IPT tem história intimamente ligada ao concreto

Sede do IPT, em São Paulo: foco atual está na busca de compósitos de baixo impacto ambiental.

IPT tem história intimamente ligada ao concreto

IPT tem história intimamente ligada ao concreto 1024 768 Cimento Itambé

Dos 12 laboratórios do centenário instituto, dois dedicam-se exclusivamente às pesquisas relacionadas com a construção civil

Por: Altair Santos

Fundado em 1899, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) tem no concreto o material mais estudado ao longo de sua história. Até hoje, aliás, a cadeia produtiva do cimento concentra boa parte das pesquisas em seus dois centros voltados a estudos da construção civil: o Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-OBRAS) e o Centro Tecnológico do Ambiente Construído (CETAC). Atualmente, o foco desses dois laboratórios está na busca de compósitos de baixo impacto ambiental. “Como exemplo, recentemente estudamos a aplicação de fibras obtidas na reciclagem de plástico residual para obtenção de painéis cimentícios reforçados”, explica José Maria de Camargo Barros, diretor do CT-OBRAS.

Sede do IPT, em São Paulo: foco atual está na busca de compósitos de baixo impacto ambiental.

Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, o IPT tem um total de doze centros tecnológicos. No entanto, os que se dedicam às pesquisas para a construção são os mais tradicionais. Ao longo deste mais de um século, o instituto se dedica, tanto para o setor público quanto para o privado, a realizar os seguintes estudos:

  • Ensaios laboratoriais químicos, físico-mecânicos e microestruturais;
  • Coleta e execução de ensaios de materiais básicos de construção civil (como cimento Portland, cal, gesso, revestimento pétreo e agregados);
  • Oferta de apoio tecnológico na caracterização de materiais convencionais e não-convencionais envolvidos na fabricação de cimento Portland e cal;
  • Realização de dosagem de argamassas e concretos especiais;
  • Pesquisas de compatibilidade de aditivos e adições minerais em concreto e atuação em caracterização e estudos de rochas ornamentais, com foco na normalização internacional.

Segundo José Maria de Camargo Barros, as crescentes demandas ambientais levam o IPT a dedicar-se com mais afinco aos estudos do uso de RCD (Resíduo da Construção e Demolição) na construção civil. “Podemos citar o desenvolvimento de cimento de baixo impacto ambiental a partir de finos de RCD. Outro campo de pesquisa é o estudo de aplicação de materiais não convencionais para a produção de cimento Portland, seja como matéria prima alternativa na produção de clínquer seja como adição mineral, empregando-se materiais residuais e subprodutos industriais e agrícolas. Já na cadeia produtiva do concreto, temos dado ênfase ao uso de RCD como agregado. Também as adições minerais têm sido testadas para a produção de concretos, visando um material ecoeficiente, ou seja, concreto com baixo consumo de cimento/MPa de resistência à compressão”, relata.

José Maria de Camargo Barros: CT-OBRAS pesquisa novos painéis cimentícios.

Atualmente, 60% das receitas do IPT se originam de pesquisas, testes e análises técnicas de materiais para indústrias ligadas ao setor privado. O instituto contou em 2012 com um orçamento de R$ 200 milhões e espera incrementá-lo em pelo menos 20% para 2013. Para atrair ainda mais clientes, tem havido maciço investimento no aprimoramento dos laboratórios. Recentemente foi inaugurado um setor voltado ao desenvolvimento da nanotecnologia – área na qual a construção civil também apresenta demandas ao Instituto de Pesquisa Tecnológica.

Confira linha do tempo sobre a história do IPT: clique aqui.

 

Entrevistado
José Maria de Camargo Barros, diretor do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-OBRAS) do IPT.
Currículo
– José Maria de Camargo Barros é graduado em engenharia civil pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1976). Possui mestrado (1985) e doutorado (1997) em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
– Recebeu bolsa do CNPq na categoria doutorado-sanduiche (1993/94 – University of Michigan)
– É pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, consultor ad hoc da FAPESP, além de professor titular da Escola de Engenharia Mauá e professor titular e coordenador do curso de engenharia civil da Faculdade de Engenharia São Paulo
Contato: jmbarros@ipt.br / www.ipt.br
Créditos fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
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