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Consumidor aceita pagar mais por Norma de Desempenho

Área Técnica, Gestão, Inovação, Mercado Imobiliário, Normas, Tendências construtivas 2 de maio de 2014

Pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela CBIC, mostra que quem compra imóvel também busca qualidade, inovação e tecnologia

Por: Altair Santos

Se depender do consumidor, a Norma de Desempenho (ABNT 15575 – Edificações habitacionais – Desempenho, partes 1, 2, 3, 4, 5 e 6) irá se consolidar no mercado da construção civil. Recente pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ao Instituto Sensus mostra que quem compra imóvel está cada vez mais preocupado com a qualidade da habitação e se dispõe, inclusive, a pagar mais por isso. Segundo o levantamento, 81,9% dos entrevistados apontaram que buscam, além de edificações bem construídas, inovações tecnológicas incorporadas ao empreendimento.

Paulo Safady Simão: pesquisa confirma sentimento do mercado, de que consumidor está cada vez mais exigente

Para o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, os dados da pesquisa mostram o que o mercado já sentia. “O resultado desse trabalho inédito comprova o que até então era apenas um sentimento do mercado, ou seja, as pessoas que estão adquirindo ou planejam comprar um imóvel estão cada vez mais exigentes com a qualidade da moradia”, diz. “O estudo fortalece, inclusive, os argumentos utilizados pela indústria da construção em seu diálogo com o governo federal no sentido de levar a inovação tecnológica ao Programa Minha Casa Minha Vida“, completa.

O Instituto Sensus ouviu 1.100 pessoas em 23 estados, mais o Distrito Federal. De acordo com o presidente da CBIC, outro dado interessante da pesquisa é que a exigência por qualidade independe da renda familiar que está viabilizando a compra do imóvel. “Um dos aspectos mais importantes desse estudo foi a possibilidade de comprovarmos, pela primeira vez, que mesmo as famílias com renda mais baixa aprovam pagar mais caro para ter inovações em suas casas. Isso, claro, desde que essas modernidades proporcionem mais qualidade de vida e redução de custos de manutenção ao longo da vida útil do empreendimento”, explica.

Impacto na cadeia produtiva
Paulo Safady Simão entende que o resultado da pesquisa não induzirá o mercado a elevar os preços dos imóveis. Pelo contrário, será lido como um reconhecimento do cliente em agregar valor ao seu imóvel através do acesso a produtos de qualidade, que, na medida em que forem consumidos em maior escala, tendem a baratear custos. “Sabendo como os consumidores veem a inovação, os empresários de toda a cadeia produtiva da construção podem planejar melhor os necessários investimentos. O aumento em escala do uso de novas tecnologias, máquinas e produtos fará com que os custos se tornem gradativamente menores e permitirá avanços em todos os níveis de empreendimentos”, avalia.

A pesquisa apurou ainda que, entre os entrevistados, 78,5% têm renda de até cinco salários mínimos, e 13,6% de cinco a dez salários mínimos. Outro dado trazido pelo estudo é que o consumidor mudou a maneira de escolher um imóvel.  Antes, a boa localização era o mais importante. Agora, pesam na escolha a segurança e a economia de recursos. Entre os pesquisados, 31,5% procuram um lugar “calmo”; 20,6%, “boa localização”, e 11,2%, “conforto”.

Veja aqui a pesquisa na íntegra.

Entrevistado
Engenheiro civil Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Contato: comunica@cbic.org.br

Crédito Foto: Erivelton Viana/CBIC

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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