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Dicas sobre Concreto

Área Técnica, Construindo Melhor, Sobre Concreto 1 de setembro de 2008

1. O excesso de água na mistura do concreto pode facilitar a concretagem, mas prejudica muito a resistência e qualidade da peça.

2. O excesso de matéria orgânica na areia, a utilização de aditivo de tipo inadequado ou em quantidade excessiva, pode retardar a pega do cimento.

3. A deformação das fôrmas, concreto derramado de carrinhos, jericas e fora das fôrmas, contribuem para diferenças entre o volume de concreto recebido e aplicado na obra.

4. Quando há recebimento incorreto dos agregados, registrando a entrada de um volume maior do que o real depositado na obra pode ocorrer a falta de concreto quando este for contabilizado. No caso da areia, há também a perda provocada pelo carreamento do material pelas chuvas.

5. Deve-se cuidar para não aplicar o concreto com o tempo de início de pega ultrapassado, isto pode provocar redução da resistência com graves conseqüências.

6. Quando há exposição da armadura à água e ao ar ocorre a corrosão do aço e o óxido formado passa para o concreto, manchando-o. Isto pode ocorrer quando o cobrimento executado for menor que o necessário de acordo com a agressividade do meio ou quando o concreto tem excesso de vazios que permitem que a água e o ar atinjam a armadura.

7. Ocasionalmente, percebe-se a existência de manchas no concreto na retirada das fôrmas. As causas mais comuns são produtos desmoldantes ou resinas utilizadas na fabricação das fôrmas (chapas de compensados).

8. Nos casos correntes, não existem concretos “impermeáveis”. O que existem são materiais que conferem maior ou menor permeabilidade. No caso do concreto, quanto melhor preenchidos estiverem seus vazios, menor sua permeabilidade.

9. O concreto, sem o devido acompanhamento e manutenção, poderá vir a apresentar patologias em poucos anos.

10. A não observância de alguns cuidados na preparação do concreto, isto é, escolha dos materiais componentes, dosagem, preparação e aplicação do concreto, pode tornar o concreto poroso.

11. É comum nas obras o uso da “nata de cimento” para ancorar (colar) as peças de concreto. Apesar do poder aglomerante do cimento, o excesso de água desta “nata” forma uma área de pouca resistência entre os concretos. Portanto, utilize corretamente os diversos produtos químicos existentes no mercado que conferem uma aderência satisfatória. Atente-se à perfeita limpeza (escova de aço), apicoamento (rugosidade do concreto) e lavagem com água, necessários para receber o produto químico.

12. Ao concretar algum elemento estrutural deve-se tomar alguns cuidados:

- verificar se as dimensões geométricas das fôrmas estão corretas;
- untar as fôrmas com produto adequado (desmoldante), a fim de facilitar a desforma;
- posicionar as ferragens, sempre obedecendo o recobrimento da armadura com concreto;
- molhar as fôrmas e remover toda sujeira que se encontra dentro destas, inclusive pedaços de arame e prego (para isto utilize um imã);
- na hora da concretagem utilizar vibrador (motor e mangote) para adensar o concreto e evitar ninhos de concretagem.

13. Para dosar a água do concreto, pode-se adquirir uma caixa de descarga simples e regular a bóia para que vá somente a quantidade de água necessária para sua mistura.

14.Para realizar a cura de pequenas peças de artefatos de concreto, pode-se mergulhar a peça numa caixa d’água e deixá-la por 3 dias ou fazer uma pequena estufa com canos de PVC, lona de plástico, uma mangueira e alguns bicos aspergidores.
Crava-se os tubos de PVC no solo, formando arcos paralelos e, após cobrir estes arcos com lona plástica , estica-se bem e fixa-se a lona. A mangueira e os bicos aspergidores são instalados no interior da câmara para umedecer as peças.

15. Deve-se evitar o uso de brita com excesso de lamelas (pedras alongadas e achatadas). Este tipo de brita eleva o consumo de água do concreto, tem menor resistência mecânica, provoca acúmulo de água e dificulta a distribuição da argamassa na peça a ser executada.

16. Ao empregar aditivos aceleradores de pega no concreto, deve-se verificar se o produto não contém cloretos, estes podem provocar corrosão nas armaduras.

17. Para evitar o superaquecimento e a conseqüente fissuração da peça ao aplicar grandes volumes de concreto, pode-se fazer a concretagem à noite e/ou utilizar gelo como substituição de parte da água.

