática do networking exige preparação e manutenção de serviços, seja por meio de um blog, promovendo encontros temáticos ou simplesmente, atuando como conector entre as pessoas – levando indicações e ajudando as pessoas, para não só pedir, mas também ajudar.

As redes sociais na internet (Orkut, Plaxo, Linkedin) ajudam a manter os dados dos contatos e conhecidos atualizados. Nesse sentido, é uma boa ferramenta, mas, como disse, isso resolve parte do trabalho. Não adianta ter os dados limpos e atualizados se não há uma mobilização disposta a servir aos contatos e conhecidos.

Rede do Bem

Ser relevante é fundamental para manter a permissão ativa e só conseguimos isso quando prestamos serviços aos nossos contatos. Só para exemplificar, eu tenho vários grupos de contatos, mas, nos últimos anos, um grupo foi ganhando forma e representatividade: meus alunos. Como leciono há 11 anos e aplico cursos abertos e in company há muito tempo também, fui formando muitos alunos. Exatos 3.409 alunos que crescem a cada nova turma ou curso que aplico. É uma massa crítica, atuante no mercado, em posição de média gerência para alta, muitos participam da seleção de profissionais em suas empresas.

Com meus alunos formei o que chamamos de Rede do Bem. Uma rede colaborativa e fechada (só entra na lista quem é aluno) de trocas de vagas de emprego, em que os alunos que contratam priorizam e valorizam os colegas alunos nos processos de seleção. É uma fórmula simples, baseada no envio de boletins via e-mail a cada 15 dias. De 2006, quando a rede foi criada, para cá, foram distribuídas entre os alunos 1.272 vagas de emprego! Ou seja, a cada quinzena eles recebem um comunicado com uma média de 20 vagas de emprego ofertadas pelos próprios alunos para os alunos. Por meio da Rede do Bem, consigo manter contato relevante e pertinente com eles de uma forma que não conseguiria se não buscasse prestar um serviço interessante e válido.

Por isso tudo que praticar networking dá muito trabalho. E a prática correta é totalmente inversa à percepção que algumas pessoas têm: não se faz networking explorando seus contatos para pedir coisas.

Networking se faz ajudando, fornecendo, informando e prestando serviços. Mobilizando-se para as pessoas, conseguindo se manter interessante e não interesseiro. O networker é como um líder: trabalha para servir seus contatos e consegue com eles mais envolvimento, comprometimento e colaboração.

*Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting e colunista do Mundo do Marketing. É professor de pós-graduação e MBA, e leciona nas instituições: Cásper Líbero, FGV EAESP GVpec, PUC-SP COGEAE, Madia Marketing School, Trevisan, IMES e IBModa.

Fonte: Mundo do Marketing: Publicado em 28/7/2008 (http://www.mundodomarketing.com.br/materia.asp?codmateria=5096)

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Publicado por: Itambé Empresarial em 19 de novembro de 2008

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Você é apaixonado pelo que faz?

Dalmir Sant’Anna* explica como ser apaixonado pelo que faz pode fazer a diferença

Dalmir Sant’Anna

A Revolução Industrial iniciada na Inglaterra no Século XVII intensificou a substituição do modo de produção doméstico pelo sistema fabril, utilizando das máquinas e abordagens mecânicas para a ascensão, diversificação e reestruturação de empresas dos mais diversos segmentos, constituindo um processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica. Com este período, o profissionalismo começa a fazer parte do cotidiano e a paixão por determinadas atividades fortalece a necessidade de satisfação, motivação, vontade e desejo de trabalhar. Juntamente com esta estruturação surge a reflexão sobre a paixão em trabalhar, em estar invariavelmente apaixonado por suas atividades e escolha profissional.

Paixão na estrutura organizacional é percebida pela criatividade, pró-atividade, cordialidade, determinação e otimismo demonstrados pelos profissionais das mais diversas áreas em seu cotidiano de trabalho.

O Palestrante Mágico Dalmir Sant’Anna apresenta que ser apaixonado pelo que faz encontra-se relacionado com felicidade e equilíbrio, pois ultrapassa o limite da motivação por estar diretamente ligado com as emoções do coração e o constante desejo de aperfeiçoamento.

Felicidade – Há quem acredite que felicidade não existe. Há quem acredite que a felicidade é construída e conquistada a cada dia, compreendendo que não é um estado constante, mas uma busca constante. O que é felicidade? É um estado afetivo ou emocional de sentir-se bem ou sentir prazer pelo que se está desenvolvendo. Um acadêmico apaixonado pelo curso escolhido sente felicidade ao fazer novas descobertas. Por estarem apaixonados empresários, executivos, esportistas, profissionais liberais demonstram a felicidade por meio de pequenos gestos, como um sorriso, um saudoso bom dia, ou mesmo, reconhecendo o esforço de um colega.

O que traz felicidade? Um dia de sol, um cafezinho ou um chá após uma extensa reunião, o sorriso do filho que estava ansioso a sua espera. A felicidade alcança sua extensão quando você dedica um pouco do seu precioso tempo às coisas que proporcionam a sensação de leveza, de reconhecimento, superação e bem estar.

Equilíbrio – Tenha certeza de que todo o profissional de destaque planejou e continua realizando o planejamento de novas conquistas equilibrando vida pessoal e profissional. A qualidade de vida tem relação com o equilíbrio de suas emoções e ações, sem esquecer da presença do cônjuge, noiva, namorada, pais, filhos e amigos. Observe que há pessoas que pagam um alto preço para alcançar os resultados esperados, mas esquecem de completar suas emoções com sentimentos de afeto, gratidão, valorização e convivência familiar. Aliar o equilíbrio entre sua paixão pelo trabalho e o bem estar pessoal permite conquistar resultados mais satisfatórios.

É evidente que quando um profissional é apaixonado pelo que faz, cria gradativamente um processo introspectivo de novas descobertas e auto-realização, não sendo um acomodado que somente reclama do salário que recebe, mas com determinação pessoal conjugada com a vontade de vencer, dedica parte de seu tempo para aprimorar seu desempenho, estudar e fortalecer suas competências. Observe que a paixão pelo trabalho permite superar desafios, romper obstáculos e oferecer continuamente um trabalho diferencial, capaz de encantar as pessoas que estão a sua volta. Agora responda: Você é uma pessoa apaixonada pelo que faz?

Dalmir Sant’Anna* – Autor do livro “Menos pode ser Mais” (editora Odorizzi), mágico profissional, pós-graduado em Gestão de Pessoas e bacharel em Comunicação Social.

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Massa Cinzenta

Um informativo eletrônico destinado a todos os interessados na área da construção civil com o objetivo de compartilhar informações úteis deste segmento.

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