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COPA 2014: Arena das Dunas, enfim, sai do papel

Construindo Melhor, Gestão, Gestão de Obras 13 de abril de 2011

Com cronograma apertado, estádio do Rio Grande do Norte para a Copa do Mundo de 2014 vai apostar maciçamente no pré-moldado

Por: Altair Santos

A expectativa do organismo criado no Rio Grande do Norte para gerenciar as obras voltadas para a Copa do Mundo de 2014 é de que até o começo de junho seja iniciada a demolição do estádio Machadão, em Natal, que será substituído pela Arena das Dunas – um complexo esportivo de 42 mil lugares, a ser construído pela construtora OAS.

Desenho da fachada externa da Arena das Dunas: estádio terá 42 mil lugares e vai investir no pré-moldado.

Segundo Demétrio Torres, secretário extraordinário da Copa, como o cronograma da obra encontra-se no limite, o sistema construtivo que irá prevalecer será o pré-moldado. “O que se puder fazer em pré-moldado será feito, para que o projeto tenha o menor tempo de execução”, disse.

Para a Copa, as obras propriamente ditas do novo estádio devem começar até o final de 2011. Entre junho e dezembro, ocorrerá a demolição mecânica do Machadão. Segundo a secretaria da Copa do Rio Grande do Norte, o objetivo é usar o máximo de concreto reciclável. Mesmo assim, a estimativa é de que o estádio irá consumir de 15 mil a 20 mil toneladas de cimento. “Não dá para estimar uma quantidade exata, pois tudo vai depender do material que será reaproveitado do Machadão”, explica Demétrio Torres.

Quando o terreno estiver preparado para receber a obra, o secretário da Copa avalia que o novo estádio será erguido em tempo recorde. “Enquanto ocorre o processo de demolição, o pré-moldado já estará em processo de fabricação. Quando a área estiver limpa, a montagem da estrutura do estádio será acelerada, pois o cronograma prevê que a obra seja concluída em dezembro de 2013”, diz. O prognóstico inicial é de que o empreendimento gere de 300 a 400 empregos diretos.

Desenho do interior da Arena das Dunas: previsão é de que seja concluída em dezembro de 2013.

A Arena das Dunas, que é considerada pela Fifa como um dos estádios da Copa do Mundo 2014 com as obras mais atrasadas, demorou para viabilizar-se por causa da engenharia financeira que o governo do Rio Grande do Norte precisou fazer para bancar a construção. O empreendimento será erguido através de uma Parceria Público Privada (PPP). Quem tomará o empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) será uma empresa criada especificamente para o empreendimento. O governo do Rio Grande do Norte e a construtora OAS montaram uma sociedade de proposta específica.

Durante 20 anos, a gestão do estádio irá custar R$ 1,2 bilhão, já incluído o custo de construção e a manutenção da Arena das Dunas neste período. Além de responsável pela construção do estádio, o governo do Rio Grande do Norte estará à frente também da duplicação da BR-304, entre Natal e Fortaleza, cuja obra está prevista no PAC da Copa.

Já, através do PAC Mobilidade para Grandes Cidades – um programa do governo federal que integra o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) -, o estado obteve a garantia de recursos na ordem de R$ 130 milhões para viabilizar o sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT) na região metropolitana de Natal. O dinheiro será usado na primeira etapa do projeto, que contempla o percurso entre o bairro da Ribeira, na capital potiguar, e o município de Extremoz.

Demétrio Torres: engenharia financeira quase comprometeu cronograma do estádio.


Entrevistado
Demétrio Torres, Secretário Extraordinário para Assuntos da Copa 2014
Currículo

Graduado em Engenharia Civil e em Segurança do Trabalho, com especialização em Engenharia Rodoviária
Foi secretário municipal de Obras e Infraestrutura de Natal por duas gestões
Atualmente divide o cargo de diretor-geral do DER-RN (Departamento Estadual de Estradas e Rodagens) com o de secretário extraordinário para a Copa do Mundo
Contato: derdg@rn.gov.br

Créditos fotos: SECOPA/RN e Demis Roussos/RN

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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