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Construção civil se une para incorporar inovação

Inovação 3 de setembro de 2014

Liderada pela ABCP, cadeia produtiva interage em busca de processos que melhorem a qualidade, aumentem a produtividade e reduzam o custo da obra

Por: Altair Santos

A construção civil brasileira tomou consciência de que é preciso investir em processos inovadores. Isso ficou claro no seminário sobre melhores práticas construtivas, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) no Concrete Show 2014, realizado de 27 a 29 de agosto de 2014. “O potencial de inovação do nosso setor é enorme, mas ele precisa funcionar como um sistema para que opere como linha de montagem. Esse sistema passa por qualificação do produto, melhoria dos processos, busca de negócios que assimilem a inovação e a gestão desta inovação. Também precisamos entender que inovação é fazer mais com menos, tornando-nos mais competitivos e mais produtivos”, definiu Valter Frigieri Jr., diretor de planejamento e mercado da ABCP.

Valter Frigieri Jr. (centro): O potencial de inovação do nosso setor é enorme, mas ele precisa funcionar como um sistema para que opere como linha de montagem

O ponto de partida desta inovação, no entender dos palestrantes no seminário, está nas paredes com concreto autoadensável.  Mas para isso, frisou Frigieri, é preciso que o sistema se viabilize através da cadeia fornecedora, que inclui formas, esquadrias, portas e componentes hidráulicos e elétricos que serão instalados dentro das paredes. “É preciso fazer a interface de todos esses componentes, mas não é tão simples como na indústria automobilística, que conseguiu implantar um modelo de sucesso de linha de montagem. Nossa cadeia produtiva é muito complexa. Estamos falando de milhares de construtoras, operando em regiões muito distintas. Há localidades em que o sistema inovador tem fornecedores em um raio de cem quilômetros, mas em outras ele está a uma distância inviável”, ressaltou o dirigente da ABCP.

ABCP catalisa inovações
A Associação Brasileira de Cimento Portland tem funcionado como um catalisador destes sistemas construtivos inovadores – principalmente no que se refere a paredes de concreto -, fazendo a interação entre construtoras e fornecedoras. De acordo com Valter Frigieri Jr., há atualmente 54 construtoras trabalhando para melhorar o sistema de paredes de concreto. Um case de sucesso apresentado no seminário aconteceu no Distrito Federal, no condomínio Parque do Riacho. A maior construção habitacional na capital federal viabilizou 5.904 unidades em 24 meses, entre as quais 4.624 apartamentos de 2 quartos e 1.280 apartamentos de 3 quartos. No auge da obra, o empreendimento, enquadrado nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida, chegou a erguer 414 unidades por mês.

Condomínio Parque do Riacho, no DF: 5.904 unidades erguidas com paredes de concreto, no prazo de 24 meses

São 42 condomínios que ocupam uma faixa de 9,6 quilômetros. Com uso de sistema de paredes de concreto, além do aumento da produtividade, a obra obteve economia de 16% no custo de mão de obra. A sinergia entre fornecedores e construtora permitiu que as esquadrias e os caixilhos de alumínio fossem encaixados durante a fase de montagem das formas.  Outra inovação usada na construção foi a que implantou as argamassas técnicas, com resistência de 7 MPa. Em comparação ao sistema convencional de acabamento de paredes, a tecnologia trouxe economia de 50% no prazo de execução, com ganho de produtividade na ordem de 32% e redução de 5% no custo. “Esse é o papel da cadeia fornecedora. Ela tem que ajudar a construtora a adotar processos inovadores”, finalizou Frigieri.


Entrevistado

Engenheiro de produção Valter Frigieri Jr., direto de planejamento e mercado da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)
Contato: valter.frigieri@abcp.org.br

Créditos Fotos: Divulgação/Cia. de Cimento Itambé/JC Gontijo Engenharia

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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