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Bloco imita Lego e permite construção industrializada versátil

Gestão, Gestão de Obras, Inovação, Mercado da Construção, Novas Tecnologias 7 de dezembro de 2017

Invenção britânica atende a uma série de obras. De muros de contenção a barreiras para rodovias, além de armazéns para estocar produtos

Paredes com blocos de concreto podem atingir até quase 9 metros de altura, sem precisar de fundações

Paredes com blocos de concreto podem atingir até quase 9 metros de altura, sem precisar de fundações

Muros de contenção, que precisam suportar grandes cargas, podem ser erguidos com blocos maciços de concreto inspirados no Lego. As estruturas, inventadas no Reino Unido, têm versatilidade para atender vários tipos de projetos: de paredes corta-fogo a galpões, passando por barreiras para isolar rodovias e ferrovias. Os blocos têm medidas que podem chegar a 1,6 m x 0,8 m x 0,8 m, e pesar 2.400 quilos. Pré-fabricados, eles permitem que a construção industrializada amplie seu raio de atuação.

Os blocos, registrados como Legioblocks, possibilitam que as construções sejam rearranjadas de acordo com a necessidade e do espaço disponível. Por exemplo, servem para criar compartimentos que armazenem materiais, construir muros e paredes de contenção, edifícios industriais ou atender obras emergenciais, com barreiras para isolar áreas de deslizamento e criar desvios para rodovias em obra. “Esses blocos são disruptivos (provocam modificações ou alterações), no sentido de que são um passo à frente na tecnologia existente”, avalia Owen Batham, diretor de marketing da Elite Precast Concrete, uma das duas empresas britânicas que produzem Legioblocks.

Blocos usados como barreira de som para proteger floresta em Eindhoven, na Holanda


Blocos usados como barreira de som para proteger floresta em Eindhoven, na Holanda

A versatilidade deste tipo de pré-fabricado amplia seu uso na Europa. Recentemente, ao sul de Eindhoven, na Holanda, foi usado como barreira de som para proteger os animais que vivem em uma pequena floresta às margens de uma das autoestradas mais movimentadas do país: a A2. Outra aplicação ocorreu na divisa entre a Inglaterra e a Escócia, em que os blocos de concreto foram usados para canalizar um rio e impedir que seu transbordamento interditasse uma das principais linhas de trem da região.   

Resistência de 50 MPa

Por dispensar argamassas ou outros materiais para fixação, os blocos de concreto inspirados no brinquedo Lego só precisam de uma equipe treinada para operar o guindaste e que saiba encaixar as peças. Por causa do peso, os blocos também dispensam fundações. O único pré-requisito é a preparação do terreno para que ocorra o assentamento das estruturas de concreto.

Versatilidade permite que blocos sejam remanejados para se adequar ao armazenamento de materiais

Versatilidade permite que blocos sejam remanejados para se adequar ao armazenamento de materiais

Os Legioblocks também foram fundamentais na modernização do porto de Porto Mulhouse-Rhin, na França, instalado à beira do rio Reno. O terminal abastece com cargas a terceira principal hidrovia do país. Nele, foi construída uma área de 18 mil m2 para o armazenamento de minerais, que é o principal produto escoado pelo porto. Um dos pré-requisitos é que as estruturas suportassem a pressão dos minerais, sem impedir o trabalho dos equipamentos de carga e descarga.

Os blocos de concreto são produzidos com 50,0 MPa de resistência. Os fabricantes garantem que podem erguer paredes com até 8,8 m de altura – há casos especiais que atingiram 13,0 m. As peças podem ser empilhadas e desempilhadas a qualquer momento, o que permite que se ajustem a qualquer capacidade de armazenamento. A solução britânica ainda é compatível com as certificações de construção sustentável. “O concreto usado para fazer os blocos usa escombros de concreto antigo como agregado em sua composição. Assim, recursos não são desperdiçados e ficam na cadeia produtiva, o que limita os efeitos ambientais negativos”, completa Jan Busser, diretor-gerente da Jansen Recycling BV – outra empresa que fabrica Legioblocks na Grã-Bretanha. 

Peças maciças de concreto também foram utilizadas na canalização de um rio, entre a Escócia e a Inglaterra

Peças maciças de concreto também foram utilizadas na canalização de um rio, entre a Escócia e a Inglaterra

Entrevistados

Owen Batham, diretor de marketing da Elite Precast Concrete, e Jan Busser, diretor-gerente da Jansen Recycling BV (via assessorias de imprensa)

Contatos
sales@legioblock.com
sales@eliteprecast.co.uk

Crédito Fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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