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Fachadas de concreto colorido propagam-se pelo mundo

Área Técnica, Sobre Concreto 23 de abril de 2015

Quinze casos, considerados emblemáticos, foram mostrados em fórum internacional que aconteceu na cidade de Recife-PE

Por: Altair Santos

Pela primeira vez, o Brasil sediou um fórum internacional sobre concreto colorido. O evento ocorreu na cidade do Recife-PE, no final de 2014, quando foram apresentados os 15 casos mais bem sucedidos quanto à aplicação deste material. Destacam-se obras na Espanha (2), na Polônia, na Holanda (2), na Colômbia, na Coreia (2), no Chile, nos Emirados Árabes, na Suécia, na África do Sul, na Áustria, em Portugal e no Brasil, com o projeto Praça das Artes, em São Paulo.

Ponte Arsta, em Estocolmo: concreto colorido protege obras de arte de patologias

A um custo que pode ser até três vezes maior do que o m³ do concreto convencional, o concreto colorido é obtido através da adição de pigmentos diretamente à mistura, o que, geralmente, é feito quando o material está no caminhão-betoneira, logo após a dosagem de outros materiais. Além de ser aplicado para dar melhor efeito arquitetônico, é usado também em grandes obras para associar uma cor a uma peça em processo de concretagem, minimizando o risco de uma estrutura ser montada de forma errada.

Nos 15 cases apresentados no 7º Fórum Colored Concrete Works, o concreto colorido foi usado para atingir objetivos arquitetônicos e estéticos, e também para prevenir patologias. Na Praça das Artes, em São Paulo, cuja obra foi finalizada em novembro de 2012, o material destacou-se pela sua alta resistência à poluição e o baixo custo de manutenção. As cores em tom madeira e vermelho-ocre também serviram para demarcar os edifícios do complexo cultural. A edificação consumiu aproximadamente 10.000 m³ de concreto.

Na Holanda, sete pequenas pontes construídas sobre o canal Het Len, em Roterdã, procuraram demarcar a ligação com o novo bairro construído no entorno da cidade: o Spijkenisse. Cada travessia recebeu um tom de concreto colorido e estilo arquitetônico que imita as pontes presentes nas notas de 5, 10 e 50 euros. Houve uma busca estética na execução, mas também a preocupação em proteger as estruturas contra patologias. Cada obra recebeu, em média, 20 m³ de concreto colorido.

Na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, o material foi empregado na construção da sede da Daum – uma das principais empresas de TI (Tecnologia da Informação) do país. O imponente prédio de 132 mil m² simula tábuas corridas de madeira. Para atender esse conceito estético, foram utilizados 6 mil m³ de concreto colorido.

Maior obra em consumo de concreto colorido na Europa – foram empregados 240 mil m³ do material -, a Cidade da Justiça, em Barcelona, envolve um complexo de nove edifícios de até 14 andares. Cada prédio tem um tom diferente. Os pigmentos foram agregados diretamente nos caminhões-betoneira. O mesmo processo foi usado para construir o conjunto de torres erguido em Bogotá, na Colômbia, para a nova sede da Aliança Francesa. Na obra, foram consumidos 5.300 m³ de concreto.

De prédios culturais a hotéis de luxo
Muito empregado em projetos voltados para casas de cultura, o concreto colorido viabilizou em Cascais, na Costa do Estoril, em Portugal, o museu da artista plástica Paula Rego. Consumiu 750 m³ do material e é apontado como uma das mais arrojadas obras da recente arquitetura portuguesa. Em Cracóvia, na Polônia, o Museu da Aviação Lotnictwa Polskiego tem uma arquitetura que lembra um origami (arte com dobraduras de papel) e também se valeu do concreto colorido para se viabilizar. Foram pigmentados 3.500 m³ do material. Já a Vila das Artes, em Heiry, na Coreia do Sul, tem vários pequenos edifícios – cada um de uma cor -, usados para oficinas de arte e como espaço para eventos de artistas populares.

Para mostrar a versatilidade do concreto colorido, o fórum internacional escolheu o teleférico Ahornbahn, na Áustria, e o estádio Soccer City, na África do Sul, onde placas do material revestem as obras. Conceito semelhante foi usado na reconstrução do prédio da prefeitura de Middelburg, capital da província holandesa de Zeeland. O material foi escolhido também para revestir as salas de envelhecimento de vinho na adega Antión, em La Rioja, na Espanha. Utilizou-se cerca de 12.000 m³ de concreto colorido na obra, assim como para construir o hotel ESO, no Chile.

Porém, dos 15 cases mostrados no fórum, dois são emblemáticos: a Ponte Arsta, em Estocolmo, e o hotel Emirates Palace, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). O primeiro, por que exigiu ações inovadoras para o bombeamento do concreto colorido em uma estrutura de 19,5 metros de largura, 26 metros de altura e 993 metros de comprimento. Foram empregados 6 mil m³ do material na ponte que desafogou o sistema ferroviário da capital sueca. No outro caso relevante, impressiona o volume de concreto colorido usado. O edifício, cuja arquitetura lembra um palácio, é atualmente o maior do mundo no uso do material, consumindo 243 mil m³.

Veja as 15 obras mais importantes no uso do concreto colorido
http://www.forumcoloredconcreteworks.com/downloads.asp

Entrevistado
Conteúdo com informações do relatório sobre os casos estudados no fórum

Créditos Fotos:Divulgação/Fórum do Concreto Colorido

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

 



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