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Empresas investem no "psicologicamente saudável"

Comportamento e Carreira, Gestão, Gestão Estratégica 2 de dezembro de 2011

Ter programas que buscam o bom ambiente de trabalho não é exclusividade das grandes corporações e independe do setor de atividade

Por: Altair Santos

Dar atenção à qualidade de vida de seus colaboradores é uma missão cada vez mais valorizada dentro das corporações, independentemente do setor de atividade econômica ou do tamanho da companhia. Quem age assim enquadra-se no perfil de Empresa Psicologicamente Saudável (EPS) – uma nomenclatura criada pela Associação Americana de Psicologia (APA), nos Estados Unidos, e que recentemente passou a ser adotada no Brasil. Não há uma certificação específica para definir EPS. Neste caso, o que vale, são as boas práticas capazes de gerar um ambiente positivo de trabalho, e que irão se refletir também na vida pessoal do trabalhador.

Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida: o importante é estimular relacionamentos saudáveis no ambiente de trabalho.

Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, cita que há no país um bom número de empresas de pequeno e médio porte que já atingiu o nível de EPS apenas tomando medidas que privilegiam a saúde física e mental do trabalhador. “Há exemplos de empresas que conseguiram transformar o ambiente de trabalho somente melhorando a comunicação com os colaboradores. Isso influenciou na saúde emocional daqueles que sentiam a necessidade de receber informações diretas de suas lideranças”, explica.

Segundo Ogata, o importante é a companhia estimular relacionamentos saudáveis dentro do ambiente de trabalho. A tese é reforçada por Alexandre Garrett, que junto com Takeshy Tachizawa é autor do livro Indicador de Desenvolvimento Humano Organizacional (IDHO) – Novas Dimensões da Cultura Corporativa. “Nas EPS, inovação, criatividade e renovação dos produtos acontecem naturalmente, independentemente de forças externas e do próprio mercado. Seus colaboradores estão prontos para dar o melhor de si, atendendo às necessidades das organizações”, ressalta.

O livro de Garret e Tachizawa foi baseado em pesquisa realizada com 100 empresas brasileiras e levou em consideração os seguintes conceitos: sustentabilidade, transparência, governança corporativa e capital humano. Os resultados apurados detectaram que as EPS coincidem no menor índice de faltas ao trabalho, no menor índice de licenças, na alta produtividade e no baixo número de demissões voluntárias. “Se uma empresa começa a perceber que aumentou o número de faltas e a quantidade de atestados médicos, é sinal de que ela precisa intervir positivamente junto a seus colaboradores”, reforça Alberto Ogata.

O presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida destaca ainda que, ao contrário do que ocorre em países europeus e nos Estados Unidos, no Brasil o ambiente de trabalho ainda é muito influenciado pelo perfil do chefe, do gestor, enfim, pela liderança da empresa. “Há muitas companhias em que o líder, o dono, o proprietário ou o presidente tem um estilo de liderança que favorece o clima positivo. Então, não é só aquela empresa que tem um RH treinado e que utiliza determinadas ferramentas que pode alcançar o nível de EPS. Há muitas pequenas empresas em que o líder tem uma ação positiva no sentido de manter seus subordinados atuantes e felizes”, destaca.

Veja as práticas que definem uma Empresa Psicologicamente Saudável:

Envolvimento dos colaboradores
– São analisados o autogerenciado pela equipe, a participação na tomada de decisão e os foros de sugestões abertos aos empregados.

Equilíbrio de vida e trabalho
– Verifica se a empresa orienta seus colaboradores a administrarem assuntos financeiros e quanto de benefícios ela disponibiliza para as pessoas da família e os parceiros domésticos do trabalhador.

Crescimento e desenvolvimento dos colaboradores
– Analisa se a empresa oferece aconselhamento de carreiras, treinamentos e cursos, além de ofertar oportunidades para promoções e programas para formação de lideranças.

Saúde e segurança
– Leva em conta se a empresa oferece treinamento para um local de trabalho seguro, se há a implantação de um adequado seguro-saúde e se ela desenvolve programas contra tabagismo, álcool e drogas.

Reconhecimento do colaborador
– Considera as compensações monetárias dos colaboradores, os pacotes de benefícios, pagamentos de gratificações por desempenho e cerimônias de reconhecimento.

Ativo humano
– Avalia se a empresa preserva e valoriza seus talentos, os quais serão os gestores da organização no futuro.

Entrevistado
Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida
Currículo

– Graduado em medicina e mestre pela UNIFESP (Escola Paulista de Medicina)
– Atua também como diretor da sub-secretaria de Assistência Médico Social e Coordenador do Programa de Qualidade de Vida do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
– É autor do livro Guia prático de Qualidade de Vida
Contato: @ albertoogata (Twitter) / www.abqv.org.br / abqv@raf.com.br (assessoria de imprensa)

Créditos Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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