Galpões infláveis otimizam cronograma de obras

Galpões infláveis otimizam cronograma de obras

Galpões infláveis otimizam cronograma de obras 150 150 Cimento Itambé

Tendas envolvem grandes construções, protegem o canteiro de adversidades climáticas e ajudam a reduzir o custo dos empreendimentos

Por: Altair Santos

A construção civil brasileira encontrou uma solução criativa para enfrentar fenômenos climáticos, principalmente o chamado “período das chuvas” em algumas regiões do país. Adaptando uma ideia já testada na agricultura, as empreiteiras têm conseguido dar continuidade às obras, faça chuva, faça sol, usando galpões infláveis. Normalmente utilizados para a estocagem de grãos, esses equipamentos ganharam dimensões maiores e passaram a abrigar desde construções habitacionais para o programa Minha Casa, Minha Vida, até trechos de rodovias, gasodutos e ampliações em refinarias de petróleo.

Cobertura insuflada usada em Barreiros-PE: casas para vítimas de enchente entregues em tempo recorde.

No Brasil, a maior cobertura insuflada foi usada em obras de expansão da refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas-RS. Foi utilizado um equipamento com 20 mil m² de área total e 42 metros de altura. Como o empreendimento teve seu pico durante o inverno, o galpão inflável foi utilizado para proteger o canteiro de obras do frio e da chuva. A construção foi comandada pela UTC Engenharia. Já em Barreiros, no interior pernambucano,  a estrutura insuflada foi usada como proteção contra o “período das chuvas” em um empreendimento que demandou erguer casas populares para as vítimas de enchentes.

Foram utilizados dois galpões móveis, cada um com área de 3 mil m² e 18 metros de altura. As tendas permitiram que 40 casas fossem construídas simultaneamente, de um total de 2.450 habitações. Uma terceira cobertura insuflada foi usada para obras de infraestrutura do conjunto habitacional, como rede de esgoto, abastecimento d’água e pavimentação. “Nessa região em que trabalhamos, o período das chuvas dura até quatro meses. Então o uso da cobertura gerou um reflexo muito grande economicamente. Evitou ter de desmobilizar o canteiro de obras e de pedir aditivos de prazo”,  revela o engenheiro civil Valdemir Henz, coordenador de obras da Egesa Engenharia.

O método de construção das casas em Barreiros foi à base de formas pré-moldadas, preenchidas com concreto, cuja secagem do material precisava de pelo menos cinco dias de estiagem. “A cura do concreto ocorreu normalmente, como se a obra tivesse sido feita a céu aberto”, conta Henz, revelando os cuidados essenciais quando se usa galpão inflável: “A ventilação precisa ser monitorada constantemente, principalmente quando são usadas  máquinas com gás carbônico. É preciso ter saídas para o ar saturado e geradores que bombeiem o ar puro para dentro do galpão. Outro cuidado é a logística. Se ele for bem montado, não há perigo algum. ”

No caso das obras em Barreiros, o custo do aluguel de cada galpão foi de R$ 920 mil. O equipamento requer componentes importados, mas já é fabricado no Brasil. Para a instalação, é importante que o fabricante tenha certificados de agências governamentais de tecnologia e de controle ambiental. O mesmo tipo de tenda inflável foi utilizado também para proteger a construção de uma das lajes da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, assim como na construção de um gasoduto na Bolívia e na rodovia transoceânica, no trecho que corta a Cordilheira dos Andes – neste caso, para evitar o acúmulo de neve nas áreas que irão receber pavimentação em concreto.

Entrevistado
Valdemir Henz, coordenador de obras da Egesa Engenharia, e UTC Engenharia (via assessoria de imprensa)
Contato:
henz@egesa.com.br / utc@utc.com.br

Vídeos

Veja montagem dos galpões infláveis. Clique aqui e aqui

Créditos foto: Divulgação/Cehab-PE

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
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