18. Excesso de água no concreto causa retração por perda de volume com a secagem desta água, conseqüente fissuração, perda da resistência e aumento da porosidade, diminuindo a durabilidade.

19. É importante que o concreto de fundações seja executado com tanto cuidado e qualidade quanto o do restante da estrutura, pois este concreto vai estar mais suscetível à penetração de água e agentes agressivos.

20. O excesso de desmoldante nas fôrmas causa manchas nas peças de concreto.

21. Ao realizar o pedido de concreto dosado em central, deve-se verificar o fck de projeto e a dimensão máxima da brita permitida pelo espaçamento das armaduras, além do abatimento.

22. A areia industrializada pode substituir em até 100% a areia natural, desde que sua granulometria atenda às classificações na Norma Brasileira.

23. Pisos de galinheiros, chiqueiros e estruturas similares merecem especial atenção, pois os excrementos de animais são agressivos ao concreto, devendo-se utilizar o mínimo de água possível e cimento com adição de cinza pozolânica.

24. Para ser adequado ao uso em concreto, os agregados não devem conter grãos de um único tamanho. Os tamanhos devem variar gradualmente de finos a grossos, de maneira contínua, o que caracteriza um agregado bem graduado.

25. Para uma concretagem eficiente, recomenda-se que a dimensão máxima dos grãos do agregado graúdo não exceda 1/4 da menor dimensão da fôrma e 1/3 da espessura da laje.

26. Se o transporte do concreto for feito com carrinho-de-mão, é importante que este tenha pneu com câmara, para evitar que durante o transporte do concreto ocorra a separação dos materiais componentes e o acúmulo das britas no fundo do carrinho, fenômeno conhecido como segregação do concreto.

27. Ao realizar uma junta entre concreto antigo e novo, deve-se limpar a superfície antiga, deixando-a áspera, isenta de pó e aplicar o concreto sobre a junta seca.

28. Para realizar a cura do concreto em lajes e pisos, pode-se preparar uma argamassa (pode ser até com a argila da própria obra) e fazer pequenos montes nas bordas da laje ou piso, cercando a laje. Depois encher com água (como uma piscina).

29. Para reduzir as pequenas bolhas de ar que se formam na lateral das peças de concreto, pode-se utilizar aditivos plastificantes ou superplastificantes, passar uma fina camada de desmoldante nas fôrmas e executar a concretagem das peças em camadas de 15 cm e vibrar cada camada.

30. A concretagem em temperaturas acima de 35 ºC não é recomendada, mas caso seja necessária, recomenda-se utilizar cimentos com baixo calor de hidratação, como os pozolânicos, e utilizar parte da água de amassamento em forma de gelo, ou resfriar a fôrma. Em seguida, proceder à cura do concreto, molhando-o bastante nas primeiras horas, para evitar a retração.

31. Para uma mistura mais homogênea, ao colocar os materiais componentes do concreto na betoneira, pode-se utilizar a seguinte ordem:

- Pedra;
- 30% a 50% da água;
- Areia;
- Cimento;
- Restante da água;

32. Para executar uma concretagem em temperatura ambiente abaixo de 5ºC, deve-se utilizar cimento de alta resistência inicial, utilizar água morna, aquecer os agregados ou a fôrma, ou ainda utilizar um aditivo acelerador de pega. É importante curar adequadamente o concreto para evitar trincas de retração.

33. Para limpar manchas causadas por eflorescências nas superfícies de concreto, recomenda-se umedecer a superfície e escovar as manchas utilizando uma solução de ácido muriático (1:10). Após isto limpar novamente a superfície com água e sabão, esperar secar e na seqüência impermeabilizar a superfície.
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34. Como executar concretagem com temperatura ambiente abaixo de 5 ºC :
Utilizar cimento de alta resistência inicial e utilizar água morna ou aquecer os agregados ou utilizar um aditivo acelerador de pega. Muito importante curar adequadamente o concreto para evitar trincas de retração.

35. Como fazer para limpar manchas causadas por eflorescências nas superfícies de concreto :
Primeiro encharcar a superfície com água e esperar secar, para provocar o surgimento de toda eflorescência Segundo passo: após a superfície seca umedece-la novamente e escovar as manchas utilizando uma solução de ácido muriático (1:10). Terceiro passo é limpar novamente a superfície com água e sabão esperar secar e na seqüência impermeabilizar a superfície.



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