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Construsul realiza fórum sobre inovações na construção

Gestão, Inovação, Mercado da Construção, Novas Tecnologias 9 de agosto de 2017

Temas que envolvem impressão 3D, realidade aumentada e produção de concreto cicatrizante 100% nacional foram mostrados na feira

Por: Altair Santos

Experiência com concreto cicatrizante no itt Performance, da Unisinos: inovação 100% nacional

Experiência com concreto cicatrizante no itt Performance, da Unisinos: inovação 100% nacional

O 5º Seminário de Inovação e Tecnologia da Construção (ITCon) foi um dos destaques da feira Construsul, que acontece anualmente em Novo Hamburgo-RS. Pesquisadores do itt Performance, da Unisinos, e da Feevale, selecionaram para o evento temas que envolvem inovações na construção civil, como impressão 3D, aplicação da realidade aumentada na arquitetura e na engenharia e novas tecnologias aplicadas ao concreto, como o desenvolvimento do primeiro material cicatrizante 100% nacional, em pesquisa no itt.

O ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) já desenvolve estudo semelhante, mas empresta metodologia aplicada fora do país, principalmente nas universidades de Delft, na Holanda, e Gante, na Bélgica. Recentemente, outros grupos de estudo passaram a pesquisar a aplicabilidade do concreto cicatrizante no Brasil. Entre eles, pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da USP (Universidade de São Paulo). No itt Performance, quem está à frente dos trabalhos é a engenheira civil Fernanda Pacheco. Na entrevista a seguir, ela revela em que nível encontra-se a pesquisa:

 

Seminários apresentados na 20ª edição da Construsul mostraram avanços tecnológicos da construção civil

Seminários apresentados na 20ª edição da Construsul mostraram avanços tecnológicos da construção civil

Recentemente, dentro do 5º Seminário de Tecnologia e Inovação na Construção Civil, realizado na feira Construsul, a senhora palestrou sobre a pesquisa de concreto cicatrizante dentro do itt Performance. Como estão os estudos?
O itt Performance está lançando uma linha de pesquisa que abordará a confiabilidade dos mecanismos de autoregeneração do concreto. A pesquisa, com duração de pelo menos três anos, busca avaliar quais mecanismos têm maior propensão a resistir às agressividades nas estruturas de concreto armado.

Desde quando o itt Performance pesquisa concreto cicatrizante, e em que nível se encontra a pesquisa?
Está iniciando, e ela se encontra na fase de estruturação do plano de pesquisa.

As primeiras aplicações práticas devem ocorrer quando?
Esperamos que em seis meses possamos aplicar e avaliar a confiabilidade do produto.

No ITA, o engenheiro civil Emilio Minoru Takagi também desenvolve concreto cicatrizante. Há alguma diferença entre as duas pesquisas?
O engenheiro civil Emilio Takagi avalia o uso de aditivos cristalizantes. Também temos este objetivo, porém envolvendo ainda outros métodos e o nível de confiabilidade de todos eles.

Pesquisadora Fernanda Pacheco: concretos cicatrizantes são recomendados para ambientes agressivos

Pesquisadora Fernanda Pacheco: concretos cicatrizantes são recomendados para ambientes agressivos

No Brasil, os estudos sobre concreto cicatrizante estão em que estágio, comparativamente ao que é pesquisado fora do país?
No Brasil, existem núcleos de pesquisa avaliando as técnicas de reparo com os materiais nacionais. Em países como a Holanda, essas pesquisas são realizadas há mais de 10 anos. Assim, já foram identificadas lacunas como o elevado custo do nutriente das bactérias, por exemplo, o que tem sido contornado. Além disso, na Holanda a linha de pesquisa não envolve apenas materiais cimentícios, mas também polímeros.

Em que tipo de obra é mais recomendado o uso de concreto cicatrizante?
Todas as obras são sujeitas à fissuração, uma vez que tal dano tem inúmeras causas. Assim, é interessante utilizar a técnica em locais onde o ambiente é mais agressivo, como em grandes centros urbanos, áreas industriais ou zonas litorâneas.

Comparativamente ao concreto convencional, o metro cúbico do concreto cicatrizante pode ser quanto mais caro?
Não é necessariamente mais caro, pois o próprio cimento ou até mesmo pozolanas podem exercer a função de autocicatrização. Tais materiais já são empregados nos concretos. Por outro lado, se forem utilizados aditivos químicos ou soluções bacteriais, aí sim estaremos aumentando o valor do material.

Na Linha 4 do metrô da cidade do Rio de Janeiro foi usado concreto autocicatrizante (CAC). Autocicatrizante e cicatrizante são o mesmo material?
Na realidade, cicatrizante é o nome dado ao material que consegue reparar um dano em um elemento. Já a autocicatrização é quando o próprio material tem o poder de reparar seu dano, seja por meio de compostos adicionados ao concreto, para cumprir essa finalidade, ou através de materiais inerentes à composição do concreto, mas que também possuem tal capacidade.

Saiba mais sobre concretos cicatrizantes e autocicatrizantes:
http://www.cimentoitambe.com.br/concreto-de-pos-reativos-unisinos/
http://www.cimentoitambe.com.br/brasil-concreto-cicatrizante/

Entrevistada
Engenheira civil Fernanda Pacheco, graduada pela Unisinos e que atualmente é analista de projetos do itt Performance (Instituto tecnológico em desempenho e construção civil da UNISINOS [Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul]).

Contato
imprensa@unisinos.br

Crédito Fotos: Aline Spassini/Unisinos, Construsul e itt Performance

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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