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Até 2012, construção civil empregou e pagou mais

Gestão, Mercado da Construção 1 de outubro de 2014

Recente edição da Pesquisa Anual da Indústria da Construção mostra que setor contratou 2,8 milhões de pessoas e salário obteve ganho real de 7,9%

Por: Altair Santos

A mais recente edição da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) divulgada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que o auge da empregabilidade da construção civil foi experimentado entre 2011 e 2012. No período, segundo o levantamento de dados, cresceu o número de pessoas contratadas pelo setor de 2,6 milhões para 2,8 milhões. O gasto com pessoal também aumentou e passou a representar 32,5% do total de custos dessas empresas. Houve avanço de 7,9% do salário médio mensal (de R$ 1.439 para R$ 1.648) o que corresponde a uma alta de 2,6 para 2,7 salários mínimos da época.

Divulgada pelo IBGE, PAIC aponta que entre 2011 e 2012 construção civil teve período de pleno emprego

No período de pleno emprego, a região sudeste foi a que mais gerou vagas. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a indústria da construção civil empregou 1,55 milhão. O nordeste vem em seguida, com 545,3 mil trabalhadores ativos. Já o sul ficou em terceiro, com 391,4 mil empregados. Nesta conta, a PAIC considera todos os profissionais envolvidos em uma obra: do projetista ao engenheiro, passando pelos operários. Curiosamente, as empresas que mais contrataram foram as microempresas (de 1 a 4 funcionários) e as pequenas empresas (de 5 a 29 funcionários).

Na indústria da construção, estas firmas costumam atuar como terceirizadas e a expansão delas se deve, principalmente, às demandas no setor imobiliário. De acordo com o IBGE, entre 2011 e 2012, o segmento de imóveis foi influenciado positivamente pela maior oferta de crédito, pelo crescimento de emprego e renda da população e pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos insumos. Também influíram os programas do governo de investimento em infraestrutura urbana e de moradias populares. No período da pesquisa, havia 48.399 microempresas atuando como terceirizadas e 41.267 pequenas construtoras.

Mais de 100 mil empresas ativas
Entre 2011 e 2012, as empresas ativas na indústria de construção passaram de 92,7 mil para 104,3 mil. O número ficou perto do dobro do que havia sido registrado em 2007 (52,9 mil) quando a pesquisa começou a ser realizada. Em 2012, a principal atividade dessas empresas passou a ser a construção de edifícios, superando as obras de infraestrutura em uma proporção de 41,9% contra 40,9% do total da receita bruta. O setor de serviços especializados perdeu espaço, caindo de 18,7% para 17,2%. Também ocorreu redução no percentual de obras contratadas por entidades públicas, de 38,4% para 35%. Em números absolutos, no entanto, houve alta de R$ 105 bilhões para R$ 114 bilhões.

O valor das incorporações, obras e serviços realizados pela indústria da construção civil em 2012 teve aumento de 10,2% em relação a 2011. Em números absolutos, subiu de R$ 289,6 bilhões para R$ 336,6 bilhões. Já a receita líquida operacional das empresas cresceu de R$ 271,3 bilhões para R$ 312,9 bilhões. Neste valor global, o sudeste perdeu participação. Ainda com um peso de 62% no total nacional, contabilizando incorporações, obras e serviços da indústria da construção, a região teve redução de 1,3 ponto percentual, ao contrário do Nordeste e do Sul, que expandiram suas fatias em 0,6 e 0,7 ponto percentual, respectivamente.

A PAIC foi divulgada dia 4 de setembro de 2014, pelo IBGE. Confira aqui a íntegra da pesquisa.

Entrevistado
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Contato: comunica@ibge.gov.br

Crédito Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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