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Estágio em engenharia civil paga bem e tem vagas

Qualificação Profissional, Teoria e Prática, Universidade e Pesquisa 27 de março de 2013

Futuros profissionais da área da construção estão entre os mais requisitados pelas empresas. A partir do 2º semestre do curso já dá para buscar treinamento

Por: Altair Santos

A dúvida é recorrente entre estudantes de engenharia civil: qual o melhor momento para buscar estágio, nos primeiros anos de curso ou deixar para procurar o ingresso no mercado de trabalho na reta final da formação? Segundo Eva Buscoff, coordenadora de treinamentos internos do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) a escassez de engenheiros na construção civil recomenda que não se espere muito para conciliar o período acadêmico com o início da carreira profissional. “Respeitando as exigências e regras adotadas pela coordenação de estágios do curso da universidade, estagiar logo no início do curso é uma ótima estratégia. Assim, o futuro profissional pode conhecer diversas áreas e aprimorar o aprendizado. A partir do 2º semestre do curso já é possível buscar o mercado”, diz a especialista.

Eva Buscoff, do Nube: empresas ampliaram oferta de estágio para capacitar futuros engenheiros.

Normalmente, a temporada de estágios coincide com o início do período letivo. No caso da engenharia civil, no entanto, a demanda por profissionais tem feito com que as vagas estejam abertas quase o ano todo. A estratégia das empresas tem sido firmar convênios com as universidades para atrair os estagiários. “Conscientes da falta de profissionais, estrategicamente as empresas do setor buscam estudantes com a intenção de capacitá-los de acordo com as suas necessidades. A ideia central é investir pesado em futuros profissionais“, explica Eva Buscoff, lembrando que, segundo pesquisa do Nube, o estágio em engenharia civil está entre os dez melhores remunerados, pagando, em média, R$ 1.127,61. “A engenharia civil está em segundo lugar no ranking, antecedido apenas do curso de economia”, revela Eva Buscoff.

Entretanto, a coordenadora do Nube orienta que a remuneração não deve nortear o estágio, mas sim as possibilidades de aprendizado dentro da empresa. “Os jovens profissionais estão interessados em possibilidades de crescimento na empresa, mobilidade pelos setores, benefícios e qualidade de vida. A minha dica para quem enfrenta esse dilema é optar por aquele estágio mais condizente com os objetivos de longo prazo do estudante. Se pretender conhecer diferentes setores, opte pela vaga que possibilite transitar por vários departamentos. Mas se já definiu sua área de preferência, prefira a melhor remuneração”, sugere. A especialista revela ainda que as construtoras têm dado preferência a homens, quando as vagas são para engenheiros civis, e mulheres, quando a oferta é para engenheiros de produção voltados para planejamento e gestão nos canteiros de obras.

Atualmente, empresas ligadas à construção costumam ter oferta de estágios durante o ano todo.

Empresas que atuam em obras de infraestrutura, projetos de hidrelétrica e sistemas prediais – fundações, estruturas, instalações elétricas e hidráulicas – são as que mais têm ofertado vagas para estágios na cadeia produtiva da construção civil.

Entrevistado
Eva Buscoff, coordenadora de treinamentos internos no Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios)
Currículo
– Eva Buscoff é graduada em psicologia e cursa especialização em arteterapia. Atua como coordenadora de treinamentos internos no Nube, ministrando treinamentos comportamentais e atuando como consultora interna. Também tem experiência em coordenar dinâmicas de grupo, entrevistas e desenvolver programas de estágio para multinacionais.
Contato: www.nube.com.brimprensa@nube.com.br 
Créditos fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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