Índice põe Curitiba no topo do reajuste de imóveis

Gustavo Selig, da Ademi-PR: FipeZap não retrata realidade do mercado imobiliário de Curitiba

Índice põe Curitiba no topo do reajuste de imóveis

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FipeZap aponta alta de 37,3% no mercado imobiliário da capital paranaense. Ademi-PR contesta dados e revela que aumento máximo foi de 13%

Por: Altair Santos

O índice FipeZap, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em anúncios de vendas de imóveis feitos pela internet, através do site Zap, apontou que em 2013 o preço médio de apartamentos e residências negociados no país subiu 12,7%. O levantamento, que engloba dados de oito capitais e outras oito cidades de porte médio, colocou Curitiba em evidência. Segundo o índice, na capital paranaense os imóveis tiveram alta de 37,3% – quase o triplo da média nacional e mais de seis vezes acima da inflação oficial (5,91%).

Gustavo Selig, da Ademi-PR: FipeZap não retrata realidade do mercado imobiliário de Curitiba

Em Brasília, entre as cidades avaliadas pelo índice Fipe Zap, a alta dos imóveis foi a menor em 2013 e ficou em 4,2%. São Paulo registrou aumento de 13,9%, contra 15,2% no Rio de Janeiro, 9,7% em Belo Horizonte, 10,7% em Salvador, 14,1% em Fortaleza e 13,4% em Recife. Independentemente dos dados apontados, o FipeZap é visto pelo mercado imobiliário de Curitiba como pouco confiável. “Consideramos que o levantamento apresenta graves distorções em relação à realidade de mercado na capital”, diz o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) Gustavo Selig.

As ressalvas da Ademi-PR e de outros setores do mercado imobiliário de Curitiba, quanto ao índice FipeZap, dizem respeito à amostragem. Segundo eles, um pequeno universo de imóveis em oferta é avaliado. Restringe-se aos anúncios feitos na internet, misturando novos com usados, e estes últimos com forte influência do proprietário em sua precificação. “Isso gera equívocos na definição das categorias, o que distancia os resultados de um cenário real de mercado. Considerando uma inflação de 5,91%, causa estranheza falar numa valorização imobiliária superior a 30% em 12 meses”, completa Selig.

A fim de garantir uma pesquisa mais alinhada com a realidade do setor de lançamentos imobiliários em Curitiba, a Ademi-PR realiza, desde 2009, uma pesquisa de preço mensal dos apartamentos residenciais novos na cidade. O levantamento conta com uma amostra de mais de 300 empreendimentos e aproximadamente 11 mil imóveis (na planta, em construção ou concluídos, ofertados e disponíveis para a venda) vendidos por construtoras, incorporadoras e imobiliárias na capital paranaense. Com base nos dados coletados, a Ademi-PR estima que em 2014 os imóveis da capital paranaense seguirão subindo mais que a inflação.

O principal motivo é o aumento dos preços dos insumos, como materiais, mão de obra e equipamentos. “Para se ter uma ideia, o Custo Unitário da Construção (CUB) no Estado teve reajuste de 6,56% em 2013. Já o custo do metro quadrado para construir em Curitiba, no ano passado, superou o de São Paulo”, destaca Selig. Dependendo do imóvel, a maior alta em 12 meses chegou a 13%. Entre os bairros da cidade com maior valor para o m², destacam-se o Campina do Siqueira (R$ 8.404,00 para apartamentos com um dormitório); Batel (R$ 8.511,00 a R$ 9.442,00, para imóveis de dois e três quartos) e Cabral (R$ 9.705,00, para quatro quartos).

Entrevistado
Engenheiro civil Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) e do Grupo Hestia
Contato: ademipr@ademipr.com.br

Crédito Foto: Divulgação/Ademi-PR

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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