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Brasil concorre com os EUA em consumo de cimento

Área Técnica, Sobre Cimento 28 de fevereiro de 2012

Crescimento  médio de 7% ao ano, país compete pela 3ª colocação no ranking mundial de consumo de cimento, que é liderado por China e Índia

Por: Altair Santos

O Brasil fechou 2011 com a venda acumulada de 63,545 milhões de toneladas de cimento, contabilizando mercado interno e exportações. Em janeiro de 2012 esse volume rompeu a barreira de 64 milhões. A meta do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) é que o ano termine ultrapassando a marca de 68 milhões. Se a projeção se confirmar, o país pode chegar a uma situação de quase empate técnico com os Estados Unidos, que desde 2006 vêm registrando queda no consumo de cimento.

Fábrica de cimento na China: país já consome quase 2 bilhões de toneladas por ano.

A crise no hemisfério Norte fez com que a venda do produto caísse praticamente 50% em cinco anos. Em 2006, o mercado interno dos Estados Unidos consumiu 127,4 milhões de toneladas. No ano passado, esse volume foi de 67,3 milhões, ou seja, queda de 47,17%. Desde que se mantenha a tendência, é possível que o Brasil, que vê o setor crescer à média de 7% ao ano, ultrapasse os EUA ao final de 2012, mas o SNIC não crê nesta hipótese. “Os sinais nos Estados Unidos são de que eles voltarão ao volume de 70 milhões de toneladas este ano”, avalia o presidente do sindicato, José Otavio Carneiro de Carvalho.

No ranking de consumidores de cimento, o Brasil ocupa a 4ª colocação. China e Índia lideram com larga vantagem. Os chineses consomem por ano quase dois bilhões de toneladas do produto, enquanto os indianos estão na faixa de 220 milhões de toneladas. O que tem surpreendido é o crescimento do Irã, que já é o 5° maior produtor mundial de cimento (60,8 milhões de toneladas em 2010) e o 6° maior consumidor (51 milhões de toneladas).

O Irã, no entanto, não deve ameaçar a posição do Brasil no ranking. Principalmente porque a indústria nacional ganhará o incremento de sete novas fábricas de cimento em 2012. “O Brasil possui 80 fábricas. Foram anunciadas  pelas empresas a inauguração de cerca de sete novas fábricas neste ano”, confirma José Otavio Carneiro de Carvalho, colocando a indústria do cimento entre os quatro setores da economia brasileira que mais apresentam crescimento sustentável. “Colocaria em pé de igualdade com o comércio, a indústria extrativa mineral e a própria construção civil“, completa.

Por região, o balanço do SNIC mostra que entre janeiro e dezembro de 2011, o Norte do país teve um crescimento de 9,9% no volume de vendas, comparativamente a 2010. Foi a maior taxa, seguida do Centro-Oeste, com 9,6%.  O Sul cresceu 7,4% contra 7% do Sudeste e 6,3% do Nordeste. Segundo o presidente José Otavio Carneiro de Carvalho, a tendência é que o setor de construção habitacional continue como o maior consumidor de cimento do país em 2012. “Principalmente, porque cresceu o volume de blocos de concreto nas construções e também de estruturas pré-moldadas”, afirma.

Entrevistado
José Otávio Carneiro de Carvalho, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento
Currículo

– Graduado em engenharia de produção pela PUC-RJ (1965)
– Em 1969, concluiu pós-graduação em engenharia econômica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
– Entre 1975 e 1978, integrou a equipe de assessoria econômica do então ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen
– Desde 1982 atua no setor de cimento, onde prestou consultoria em diversos projetos
– Em 2001, foi convidado para o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), onde assumiu a função de secretário executivo e depois se tornou vice-presidente executivo da entidade
– No início de 2011, assumiu o cargo de presidente do SNIC

Contato: secretaria@snic.org.br / snic@snic.org.br

Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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