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A importância da neurolinguística em ambiente profissional

Comportamento e Carreira 19 de maio de 2008

Empresas e autônomos já obtiveram resultados positivos com a técnica

Jeinny Cristiane Teske

Jeinny Cristiane Teske

Itambé Empresarial – O que é neurolinguística?

Jeinny Teske – A neurolinguística, nada mais é que a linguagem que o cérebro utiliza.

O comportamento, o hábito, as tomadas de decisão de uma pessoa, antes de serem manifestadas, passam por todo um processo cerebral.

Dessa maneira, a neurolinguística trabalha a fim de potencializar o que o ser humano tem de melhor e minimizar seus bloqueios e limitações.

Quando se fala em estratégica da neurolinguística, trata-se do passo a passo do cérebro antes de alguém desempenhar uma função. Exemplo: Uma pessoa adora comer chocolate ou gosta de fumar.

Antes de tudo, deve-se descobrir porque sente tanta necessidade e quais os benefícios que esse hábito proporciona para depois substituí-lo. Digamos que essa vontade seja porque diminui a ansiedade. Mas, verifica-se que correr, por exemplo, também causa esse mesmo efeito. Através da aplicação das técnicas específicas de reprogramação mental, a pessoa tem a possibilidade de minimizar a necessidade ao ponto de trocar o hábito.

I.E – Como as técnicas da neurolinguística podem ser aplicadas na negociação?

Jeinny Teske – A comunicação eficaz é uma ferramenta essencial para se obter sucesso na negociação ou numa venda. Por isso, a neurolinguística traz algumas técnicas que aprimoram o poder de comunicação, como por exemplo: Metamodelo de linguagem, Rapport e a Comunicação propriamente dita.

Esses fatores trabalham com a expressão corporal, com a fala, com a maneira de agir e, principalmente, com a empatia. Pois é ela o ponto mais importante na hora da venda ou de uma negociação.

I.E – Qual é a importância da neurolinguística?

Jeinny Teske – A neurolinguística é importante porque atinge os mais diferentes focos e pode trazer diversos benefícios.

Dentro de uma empresa, as vantagens podem aparecer de várias maneiras, assim como no Planejamento Estratégico, na Comunicação e na Liderança.

No Planejamento Estratégico, funcionários e líderes aprendem a cumprir e organizar melhor os prazos, enriquecem seu comportamento, geram e obtém motivação, desenvolvem pró-atividade e muito mais.

Na comunicação, todos aprendem a se expressar, melhoram a sinergia entre grupos e desenvolvem equipes mais motivadas.

Para se comunicar bem, não basta usar apenas as palavras certas. A maneira de se gesticular, o tom da voz, a postura, a maneira de olhar e de se vestir também representam muito e são tão importantes quanto à palavra em si.

A liderança também é outro fator que a neurolinguística ajuda a desenvolver nas pessoas. Não basta ser líder, tem que saber liderar. E, saber liderar é ser uma pessoa otimista, positiva, que cause motivação entre as pessoas, que transmita confiança e respeito.

Um bom líder deve estar sempre atento aos objetivos da empresa, mas também dos seus funcionários. Deve saber se portar e falar com as pessoas.

I.E – A expressão corporal é importante na área profissional? Por quê?

Jeinny Teske – A expressão corporal é essencial na área profissional.

Porém, a procura pela neurolinguística não foi primeiramente uma iniciativa das empresas. Foi uma procura individual e pessoal.

As pessoas começaram a procurar pela neurolinguística por curiosidade e indicação de amigos. O resultado foi tão positivo que a técnica foi sendo usada em ambiente de trabalho.

Os líderes perceberam o quanto o rendimento melhorou e entenderam que a neurolinguística deveria ser vista como mais uma ferramenta para obter sucesso e progresso dentro das empresas. Dessa maneira, ela vem sendo cada vez mais procurada e valorizada.

I.E – Quais são os maiores sucessos e vantagens obtidas para os profissionais que sabem se expressar corporalmente?

Jeinny Teske – Tanto os profissionais de grandes empresas quanto os profissionais autônomos já obtiveram resultados positivos após aplicar as técnicas da neurolinguística em ambiente profissional.

Saber se expressar corporalmente quer dizer mais resultados, mais vantagens, mais motivação, melhor comunicação, melhor planejamento, melhor relacionamento com clientes, entre tantas outras vantagens.

I.E – A expressão corporal é levada em consideração desde uma entrevista até cargos de responsabilidade em uma empresa?

Jeinny Teske – Com certeza.

Quando um profissional precisa avaliar seu candidato, ele vai levar em consideração sua qualificação, seu currículo, sua experiência profissional e, logicamente sua expressão corporal.

Se por um acaso duas pessoas estiverem no mesmo nível de qualificação, a decisão será tomada pela maneira como cada uma se comportou. Vai conseguir a vaga quem soube se expressar claramente, soube falar em tom agradável, que estava bem vestida e que tinha uma boa postura.

Ou seja, a neurolinguística é essencial na hora de conseguir um emprego, mas esses cuidados não devem ser tomados apenas na hora da entrevista.

