Concreto centrifugado permite obra inovadora no RJ

Estacas de concreto centrifugado sustentam megavigas no complexo do Porto do Açu

Concreto centrifugado permite obra inovadora no RJ

Concreto centrifugado permite obra inovadora no RJ 1024 388 Cimento Itambé

Tecnologia permite produzir estacas para sustentar supervigas do acesso rodoviário e ferroviário ao Porto do Açu, na região norte do Rio Janeiro

Por: Altair Santos

Os acessos rodoviário e ferroviário do Porto de Açu, na região norte do estado do Rio de Janeiro, tornaram-se referência para a construção civil voltada ao setor de obras de infraestrutura. Principalmente pelas inovações aplicadas no empreendimento. Houve um severo processo de industrialização, principalmente para que o cronograma pudesse ser cumprido. Com isso, a construção tornou-se um case sobre o uso de concreto centrifugado e a fabricação de supervigas.

Estacas de concreto centrifugado sustentam megavigas no complexo do Porto do Açu

A obra consistiu na construção de uma ponte ferroviária, uma ponte rodoviária e dois viadutos rodoviários. O volume total de concreto utilizado na estrutura chegou a 6.521 m³ e a metragem linear de estacas centrifugadas usadas para a fundação atingiu 10.171,40 metros. “A ponte rodoviária recebeu oito vigas de 36 metros cada uma. Já a ponte ferroviária recebeu 136 vigas. Foram usados 23 m³ de concreto em cada viga. “Um dos destaques desse projeto foi a adaptação do concreto protendido, passando de um sistema pós-tração para um sistema misto ou de pré-tração”, afirmou o engenheiro civil Gustavo Rovaris, que gerenciou a obra.

Além das supervigas, as estacas de concreto centrifugado também fizeram parte das inovações construtivas usadas no complexo viário do Porto de Açu. Essa tecnologia foi necessária porque o mar da região é considerado bastante agressivo. Além disso, são muitas as vantagens que o processo de centrifugação oferece. Ele permite variar a espessura da parede do elemento vazado – poste, estaca, coluna ou viga – e beneficia projetos com necessidades estruturais ou de durabilidade muito específicas.

Na centrifugação, o concreto é submetido a uma compactação de até 50 vezes a força da gravidade. Durante o processo, o material fresco e plástico é distribuído de maneira uniforme  Como resultado, as distâncias entre os agregados e outras partículas sólidas são reduzidas e, parte da água – além de partículas finas de baixa resistência – são expulsas do concreto. Isso permite atingir alto grau de compacidade, dentre os diversos métodos de adensamento existentes.

Gustavo Rovaris: falta de espaço no canteiro de obras para produzir megavigas foi um dos desafios

Outro motivo que levou os projetistas a optarem por supervigas e por estacas centrifugadas de concreto é o alto tráfego que o complexo viário receberá. O corredor logístico foi dimensionado para transportar 200 milhões de toneladas por ano, com circulação de até 100 mil veículos por dia. Por isso, disse Gustavo Rovaris, investiu-se também na padronização das peças para cumprir os prazos. “Para aumentar a produtividade e reduzir os custos nas obras, é importante, ainda, a padronização”, enfatiza o engenheiro.

Entrevistado
Engenheiro civil Gustavo Rovaris, especialista em construção industrializada
Contato: cassolrj@cassol.ind.br

Créditos Fotos: Divulgação/Cia. Cimento Itambé

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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