Georecrutamento começa a pesar mais que currículo

Jacob Rosenbloom: funcionário que mora distante do trabalho se atrasa mais e falta mais.

Georecrutamento começa a pesar mais que currículo

Georecrutamento começa a pesar mais que currículo 1024 683 Cimento Itambé

Endereço do candidato a uma vaga é decisivo para as empresas, a fim de que elas minimizem risco de turnover causado por problemas de mobilidade urbana

Por: Altair Santos

O turnover pode causar perdas de até 10% no faturamento anual de uma empresa, dependendo de seu ramo de atividade. Esse custo é gerado pelo impacto do contrata-demite, o que leva a mais gastos com treinamento e redução na produtividade. Entre os motivos que estimulam à rotatividade de mão de obra está a dificuldade do colaborador em se deslocar de sua casa até a empresa, por conta das carências de mobilidade urbana.

Jacob Rosenbloom: funcionário que mora distante do trabalho se atrasa mais e falta mais.

Jacob Rosenbloom: funcionário que mora distante do trabalho se atrasa mais e falta mais.

Detectado o problema, as empresas passaram a acrescentar mais um critério para a contratação, além da análise do currículo e do perfil psicológico do candidato. É o georecrutamento. A ferramenta leva em conta a proximidade entre a residência do contratado e o endereço em que irá trabalhar, e pode ser decisiva quando dois concorrentes se mostram igualmente qualificados para a vaga.

Jacob Rosenbloom, CEO da Emprego Ligado – empresa que detém no Brasil a tecnologia do georecrutamento – explica por que morar perto do trabalho passou a ser um critério de contratação. “O funcionário que mora distante do trabalho se atrasa mais e falta mais. Por causa da rotina de passar horas no transporte público, ele acaba tendo uma maior propensão a sair do trabalho”, diz.

Ao mesmo tempo, Rosenbloom mostra como a geolocalização pode minimizar ou até estancar a rotatividade na empresa. “O turnover diminui, pois o funcionário que reside perto da empresa se atrasa menos, falta menos, trabalha mais disposto e tem uma menor predisposição para deixar o emprego. Dessa forma, a empresa consegue diminuir consideravelmente sua taxa de contrata-demite”, afirma.

Qualidade de vida
Além da má qualidade do transporte público, o custo do deslocamento também tem levado o trabalhador a preferir um emprego perto de sua residência. “Quem busca emprego hoje tem muito interesse em trabalhar perto de casa. O candidato quer uma melhor qualidade de vida e morar perto do trabalho é uma excelente solução para chegar nesse resultado”, avalia o especialista, garantindo que o georecrutamento é bom tanto para a empresa quanto para o colaborador.

A ferramenta mapeia as alternativas que o candidato tem para chegar ao trabalho. Se uma linha de metrô o liga diretamente ao trabalho, é ponto positivo. Porém, se ele depende apenas de ônibus, e precisa fazer duas ou mais conexões, o pretendente fica mais distante da vaga. Idem no caso de se deslocar com veículo próprio, mas as alternativas no trânsito vivem congestionadas.

Na cidade de São Paulo, o georecrutamento já é uma realidade. “O trânsito exerce um papel limitador na mobilidade urbana, que acaba complicando o cenário das empresas. Porém, em cidades menores, a geolocalização também pode ser usada e tem o mesmo efeito de diminuição da rotatividade”, cita Jacob Rosenbloom, lembrando tratar-se de uma tendência global. “Em grandes metrópoles do mundo, as empresas já entenderam que ter um funcionário que reside próximo ajuda a melhorar a produtividade e a diminuir o turnover”, finaliza.

Entrevistado
Engenheiro de produção Jacob Rosenbloom, um dos fundadores do Emprego Ligado
Contato: bruno.soares@fticonsulting.com (assessoria de imprensa)

Crédito foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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