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“Crise do teto” é o atual desafio para a engenharia

Gestão, Gestão de Obras, Mercado da Construção 19 de novembro de 2014

Novo presidente da ABECE, Augusto Pedreira de Freitas, afirma que não é mais possível subir preço de obra, e que saída está na produtividade

Por: Altair Santos

Empossado como o novo presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (ABECE) o engenheiro civil Augusto Pedreira de Freitas afirmou que o organismo, assim como a construção civil brasileira, tem três desafios prioritários no momento: superar a “crise do teto”, trabalhar em defesa da qualificação dos materiais e agir em prol da segurança dos projetos. Sobre a “crise do teto”, Pedreira afirma que não é mais possível subir preço da obra, sob o risco de “ninguém conseguir vender mais nada”.

Augusto Pedreira de Freitas: reduzir retrabalho no canteiro de obras é imperativo

Para se adequar ao momento, o novo presidente da ABECE defende que se melhore a produtividade e se reduza o retrabalho nos canteiros de obras. “Nossos empreendimentos já estão com preço máximo. Não conseguimos mais transferir aumento de custo para o preço de venda. Temos que buscar produtividade tanto na parte construtiva quanto na parte de desenvolvimento de projeto. Para isso, precisamos, para melhorar fluxo de desenvolvimento, trabalhar o treinamento de pessoal de obra, para que eles executem melhor o projeto e reduzam o retrabalho”, alerta Augusto Pedreira de Freitas.

Ainda de acordo com o dirigente, é esse novo foco na engenharia de produtividade que vai gerar ganho direto às construtoras e permitir que mantenham seus lucros sem elevar preço final. “Se for para aumentar preço de obra, preço de projeto e preço do empreendimento ninguém vai vender nada”, completa Pedreira.

Materiais e normas técnicas
Quanto aos materiais, o novo presidente da ABECE avalia que eles também precisam passar por inovações que levem as construtoras a modernizar a forma como constroem. “Do concreto aos produtos de acabamento, tudo pode evoluir e tornar-se mais adequado ao ritmo das obras, sem perder qualidade. As outras associações – tenho absoluta certeza – podem nos ajudar muito neste avanço. Aí, é preciso dedicação dos laboratórios de pesquisa. Quanto às construtoras, elas também precisam modernizar seus procedimentos de construção”, avalia o novo presidente da ABECE.

Quando se refere a “procedimentos de construção”, Augusto Pedreira de Freitas defende que organismos como ABECE, ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto) e ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), em conjunto com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para que intensifiquem a normalização e o treinamento de mão de obra dentro da normalização. “A segurança do projeto passa pelo cumprimento das normas técnicas. Mas, infelizmente, ainda têm aqueles que não seguem as normas, e que ainda dizem: a norma soy yo. É sobre esses que a ABECE precisa atuar. Em cima dos projetos fora de norma”, finaliza Pedreira.

Entrevistado
Engenheiro civil Augusto Pedreira de Freitas, presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (ABECE)
Contato: abece@abece.com.br

Crédito Foto: Divulgação/ABECE

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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