CBIC cria pacote proativo para alavancar construção

Paulo Safady Simão, no M&T Expo 2015: não se pode deixar o Minha Casa Minha Vida morrer

CBIC cria pacote proativo para alavancar construção

CBIC cria pacote proativo para alavancar construção 789 581 Cimento Itambé

Propostas foram discutidas em evento internacional que ocorreu em Brasília e sugerem regras claras para obras em infraestrutura e retomada do Minha Casa Minha Vida

Por: Altair Santos

O ex-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão, revela que o organismo acaba de propor ao governo um pacote proativo que permita à cadeia produtiva da construção civil retomar o crescimento e, mais que isso, ter avanços sustentáveis e não o “anda e para” ao qual o setor acostumou-se nas décadas passadas e no ciclo recente da economia. “O momento é difícil e complexo para a cadeia produtiva da construção civil, mas o setor já sobreviveu a outros stop and go. Para sair desta nova situação incômoda, estamos propondo a retomada dos pagamentos em dia do Minha Casa Minha Vida e da volta da Lei 8.666, a lei das licitações, em vez do RDC (Regime Diferenciado de Contratação), que já provou ser um equívoco e uma porta aberta para a corrupção em obras”, diz.

Paulo Safady Simão, no M&T Expo 2015: não se pode deixar o Minha Casa Minha Vida morrer

Paulo Safady Simão, no M&T Expo 2015: não se pode deixar o Minha Casa Minha Vida morrer

Segundo Safady, em palestra na feira M&T Expo 2015, entre as primeiras ações está a colocação em dia dos contratos do Minha Casa Minha Vida 2, que têm sofrido atrasos que variam de 60 a 90 dias e já comprometem severamente o orçamento de pequenas e médias construtoras engajadas no programa. “Não podemos deixar morrer esse programa com muito potencial, e que a CBIC, junto com outros setores da construção civil, lutou tanto para que fosse viabilizado. Além disso, proporcionou avanços, como a aceitação, por parte da Caixa Econômica Federal, de 80 sistemas construtivos diferentes, sendo que antes o banco só financiava projetos à base de tijolo sobre tijolo. Sem contar que o Minha Casa Minha Vida propiciou a modernização da normalização, com destaque para a Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575)”, afirma o dirigente.

Equívocos e intervencionismo
O ex-presidente da CBIC se diz convicto de que o fim da crise no país passa pela construção. “Todos sabemos que obras de infraestrutura são as que podem impulsionar o crescimento. Mas o governo cometeu muitos equívocos, com excesso de intervencionismo, e causou uma perda de R$ 50 bilhões ao setor. Por isso, realizamos uma série de seminários em Brasília, sobre PPPs (Parcerias Público-Privadas) e concessões, inclusive apresentando modelos consagrados pela CICA (Confederação Internacional das Associações de Construção) e pela FIIC (Federação Interamericana da Indústria da Construção). O documento tirado do encontro foi encaminhado ao governo, com uma série de propostas”, ressalta Safady, referindo-se ao International Meeting: Infrastructure and PPPs, que ocorreu no final de abril de 2015 em Brasília.

O pacote de propostas, frisa Paulo Safady Simão, é proativo e sugere transparência para os processos licitatórios. “A iniciativa privada quer investir, mas precisa ter retorno e condições contratuais sólidas, sem inseguranças jurídicas”, destaca o dirigente, acreditando que se metade do pacote proposto for aceito pelo governo o setor da construção poderá sair da inércia em 2016.

Entrevistado
Engenheiro civil Paulo Safady Simão, ex-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Contato: comunica@cbic.org.br

Crédito Foto: Divulgação/ M&T Expo 2015

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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