Bloco Verde

Bloco Verde

Bloco Verde 150 150 Cimento Itambé

Projeto visa o desenvolvimento de pré-fabricados de concreto com utilização de resíduos procedente de passivos ambientais

Créditos: Engº. Fernando Brandes – Assessor Técnico Comercial Itambé

A Blocaus Pré-fabricados Ltda., empresa catarinense com sede no município de Biguaçu, é responsável pelo projeto Bloco Verde, que consiste no desenvolvimento de pré-fabricados leves de concreto, com adição de resíduos oriundos da reciclagem de passivos ambientais, em percentuais superiores a 10% de sua massa.

O projeto é coordenado por Bernadete Batalha Batista, formanda do curso de Engenharia Ambiental e cursando Engenharia Civil na UNISUL. Inicialmente, o foco era o reaproveitamento de resíduos da construção civil e de conchas de ostras e mariscos. Com promissores resultados verificados nos primeiros ensaios, a empresa ampliou as pesquisas para outras áreas que apresentam grande volume de passivos ambientais, ou seja, resíduos gerados pelo polimento de porcelanatos, corte e polimento de mármores e granitos e fibras de PET reciclado.

O crescimento populacional e o aumento da atividade industrial têm causado muitos problemas ambientais. Entre eles destaca-se a geração de resíduos pela construção civil. Outro problema que também merece destaque é a marinicultura. O estado de Santa Catarina é líder nacional na produção de ostras e mariscos. Nas baías norte e sul de Florianópolis, cerca de 10 milhões de ostras e cinco mil toneladas de mariscos são produzidos. Os resíduos gerados pelas conchas destes moluscos são muitas vezes lançados ao mar, causando assoreamento e contaminação da fauna e flora. A pesquisa é uma tentativa de minimizar esses problemas com o reaproveitamento desses resíduos para a confecção de um bloco ecologicamente correto, o Bloco Verde.

Os estudos estão bem adiantados e este produto apresentou resistência à compressão e absorção à água dentro dos limites permitidos pela Associação de Normas Técnicas Brasileiras (ABNT). O novo bloco altera o traço do bloco convencional e incorpora resíduos que hoje agridem o meio ambiente.

Trata-se de um bloco ecológico e economicamente viável, que agrega vantagens sociais e ambientais e pode propiciar a redução dos problemas ambientais causados pelos entulhos da construção civil e resíduos de cascas de ostras e mariscos, além de gerar novas oportunidades de trabalho para a comunidade.

A empresa espera obter uma redução de custos de produção de até 10% e ganhos significativos das características físicas das peças. Os ensaios realizados até o momento indicam um aumento da resistência à compressão (até 10%), menor absorção de umidade (5 a 10%), menor abrasão ou resistência ao desgaste e maior resistência ao fogo, podendo suportar temperaturas de até 3.000 ºC.

Com o firme propósito de ter toda a sua produção mensal no padrão do Bloco Verde, a Blocaus visa buscar o selo ecológico relatado na ISO – 9001, além dos atuais Selo de Qualidade da ABCP e participação no PBPQ-H. “Assim, teremos blocos ecologicamente corretos e economicamente acessíveis à população de baixa renda, contribuindo para a redução do déficit habitacional do Brasil”, afirma Luiz Francisco Teixeira Marcondes, diretor comercial da Blocaus. Segundo ele, a empresa contribuirá então para uma redução do passivo ambiental, para aumentar a qualidade de vida da população pobre, geração de empregos e redução do déficit habitacional, com um sistema construtivo que contempla responsabilidade ambiental, qualidade e redução de custos.

Mais informações com a Blocaus, pelo telefone (48) 3243-3444.

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