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Cidade Administrativa em MG abrigará o maior prédio suspenso do mundo

Obras Inovadoras 20 de outubro de 2009

Projeto é considerado um dos mais ousados do arquiteto Oscar Niemeyer

Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer

Vão livre de 147 metros é uma das características da obra projetada por Oscar Niemeyer

A Cidade Administrativa que está sendo construída em Belo Horizonte, Minas Gerais, é um verdadeiro desafio para engenheiros e operários. Ao todo, serão mais de 270 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 804 mil metros quadrados. O complexo compreenderá cinco edificações principais que vão abrigar a Sede do Governo, Secretarias de Estado, Centro de Convivência, auditório, prédio de serviços, além de unidades de apoio para equipamentos, praças de alimentação e restaurantes.

O objetivo do complexo é unir secretarias e órgãos no mesmo espaço físico, aumentando a eficiência dos serviços públicos, reduzindo procedimentos burocráticos e rotinas administrativas, e facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços e setores da administração.

A obra, que une beleza e funcionalidade, está sendo considerada um importante marco da arquitetura moderna e urbanística de Belo Horizonte e do processo de expansão e valorização do Vetor Norte da Região Metropolitana de BH. A Cidade Administrativa fica na divisa dos municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, às margens da MG-010.

Maior edifício suspenso do mundo

Uma das principais características da obra, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é o vão livre de 147 metros de comprimento e 26 metros de largura do edifício em que ficará a Sede do Governo. Para formar o vão, o bloco do edifício foi construído sobre colunas convencionais. Em outubro, os pilares provisórios foram retirados e um pórtico de concreto passou a sustentar o prédio.

Segundo dados da assessoria da Cidade Administrativa, com a retirada dos pilares o edifício fica totalmente sustentado por 30 tirantes formados por um conjunto de 36 cabos de aço. Ao todo são 1.080 cabos que estão presos em 15 vigas de concreto de 20 metros de comprimento e 3,4 metros de altura, localizadas na parte superior e apoiadas em dois grandes pórticos paralelos de concreto armado. A estrutura do prédio foi concebida para suportar cargas em torno de 34 mil toneladas. A estabilidade do bloco de concreto suspenso, contra a ação dos ventos, será garantida com o apoio das passarelas de acesso que fazem ligação com a torre de elevadores.

A futura sede abrigará cerca de 300 funcionários. Além dos quatro pavimentos, o prédio é formado por subsolo e pilotis, totalizando 21 mil metros quadrados de área construída. Em seu interior, haverá um salão de 1.200 m² que será destinado a solenidades oficiais, biblioteca e serviços de apoio.

Nos dois prédios de 15 andares, que comportarão as secretarias, vãos livres e elementos vazados também proporcionam soluções diferentes das estruturas tradicionais da engenharia. Para permitir os grandes vãos propostos pelo arquiteto, foram projetadas vigas protendidas, reforçadas com cabo de aço. A construção de cada edifício foi iniciada a partir do centro até as extremidades, em forma de pirâmide. Enquanto o setor 3 (central) concretava a laje seguinte, os setores vizinhos 2 e 4 iniciavam a próxima laje em andamento e os setores 1 e 5 (extremidades) começavam a ter sua construção liberada. O procedimento facilitou os trabalhos e garantiu mais agilidade à obra. Com 240 metros de extensão em curva, cada prédio terá área de 116 mil metros quadrados.

A obra está prevista para ser concluída em maio de 2010. De acordo com a assessoria de comunicação da Cidade Administrativa, as edificações já foram concretadas e entraram, agora, em fase de acabamento. O valor total da obra, de R$ 948 milhões, é custeado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

Construção sustentável

O projeto da Cidade Administrativa está sendo desenvolvido de acordo com aspectos sustentáveis. O objetivo é reduzir impactos ambientais e promover a economia de recursos.

Para isso, os edifícios serão dotados de um sistema central computadorizado que vai controlar o uso de elevadores, lâmpadas e o ar-condicionado, evitando a climatização e a iluminação de ambientes vazios.

A fachada dos prédios será revestida com vidro de máximo desempenho, favorecendo a utilização de luz natural nos ambientes de trabalho, além de reduzir gastos com a refrigeração já que 70% da passagem de calor serão bloqueados pelo vidro. Além disso, a implantação de um sistema de esgotamento a vácuo reduzirá o consumo de água em 80% em relação à descarga convencional. As águas não poluídas provenientes das chuvas serão encaminhadas, através de drenos, para a lagoa e posteriormente poderão ser utilizadas para irrigação dos jardins.

A obra teve cuidados com o tratamento de resíduos, monitoramento de ruídos e de emissão sonora, controle da procedência dos materiais utilizados na obra e da regularização das áreas de “bota-fora”.

Também está previsto um projeto de esgotamento sanitário inovador que utiliza o chamado “sistema a vácuo”, que proporciona uma economia de 85% no consumo de água em comparação aos métodos tradicionais.

Acessibilidade

O projeto arquitetônico da Cidade Administrativa está adequado aos critérios de acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais (PNE), o que possibilita a todos os cidadãos a utilização, com segurança, entendimento e autonomia, da estrutura que irá compor a nova sede do Governo de Minas Gerais.

Entrevistado: Paulo Boa Nova – Equipe de Comunicação Cidade Administrativa: comunicacao3@centroadministrativo.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Caroline Veiga DRT/PR 04882



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