Depois, mesmo em cargo de liderança, o profissional deve se comportar como tal. Não pode cometer gafes nem faltas de educação. Deve saber ser firme sem assustar as pessoas, principalmente os clientes.

Dessa maneira, uma pessoa nunca perde em colocar em prática as técnicas da neurolinguística, estando no cargo e situação que for.

I.E – Quais são as maiores dificuldades em se expressar corporalmente?

Jeinny Teske – As dificuldades sempre existem. Mas, é importante lembrar que cada um tem seu jeito, todos somos diferentes e, é simplesmente impossível demonstrar aquilo que não somos.

Por isso, muitas vezes a técnica da neurolinguística deve ser aprendida de dentro para fora.

Não basta cumprimentar seus funcionários com um sorriso se por dentro estiver pensando que não queria ver ninguém naquele momento. Primeiro você deve aprender que cada um que está ali é importante para a empresa e merece ser tratado bem.

A empatia é com certeza um fator predominante e essencial para o bom relacionamento.

É importante lembrar também que a fala representa apenas 30% da comunicação, o resto vem da gesticulação, do tom da voz, entre outros fatores.

I.E – A expressão corporal deve mudar de acordo com o ambiente e público? Por quê?

Jeinny Teske – Com toda certeza.

Ninguém se comporta no ambiente de trabalho da mesma maneira que se comporta em um bar, por exemplo.

Mas, até mesmo em ambiente de trabalho as posturas podem ser diferentes. Existem clientes mais formais, que devem ser tratados com mais cuidado. Os mais desencanados já podem ser tratados com mais informalidade.

Cabe a você ter conhecimento e sensibilidade para saber como agir com cada pessoa e em cada situação.

I.E – Quais são os maiores cuidados que uma pessoa deve tomar para não cometer gafes em ambientes de trabalho com a expressão corporal?

Jeinny Teske – Para as mulheres cabem aquelas regrinhas básicas. Tomar cuidado com os decotes, com as roupas transparentes e saias curtas. Tudo que chama muita a atenção e foge do padrão não é bom. Não falar alto demais e nem se gesticular em excesso também é importante.

Para os homens, cabe lembrar de estar sempre bem vestido e com a barba feita. Devem tomar cuidados também para não agir de maneira grosseira, com prepotência. Toda a educação e respeito são bem vindas no ambiente profissional.

I.E – Mesmo que inconscientemente, a expressão corporal é percebida e reparada pela maioria das pessoas?

Jeinny Teske – Tudo o que é reparado, é por que está extravagante demais. Assim, se uma pessoa falar alto, for mal educado, grosseiro, tiver com uma roupa suja, com uma saia curta, com bijuterias barulhentas, e assim por diante, com certeza serão vistas e comentadas por todos. E isso, não é bom.

I.E – A personalidade profissional de uma pessoa pode ser julgada e avaliada pela expressão corporal?

Jeinny Teske – Como disse anteriormente, todos expressam aquilo que realmente são. Por isso, a maneira como uma pessoa se porta, fala, como se veste, como senta, como anda, e tudo o que fala e a maneira como age tem a ver com sua personalidade.

I.E – Dê algumas dicas importantes sobre a neurolinguística e como elas devem ser aplicadas.

Jeinny Teske – As atitudes, gestos, iniciativas devem ser analisadas caso a caso.

Ou seja, não há uma regra específica para cada atitude e situação. Por exemplo, nem sempre estar de braço cruzado quer dizer distância, falta de interesse. A pessoa pode estar de braço cruzado simplesmente porque está com frio.

Por isso, repito: o melhor processo na neurolinguística é a empatia.

Portanto, se for conversar com alguém que esteja de braços cruzados e com a cara feia, aja da mesma maneira. Isso vai fazer com que ela se identifique com você. Depois, o próximo passo, é agir de maneira inversa. Vá ficando com um ar mais simpático e relaxe. A tendência é que a pessoa faça o mesmo.

Dessa forma, você primeiramente conquistou, fez com que ela se identificasse com você, e isso, já é mais da metade do caminho andado.

Algumas indicações sobre o tema:

Poder Sem Limites – de Anthony Robbins

Continuum – Instituto de Performance Humana

Aprenda a Liderar com a Programação Neurolinguística – Pierre Longin

Qual a origem da PNL? Delphos e Associados

Jeinny Cristiane Teske – Gerente de Soluções e Advogada. Há alguns anos dedica-se ao desenvolvimento e aprimoramento de pessoas com as mais avançadas técnicas de transformação comportamental. Especializada em atendimento personalizado individual ou em grupo, seja com a aplicação do processo de Coaching ou Neurolinguística aplicada para aumento de performance e alcance de resultados.

· Practitioner e Master em Programação Neuroliguística pelo Instituto de Performance Humana Continuum (www.iphc.com.br);

· Coach membro da Sociedade Brasileira de Coaching (www.sbcoaching.com.br);

Contatos: jeinny@iphc.com.br / jeinny@sbcoaching.com.br
Referência:
Créditos: Caroline Veiga



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