Cimento Itambé

Portal Itambé
Ligue-nos

Histórico da manutenção

Gestão 9 de novembro de 2007

A evolução e as estatísticas da área no Brasil
O segmento de manutenção apresentou evolução significativa ao longo dos últimos 70 anos. Desde os anos 30, a manutenção passou por três gerações, conforme citam os autores KARDEC e NASCIF:

Primeira Geração: Antes da 2a guerra mundial, numa época em que a indústria era pouco mecanizada, com equipamentos simples e superdimensionados. A produtividade não era prioritária, com o foco voltado para a Manutenção Corretiva;

Segunda Geração: período da 2a guerra até os anos 60, ocorreu uma pressão por produção, com pouca disponibilidade de mão-de-obra para a indústria. Com a forte mecanização e a maior complexidade das instalações industriais, exigiu-se disponibilidade e confiabilidade de máquinas para a produção (evitar falhas). Surgiu a Manutenção Preventiva, com intervenções programadas em intervalos pré-definidos. Com isto, os custos de manutenção e a necessidade de investimentos em peças de reposição, passaram a destacar-se, forçando as empresas a melhorar suas programações, criando-se os Sistemas de Planejamento e Controle de Manutenção (PCM).

Terceira Geração: a partir da década de 70, as paradas na produção começaram a ter repercussões, diminuindo a produtividade e afetando o custo dos produtos. A aplicação de preventivas sistemáticas, com paradas de máquinas para revisão, nem sempre se adaptava ao processo industrial. Começava a surgir a “Manutenção sob Condição”, ou Manutenção Preditiva. Iniciou-se a interação entre as fases projeto, fabricação, instalação e manutenção de equipamentos com a disponibilidade exigida no processo industrial.

Empresas com modernos sistemas de manutenção e que exigem altos índices de disponibilidade de equipamentos, como a Cia de Cimento Itambé, adotam os conceitos de Preditiva, com forte ênfase em Planejamento e Controle de Manutenção e Técnicas de Inspeção Preditiva.

ESTATÍSTICAS

A Função Manutenção responde por uma significativa alocação de recursos dentro das empresas. Em 2003, estes dispêndios montavam 4,27% do PIB brasileiro ( No mundo : 4,12 % ). Isto siginifica, que a atividade Manutenção no Brasil, consome anualmente R$ 56 Bilhões. Destes, 59% é gasto em mão de obra ( empregos diretos ). Além disto, 63% da mão de obra empregada é qualificada, nivel técnico e superior.

Segundo a Associação Brasileira de Manutenção ( Abraman ), em pesquisa realizada em 2003:

- Mão de Obra
Com a evolução tecnológica, veio a necessidade de aprimoramento técnico do pessoal de manutenção. Daí a razão de 7,3% do efetivo de manutenção ter nível superior, 15% nível técnico e 40,7% de profissionais que de alguma forma tiveram cursos de qualificação ( Senai, Sesi, etc ).

- Custos de manutenção
O orçamento de manutenção das empresas tem 59 % de gastos com Mão de obra de pessoal e 32% de gastos com materiais. Os materiais de manutenção em estoque ( peças de reposição ) representam 11,5% do custo total de manutenção

- Disponibilidade Operacional
Máquina produzindo é o que interessa. Atualmente, a média de Indisponibilidade de máquina para a produção, devido a quebras está em apenas 5%.

Referência:
Créditos: Dionísio Veiga Neto



Tags:
Leia também:

9 Comentários