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Brasil precisa triplicar recursos em infraestrutura

Gestão, Infraestrutura, Mercado da Construção 8 de junho de 2012
Debatedores no M&T Expo 2012 foram unânimes: investimentos em grandes obras deveriam saltar de 2,5% do PIB para, pelo menos, 6%
Por: Altair Santos

Na 8ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção (M&T Expo 2012) a infraestrutura do Brasil esteve no centro dos debates. O evento, que ocorreu de 29 de maio a 2 de junho, reuniu quase 500 expositores de 25 países, atraiu 48 mil visitantes e, simultaneamente, promoveu o Sobretema Congresso. Em sete palestras, uma conferência e um workshop técnico foram discutidos os principais assuntos dentro das áreas de construção, infraestrutura e mineração.

No Sobratema Congresso, a deficiência em infraestrutura polarizou os debates.

Entre as conclusões, prevaleceu a que o país precisa quebrar o paradigma de investir pouco em infraestrutura. “Os investimentos nesta área correspondem a 2,5% do PIB no Brasil, diante dos 6% a 8% desejáveis”, analisa José Vitor Mamede, conselheiro da Associação Brasileira de Logística (Abralog) citando que na mais recente edição do ranking mundial de infraestrutura o Brasil ocupa o 62º lugar. “No ranking de qualidade, a posição é pior ainda. O país amarga o posto 84. Isso é reflexo do baixo investimento em obras estruturantes, que afeta os custos logísticos e a capacidade competitiva”, ressalta.

Outro gargalo abordado na M&T Expo 2012 foi a escassez de mão de obra qualificada. Segundo o presidente da Associação dos Locadores de Equipamentos para Construção Civil (Alec) Marco Aurélio da Cunha, esse é um empecilho com o qual o Brasil terá de conviver por mais alguns anos. “O problema de décadas não se resolve com cursos de uma semana, 15 dias, 90 dias, nem cursos supletivos”, acrescenta, alertando que o investimento em processos industrializados é a saída para compensar a carência de profissionais. Por isso, a palestra da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) foi uma das mais assistidas.

Pré-moldados e pavimento rígido

Nela, os dirigentes da ABCIC – os engenheiros Roberto Bauer, João Vendramini e Iria Doniak -, mostraram as possibilidades, conveniências e vantagens econômicas e de prazo, além de eficiência estrutural, energética e de desempenho, relacionadas à utilização de elementos pré-moldados e pré-fabricados nas obras. “Hoje o concreto industrializado está presente em todos os segmentos da vida nacional, desde casas populares até os estádios, passando ainda por shopping centers, instalações fabris, estaleiros e mais uma infinidade de outras construções”, disse Vendramini, concordando com os números apresentados pelo consultor da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção) Brian Nicholson, de que o Brasil deverá ter um crescimento de 50% até 2016.

Quem também esteve na M&T Expo 2012 foi a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). No evento, se discutiu o futuro da pavimentação das rodovias brasileiras. Segundo Ronaldo Vizzoni, gerente nacional de Infraestrutura da ABCP, o país não terá como escapar do pavimento rígido. “As rodovias do futuro serão todas de concreto, pois é um tipo de pavimento mais adequado para vias de tráfego intenso e, sobretudo, aquelas com trânsito de veículos pesados. Além de resistentes, têm maior durabilidade e pouca manutenção”, disse, acrescentando que, com as novas tecnologias de construção à disposição no Brasil, o tempo de execução e a qualidade do piso em concreto são semelhantes ao do pavimento asfáltico. “Em termos de custo, o concreto também é competitivo, sobretudo para rodovias que exigem tráfego pesado”, concluiu.

Entrevistado
Assessoria de Imprensa M&T Expo 2012 – Mecânica de Comunicação Ltda.
Equipe de atendimento:
Sylvia Mie
sylvia@meccanica.com.br
Lázaro Evair de Souzalazaro@meccanica.com.br
Contato: http://www.mtexpo.com.br; meccanica@meccanica.com.br

Créditos foto: Divulgação/ M&T Expo 2012

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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