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Aquário Pantanal vira obra relevante de Ruy Ohtake

Gestão, Inovação, Mercado da Construção, Obras Inovadoras 12 de junho de 2014

Projetada pelo arquiteto, construção na cidade de Campo Grande conta com a assessoria técnica da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Por: Altair Santos

O Aquário Pantanal é atualmente o projeto que mais mobiliza o renomado arquiteto Ruy Ohtake. É ele quem assina a obra, que entrou na reta final de execução. A previsão é que seja inaugurada em outubro de 2014, em Campo Grande-MS, nas comemorações dos 37 anos de emancipação do Mato Grosso do Sul. Para que tudo saia minuciosamente como planejou, Ohtake tem visitado a construção de 15 em 15 dias. “Se perguntarem qual o meu melhor projeto, digo sempre que é o que está em andamento. Que filho você mais gosta? Arquiteto é mais ou menos parecido. Nós temos que nos habituar em ser um pouco mais ousados”, diz, falando do Aquário Pantanal.

Aquário Pantanal: complexo recebe 15 mil m³ de concreto e Ruy Ohtake visita obra semanalmente

O projeto é complexo e, por isso, impôs desafios à engenharia. Com 17 mil m² de área construída, a obra localiza-se no Parque das Nações Indígenas e é financiando pelo governo sul-matogrossense. O custo estimado é de R$ 80 milhões e conta com a assessoria técnica da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Na fase de concretagem, a PhD Engenharia, do professor-doutor Paulo Helene, também foi contratada para orientar na estrutura do material a ser usado na construção. A resistência à compressão foi fator determinante na escolha do concreto, já que as paredes dos 16 grandes aquários que o prédio irá abrigar deverão suportar 4.275.000 litros de água.

A princípio optou-se pelo uso do concreto convencional (CCV) com resistência à compressão de 35 MPa. Porém, falhas na concretagem, com o aparecimento de nichos e mudança de tonalidade do concreto, levaram à mudança no tipo do material. Estudos da UFMS, com a orientação do especialista Paulo Helene, concluíram que o concreto autoadensável (CAA) com fck de 50 MPa, seria a solução ideal. A aplicação do CAA, porém, exigiu treinamento da mão de obra e revisão na estanqueidade das fôrmas. Nas primeiras aplicações, houve vazamento do material. A complexidade das peças também requereu que o concreto usasse pedriscos de 12,5 mm, em vez de brita 1, de 18 mm.

Concreto autoadensável acelerou obra

Ruy Ohtake: visita de 15 em 15 dias à obra do aquário

Resolvidos os impasses em relação à concretagem, o uso de CAA acelerou a obra. Com o concreto convencional, um caminhão-betoneira levava até meia hora para descarregar todo o volume. Com o autoadensável, o tempo reduziu para 12 minutos. Por causa da esbelteza das peças, muitas delas receberam 100% de CAA. A concentração de armaduras também inviabilizou o uso de concreto convencional. A construção recebeu 15 mil m³ de concreto, dos quais 75% na forma de autoadensável. Os dados fazem parte de relatório apresentado pelo curso de graduação em engenharia civil da UFMS, durante o 1º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções, que aconteceu em Foz do Iguaçu-PR, de 21 a 23 de maio de 2014.

Ruy Ohtake acompanhou os estudos na UFMS e teve contato direto com os alunos da universidade. Ele explica por que escolheu a forma de elipse para a arquitetura do Aquário Pantanal. “Por que uma elipse? É um formato bonito. É instigante, todo mundo quer saber o que será ali. É uma forma inovadora, não tem nada parecido no mundo”, disse, em palestra aos estudantes. O complexo irá receber 263 espécies da fauna aquática da região e será o maior aquário de água doce do mundo.

Entrevistados
Arquiteto Ruy Ohtake
Engenheiro-doutor Paulo Helene
Engenheira civil e professora da UFMS, Sandra Regina Bertocini
Contatos
instituto@institutotomieohtake.org.br
paulo.helene@concretophd.com.br
sandra.bertocini@gmail.com

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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