Concreto colorido de alta resistência atrai universidades

Quase 40 escolas de engenharia civil foram mobilizadas para participar de concurso promovido pelo IBRACON

Concreto colorido de alta resistência atrai universidades

Concreto colorido de alta resistência atrai universidades 820 1024 Cimento Itambé
Concrebol

Equipe do Instituto Mauá de Tecnologia venceu na categoria COCAR e ficou em segundo no Concrebol. Crédito: Instituto Mauá de Tecnologia

Um concurso cujo protagonista era o concreto colorido de alta resistência (COCAR) mobilizou quase 40 universidades do país. O evento aconteceu dentro da programação do 60º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON), em Foz do Iguaçu-PR. A escola de engenharia mais premiada foi o Instituto Mauá de Tecnologia, do estado de São Paulo, que conquistou ouro no concurso COCAR, prata no Concrebol e bronze no Quem sabe faz ao vivo (dosagem de concretos autoadensáveis).

No concurso COCAR, o objetivo era produzir um artefato que alcançasse a maior resistência. O do Instituto Mauá de Tecnologia suportou carga máxima de 403,080 kN (kilonewton). O segundo lugar também ficou com o Instituto Mauá (391,090 kN), enquanto a Universidade Presbiteriana Mackenzie obteve o terceiro lugar (354,310 kN). A equipe vencedora foi coordenada pela professora da disciplina sobre materiais de construção, Heloísa Cristina Fernandes.

Ela explica a importância de participar destes concursos do IBRACON. “Além de conhecimento técnico acerca das propriedades dos materiais, são trabalhadas outras habilidades, como trabalho em equipe, liderança, organização e prazos”, diz. As equipes do Instituto Mauá também foram orientadas pelo professor Fabio Selleio Prado, da área de estruturas. A estratégia envolveu reuniões periódicas, com os alunos produzindo e testando protótipos e modelos ao longo do ano para chegar ao melhor produto.

No concurso Concrebol, o primeiro lugar ficou com o Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), também do estado de São Paulo. Para vencer, a equipe tinha que desenvolver uma esfera de concreto com os materiais e as dimensões estabelecidas em regulamento. O objeto, além de resistência, precisava ser capaz de desenvolver uma trajetória retilínea em uma minicancha de futsal e marcar um gol. Apesar da concrebol do Instituto Mauá ter alcançado uma resistência maior (289,16 kN), a esfera da FEI atendeu todos os requisitos com mais equilíbrio.

Concursos envolveram a participação de mais de 700 estudantes

Boa parte das escolas de engenharia que conseguiram bons resultados nos concursos realizados dentro do 60º Congresso Brasileiro do Concreto tem em comum o fato de possuírem laboratórios bem equipados em seus departamentos de engenharia civil. “Escolas com laboratórios dedicados aos alunos conseguem cumprir as atividades exigidas nos concursos acadêmicos e desenvolver projetos e atividades especiais”, relata Heloísa Cristina Fernandes.

Durante os cinco dias do evento do IBRACON foram realizadas cinco competições estudantis, com participação de 700 estudantes de 36 instituições de ensino. Além do COCAR, do Concrebol e do Quem sabe faz ao vivo, aconteceram também o Aparato de Proteção ao Ovo (APO) e o Ousadia e Concreto. Os concursos estudantis são uma tradição que o IBRACON promove desde a sua fundação, em 1972. Na avaliação da diretora de atividades estudantis do instituto, a engenheira Jéssika Pacheco, trata-se de uma ação essencial para que o IBRACON siga cumprindo sua missão.

Entrevistada
Engenheira civil Heloísa Cristina Fernandes, professora da disciplina sobre materiais de construção do Instituto Mauá de Tecnologia

Contato: heloisa.fernandes@maua.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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