Caixa volta a financiar moradias para classe média

Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.

Caixa volta a financiar moradias para classe média

Caixa volta a financiar moradias para classe média 1024 681 Cimento Itambé

Banco retoma a linha de crédito Pró-Cotista, que oferece os juros mais baixos depois do programa Minha Casa Minha Vida

Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.

Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.

A Caixa Econômica Federal retomou dia 2 de janeiro de 2018 a linha de financiamento habitacional para quem está fora das faixas salariais contempladas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Chamada de Pró-Cotista, a linha de crédito atende trabalhadores que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e que queiram adquirir casa própria até o limite de R$ 950 mil, para quem reside em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e R$ 800 mil para quem mora nos demais estados. O valor disponibilizado é de R$ 4 bilhões e vai financiar até 80% de imóveis novos e 70% de imóveis usados.

O Pró-Cotista é a linha de crédito imobiliário mais em conta depois do MCMV, já que o programa recebe subsídios. Ela oferece taxas de juros que variam de 8,85% ao ano a 7,85% ao ano, mas é um tipo de financiamento que exige algumas condições especiais. O contratante precisa ter pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS ou saldo em conta vinculada de pelo menos 10% do valor da avaliação do imóvel. Quem quiser obter o financiamento também não pode ser proprietário de imóvel no município onde mora ou trabalha, nem ter financiamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH)  em qualquer parte do país. Outro requisito é que seja cliente da Caixa, com débito em conta-corrente ou conta-salário.

A linha Pró-Cotista havia sido suspensa em junho de 2017, após todo o recurso disponibilizado para o ano passado (R$ 6,1 bilhões) ter sido utilizado. Foi também em 2017 que o banco reduziu para 50% o limite máximo de financiamento para imóveis usados. Até então, era possível financiar 60% ou 70% do montante, dependendo do tipo de linha de crédito contratada. Com o retorno do percentual maior, o mercado imobiliário acredita que haverá um reaquecimento, tanto por imóveis novos quanto usados. “São boas notícias para dinamizar o mercado imobiliário. No que se refere à retomada do Pró-Cotista, que atende basicamente pessoas de classe média, é importante destacar que os juros cabem no bolso do consumidor”, destaca Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Confiança retomada

Ainda segundo o economista, o mercado de imóveis novos também deverá ser impactado positivamente pela flexibilização do teto de financiamento de imóveis usados. “Muitas pessoas dependem da venda de um imóvel usado para comprar um novo. Com regras que facilitem o financiamento de unidades no setor secundário, esse comprador chega ao segmento de imóveis novos mais facilmente”, diz. De acordo com o Secovi-SP, os lançamentos de unidades residenciais fecharam 2017 com crescimento de 15% em relação a 2016. As vendas, por sua vez, tiveram aumento de 25%.

Para 2018, Petrucci prevê que o setor deve continuar crescendo, mas de forma moderada. “Boas notícias como essas, tanto a da elevação do financiamento pra imóvel usado como a volta do Pró-Cotista, melhoram índices de confiança. E confiança é a mola propulsora na decisão pela aquisição e pelo financiamento imobiliário. Com ela, empresários e consumidores se animam, movimentando mais o mercado”, diz. O economista ainda reforça que, embora a Caixa Econômica Federal esteja em um momento de transição em relação à sua estrutura de capital, para atender às regras de Basileia 3 (acordo internacional que tem como propósito garantir solidez ao sistema financeiro), não há grandes preocupações no curto prazo.

O acordo Basileia 3 exige que o banco tenha recursos próprios para realizar empréstimos. Por isso, na primeira semana de janeiro, o governo federal liberou um aporte financeiro de R$ 15 bilhões, oriundos do FGTS, para que a Caixa Econômica Federal reforce seu capital e possa movimentar suas linhas de crédito habitacional em 2018.

Entrevistados

  • Economista Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo) (via assessoria de imprensa)
  • Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
aspress@secovi.com.br
impre​nsa@ca​ixa.gov.br

Crédito Foto: Caixa Econômica Federal

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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