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Formas para concretagem ganham um aliado: o papelão

Área Técnica, Inovação, Obras Inovadoras, Sobre Concreto 29 de janeiro de 2015

Equipamento, apesar de mais caro que concorrentes de madeira e metal, gera ganhos ambientais no canteiro de obras e economia com mão de obra

Por: Altair Santos

Tubos de papelão, impermeabilizados internamente e externamente, estão ganhando mercado junto às construtoras quando há necessidade de formas para concretagem. O aspecto positivo é que os equipamentos já vêm prontos, dispensando a montagem, como ocorre com as formas de madeira ou metálicas. “Nosso produto não requer o uso de desmoldantes e é entregue na medida para o cliente, evitando desperdício. Além disso, o material é leve, o que facilita o manuseio na obra, assim como o transporte”, explica Ana Luiza Lapa, gerente comercial da Dimibu, que detém a tecnologia das formas de papelão.

Retrofit do Maracanã usou formas de papelão na concepção dos pilares que sustentam as novas rampas de acesso do estádio

Versáteis, os tubos permitem várias aplicações. Entre elas, moldes para colunas de diversos formatos, execução de tetos abobadados, formação de peças pré-moldadas, forma perdida para tabuleiro de pontes, enchimento de rebaixos de lajes, formas para luminárias embutidas em lajes, execução de vãos e balanços elevados, além de formação de vazios maiores, com finalidade decorativa em lajes tipo grelha, e eliminação de rebaixos na passagem de canalização hidráulica. “Outra vantagem é que as formas podem receber qualquer tipo de concreto, desde os convencionais até os autoadensáveis”, reforça a representante da Dimibu.

Tanto obras imobiliárias quanto empreendimentos ligados à infraestrutura têm usado formas de papelão. “Atendemos desde construção de casas até viadutos e pontilhões”, cita Ana Luiza Lapa, elencando as principais construções em que a tecnologia foi usada recentemente: Biblioteca Brasiliana, estádio Maracanã, Centro Administrativo do DF, edifício Infinity, Parque Olímpico do Rio de Janeiro, Centro Paraolímpico de Treinamento, Shopping Cidade Jardim e WTorre Morumbi. “Entre estes clientes, concretamos colunas a partir de 8,50 metros. No entanto, em alguns casos, emendando as formas, tivemos concretagem de pilares livres com 25 metros de altura”, realça.

Rampa de acesso do Maracanã mostra pilares cilíndricos moldados em formas de papelão

Construção sustentável

As formas de papelão permitem executar pilares de diferentes formatos: quadrados, retangulares, hexagonais e outros recortes específicos, além dos tradicionais cilíndricos. O equipamento também ganhou a simpatia dos certificadores de construção sustentável. “Após o uso, as formas podem ser redirecionadas às centrais de reciclagem. Sendo assim, a cadeia produtiva se fecha e a obra não fica com um volume de resíduos prejudiciais ao meio ambiente”, destaca Ana Luiza Lapa, completando que a condição ambientalmente correta do produto compensa o custo das formas de papelão, que são mais caras que as de madeira.

Para a representante da Dimibu, no custo final da obra o valor se dilui. “As formas de papelão possuem um valor mais caro que as formas de madeira. No entanto, é preciso quantificar os gastos com mão de obra e acabamento que as formas de madeira exigem. Além da questão ambiental, a madeira é um insumo muito agressivo e exige um descarte correto. Já o papelão é feito com papel reciclado e depois de utilizado pode retornar à cadeia. Em relação às formas de alumínio, o custo unitário da forma de papelão é superior, mas ela gera economia de tempo, pois são entregues no comprimento do pilar, ou seja, não é preciso montá-las, passar desmoldantes e esperar a cura do concreto para retirar a forma. Além disso, é infinitamente mais leve, economizando custo com caminhões-munck e guindastes”, finaliza.

Entrevistado
Ana Luiza Lapa
, graduada em administração de empresas pela FEA-USP e gerente comercial da Dimibu
Contatos
dimibu@dimibu.com.br
www.dimibu.com.br

Crédito fotos: Divulgação/Dimibu

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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