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A mudança caminha ao lado do crescimento

Comportamento e Carreira, Gestão, Gestão Estratégica, Marketing e Vendas 26 de julho de 2010

A mudança de comportamento empresarial, para ser bem sucedida, deve partir da vida pessoal

Por: Lilian Júlio

Roberto Belotti

Mudar é a premissa do crescimento e da competitividade. Esta é uma das afirmações de Roberto Belotti, palestrante, professor de pós-graduação e diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais. “As empresas que não pensam em mudanças não serão competitivas”, explica. Além disso, ele afirma que as mudanças devem envolver tanto a vida profissional quanto a pessoal. Mas, como estar preparado para uma mudança?

Belotti conta que muitas pessoas dizem não ter nada contra a mudança – desde que ela envolva apenas os outros. “As pessoas dizem ‘mudar é importante, mas eu não preciso mudar’. Por isso, o mais importante é a mudança de atitude, alterar a forma de pensar”, declara. O maior desafio perante uma transformação é convencer os envolvidos de que ela é necessária, principalmente, em uma empresa. “Existe uma dificuldade muito grande de sair do status quo, porque não se sabe o que vem pela frente”, diz.

Mudanças empresariais

Em uma empresa a falta de mudança pode significar a ruína da organização. “Bill Gates dizia que nós devemos tornar nossos produtos obsoletos antes que os concorrentes o façam. É disso que precisamos: inovação e criatividade”, explica Belotti. Ele ainda conta que para criar é preciso mudar – e numa empresa deve-se pensar na cultura da empresa.

“Você não pode pensar em fazer mudanças numa organização sem levar em conta a cultura da empresa. Elas envolvem a revisão de paradigmas e isso pode ser multiplicado entre os colaboradores”, afirma. Este trabalho cabe a um líder, o gestor da mudança: é ele quem vai ser o responsável por mostrar por que a mudança é essencial para a empresa. “O item primordial é a flexibilidade – ninguém muda sendo inflexível”, revela.

A flexibilidade e o jogo de cintura são importantes para se adaptar à nova realidade. Roberto  Belotti cita uma frase de Charles Darwin para ilustrar essa situação: “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. E sim aquele que melhor souber adaptar-se às mudanças”. Ele conta que esta frase deve ser o lema da vida corporativa e que saber adaptar-se às novidades é fator sine qua non para o sucesso.

O consultor cita um exemplo recente de empresa que quebrou seus paradigmas e, como consequência, teve um sucesso maior do que o esperado. A Fiat lançou, no início de maio deste ano, o novo Uno. “Pela primeira vez na história, a liderança de vendas do Gol (da Volkswagen) está ameaçada: o tempo de espera pelo novo Uno chega a 90 dias”, conta Belotti. Ele justifica essa situação pelo desejo do consumidor e diz que as pessoas procuram um carro novo e não apenas um zero quilômetro. “Elas querem mudanças, novos projetos, inovações – e isso não apenas no setor automobilístico, mas em tudo na vida”, afirma.

Profissional e pessoal

Belotti diz que as mudanças aplicadas nas organizações devem ser compartilhadas e experimentadas, também, na vida pessoal e que um dos requisitos para o ser humano viver bem é saber adaptar-se ao mundo e não ter medo de novidades. “Antes de sermos profissionais somos seres humanos e, portanto, a mudança tem que partir da vida pessoal”.

Para quem presencia suas palestras, Belotti sempre dá um recado: a mudança não pode ser limitada a um aspecto da vida. “É preciso mudar atitudes e estar aberto às mudanças necessárias para a competitividade. Quem pensa em transformações é competitivo e terá emprego em qualquer lugar – estará sempre pensando em como ajudar a empresa a melhorar”, afirma. No entanto, ele alerta: é preciso entender o que pode e o que não pode ser mudado.

“Existe uma frase muito famosa utilizada, inclusive, nos Alcoólicos Anônimos, que deve ser nossa oração diária”, declara. A frase? “Dê-me forças para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma da outra”.

(Leia mais sobre o papel do gestor na matéria “Mudanças Organizacionais devem envolver toda a empresa”, aqui no Massa Cinzenta http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/mudancas-organizacionais-devem-envolver-toda-a-empresa/)

 

Entrevistado
Roberto Belotti
Currículo
– Diretor da R. Belotti Cursos e Treinamentos Empresariais Ltda.
– Engenheiro, advogado e professor de cursos de pós-graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR)
– Especialista em Administração de Pessoas e Psicologia do Trabalho pela UFPR
– Mestre em Administração e Recursos Humanos pela Universidade de Extremadura (Espanha)
Email: contato@rbelotti.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content


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